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quinta-feira, dezembro 17, 2015

A língua chinesa também é traiçoeira


Nosso comentário:


Como estamos em plena época natalícia vou optar hoje por partilhar mais uma anedotazinha "a língua chinesa também é traiçoeira", que se lê num instante e não chateia ninguém.
Aliás quanto ao resto parece tudo estar mais ou menos bem encaminhado. O governo de António Costa já está a governar, até parece que surpreende pela positiva.
Juros da dívida baixos, a PaF (Coligação de direita) foi à vida, candidatos a Presidente da República felizmente não faltam, Sócrates recomeça a falar em liberdade, e assim por diante.
Como que há uma Primavera a nascer depois de um longo e triste inverno de Troika e Pàf.
Só realmente o frio parece indicar-nos que estamos a entrar na estação que dá pelo nome de Inverno. Um tempo sempre de alguma dureza para todos embora por razões diversas.
Mas como é época de Natal com as luzinhas a brilhar por aí, as pessoas a animarem-se com encontros e reencontros, algum consumismo mais ou menos deslumbrado à mistura, nem se dá pelo frio.

PS. Deixo então a prometida anedota.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



A língua chinesa também é traiçoeira


A empresa chinesa que comprou a EDP enviou para Portugal um engenheiro para uma ação formativa de índole técnica.
Passados alguns dias, o chinês foi ter com o presidente da empresa e reclamou
:
- Chinês muito chateado com portugueses!
- Mas porquê, o que é que aconteceu?
- Chinês não gostar do alcunha que colocaram nele!
- Mas que alcunha foi essa?
- Hemorróida!
- Mas isso é uma vergonha, vou já resolver isso.
Convoca todos os funcionários para uma reunião e...

- Vocês não têm vergonha de fazer uma coisa dessas! Chamar a este senhor hemorróida. Eu não quero ouvir mais isso aqui. De hoje em diante chamem-no pelo nome
. Aliás, como é mesmo seu nome?

- SAI SANG DU KU

domingo, dezembro 09, 2012

Apagão Nacional, cartão vermelho ao governo.




Apagão Nacional...Vamos desligar os nossos televisores, quando o Passos Coelho estiver a transmitir a tradicional mensagem de Natal 2012.
Apagão Nacional...

Vamos desligar os nossos televisores, quando o Passos Coelho estiver a 
transmitir a tradicional mensagem de Natal 2012.






Nosso comentário:



Dou hoje especial realce ao "Apagão Nacional". Uma ideia sugerida nas redes sociais, puramente simbólica, mas a que aderi pelo significado que a mesma representa.
Porque havemos nós de ouvir quem não nos ouve a nós?
Porque há de o povo português ouvir uma mensagem supostamente mansa imbuída de um hipócrita espírito natalício, quando o governo trata os portugueses com uma dureza, uma frieza, uma falta de ética, de humanismo, inexplicáveis?
As depressões nos jovens a aumentarem, os pais com dificuldade de educar seus filhos, os adultos com dificuldades de arranjarem e/ou manterem os empregos, os mais velhos espoliados do dinheiro que depositaram toda uma vida para terem uma velhice digna...
Roubados, desgovernados, abandonados, ludibriados, enganados pela gente que governa.
Que esperam os portugueses de um governo eleito "democraticamente" que "impõe despoticamente" as suas medidas?
Valeu a pena passar-se uma vida inteira com o fantasma do "comunismo mauzão", o tal que nos diziam que comia criancinhas, que nacionalizava tudo o que fosse dos privados, que defendia só o que é público, que tira tudo do bolso do cidadão, que lhe tira até a liberdade?
Afinal de contas o que estão estes senhores a fazer senão o mesmo que diziam que o comunismo fazia, encapotado com uma roupagem de direita?
Acham que eu prefiro a TAP nas mãos de um qualquer estrangeiro, colombiano ou não, do que nacionalizada?
Acham que eu prefiro a RTP nas mãos de um angolano, ou outro qualquer privado, do que nacionalizada?
Acham que eu prefiro a EDP nas mãos dos chineses, ou quaisquer outros, do que nacionalizada?
Acham que um regime comunista tira mais às classes médias e aos mais fracos do que este tira?
Quanto à liberdade, atente-se nas notícias, em tantos casos de pressão e saneamento na comunicação social, na distribuição desleal de tempos de antena, nas cargas policiais desproporcionadas, etc etc.
Que liberdade? liberdade de fachada? liberdade de opinião quando eles fazem o que querem, como querem?
Decididamente meus amigos leitores, os extremos tocam-se. 
A extrema direita governa de forma semelhante à extrema esquerda. 
A nós "povo que lava no rio" resta discernir um pouco, tomar depois uma de duas opções disponíveis, pelo menos para já, ou pelo enriquecimento do ESTADO ou pelo enriquecimento de uns tantos GRANDES CAPITALISTAS.
Com mágoa o digo porque tenho acreditado que no meio é que está a virtude...
Mas neste momento, com a destruição maciça das classes médias por parte deste governo, com a manifesta prepotência dos poderes instituídos, não vislumbro, em boa consciência, que exista  um MEIO entre aquelas duas hipóteses.
Haverá eleições dentro em breve, e a opção do cidadão comum irá cada vez mais ser uma destas: ou MAIS PODER AO ESTADO, ou MAIS PODER AO GRANDE CAPITAL.


PS. Ilustro o meu post com as últimas quatro capas do JN (Jornal de Notícias) que aleatoriamente retirei da Internet, para dar aos leitores uma fotografia do país Portugal, Dezembro/2012



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/




09 de dezembro de 201208 de dezembro de 201207 de dezembro de 201206 de dezembro de 2012

domingo, outubro 21, 2012

País a pão e água mais endividado do que antes


Nosso comentário:



Antes de tudo chamo a atenção dos leitores para o video que integra o blog de José Pires, cujo link podem encontrar abaixo, e de cujo visionamento se pode ficar com uma noção de como tanta coisa injusta funciona e alimenta o sistema. Vale a pena ver e reter alguns ensinamentos.
Mesmo que leve alguns minutos a ver e ler as legendas, como foi o meu caso, merece bem a pena.
Trata-se de um assunto que versa a máquina de fazer dinheiro, que sugere no imediato que algo deveria ser mudado rapidamente.
Algo está mesmo muito mal, tendo em conta as reais necessidades das PESSOAS deste mundo em que vivemos.
O video é disso muito esclarecedor.
Destaco também um curto tema político, um pequeno texto que retirei do Facebook.
Refere-se o mesmo à situação em que o país mergulhou desde José Sócrates até ao presente momento, sob o domínio da Troika.
Parece-me pertinente dar-lhe destaque numa altura em que alguns casos começam a ensombrar o Executivo em funções. Para já não falar da impopularidade absoluta do mesmo.
Não bastavam o caso Relvas, a Tecnoforma, a inconstitucionalidade de medidas tomadas, as divergências na coligação governamental...havia de aparecer mais um incomodativo embaraço que se prende com escutas telefónicas da PJ (Polícia Judiciária) durante a operação MONTE BRANCO.
Nessas escutas telefónicas teriam sido apanhados membros do governo, designadamente o primeiro ministro, em conversas pouco abonatórias para os próprios.
Enfim...um governo com pouca crença em si próprio, nenhuns trunfos, um povo completamente desacreditado em quem governa.
 
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira


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O QUE É O DINHEIRO? DE ONDE É QUE VEM ?
QUAL É O OBJECTIVO DE CRIAR PAPEL ?
DÍVIDA ?!!!! PERANTE QUEM E PARA QUÊ ???
Um vídeo que deve ser visto por todos. COMPARTILHA-O
http://jose-pires-um-ser-livre.blogspot.pt/2012/10/ve-o-que-e-farsa-da-divida.html


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Por Lara Ferrraz (Facebook)


Todos nos lembramos do quanto José Sócrates se bateu para evitar o resgate de Portugal, uma situação que considerava humilhante e com consequências devastadoras (tinha razão). Tinha-o conseguido, com o apoio dos alemães, do BCE e da Comissão, que queriam travar a onda de resgates na zona euro.

Rajoy, em Espanha, está agora pressionado pela própria Alemanha, que vai fazendo umas contas, a não pedir o resgate. Seria um rombo no FEEF, que, para já, conta apenas com mais 80 000 milhões de euros do que o MEE, seu antecessor. E poderá significar um rombo ainda maior na economia europeia, da qual a Alemanha faz parte, sobretudo se se seguir a Itália.

O PSD entendeu por bem, no ano passado, mandar às urtigas meses de laboriosas negociações e um saneamento mais racional e gradual das contas públicas, que procurava não destruir a economia.

Reeleito Cavaco, mandou o Governo abaixo e
chamou entusiasticamente a Troika. Estão agora os portugueses todos a pagar por isso. Não é que não o mereçam: votaram nestas abéculas, (e agora) protestam.

(Protestam também) os que irresponsavelmente diziam, que isto só lá ia com a “ajuda” externa. Sem a mínima ideia do que andam a fazer, Passos e Gaspar berram agora (Gaspar em inglês) que o objetivo é verem-se livres o mais depressa possível daqueles que eles próprios tão prontamente chamaram. Sem vergonha.

Na prática, a vinda da Troika serviu para venderem a REN e a EDP, premiarem uns amigos, flexibilizarem os despedimentos, acabarem com uns feriados e, pelo caminho, porem o país a pão e água e mais endividado do que antes.

Desconheço o autor deste pertinente texto


 

terça-feira, outubro 09, 2012

Este poderoso Império do Mal...


Nosso comentário:



Via email recebemos o texto abaixo, o qual em nosso entender merece ser lido e divulgado.
Há que tentar perceber os contornos da crise, quem é quem, e, se possível juntar as pontas de uma mesma meada.
Há quem lhe chame nomes feios a essa meada, tais como, máfias, polvo, illuminati, etc etc.
Nós preferimos não chamar nomes. Ao invés disso, parece-nos mais importante entender o porquê de "uma coisa destas" estar a acontecer assim de um momento para o outro. "Uma coisa destas" que vem deixando paulatinamente, um após outro, cair povos inteiros como simples cartas de um baralho de cartas.
A Grécia é o exemplo europeu em estado de delapidação mais avançado, hoje mesmo pode constatar-se o estado de quase guerra civil em que o desespero está a levar aquele povo.
Seguir-se-ão outros, a Espanha é já um barril de pólvora, agora com a hipótese da independência da Catalunha à perna, Portugal outro, Irlanda, Chipre, Itália, Malta, França, etc etc.
Quem lucra com isto?
Leia-se o artigo abaixo, ele faz a ponte, a colagem se quiserem, a outros textos, tomadas de posição, declarações de individualidades credíveis, sobre uma suposta panaceia em que nos meteram.
O leitor, tal como eu, gostaríamos que fosse mentira, que toda esta gente fossem bons rapazes, bem intencionados, tementes do seu Deus mas em boa verdade se diga, a ganância pelo dinheiro e pelo poder são tais, que se estão borrifando para as teses da Igreja Católica do sofrimento eterno para os maus, da fogueira do inferno tenebroso, para os pecadores. 
Estes "Pecadores" perderam a vergonha, só mesmo o petróleo e sua valia economico-financeira, o controle das fontes energéticas, os faz "declarar guerra aos infiéis". Não outra razão qualquer.
Pelo que, das duas uma: ou há Deus e estes malfeitores vão parar ao Inferno com I grande, nele arderão até ao último miligrama do seu pó, ou não há Deus e vão eles para onde forem, depois da morte, nada poderá remediar tanto mal que na vida terrena causaram aos povos do planeta.
 


PS. A foto de Carlos Moedas foi copiada do site oficial do governo atual, de que é Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro.



 Fiquem bem, António Esperança Pereira



CARLOS MOEDAS (GOVERNO) PERTENCE AO POLVO INTERNACIONAL?

Os arautos da transparência, têm como exemplo disso mesmo - "transparência" - o adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, que, veio agora a saber-se, tem 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação.
Como sócios, teve os senhores Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button, a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.
Como clientes, tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros, entre outros.
Nada obsceno, para quem é adjunto de Pedro Passos Coelho!

Não esquecer ainda que Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, onde estava a trabalharantes de vir para o Governo.
Também António Borges é outro ex-dirigente do Goldman, e que está agora a orientar(!?) as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.

Lamentavelmente, à política económica suicidária da UE, que resultou nas tragédias que já todos conhecem, acresce a queda do Governo Holandês (ironicamente, acérrimo defensor da austeridade) e o agravamento da recessão em Espanha. Por conseguinte, a zona euro vê o seu espaço de manobra cada vez mais reduzido e os ataques dos especuladores são cada vez mais mortíferos.
Vale a pena lembrar uma vez mais que o Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo, etc., apostaram biliões de dólares na implosão da moeda única. Na sequência dos avultadíssimos lucros obtidos durante a crise financeira de 2008 e das suspeitas de manipulação de mercado que recaíam sobre estas entidades, o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação dos seus gestores.
Ficou também demonstrado que o Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido. Todavia, esta entidade realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado. Deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com prejuízo para os seus clientes).
Estes predadores criminosos, disfarçados de banqueiros e investidores respeitáveis, são jogadores de póquer que jogam com as cartas marcadas e, por esta via, auferem lucros avultadíssimos, tornando-se, assim, nos homens mais ricos e influentes do planeta. Entretanto, todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta actividade predatória. Tudo isto, revoltantemente, acontece com a cumplicidade de governantes e das autoridades reguladoras.
Desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos. Acresce que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos. Desta maneira, condiciona o crescimento da economia mundial, bem como condena milhões de pessoas a fome.
No que toca a canibalização económica de um país, a fórmula é simples: o Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, declara que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obriga-o, assim, a pedir mais empréstimos com juros agiotas.. Em simultâneo, impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esse país. De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a abrir os seus sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais.
Como as empresas nacionais estão bastante fragilizadas e depauperadas pelas medidas de austeridade e da consequente recessão, não conseguem competir e acabam por ser presa fácil das grandes corporações internacionais.
A estratégia predadora do Goldman and Sachs tem sido muito eficiente. Esta passa por infiltrar os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a condicionar e manipular a evolução política e económica em seu favor e em prejuízo das populações..
Desta maneira, dos cargos de CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc., fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), entre outros.
Alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, tem fortes ligações ao Goldman and Sachs. Este poderoso império do mal, que se exprime através de sociedades anónimas, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias.
Domingos Ferreira
Professor/Investigador Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa

sexta-feira, março 16, 2012

Pessoa, Mexia, origem do conto do Vigário...

EDP mantém remuneração de 600 mil euros/ano a Mexia


Nota do autor:

Esta talvez a notícia mais escandalosa que li hoje na imprensa. Isto depois de o "governo poupadinho em funções", ter aceite a demissão do secretário de Estado que, pelo menos, se propunha, lutar pelos consumidores, contra gente desta.
Acreditem que já nem ligo a Ronaldos, Mourinhos, outros ricaços cá da praça, os ditos homens da alta finança e do "capital sem fronteiras"... não sou invejoso, apenas sou sensível e muita coisa mexe comigo, choca-me.

Mas para alguma comunicação social, para os verdadeiros invejosos que ela alimenta, a culpa é mesmo de Sócrates, não há dúvida.
Mais uma notícia bombástica hoje afirma que Sócrates gasta 15.000 euros por mês...(!!!???) 
Mais do que nunca estou convencido que o homem fez obra neste país por maldade, as autoestradas, para ele próprio fazer jogging, as Energias Alternativas, uma distração pessoal, as Novas Oportunidades, um ato de propaganda política, as pontes, claramente também para o seu jogging, os computadores Magalhães de exportação, uma fraude, os índices de eficiência do SNS (Serviço Nacional de Saúde) uma mentira. Etc etc.

Porque, tirando ele, olho à minha volta e é tudo gente séria: vivem do cultivo de suas hortas, do amanho da terra com suas juntas de bois e de machos, trabalhando arduamente o campo agreste, de sol a sol. Comem uma buxa de pão e toucinho, apacentam seus rebanhos magros de seca, bebem um pouco de vinho amargo, vestem velhas roupas de cotim, rotas, sujas, pés descalços, encostados a seus cajados.

Não metem a mão nas pensões dos reformados, nem vão ao bolso dos portugueses com impostos excessivos, não gamam até dizer chega. Não pagam salários de miséria aos seus trabalhadores, não enriquecem com mão de obra precária, não sonham com turbo-rotundas, nem com turbo diesel's, nem com condomínios privativos, nem com saunas e greens de golf, nem, nem.
NÃO........ 
É tudo gente séria!!!

Sócrates, porque sonhou um dia fazer obra nesta terra, poque quis ir mais longe e quis que Portugal fosse um país moderno, estar entre os melhores (para o que era preciso investimento, já se vê) ele sim, é o mau da fita.
Por estas e por outras, sem mais delongas deprimentes, prefiro deixar-vos com a origem do conto do vigário, contada por quem sabe: o ilustre Fernando Pessoa: Um enorme português.
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Origem do conto do Vigário

Vivia há já não poucos anos, algures, num concelho do Ribatejo, um pequeno lavrador, e negociante de gado, chamado Manuel Peres Vigário.
Da sua qualidade, como diriam os psicólogos práticos, falará o bastante a circunstância que dá princípio a esta narrativa. Chegou uma vez ao pé dele certo fabricante ilegal de notas falsas, e disse-lhe: «Sr. Vigário, tenho aqui umas notazinhas de cem mil réis que me falta passar. O senhor quer? Largo-lhas por vinte mil réis cada uma.» «Deixa ver», disse o Vigário; e depois, reparando logo que eram imperfeitíssimas, rejeitou-as: «Para que quero eu isso?», disse; «isso nem a cegos se passa.» O outro, porém, insistiu; Vigário cedeu um pouco regateando; por fim fez-se negócio de vinte notas, a dez mil réis cada uma.
Sucedeu que dali a dias tinha o Vigário que pagar a uns irmãos negociantes de gado como ele a diferença de uma conta, no valor certo de um conto de réis. No primeiro dia da feira, em a qual se deveria efectuar o pagamento, estavam os dois irmãos jantando numa taberna escura da localidade, quando surgiu pela porta, cambaleando de bêbado, o Manuel Peres Vigário. Sentou-se à mesa deles, e pediu vinho. Daí a um tempo, depois de vária conversa, pouco inteligível da sua parte, lembrou que tinha que pagar-lhes. E, puxando da carteira, perguntou se, se importavam de receber tudo em notas de cinquenta mil réis. Eles disseram que não, e, como a carteira nesse momento se entreabrisse, o mais vigilante dos dois chamou, com um olhar rápido, a atenção do irmão para as notas, que se via que eram de cem. Houve então a troca de outro olhar.
O Manuel Peres, com lentidão, contou tremulamente vinte notas, que entregou. Um dos irmãos guardou-as logo, tendo-as visto contar, nem se perdeu em olhar mais para elas. O vigário continuou a conversa, e, várias vezes, pediu e bebeu mais vinho. Depois, por natural efeito da bebedeira progressiva, disse que queria ter um recibo. Não era uso, mas nenhum dos irmãos fez questão. Ditava ele o recibo, disse, pois queria as coisas todas certas. E ditou o recibo – um recibo de bêbedo, redundante e absurdo: de como em tal dia, a tais horas, na taberna de fulano, e
«estando nós a jantar (e por ali fora com toda a prolixidade frouxa do bêbedo...), tinham eles recebido de Manuel Peres Vigário, do lugar de qualquer coisa, em pagamento de não sei quê, a quantia de um conto de réis em notas de cinquenta mil réis. O recibo foi datado, foi selado, foi assinado. O Vigário meteu-o na carteira, demorou-se mais um pouco, bebeu ainda mais vinho, e daí a um tempo foi-se embora.
Quando, no próprio dia ou no outro, houve ocasião de se trocar a primeira nota, o que ia a recebê-la devolveu-a logo, por escarradamente falsa, e o mesmo fez à segunda e à terceira... E os irmãos, olhando então verdadeiramente para as notas, viram que nem a cegos se poderiam passar.
Queixaram-se à polícia, e foi chamado o Manuel Peres, que, ouvindo atónito o caso, ergueu as mãos ao céu em graças da bebedeira providencial que o havia colhido no dia do pagamento. Sem isso, disse, talvez, embora inocente, estivesse perdido.
Se não fosse ela, explicou, nem pediria recibo, nem com certeza o pediria como aquele que tinha, e apresentou, assinado pelos dois irmãos, e que provava bem que tinha feito o pagamento em notas de cinquenta mil réis. «E se eu tivesse pago em notas de cem», rematou o Vigário «nem eu estava tão bêbedo que pagasse vinte, como estes senhores dizem que têm, nem muito menos eles, que são homens honrados, mas receberiam.» E, como era de justiça foi mandado em paz.
O caso, porém, não pôde ficar secreto; pouco a pouco se espalhou. E a história do «conto de réis do Manuel Vigário» passou, abreviada, para a imortalidade quotidiana, esquecida já da sua origem.
Os imperfeitíssimos imitadores, pessoais como políticos, do mestre ribatejano nunca chegaram, que eu saiba, a qualquer simulacro digno do estratagema exemplar. Por isso é com ternura que relembro o feito deste grande português, e me figuro, em devaneio, que, se há um céu para os hábeis, como constou que o havia para os bons, ali lhe não deve ter faltado o acolhimento dos próprios grandes mestres da Realidade – nem um leve brilho de olhos de Macchiavelli ou Guicciardini, nem um sorriso momentâneo de George Savile, Marquês de Halifax.
.
Contado por Fernando Pessoa.
(publicado pela primeira vez no diário Sol, Lisboa, ano I, nº 1, de 30/10/1926, com o título de «Um Grande Português». Foi publicado depois no Notícias Ilustrado, 2ª série, Lisboa, 18/08/1929, com o título de «A Origem do Conto do Vigário».
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira


http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/596/

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...