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quarta-feira, agosto 09, 2017

Silly season e a Coreia do Norte


Nosso comentário:


Vimos assistindo nos últimos tempos a ameaças bélicas dos Estados Unidos da América à Coreia do Norte e vice-versa.
Essas ameaças têm vindo a subir de tom, de tal maneira que já se fala em utilizar o potencial nuclear.
Conhece-se mais ou menos bem o potencial bélico dos EUA, conhece-se menos bem o potencial bélico da Coreia do Norte.
Na nossa memória, e tendo como base o que aconteceu com a invasão do Iraque, ao tempo do Presidente Bush, é fácil relembrar a "chuva de fogo" despoletada pelo invasor ao ponto de nem deixar o invadido respirar.
Na altura nem foi preciso utilizar as bombas atómicas que arrasam cidades como Hiroshima ou muito maiores ainda...
Desta vez, como será? isto no caso de as ameaças passarem a vias de facto?
Que consequências regionais e mundiais?
Haverá juízo na utilização das sofisticadas armas letais ou não? 
Ter-se-á aprendido alguma coisa com a 2.ª guerra mundial e com grande maluco de então, Adolf Hitler, ou nem por isso?

PS. As graves ameaças de Donald Trump a Kim Jong e vice-versa fizeram-me pensar que estamos em Agosto. Ocorreu-me o conceito anglo-saxónico aplicado a esta época do ano: "Silly Season".

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


sexta-feira, julho 14, 2017

China e Países Lusófonos em milhões

Nosso comentário:

Uma notícia bem interessante para se ter uma ideia da importância económica crescente da China nos países que falam português. E vice-versa. O comércio entre as duas partes já ronda muitos milhões estando em maior evidência da parte da Lusofonia, o volume de negócios havidos com três desses países: o Brasil, Angola e Portugal.
A globalização, quer se goste ou não se goste, está aí.
Definitivamente os tempos dos nacionalismos exacerbados, do isolamento, não têm futuro. Estamos como que condenados a entender-nos, a convivermos uns com os outros.
Sem dúvida que lidar com o novo paradigma da globalização exigirá muito engenho e arte. Porque, não é novidade para ninguém, se uns não aproveitarem oportunidades, não faltará quem as queira aproveitar...
Creio que o próprio Senhor Trump, a brincar a brincar, partindo de ideias obsoletas de isolar os EUA, percebeu esse seu erro crasso na cimeira do G 20 em Paris.
Para bom entendedor, meia palavra basta!

António Esperança Pereira





Foto LUSA: Ilha Gulangyu, Xiamen, província de Fujian, China, 18 de maio de 2017
EPA/ROMAN PILIPEY

Comércio entre a China e os países de língua portuguesa sobe 41,51% até maio

Macau, China, 12 jul (Lusa) – As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa subiram 41,51% até maio, em termos anuais homólogos, atingindo 46,32 mil milhões de dólares (40,42 mil milhões de euros), indicam dados oficiais.
Dados dos Serviços de Alfândega da China, publicados no portal do Fórum Macau, indicam que a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 33,22 mil milhões de dólares (28,99 mil milhões de euros), mais 48,90%, e vendeu produtos no valor de 13,10 mil milhões de dólares (11,43 mil milhões de euros), mais 25,70%.
O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 33,18 mil milhões de dólares (28,94 mil milhões de euros) entre janeiro e maio, um valor que traduz um aumento anual homólogo de 37,97%.
As exportações da China para o Brasil atingiram 10,15 mil milhões de dólares (8,85 mil milhões de euros), refletindo uma subida de 32,78%, enquanto as importações chinesas totalizaram 23,02 mil milhões de dólares (20,08 mil milhões de euros), mais 40,39% face aos primeiros cinco meses do ano transato.
Com Angola, o segundo parceiro lusófono da China, as trocas comerciais cresceram 72,98%, atingindo 10,04 mil milhões de dólares (8,76 mil milhões de euros).
Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 843,01 milhões de dólares (735,74 milhões de euros), mais 37,82%, e comprou mercadorias avaliadas em 9,2 mil milhões de dólares (8,02 mil milhões de euros), refletindo uma subida de 77,12%.
Já com Portugal, terceiro parceiro da China entre os países de língua portuguesa, o comércio bilateral cifrou-se em 2,25 mil milhões de dólares (1,96 mil milhões de euros) – mais 7,26% –, numa balança comercial favorável a Pequim.
A China vendeu a Lisboa bens na ordem de 1,48 mil milhões de dólares (1,29 mil milhões de euros), menos 4,69%, e comprou produtos avaliados em 761,69 milhões de dólares (76,169 milhões de euros), mais 42,08% face aos primeiros cinco meses do ano passado.
A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne a nível ministerial de três em três anos.
Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de só ter passado a fazer parte da ‘família’ do Fórum Macau no final de março, após a China ter anunciado o restabelecimento dos laços diplomáticos com São Tomé e Príncipe, dias depois de o país africano ter cortado relações com Taiwan e reconhecido Pequim.
O comércio entre São Tomé e Príncipe e a China é insignificante: entre janeiro e maio cifrou-se em 3,31 milhões de dólares (2,88 milhões de euros), valor que corresponde na totalidade às exportações chinesas.
FV (DM) // VM – Lusa/Fim

sexta-feira, novembro 18, 2016

A propósito de Trump...muros?


Nosso comentário:

A minha meninice está muito associada a muros.
Nasci e cresci numa região do país (Beira Alta) onde predominava a pequena propriedade.
Havia pequenos hortos onde mal se cabia, pequenas leiras, quintais, todavia estes minúsculos nacos de terra eram por contraste pejados e cercados de muros.
Vezes havia em que era maior o espaço ocupado pelas pedras do muro que o espaço ocupado pela terra que cercavam.
Como criança que era, associava essa propriedade retalhada em pequenos nadas, fundamentalmente a duas coisas: medo e posse.
Via os crescidos zangarem-se com as águas de um qualquer ribeiro pequenino que não sabiam partilhar. Ou as águas parcas de um poço meio cheio, meio a secar. 
Chegavam a travar-se de razões por motivos ridículos: um animal que ousara atravessar o muro da sua horta; alguém que pisara ou devassara a cancela tosca; uma pedra do muro derrubada, um qualquer sinal mínimo de invasão alheia...
Ora, ali naquela manta retalhada de hortas e leiras vi pela primeira vez o real significado de um muro. Dividia, separava, semeava ódio, isolava, empobrecia, enfim...
Uma semente de miséria, posse e violência provincianas!
Quanto àquelas propriedades, o futuro o confirmaria, de tão pequeninas que eram, acabariam tristes e pequenas, pobres e isoladas: pela impossibilidade, pelo abandono, pelo envelhecimento, pelo cansaço, pela ausência de horizonte.

PS. Muros Sr. Trump?

Fiquem bem

António Esperança Pereira


A construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México foi uma das promessas basilares na campanha eleitoral de Donald Trump e já depois de eleito o candidato republicano voltou a frisar que a construção iria mesmo avançar.
Em entrevista ao programa "60 minutos", da CBS, o presidente eleito admitiu que o muro possa ser "em algumas partes" uma vedação, o que tornaria o seu custo um pouco mais baixo. Trump referiu um custo total de 12 mil milhões de dólares (11,2 mil milhões de euros), mas as estimativas de especialistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) apontam para um valor próximo dos 40 mil milhões (37,4 mil milhões de euros).
É que só em betão o projeto custará 9 mil milhões.

segunda-feira, novembro 07, 2016

Eleições americanas e democracia



Nosso comentário:

Estamos praticamente em cima das eleições norte-americanas, considerado um dos maiores acontecimentos políticos do ano.
Não há assim grande coisa a dizer a respeito, pois certamente os eleitores do futuro Presidente dos EUA já terão nesta altura feito a sua escolha.
Escolha essa que se resume nisto:
Ou um caminho de continuidade defendido e apoiado pelo atual Presidente Obama, na pessoa de Hillary Clinton, ou uma carta fechada, uma aventura perigosa, um futuro que ninguém de boa fé saberá dizer qual será, na pessoa de Donald Trump.
São as opções possíveis para o eleitorado.
Ora, mesmo que os dois candidatos não correspondam 100% às expetativas dos cidadãos norte-americanos, eu, se fosse norte-americano saberia em quem não votar.
Aliás, quando a dúvida se tem colocado da mesma forma em eleições do meu país, Portugal, também tenho votado na solução menos má. Ou seja, na solução melhor de entre o que me é apresentado.
Assim, tal como eu, oxalá que os americanos, em particular os indecisos, façam como eu faria.
Que votem maioritariamente "o menos mal possível".
Desejando que tudo corra bem em terras norte-americanas, deixo acima uma ilustração com a sua piada sobre "Democracia".
 
António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...