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quarta-feira, junho 26, 2013

Humilhados e Empobrecidos, Greve Geral amanhã!


Secretário-geral da UGT diz que protesto é "grito de insubmissão" em tempo de "tolerância zero"

Nosso comentário:


Estamos em vésperas de mais uma "GREVE GERAL" em Portugal (27 de Junho/2013) a somar a mil e uma acções de luta, manifestações, protestos, apupos, etc. 
Mesmo assim com tanta acção de luta, tanto protesto, apupos, isolamento governamental, o governo lá se vai mantendo, levando-nos a todos nós, cidadãos, e ao país, numa cruzada que nem ele (governo) sabe onde levará.
Oxalá o horizonte não muito longínquo nos descubra pelo menos um pouco de um véu agora encoberto e mostre que mais não seja uma réstia de esperança.
Para já, enquanto as coisas se mantiverem nebulosas, enviesadas, é fazer-se o que se pode, ir estando atento quer a possibilidades quer a dificuldades, tentando contorná-las o melhor possível tendo em conta as condições específicas da vida de cada um.
O governo não se demite. O Presidente da República não dissolve a Assembleia da República, a oposição tarda em mostrar uma vontade e uma liderança capaz de nos fazer acreditar que seria bom que tal acontecesse.
Paninhos quentes da oposição, governo a tratar de si e a fazer pela vida com garras de quem está agarrado ao poder a qualquer preço, o povo português cansado e quase curvado com todas as velhacarias que lhe vêm sendo impostas: velhacarias que vão do desemprego, ao incentivo à emigração, aos cortes em tudo o que é apoio social, à elevada carga de impostos, etc. etc.
Como diria o humilde povo da minha terra em tempos difíceis de antanho: 
"Há-de ser o que Deus quiser".
Via email recebi esta petição cujo conteúdo me parece razoável.
O leitor leia a petição e, se concordar com ela, assine-a como é solicitado. Será um ato de cidadania, uma boa acção digamos assim, um ato simbólico mas útil, no sentido de defender alguns direitos básicos das pessoas comuns e com poucos recursos económicos.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Mais de dois mil já assinaram petição da Deco contra as comissões bancárias

Deco quer que o Parlamento proíba a cobrança de comissões ou outros encargos pela manutenção de contas à ordem.


Mais de duas mil pessoas já assinaram a petição hoje lançada pela Deco, com a qual a associação de defesa do consumidor pretende extinguir as comissões bancárias ou outros encargos de manutenção nas contas à ordem.
Na petição, que poderá ser assinada em www.deco.proteste.pt/conta-sem-custos , a Deco afirma que as despesas de manutenção das contas à ordem, que "aumentaram 41%, em média, desde 2007" são "cobrança abusiva, uma vez que não tem nenhum serviço associado".
Para um saldo de 250 euros, os bancos estão atualmente a cobrar uma comissão média anual de 59,38 euros contra 42,18 euros em 2007, informa a Deco.
Acresce que, "os consumidores mais penalizados são, precisamente, aqueles que menos recursos têm, pagando, em média, até cinco vezes mais que os consumidores com património elevado", disse Joaquim Rodrigues da Silva, da Deco.
Pelas contas da associação, um saldo médio de 3500 euros está a pagar, em média, 12,62 euros de despesas por ano enquanto um saldo médio de apenas 500 euros tem de pagar 59,38 euros.
Esta associação identificou mesmo algumas situações de desempregados que, a partir do momento em que perderam o emprego e deixaram de receber ordenado, tiveram de começar a suportar encargos com a manutenção das suas contas.
No entender da Deco, a manutenção da uma conta à ordem não é um serviço em si, mas, antes, o suporte que permite o desenvolvimento das demais relações, estas sim sob a forma de serviços, que se estabelecem entre o cliente bancário e a instituição de crédito", pode ler-se na petição.
Segundo Joaquim Rodrigues da Silva, estas despesas "distorcem os critérios de escolha dos bancos por parte dos consumidores". E explica porquê: "As pessoas escolhem um banco por causa de um crédito à habitação, que tem uma taxa anual efetiva, que as satisfaz e depois, ao longo do tempo são surpreendidas com o aumento sistemático das comissões associadas a esse crédito."
Logo que reúna, pelo menos 4000 assinaturas, a petição será enviada ao Parlamento que deverá debater a eliminação das comissões nas contas à ordem.
"Não vamos deixar este assunto cair", promete Joaquim Rodrigues da Silva.

segunda-feira, junho 03, 2013

Oferta de emprego e resposta do candidato...


Nosso comentário:


O descontentamento social agrava-se, os últimos números apresentados pela OCDE sobre Portugal revelam uma degradação de todos os índices económicos. 
Estranha-se tal facto já que com tais e tamanhas medidas de austeridade, tais e tamanhos impostos, um programa da Troika supostamente para fazer bem ao país, acaba tudo isto por ser infrutífero.
Pior, acaba por agravar-se a situação do país com a intervenção estrangeira.
O governo, dadas as circunstâncias em que governa, praticamente escondido do povo, é sabido que só se aguenta com o beneplácito do Presidente da República.
Não admira por isso, com o agravar de uma situação que era suposto melhorar e não melhora, que as pessoas se indignem, muitas delas extremando suas posições, o seu vocabulário, a sua indignação para com os poderes deste país.
Poderes que já demonstraram à saciedade não estarem à altura das circunstâncias. 
Tem sido pedida massivamente uma intervenção do senhor Presidente da República, que compreensivelmente da sua parte, não tem acontecido, uma vez que a governação em exercício é do seu agrado e da sua família política.
Mas é uma governação isolada, sem rumo, sem autoridade moral nem apoio social para atacar os problemas graves que criou com os exageros da austeridade.
É nesta onda de pessimismo social que surge hoje mesmo um "SIM ASSERTIVO E CONTUNDENTE" da moderada Central Sindical UGT (que congrega socialistas, sociais democratas, democratas cristãos...) a uma greve geral em convergência com a Central Sindical mais à esquerda, CGTP) ainda para este mês de Junho/2013.
Aguardem-se, pois, os próximos capítulos de uma situação preocupante para o presente e futuro do país, construída sobre mentiras de campanha eleitoral, cada vez mais a descoberto, no pós PEC IV de José Sócrates.


PS. Para aliviar o desabafo deixo algum humor e umas palavras de António Aleixo que me foram enviadas.

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira



Oferta de emprego na área da restauração

Anúncio no jornal:
Somos um restaurante casual no centro da cidade e estamos à procura de músicos para tocarem de graça no nosso restaurante, podendo assim promover a sua música e vender os seus CDs. Este não é um emprego diário, é apenas para eventos especiais que eventualmente se tornarão eventos diários uma vez que a resposta do público seja positiva. Preferimos que toquem Jazz, Rock, e outros ritmos mais leves, de todo o mundo e de várias culturas. Está interessado em promover o seu trabalho? Então comunique connosco o mais rápido possível.


Resposta de um candidato:
Sou um músico, à procura de um dono de restaurante que venha a minha casa promover o seu restaurante ao fazer comida de graça para mim e para os meus amigos. Isto não aconteceria diariamente, mas a princípio em eventos especiais, os quais poderão eventualmente crescer e tornar-se em algo grande e diário, se a resposta for positiva. Damos preferência a carnes de primeira e peixes frescos pescados na nossa costa. Você está interessado em promover o seu restaurante? Então comunique comigo urgentemente!
 


"Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.
                                   António Aleixo"

quarta-feira, maio 01, 2013

Duas débeis razões os mantêm no poder...


Nosso comentário:


É quase inevitável no país com as fronteiras mais antigas da Europa, Portugal, não se falar sempre e mais do mesmo: 
A situação social, política, económica, em que se encontra.
Hoje é dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador. 
Sob a égide das duas maiores Centrais Sindicais CGTP e UGT, comemorou-se nas ruas a importante data.
Lisboa e Porto, por serem as duas maiores cidades do país, concentram sempre a maior parte das gentes que desfilam nas ruas, que protestam, que se insurgem contra as políticas de austeridade, de miséria, de empobrecimento a que as orientações das classes dirigentes no poder, nos estão a levar.
Pede-se alto e bom som a demissão do governo.
Pede-se alto e bom som que parem os que incutem tamanhos sofrimentos ao povo português, sob a batuta da Alemanha, cuja líder não há muito tempo disse que Portugal se prepare para perder parte da sua soberania.
Ouvem-se vaias quando se profere o nome do senhor Presidente da República.
Perigosa situação. Triste fado em que nos estão a afundar.
Sente-se mal-estar. Nas ruas, no trabalho, em cada lar português. 
A austeridade com os cortes permanentes nas reformas, nos carenciados, nos doentes, nos estudantes, o galopante flagelo do desemprego, a sangria nos jovens levando-os a emigrar, parecem ser coisas aterradoras capazes de fazer rebentar a paciência e os limites do imaginável.
Os índices de confiança em quem governa são quase nulos. Temos uma governação (considerada como um todo) que governa contra os portugueses. 
Ninguém os quer lá, mas a Democracia afinal tem destas coisas. Continua a ser parca em soluções anti-perpetuação no poder. 
Muitos são os eleitos em democracia que passam as suas vidas no poleiro.
E quando se pedem alternativas, que todos sabemos que as há, dizem-nos que não as há. 
É caso para perguntar, onde raio está a Democracia?
No caso do governo, dado o isolamento em que se encontra perante o povo que o elegeu, só se mantém em funções por duas débeis razões: pelo apoio que lhe confere o Senhor Presidente da República e pela maioria de votos que conseguiu (PSD + CDS) em campanha eleitoral feita com base em mentiras de circunstância.


PS. Deixo-lhes um interessante texto (zinho) sobre a Avenida da Liberdade, Lisboa, um dos palcos das manifestações de hoje. Era um espaço de alguns, passou a ser um espaço de todos.


Fiquem bem, António Esperança Pereira








AVENIDA DA LIBERDADE


A Avenida da Liberdade já teve o nome de Passeio Público. Depois do terramoto de 1755.
O Marquês de Pombal criou o Passeio Público na área atualmente ocupada pela parte inferior da Avenida da Liberdade e Praça dos Restauradores.
O Passeio estava rodeado de muros e portões, por onde só passava quem pagasse uma taxa.
Em 1821, quando os liberais subiram ao poder, os muros foram deitados abaixo, e o Passeio fez justiça ao nome...
Tornou-se Público.
A Avenida da Liberdade é hoje um ex-libris da nossa capital. Podemos lá encontrar Hóteis *****
Lojas de Marcas Internacionais, Esplanadas bem equipadas e, claro, árvores de vários portes junto a bancos de jardim, onde se pode calmamente descansar um pouco, quando o calor começa a fazer-se sentir.
É caso para dizer:
Se a Avenida da Liberdade "falasse"muito tinha para contar, pois foram e são tantas as suas "memórias"...

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...