Mostrar mensagens com a etiqueta aeroporto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aeroporto. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, abril 06, 2021

Madeira vai usar cães para farejar pessoas infetadas

 

HOMEM DE GOUVEIA/LUSA Miguel Albuquerque

O Governo da Madeira está a desenvolver um projeto com recurso a cães farejadores para deteção de pessoas infetadas com SARS-CoV-2 no aeroporto, anunciou esta terça-feira o presidente do executivo, Miguel Albuquerque. "Estamos já a trabalhar em cooperação com os tratadores e, obviamente, será uma das áreas que estamos a desenvolver e que, em primeiro lugar, será, talvez, instalado no aeroporto", disse, indicando que o projeto está ainda em fase de ensaio.

O governante falava à margem da abertura da exposição retrospetiva da obra do fotógrafo madeirense João Pestana (1929-2017), no Museu de Fotografia da Madeira, no Funchal. "Estes cães estão dotados da capacidade de detetar se a pessoa é portadora ou não portadora do vírus", explicou, admitindo que, se o projeto for bem-sucedido, o governo regional poderá suspender a obrigatoriedade de apresentação de teste PCR negativo para entrada na região, em vigor desde 1 de julho de 2020.

Miguel Albuquerque reforçou que esta "nova metodologia", cujo enquadramento legal será revelado mais tarde, tem uma "grande fiabilidade". "Já estão a utilizar [cães farejadores] em alguns países e nós queremos fazer um ensaio aqui na Madeira", disse, reforçando: "Vamos fazer esse ensaio piloto. Não vamos generalizar, mas é um ensaio piloto que pode resultar. É algo que nós queremos experimentar". Miguel Albuquerque referiu que deverão ser utilizados dois cães.

De acordo com os dados mais recentes da Direção Regional de Saúde, o arquipélago da Madeira, com cerca de 260 mil habitantes, regista 350 casos ativos de covid-19, num total de 8.466 confirmados desde o início da pandemia, e 71 óbitos associados à doença.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.862.002 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.887 pessoas dos 824.368 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Fiquem bem.

Podem visitar-me, clicando aqui:

Poemas deste mundo e de outro | António Esperança Pereira - Bubok

quinta-feira, junho 11, 2020

Evoquei assim o 10 de Junho em 2011



TGV, Aeroporto e 10 de Junho

É sempre mau
há sempre quem se encolha
quando neste país o sonho tem dimensão grande

é coisa demais logo se diz
apequenamos
criticamos receamos amaldiçoamos

ficamos tolos
maldizentes
as coisas que dizemos
de quem ousa de quem quer

enfermamos de males de mesquinhez
quando o que se quer é avançar
sair da pequenez
a que o retardar de tantos anos
nos levou

estranho povo grande
que gosta de chorar gemer
desanimar
antes mesmo de tentar

e o tempo que se perde
com os que não querem avançar
que se assustam quando surge
uma avalanche força que não para
que não dá para travar

é por entre olhares desconfiados
palavras duras de caciques
escaramuças acesas à mudança
que a obra enfim irrompe

ainda bem que o futuro mostra sempre
que o que deslumbra mesmo
é a obra grande
o valor que temos
a ousadia de que somos capazes

e quando a obra enfim se cumpre
é vê-la admirada pelo futuro e pelo mundo

cumpra-se pois um Portugal sem medo
e que os oceanos e as vidas que ceifaram
quando os transpusemos
os feitos que trouxeram
sejam exemplo
para outros feitos á nossa medida

GRANDES

calem-se de vez os velhos do Restelo
calem-se os cínicos os provincianos
para que Portugal se cumpra
de vez

(Escrito por mim em Junho de 2007, incluído na minha coletânea de poemas "PORTUGAL PERIFÉRICO OU O CENTRO DO MUNDO?")

Fiquem bem, sigam as regras da Direção-Geral de Saúde

De-Dentro-De-Nos-Compilacao-de-Poemas://www.bubok.pt/livros/120

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Ameaça de bomba-Aeroporto de Faro


Recebi o texto em anexo, com o qual concordo.
A Justiça nacional tende a melhorar, ainda que Aquilino Ribeiro, já no seu tempo, alimentasse poucas esperanças...
Tenhamos fé, c'os diabos!
(Foto copiada da net)


Falsa bomba em avião da TAP



Ontem, dia 2 de Fevereiro de 2016, o aeroporto de Faro foi palco de um certo reboliço por causa de telefonemas anónimos que afirmavam ter sido colocada uma bomba num avião da TAP, ali estacionado e a escassos minutos de seguir viagem.
Após ocorrências, mais ou menos recentes, de derrube de aviões por mísseis e outro tipo de bombas, acionadas à distância ou colocadas no interior dos aparelhos, é de levar a sério tais denúncias e foi isso que os responsáveis pelo aeroporto fizeram, suspendendo o voo programado e acionando os dispositivos de segurança previstos para casos semelhantes.
Os passageiros aguardaram cerca de três horas, tempo que levou a esclarecer a situação. Afinal fora falso alarme, alguém teria cometido uma brincadeira de mau gosto, apenas isso.
Não tardou que a P.J. (pensamos que terá sido a P.J.) descobrisse o autor dos telefonemas, um jovem de 35 anos. Não foi necessário prendê-lo, pelo que se soube, devendo no entanto ser observado por técnico competente sobre imputabilidade (em língua portuguesa significa ser responsável) ou inimputabilidade (não ser responsável). Foi adiantado, por fonte jornalística, que a ser inimputável, o “alegado” autor dos telefonemas nada terá a temer; caso seja considerado imputável, então o “suposto” está tramado, aguardando-o uma pena de prisão (talvez suspensa) que pode chegar aos dois anos.
Entretanto foram entrevistados alguns passageiros do avião, que se queixaram por só lhes terem oferecido café com açúcar, sem leite! Também o transtorno da demora, claro.
Nossos comentários:
Por se tratar de um jovem, a ocorrência deve ser considerada mera brincadeira, não lhe devendo ser atribuído outro significado. A pena de “até dois anos” seria sempre exagerada, tanto mais que ainda ontem (precisamente) a Ministra da Justiça se queixou da superlotação das cadeias. Por outro lado, a ação do “presumível” até pode ser encarada de forma positiva: Jovem patriota que simplesmente obrigou o aeroporto a testar uma resposta, o mais eficaz possível, face a eventuais cenas reais.
Quanto aos transtornos dos passageiros, aos suportados pela TAP, ao envolvimento dos policiais e dos seguranças do aeroporto, pequenos percalços sem importância de maior.
Mas o pior está para vir, supostamente. Ou seja, se o assunto subir à barra dos tribunais (terminologia correta), então temos pano para mangas. De certeza, alguma entidade terá que fazer a acusação e consequentemente… alguma entidade terá que fazer a defesa. A acusação tenderá a pintar as coisas muito negras, enquanto à defesa cabe o papel de pintar um quadro o mais rosa que for capaz: “O jovem não tem cadastro, apresenta duas testemunhas a dizerem que foi sempre bem comportado e que lá no Bairro é tido por ótima pessoa, que não tinha a mínima intenção de prejudicar quem quer que fosse e que na altura dos telefonemas estava sob efeito de uns copitos de vinho, ou de uma outra droga qualquer”. 
Entretanto o “arguido” continuará inocente até a sentença transitar em julgado. Quando a sentença for proferida (num curto espaço de tempo), das duas, uma: Ou a defesa fica satisfeita (prevê-se a absolvição, por inimputabilidade), ou recorre da sentença. Em caso de recurso, a questão prossegue e prosseguirá, prosseguirá…
Também entretanto se há de redesenhar (terminologia correta) o mapa judiciário e não imaginamos se o “arguido” continuará a responder no mesmo tribunal, se noutro, ou se pura e simplesmente o assunto acaba arquivado, por ultrapassagem dos prazos legais.
Cremos que este ensaio humorístico (ainda que não pareça) pode ser viável.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


segunda-feira, junho 10, 2013

Em 2011 evoquei assim o 10 de Junho...


O TGV, o Aeroporto e o 10 de Junho


É sempre mau
há sempre quem se encolha
quando neste país o sonho tem dimensão grande

é coisa demais logo se diz
apequenamos
criticamos receamos amaldiçoamos

ficamos tolos
maldizentes
as coisas que dizemos
de quem ousa de quem quer

enfermamos de males de mesquinhez
quando o que se quer é avançar
sair da pequenez
a que o retardar de tantos anos
nos levou

estranho povo grande
que gosta de chorar gemer
desanimar
antes mesmo de tentar

e o tempo que se perde
com os que não querem avançar
que se assustam quando surge
uma avalanche força que não pára
que não dá para travar

é por entre olhares desconfiados
palavras duras de caciques
escaramuças acesas à mudança
que a obra enfim irrompe

ainda bem que o futuro mostra sempre
que o que deslumbra mesmo
é a obra grande
o valor que temos
a ousadia de que somos capazes

e quando a obra enfim se cumpre
é vê-la admirada pelo futuro e pelo mundo

cumpra-se pois um Portugal sem medo
e que os oceanos e as vidas que ceifaram
quando os transpusemos
os feitos que trouxeram
sejam exemplo
para outros feitos á nossa medida

GRANDES

calem-se de vez os velhos do Restelo
calem-se os cínicos os provincianos
para que Portugal se cumpra
de vez

(Escrito por mim em Junho de 2007, incluído na minha coletânea de poemas "PORTUGAL PERIFÉRICO OU O CENTRO DO MUNDO?")
----------------------------------------------------------
ANOS 60/ PERCURSO ADOLESCENTE (escrevia eu isto...)

No cais

Parou a vida no cais
não se ouve um suave canto
estátuas vivas em pé
banham seu rosto de pranto

e sem amor pela vida
voltam as gentes à aldeia
em vestes de negro escuro
à luz tosca da candeia

à luz da suave esperança
tocam os sinos da terra
cintila a luz da candeia
cintilam vidas em guerra.
----------------------------------------------
Pátria triste

São rostos tristes mãos sem nada
na testa faustosa do Império
ideais fecundos enterrados
nas campas das masmorras solitárias.

São cavadores olhos vendados
um mundo de ilusões em cada enxada
uma Pátria triste que apodrece
no próprio ventre seu escravizado.

Mágoas que voam asas cortadas
ofendida a razão e um profundo sono
e só melancolia
para quem o tempo vai sorrindo.

Sorri pois vós ó rostos tristes
pássaros no chão de asas cortadas
que a razão
com vossas asas no futuro voará.
---------------------------------------------
Vento irado

Donde vens tu vento irado
que trazes raiva nas veias
e sopras do mar salgado?

Donde vens que vens tão triste
sopras sopras sem parar
donde vens ó vento triste?

Mas o vento que passava
calou seus lábios estranhos
não disse porquê chorava.

Traz nos lábios água e sal
sofreguidão de quem chora
traz mágoas para Portugal.

E só mágoas e enganos
arrasta o vento consigo
há quatro dezenas de anos.
----------------------------------------------
Nosso comentário

Que não se perca o sentido do essencial. O povo português escolheu virar à direita. É soberana a vontade popular, sem entrar na problemática da abstenção, do voto útil, do cansaço da governação.
Os senhores que ficam agora com as rédeas do poder são herdeiros directos desse tempo que ainda vivi nos anos 60 como adolescente. Tempos sem luz nem esperança.
Não esqueço, não esquecerei as diferenças entre o que então via e o que agora vejo no meu país: UM ABISMO DE DIFERENÇA!

Que não tenha sido em vão o fim das 4 dezenas de anos, ditadura de Salazar
----------------------------------------------
Por ser 10 de Junho, que a língua maravilhosa de Camões viva nos corações dos que se expressam em português, essa Pátria imensa que é a LÍNGUA PORTUGUESA!

  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira


sábado, março 10, 2012

Hospedeira aos gritos, caos no avião...


Uma hospedeira de bordo impediu na sexta-feira um avião da American Airlines de descolar de Dallas, quando repentinamente começou a gritar, referindo os atentados do 11 de Setembro e um alegado acidente que a aeronave iria sofrer.
De acordo com os passageiros citados pelo jornal "Chicago Tribune", a hospedeira estava a dar instruções relativas à segurança antes da descolagem da aeronave em direção a Chicago, quando começou de repente a falar de forma incoerente, explicando que o avião deveria regressar à sua porta de embarque devido a problemas técnicos.
Os restantes membros da tripulação interromperam-na, procurando tranquilizar os passageiros, garantindo que o aparelho não sofria nenhum problema técnico e que iria descolar.
Mas a hospedeira não se acalmou e começou a gritar, referindo um alegado acidente que o avião iria sofrer, a má saúde financeira da American Airlines e os atentados do 11 de Setembro.
Alguns passageiros preocupados com a situação chamaram a polícia através dos seus telemóveis.
A hospedeira foi algemada e tirada à força pela polícia do avião.
Dois membros da tripulação, feridos na sequência do incidente, foram hospitalizados.
O avião acabou por descolar em direção a Chicago com uma hora e 20 minutos de atraso, com outra tripulação.

Clique neste link e veja o video:

 
 
Comentários de leitores
 
 
Rui:
 
Americanices!
 
 
zépimba:
 
As mulheres mal comidas , costumam comportar-se assim...
 
 
bla!:
 
Coitada da senhora... Espero que não a despeçam para poder ir ao médico. E as pessoas que aqui comentam deviam ter vergonha na cara, bom mesmo era que os respectivos filhos tivessem algum tipo de ataque psicótico e fossem igualmente alvo de preconceito.
 
 
Carlos Caridade:
 
Bem, é triste quando gente ignorante, vem gozar com assuntos sérios, como este. Isto trata-se de uma psicopatologia, pelo que deviam ter todos um pouco mais de respeito, visto que todos podemos ter. É de lamentar, mesmo atitude destes portugueses.
 
 
bla!:
 
Finalmente alguém com bom senso! No vídeo referem que ela é bipolar.
----------------------------------------------------------------------------------------
Nosso comentário
 
 
Cada um com os seus fantasmas.
Esta hospedeira norte americana marcada seguramente na sua profissão pelos acontecimentos do 11 de Setembro em Nova Iorque...
também por ossos do ofício onde não devem faltar medos vários, entre os quais a possibilidade de um acidente qualquer com a aeoronave.
Bom seja como for, a rapariga terá que ser tratada e aquilatar sobre o grau de equilíbrio psicológico para o exercício da sua profissão.
Oxalá não seja nada de grave e a hospedeira dos gritinhos possa voltar a voar.
 
O destaque dado hoje a esta notícia tem um segundo sentido, sobretudo quando referimos "cada um com os seus fantasmas".
Os americanos têm razão para ter os seus, designadamente o 11 de Setembro, os portugueses também.
Imagino os gritos, medos, pesadelos que não irão por esse país fora temendo o aparecimento do fisco para penhorar suas casinhas. Exatamente os sítios onde era suposto dormirem seus soninhos relaxados e descansados, a serem levados pelos senhores ao serviço da governação.
 
Também os traumas causados pela recente instalação em Portugal de uma supervisão estrangeira de nome TROIKA, terá trazido aos mais nacionalistas e muito ciosos do seu portuguesismo alguns ais e gritos de revolta, com reprecussão direta no seu estado mental.
Deve haver quem volte a sonhar com O ENCOBERTO (D. SEBASTIÃO) à falta de melhor. Outros a criarem duplas personalidades, tipo uma na frente do patrão outra nas costas do mesmo.
Ainda os desesperados com os governantes moles que têm. Estes a ensaiarem nas longas noites de insónias um novo almejado 25 de Abril ou uma valente padeira de Aljubarrota 2012, que corressem com esta corja.
 
Enfim, tempos de gritos, medos, insónias, fantasmas, com os quais quem lucra são os curandeiros, os padres e os cangalheiros.
----------------------------------------------------------------------------------
Fiquem bem,
 
 

 

 

sexta-feira, junho 10, 2011

António Esperança Pereira: o tgv o aeroporto o dez de junho


É sempre mau
há sempre quem se encolha
quando neste país o sonho tem dimensão grande

é coisa demais logo se diz
apequenamos
criticamos receamos amaldiçoamos

ficamos tolos
maldizentes
as coisas que dizemos
de quem ousa de quem quer

enfermamos de males de mesquinhez
quando o que se quer é avançar
sair da pequenez
a que o retardar de tantos anos
nos levou

estranho povo grande
que gosta de chorar gemer
desanimar
antes mesmo de tentar

e o tempo que se perde
com os que não querem avançar
que se assustam quando surge
uma avalanche força que não pára
que não dá para travar

é por entre olhares desconfiados
palavras duras de caciques
escaramuças acesas à mudança
que a obra enfim irrompe

ainda bem que o futuro mostra sempre
que o que deslumbra mesmo
é a obra grande
o valor que temos
a ousadia de que somos capazes

e quando a obra enfim se cumpre
é vê-la admirada pelo futuro e pelo mundo

cumpra-se pois um Portugal sem medo
e que os oceanos e as vidas que ceifaram
quando os transpusemos
os feitos que trouxeram
sejam exemplo
para outros feitos á nossa medida

GRANDES

calem-se de vez os velhos do Restelo
calem-se os cínicos os provincianos
para que Portugal se cumpra
de vez

(escrito por mim em Junho de 2007)
----------------------------------------------------------
ANOS 60/ PERCURSO ADOLESCENTE (escrevia eu isto...)

No cais

Parou a vida no cais
não se ouve um suave canto
estátuas vivas em pé
banham seu rosto de pranto

e sem amor pela vida
voltam as gentes à aldeia
em vestes de negro escuro
à luz tosca da candeia

à luz da suave esperança
tocam os sinos da terra
cintila a luz da candeia
cintilam vidas em guerra.
----------------------------------------------
Pátria triste

São rostos tristes mãos sem nada
na testa faustosa do Império
ideais fecundos enterrados
nas campas das masmorras solitárias.

São cavadores olhos vendados
um mundo de ilusões em cada enxada
uma Pátria triste que apodrece
no próprio ventre seu escravizado.

Mágoas que voam asas cortadas
ofendida a razão e um profundo sono
e só melancolia
para quem o tempo vai sorrindo.

Sorri pois vós ó rostos tristes
pássaros no chão de asas cortadas
que a razão
com vossas asas no futuro voará.
---------------------------------------------
Vento irado

Donde vens tu vento irado
que trazes raiva nas veias
e sopras do mar salgado?

Donde vens que vens tão triste
sopras sopras sem parar
donde vens ó vento triste?

Mas o vento que passava
calou seus lábios estranhos
não disse porquê chorava.

Traz nos lábios água e sal
sofreguidão de quem chora
traz mágoas para Portugal.

E só mágoas e enganos
arrasta o vento consigo
há quatro dezenas de anos.
----------------------------------------------
Nosso comentário

Que não se perca o sentido do essencial. O povo português escolheu virar à direita. É soberana a vontade popular, sem entrar na problemática da abstenção, do voto útil, do cansaço da governação.
Os senhores que ficam agora com as rédeas do poder são herdeiros directos desse tempo que ainda vivi nos anos 60 como adolescente. Tempos sem luz nem esperança.
Não esqueço, não esquecerei as diferenças entre o que então via e o que agora vejo no meu país: UM ABISMO DE DIFERENÇA!

Que não tenha sido em vão o fim das 4 dezenas de anos, ditadura de Salazar
----------------------------------------------
Por ser 10 de Junho, que a língua maravilhosa de Camões viva nos corações dos que se expressam em português, essa Pátria imensa que é a LÍNGUA PORTUGUESA!
Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, maio 02, 2010

agências de ranking


Ai ai aqui d’el rei
soa-me a isto
quando vem lá das Américas
wall street topo de gama
preocupação estranha
pelo crescimento em fama
do suposto pobre

Portugal vestido de negro
mão estendida
imagem feita antiga
hoje denegrida
fora de contexto

bata-se no triste
no elo frágil
pensam eles assim
perfidamente

lembrei ditado popular
que sempre ouvi contar
“rico chora
estranha
quando vê pobre
de camisa lavada
cabeça levantada”

agências de ranking
americanas e suspeitas
porque Portugal é Europa
e para enfraquecê-la
há que feri-la nos flancos
nas zonas mais a jeito

pare-se o tgv o aeroporto
o desenvolvimento
“Pobre” rumo a mais conforto
causa no rico
desconforto

mas também o povo diz
“que é no baixar de calças
que o rabo mais se vê”
eu acrescento…

não desistas Povo Português!

se construíste castelos
dilataste impérios
e com o tempo os perdeste
por ficarem velhos
ultrapassados
não foi em vão que os fizeste

foi antes trunfo
cartada nobre que jogaste

faça-se agora o mesmo
apesar de ventos sem feição
que a obra quando avança
dá empenho confiança
esperança

e as vozes de trovão
os invejosos temerosos
depois de vê-la feita
hão-de render-se a ela
vivê-la

ou por razão estreita
caturrice por opção
morrerão
por já não entendê-la

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...