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quinta-feira, abril 28, 2016

Discurso sobre a servidão voluntária




Nosso comentário:


Dentro da qualidade que os leitores reconhecem aos lançamentos desta Editora, eis aqui mais uma boa proposta de leitura.
Obras desafiantes e provocadoras, na sua grande maioria, pelo que não consentem a quem as lê, ficar indiferente após cada leitura.
Deixo a sugestão aos leitores do blog, que podem ler abaixo a detalhada sinopse deste "Discurso sobre a servidão voluntária".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


3.ª edição

                      

DISCURSO SOBRE A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA 

 

ÉTIENNE DE LA BOÉTIE
 

TRADUÇÃo e prefácio Manuel João Gomes
ensaio anexo Pierre Clastres

«Quem era La Boétie e que pretendia ele? O que constitui a "eternidade" deste Discurso, a sua intensidade de cometa cruzando os séculos, é o facto de esta análise não ser "de tempo nenhum", sendo como é "de todos os tempos" — desde que existe o poder do Estado. Como Maquiavel, a quem se opõe menos do que parece, La Boétie atinge os segredos políticos dos séculos vindouros (Spinoza, Locke, Rousseau) fazendo-o porém com uma maior lucidez que o leva a recusar qualquer visão ideal das relações entre o Estado e o cidadão. Além disso, o Discurso extravasa os moldes duma leitura política tradicional. O repetido fascínio que exerce provém de igualmente lançar os fundamentos dum estudo das relações entre o domínio e a servidão nas relações íntimas interpessoais. O tirano não se reduz a uma categoria política, é também uma categoria mental ou até "metafísica". Esta relação entre domínio e servidão não se trava somente na sociedade constituída, trava-se também no âmago da consciência. Deste Discurso não extraímos uma simples lição política, extraímos igualmente uma lição ética moral, como um apelo a rejeitar das nossas próprias entranhas a figura ameaçadora e cruel e adorada do tirano.»
Séverine Auffret
CULTIVA A INTELIGÊNCIA,
NÃO DEIXES MORRER
A REVOLTA
94 pp. | pvp 12 EUR
ISBN 978-972-608-013-8


10% de desconto e portes gratuitos para Portugal continental na loja online e por encomenda (info@antigona.pt)
 
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domingo, abril 10, 2016

Edições Horus, toca a publicar!


Nosso comentário:

Tenho participado em diversas "ANTOLOGIAS" editadas pela "Editora Horus".
Faço-o da mesma maneira que o fazia aquando esta Editora usava a designação "Nós Poetas Editamos".
Sinceramente que, para quem quiser dar os primeiros passos na escrita, divulgar o seu talento, ou simplesmente manter viva a criatividade de sempre, esta Editora parece-me uma boa opção.
Dito isto, divulgo o link da Editora Horus aos leitores do blog, pois pode entre eles, haver quem esteja interessado em divulgar o que escreve.
Isto, independentemente de ter já livros editados.
Uma boa iniciativa dentro do género,  um ótimo veiculo de divulgação dos escritos de quem escreve.
Também uma ótima maneira de participar e conhecer outros autores.
Oxalá seja útil a algum de vós...

Desejo a todos uma ótima semana,


António Esperança Pereira


            
    
Antologia de Prosa <img src="https://a.gfx.ms/emoji_1F4DA.png" class="Emoji$1F4DA$AF2 RenderedEmoji" title="Livros" alt="Livros" /> Candidaturas abertas 

Participe no livro “Sons do Vento”!
Envie-nos vários contos em prosa com um máximo de 1500 caracteres (incluindo espaços), num ficheiro em formato word acompanhado de biografia.
A seleção dos mesmos é da responsabilidade das Edições Hórus.
Os autores podem participar com mais do que um texto desde que seja identificado com um heterónimo ou pseudónimo.
O tema é livre!
Tem até 31 de Maio de 2016 para enviar o seu conto para:
edicoes.horus@gmail.com
A Editora apenas pode utilizar os textos para este propósito e não existem direitos de autor.
Pode encontrar o regulamento no evento do facebook:
https://www.facebook.com/events/1116617398358681/
Para mais informações contacte-nos:
edicoes.horus@gmail.com
https://www.facebook.com/edicoeshorus2/
Aguardamos pela sua participação


quinta-feira, janeiro 28, 2016

Novidades da Antígona, confira!


Para: António


A NEBULOSA

 

pier paolo pasolini
 


TRADUÇÃO Manuela Gomes
INTRODUÇÃO Alberto Piccinini
 

A Nebulosa (1959) impôs a Pasolini «vinte dias atrozes fechado num hotelzito a trabalhar como um cão». Guião literário escrito em 1959, irreconhecível no filme Milano nera (1961), e que se lê como um romance negro, apenas em 1995 foi resgatado ao esquecimento. Texto febril e colérico, A Nebulosa mergulha na periferia de uma Milão envolta em névoa, com «fieiras de luzes e de prédios envidraçados», onde um grupo de teddy boys, numa estonteante noite de fim de ano, afoga na mais extremada violência as suas frustrações. Nesta ronda frenética com contornos de Laranja Mecânica, em que só néons de bares pontuam a longa noite sem estrelas da juventude tentada pelo abismo, estão na mira de Pasolini a perversão moral engendrada pela sociedade afluente e o seu desprezo por tudo. A mesma perversão moral que, suspeita-se, terá selado o destino trágico de Pasolini.

Pier Paolo Pasolini (1922-1975) é um dos maiores intelectuais italianos do século XX. Cineasta consumado, a sua carreira reparte-se entre a escrita literária, o guionismo e o jornalismo. Nos anos 50, embrenhou-se no submundo de Roma, vindo a retirar dos pobres subúrbios proletários a matéria dos seus primeiros romances, Vadios (1955) e Uma Vida Violenta (1959), pelos quais dá corpo a corrosivas críticas sociais. Na década de 60, assinou o seu primeiro filme, Accattone (1961), somando desde então uma película por ano, entre as quais Mamma Roma (1962), Teorema (1968) e Decameron (1971). Nos anos 70, como periodista do Corriere della Sera, suscita controvérsia pelas suas ideias sobre o ateísmo, a homossexualidade e o fascismo. Acérrimo crítico da burguesia italiana em ascensão no pós-guerra e da sociedade consumista, revelou-se em todo o seu esplendor como figura maior que previu e denunciou os males da sociedade contemporânea. Foi assassinado em Ostia, nos arredores de Roma, em Novembro de 1975.
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200 pp. | pvp 16 EUR
ISBN 978-972-608-271-2

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quinta-feira, janeiro 21, 2016

Novidades, vale a pena ler...


Breve nota do autor do blog:

Recebo por e-mail a promoção de variadíssimas coisas.
Evidente que não tenho por mister ser divulgador seja do que for. Nem a intenção deste blog é essa, pois trata-se de um blog pessoal e não mais que isso.
Porém, tratando-se de livros, de bons livros (há que dizê-lo) e conhecendo eu a qualidade sempre patente das publicações desta Editora, não resisto a divulgar as suas últimas novidades.
O estimado leitor pode abaixo, através da simples leitura da sinopse de cada obra, aquilatar-se da importância dos temas abordados.
Vale mesmo a pena ler!

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


ANTÍGONA | Novidades 2016

Para: António

NOVIDADES | 2016

A Nebulosa

PIER PAOLO PASOLINI

(GUIÃO)

 

tradução Manuela Gomes 
Janeiro


A Nebulosa (1959) impôs a Pasolini «vinte dias atrozes fechado num hotelzito a trabalhar como um cão». Guião literário escrito em 1959, irreconhecível no filme Milano nera (1961), e que se lê como um romance negro, apenas em 1995 foi resgatado ao esquecimento. Texto febril e colérico, A Nebulosa mergulha na periferia de uma Milão envolta em névoa, com «fieiras de luzes e de prédios envidraçados», onde um grupo de teddy boys, numa estonteante noite de fim de ano, afoga na mais extremada violência as suas frustrações. Nesta ronda frenética com contornos de Laranja Mecânica, em que só néons de bares pontuam a longa noite sem estrelas da juventude tentada pelo abismo, estão na mira de Pasolini a perversão moral engendrada pela sociedade afluente e o seu desprezo por tudo.

O Palácio do Riso

GERMÁN MARÍN

(ROMANCE)

 

prefácio Roberto Merino
posfácio Júlio Henriques
tradução Helena Pitta
Abril


Romance de rara perfeição, O Palácio do Riso (1995) recria, entre passado e presente, a história da Villa Grimaldi, um dos maiores centros de tortura durante a ditadura de Pinochet, também apodado jocosamente de Palácio do Riso pelos agentes da polícia política. Quando um narrador, nunca nomeado, revisita o edifício, o passado feliz da casa funde-se com um legado de barbárie e com as vivências de quem enfrenta o horror de olhos bem abertos. História de decadência de um país, é uma viagem ao coração de um trauma pela mão experiente de um autor que sempre condenou abertamente a ocultação colectiva de infâmias.

Germán Marín (n. 1935, Santiago do Chile) é autor de um conjunto de obras de grande força e com carácter reconhecidamente polémico. Figura maior das letras chilenas, move-se pela literatura como pela vida: de forma franca e frontal. Passou a adolescência em Buenos Aires e, nos anos 60, regressou ao Chile, onde colaborou activamente com a Quimantú, a editora impulsionada por Allende. O golpe militar de Pinochet obrigou-o a exilar-se no México. Vive no Chile desde 1992 e publicou Fuegos artificiales e Círculo Vicioso, entre outras obras. 

Conta-me Uma Adivinha 

 TILLIE OLSEN

(CONTOS)

 

tradução Manuela Gomes
posfácio Diana V. Almeida 

Maio


Conta-me Uma Adivinha (1961) reúne quatro dos melhores contos de Tillie Olsen, revelando a voz de uma América que tivera pouca expressão até então: «Eis-me aqui, a passar a ferro» dá voz a uma mãe preocupada, que realiza tarefas domésticas; «Ei marinheiro, que navio?» relata o progressivo isolamento de um homem embarcado, cada vez mais perdido no álcool; «Ó Sim», sobre o racismo imbrincado na sociedade negra; e o conto que dá nome à colectânea: «Conta-me Uma Adivinha», que acompanha o declínio físico de uma matriarca.

Tillie Olsen (1912-2007), activista e prestigiada escritora americana, ganhou notoriedade na década de 1930, tendo publicado textos na New Republic e na Partisan Review. Espírito rebelde, denunciou na sua obra a dureza das condições de vida das classes obreiras, celebrando em simultâneo, a esperança na mudança. Sempre cultivou a escrita literária num quotidiano exigente e atribulado, e o activismo político dos primeiros anos nunca esmoreceu.  

A Armadilha Daech
O Estado Islâmico ou o Retorno da História

 PIERRE-JEAN LUIZARD

(ENSAIO)

 

tradução Pedro Carvalho e Guerra  

Março


O historiador Pierre-Jean Luizard reconstitui neste livro a dinâmica do Daech, restituindo-a sobretudo ao seu contexto. Recuando ao período colonial e à presença otomana, A Armadilha Daech traça um amplo quadro geo-histórico e é uma lúcida análise dos efeitos duradouros provocados pela emergência do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Investigador no CNRS, Pierre-Jean Luizard é historiador e especialista no Médio Oriente.

Entrevista do autor a Les Inrocks.

O Universo Concentracionário

 DAVID ROUSSET

(ENSAIO)

 

tradução, introdução e glossário
 
João Tiago Proença  

Fevereiro


Os homens normais não sabem que tudo é possível.

David Rousset foi um dos primeiros deportados a descrever os mecanismos e a lógica dos campos de concentração, que o nazismo levou ao paroxismo do horror. Escrito em Agosto de 1945 e inédito em Portugal, O Universo Concentracionário revela o sistema que neles operava, pondo a nu as suas molas psicológicas e as hierarquias que neles se estabeleciam. Este texto de Rousset, filósofo de formação, é amplamente citado por Hannah Arendt n’ As Origens do Totalitarismo.

Kallocaína

KARIN BOYE

(ROMANCE)

 

tradução do sueco João Reis 

Março


Kallocaína (1940) é um romance distópico inspirado pelo apogeu do nacional-socialismo na Alemanha, na veia de 1984, de George Orwell e de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Num futuro desumanizado e totalitário, um estado militar controla a sociedade, que se vergou à sua vontade, na ânsia da segurança prometida. Quando o cientista Leo Kall inventa um soro da verdade, o Estado não se coíbe de querer extorquir todos os segredos e pensamentos dos seus cidadãos. Um romance opressivo que concebe a ditadura como algo inerente à consciência individual e que se revela clarividente no que toca ao uso de drogas como elemento de controlo de massas.

Karin Boye (1900-1941) é um dos vultos mais destacados da literatura sueca do século xx. Membro do movimento cultural Clarté, viajou pela Europa e conheceu a União Soviética de Estaline e a Alemanha nazi de Hitler, situação que influenciaria claramente a escrita de Kallocaína. Suicidou-se em Abril de 1941.

Oreo

FRAN ROSS

(ROMANCE)

 

tradução Paulo Faria
Abril


Oreo: Alguém que é preto por fora e branco por dentro.

Uma história plausível. — Flaubert
Burp! — Wittgenstein
 
O romance satírico Oreo (1974), «demasiado avançado para o seu tempo», segundo a crítica, é uma pérola injustamente esquecida e redescoberta em 2015 pelo público americano. Oreo, a personagem principal, filha de mãe negra, parte em busca do pai judeu na Grande Maçã, convertendo-se num Teseu moderno com laivos feministas. A insólita linguagem, a corrosiva crítica social e o humor picaresco fazem de Oreo uma obra surpreendente.  

Fran Ross (1935-1985) nasceu em Filadélfia e passou grande parte da sua vida em Nova Iorque. Colaborou com o Saturday Evening Post e diversos periódicos e editoras. Escreveu para Richard Pryor, o humorista afro-americano mais célebre dos anos 70.

OREO no New York Times, na New Yorker e na Literary Review. 

Cartas a Um Jovem Poeta

RAINER MARIA RILKE

 (edição bilingue)

 

tradução e posfácio José Miranda Justo 
Fevereiro


Edição bilingue, posfaciada por José Miranda Justo, das dez epístolas trocadas ao longo de cinco anos entre Rilke e Franz Xaver Kappus, jovem que procurava dar os primeiros passos no domínio da escrita poética. Um compêndio vital sobre a conduta e o ofício do poeta e a arte da escrita.  

Viagem aos Confins da Cidade 

 LEONARDO LIPPOLIS

(ENSAIO)

 

tradução Margarida Periquito 

Fevereiro

 
Viagem aos Confins da Cidade é uma indagação sobre a crise da metrópole e sobre o imaginário de uma época que, nas transformações das suas cidades, lê o seu inexorável declínio. Uma reflexão sobre o destino das cidades contemporâneas, quer idealizadas por filósofos e urbanistas, quer por romancistas e cineastas.  
 
Leonardo Lippolis (Génova, 1974), professor, estuda as interligações entre arte, arquitectura, cidade e política, de uma perspectiva neo-situacionista. Entre as suas obras contam-se Urbanismo unitário (2002) e La nuova Babilonia (2007).

Uma Apologia do Ócio / A Conversa e os Conversadores 

ROBERT LOUIS STEVENSON

 (ENSAIOS)

 

tradução Rogério Casanova 
Março


Uma Apologia do Ócio (1877) apresenta, precisamente, o ócio como uma crítica tomada de posição, à disposição de todos. Como arte de viver com benefícios comprovados, em busca do «palpitante calor da vida», assim se desmonta um quotidiano acinzentado pelas obrigações laborais. Dois textos de Robert Louis Stevenson que nos convencem de que o ócio e a conversa merecem figurar como artes maiores, a cultivar, na vida do homem. 

A Vida sem Princípios 

HENRY DAVID THOREAU

 (ENSAIO)

 

tradução Luís Leitão 
Abril


N’A Vida sem Príncípios (1863), Henry David Thoreau desenvolve o seu pensamento sedicioso, demonstrando que as necessidades materiais e as contingências diárias são um entrave ao crescimento espiritual e alertando-nos para as armadilhas mundanas em que facilmente nos enredamos. Ensaio-programa de vida, nele se exalta o individualismo e a comunhão com a natureza, advogando a rejeição da sociedade.


Maçãs Silvestres e Cores de Outono

(ENSAIOS)

 

tradução Luís Leitão 
Maio 


A par dos seus textos políticos mais interventivos, Thoreau celebrizou-se pela nature writing, textos telúricos em que a natureza, a sua nobreza e sagacidade dão azo a reflexões e inevitáveis comparações com a vida humana. A colectânea reúne Maçãs Silvestres (1862), um dos últimos textos do autor, e Cores de Outono, matéria para uma genuína apologia dos sentidos e para fugazes, mas intensas, experiências vivificantes.

Antígona

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