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quinta-feira, novembro 12, 2015

A Democracia venceu o medo


Tem andado bem acesa a luta política em Portugal. 
Há que dizer que já não era sem tempo que uma mexida séria acontecia no marasmo que se instalara de políticas de empobrecimento do país. Uma mexida num caminho feio, que nos queriam fazer querer que era obrigatório e único.
Num caminho que pusera uns contra os outros, num rumo sem qualquer aposta no crescimento, logo um caminho sem esperança.
Por isso mesmo, pelo marasmo, pela desesperança, cerca de meio milhão de portugueses, na sua maioria jovens, houvera que emigrar.
Com uma classe média destroçada, um aumento global da miséria dos mais miseráveis, a venda sistemática do património nacional, assistíamos a um Portugal que desaparecia.
Nas eleições legislativas que ocorreram a 4 de Outubro, apesar da máquina bem oleada da propaganda da governação em exercício, o povo votou.
Não acreditou na chantagem do medo. Não se intimidou com a verborreia da direita, castigou nas urnas com o seu voto esses que lhe metiam medo, os que queriam vergá-lo assustando-o com falsos papões, fantasmas e inverdades.
Resultou uma maioria nova, um novo quadro político. A austeridade e o fatalismo como "ideologia" tinham os dias contados.
O povo português pedia nas urnas mudança de política, virava à esquerda. Queria correr com os governantes da última legislatura. 
Queria correr com eles e conseguiu.
Findava enfim uma governação que durara 4 anos, 4 longos e penosos anos que a História se encarregará de narrar aos vindouros. 
Nascia uma nova maioria de deputados de partidos de esquerda, PS, PCP, BE e VERDES, uma maioria que se entendia, que convergia no novo quadro parlamentar, uma maioria que se uniu para dar corpo a um novo governo com novas políticas liderado pelo PS (Partido Socialista) 
Aguarda-se a todo o momento a tomada de posse desse governo.
A Democracia venceu o medo.  

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

terça-feira, outubro 13, 2015

António Costa fará história?


Nosso comentário:


Mais uma reunião importante havida hoje para encontrar entendimentos entre as forças políticas com assento parlamentar.
Uma reunião que juntou nem mais nem menos as duas forças políticas mais votadas nas últimas eleições: A coligação de direita, que tem governado o país nos últimos anos e o partido socialista. 
Parece que tal encontro terminou sem que as duas forças em diálogo se entendessem em pontos fundamentais para cada uma delas.
Numa imagem muito minha e em modo de flash diria que sobressai no partido socialista um discurso virado para as pessoas, pleno de sensibilidade social, já a coligação prefere a frieza da austeridade sobre austeridade passando para o comum dos cidadãos a imagem de uma insensibilidade social, uma incapacidade de olhar e sentir a vida das pessoas.
Talvez aqui a maior razão pela qual o líder socialista, António Costa, se incline cada vez mais para um diálogo construtivo e decisivo com os partidos à sua esquerda, parecendo afastar de vez a hipótese de um qualquer acordo de governação com a austeritária coligação de direita .
Dito isto e, seja qual for o desfecho das negociações desenvolvidas pelo líder socialista, uma coisa se pode desde já afirmar: 
António Costa ficará na história da política portuguesa caso venha a formar uma coligação com o partido comunista português e com o bloco de esquerda.
Se tal acontecer, António Costa provará a Portugal, à Europa e ao mundo que afinal neste país a democracia está viva e funciona.
Que a nova maioria de deputados representada no Parlamento e saída após as eleições é respeitada, logo o voto maioritário dos portugueses não foi em vão.
Provará ainda que "democracia" não significa caminho único e que os partidos que se apresentam legitimamente a eleições não servem apenas para decoro dos boletins de voto.
Finalmente, Costa fará história por dar enfim ao partido socialista a iniciativa de unir "esquerdas responsáveis" para assumirem responsabilidades governativas.
Se o conseguir ganhará a democracia, ganharão os partidos a quem se abrem novas responsabilidades, ganhará o prestígio democrático de Portugal.
Se tal não acontecer, será apenas mais do mesmo, uma sensaboria de "caminho único" sem chama, sem cidadania, sem respeito pela vontade popular expressa nas urnas.
Perder-se-há uma oportunidade de ouro.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



sábado, março 29, 2014

Antes e Depois...


Nosso comentário:

Infelizmente, tendo em conta as políticas que se vêm generalizando e perpetuando, cada vez se receia mais que possa estar em extinção aquilo que apelidávamos de "ser humano saudável".
Chegam informações do próprio governo português de que os cortes vieram para ficar e continuar. Por isso mesmo, apressamos-nos a registar um momento que pode ser histórico.
Ao acaso seleccionámos uma foto de um ser humano, a primeira das fotos, que até há três anos mantinha um aspecto agradável à vista, tinha sonhos, legítimas aspirações, um lar onde respirava felicidade, tinha futuro, partilhava quer com os mais jovens, quer com os mais velhos a sua juventude, etc. etc. 
Tudo agora parece ruir: 
Problemas de toda a ordem, não tem confiança nas instituições, não tem futuro, não encontra felicidade na partilha com os outros, igualmente preocupados e tristes, sente um impulso de fugir, emigrar compulsivamente...
Em baixo, na segunda foto, podem já observar-se os efeitos devastadores de quem se atreve a aguentar a austeridade, os cortes, o empobrecimento, a ausência de futuro.
Repare-se que a segunda ilustração, embora com humor, é já a ante visão de um caminho percorrido "a rigor", vestido de austeridade e empobrecimento.
Será a radiografia dos seres humanos bonitos que têm existido até há três anos atrás, que nos enchiam a vida de esperança e alegria.
Porque, caros leitores, há que dizê-lo, a austeridade com doses cavalares, não só empobrece, como rouba saúde e mata!

Fiquem bem

António Esperança Pereira


ANTES:


DEPOIS:



sábado, julho 20, 2013

Portugal e o pós Ilhas Selvagens


Nosso comentário:

Terminou sem surpresas de maior o desenlace das negociações sugeridas pelo senhor presidente da República aos três partidos ditos do "arco da governação":
Esse desenlace consistiu num NÃO da "maioria" PSD+CDS às exigências do maior partido da oposição, o PS.
Como que víamos nos últimos dias um PR feliz a esfregar as mãos de contentamento: 
APANHEI-OS.
Teria assim de mão beijada quase 90% dos deputados da Assembleia da República do lado do seu ideário político, o mesmo ideário que levou o ex-ministro das finanças, Vítor Gaspar, a ser tecnicamente honesto (para usar palavras insuspeitas de Adriano Moreira) e bater com a porta, por achar que a dose era demasiado cavalar e só levaria ao desastre do país.
O beneplácito do PS seria o ovo de Colombo com que Cavaco Silva e a sua governação poderiam legitimar a dose cavalar que o próprio Vítor Gaspar rejeitou. Dose cavalar essa, para ser aplicada no imediato ao povo português, num golpe sem misericórdia de super austeridade, super destruição da economia e, consequentemente, do Estado Português.
Pois bem, o PS foi a diálogo, como partido dialogante que é, participou na iniciativa, iniciativa quanto a nós envenenada do senhor presidente da República, enquanto este foi dar uma volta às Ilhas Selvagens)
Para já o veneno teve um NÃO do PS, o líder socialista saiu-se bem, conseguindo devolver a quem de direito o presente envenenado.
O presidente da República, se agora (parece ser amanhã que fala ao país) der mais outra vida ao "seu" governo, e não marcar eleições antecipadas, já não terá mais como disfarçar as suas reais intenções com as negociações por si encorajadas.
Ficará provado à saciedade que o senhor Presidente da República só aceitava um acenar de cabeça de cordeiro manso de António José Seguro, validando e dando cobertura ao projeto errado que o próprio Vítor Gaspar abandonou. 
Pelo que, quanto a nós, se Cavaco Silva não marcar eleições antecipadas, já não mostrará só medo de eleições.
Mostrará também que a sua democracia, por não funcionar a três (sem o PS a prestar decoro) voltará a funcionar a dois, os mesmos que têm sido protagonistas da vergonha palaciana que todos os portugueses têm presenciado e sentido na pele os seus efeitos.
Mostrará também que a democracia presidencial é a "democracia da sua direita".
Aguardamos para ver.

PS. Para descontrair deixo abaixo um exercício de atenção

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





segunda-feira, julho 01, 2013

Adeus governo, desculpem, adeus Gaspar!


Nosso comentário:

O governo em exercício vai de vento em popa, mesmo navegando em águas bem turvas e encalhadas com pedregulhos que ele próprio tem cultivado e dilatado sem hesitações nem preconceitos.
Cortes cortes cortes.
Um governo que assumiu com descaramento e sem explicações fiáveis para com os cidadãos de Portugal, a guerra ao setor público, à educação, à saúde, à segurança social, à economia, ao emprego.
Um fim assumido de oportunidades para novos e velhos.
Um emagrecimento do Estado Português, como nunca antes se vira.
Uma subserviência ao EXTERIOR que não encontra paralelo na história recente, mesmo quando comparada a regimes europeus dotados de parecido ideário político. 
Pela proximidade geográfica refiro como exemplo disso o comportamento do governo conservador de Rajoy, que preferiu resistir a ser apenas lacaio e bom aluno, entregar-se e entregar a Espanha por tuta e meia ao invasor.
Este o balanço que me apraz registar assim em cima do joelho quando me confronto com a saída de Vítor Gaspar (que muitos consideravam o n.º 1 do governo) 
E de quem, em abono da verdade, me ficarão particularmente duas recordações: as olheiras cavadas e o são convívio que mantinha com o ministro das finanças alemão.
Caiu, pois, o ministro todo poderoso das ditas políticas da AUSTERIDADE: 
Vítor Gaspar
Vem substituí-lo uma senhora da sua escola, que, tanto quanto ouvi nos media, já traz na bagagem motivos suficientes para sair antes de entrar. Tem como apelido Albuquerque, não fixei ainda o 1.º nome.
Um currículo "swapp" pouco animador, pois, ao que parece, é mais uma praticante da inverdade ou, se preferirem, da meia-verdade (Peres Metelo)
Na tão desejada despedida é tempo de dizer: Adeus governo. 
Desculpem, adeus Gaspar.


PS. Deixo aos estimados leitores uma curiosidade interessante: a origem da expressão "Dor de Cotovelo".


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Dor de Cotovelo


Em tempos idos os homens ficavam sentados em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando a dor de um amor perdido.
De tanto permanecerem naquela posição, os homens ficavam com dores nos cotovelos...
Atualmente  usa-se esta expressão para designar o despeito provocado pelo
ciúme ou tristeza causada por uma decepção amorosa...

Pois mudam-se os tempos, mudam-se as atitudes!!!

quinta-feira, maio 16, 2013

António Aleixo e a moral ruim...


Nosso comentário:


Achei oportunas estas quadras do genial poeta popular António Aleixo que me foram enviadas via email.
Partilho-as, não só pela beleza e atualidade das mesmas, mas também porque, tanto quanto me consta, se aproximam novas jornadas de luta de um povo descontente, indignado e revoltado.
Jornadas de luta de novos e velhos, empregados e desempregados, solteiros e casados, homens e mulheres, que integram esta Nação Lusa que não aceita de forma nenhuma o que lhe estão a fazer com todo o descaramento e mau caráter, num trocatintismo de medidas que ninguém sabe as linhas com que se cose. 
Nem ricos, nem pobres, nem remediados.
Uma governação que muda as regras do "jogo" todos os dias. 
Hoje é assim, logo já não é, amanhã volta a ser. Depois de amanhã logo se vê, estamos a estudar o que fazer...
Uma loucura, um pântano, como alguém lhe chamou.
Ninguém se conseguirá aguentar de forma digna e equilibrada desta maneira.
Porque, nos dão a escolher entre o "mau" e o "mau com nuances".
A ameaça sempre a mesma: as "tranches dos credores da Troika" podem não chegar se não fizermos os trabalhos de casa como eles nos dizem para fazer. Ou seja ceder a tudo o que "ordenarem", mesmo sabendo-se que não há atualmente economista que se preze na Europa e/ou nos EUA que defenda a austeridade para vencer e ultrapassar a crise.
Só na óptica da governação, a austeridade é obsessão. Apesar de mal tratados e ofendidos, temos de ser bons meninos e não refilar.
Tudo isto é péssimo para estabilizar o que já de si (a crise) destabiliza.
Termino, para não me alongar, com o que diz a primeira foto que apresento:
"Só os burros estão dispostos a sofrer sem protestar!



Fiquem bemAntónio Esperança Pereira












 CINCO QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO
Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.

Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.

António Aleixo

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Adriano Moreira e bonitas imagens de cavalos frísios


Nosso comentário:


Dado continuar tudo na mesma no tocante à realidade politico-social nacional, tirando algumas mudanças de Franquelim's (Secretários de Estado) hoje opto por divulgar belas imagens de cavalos.
Porque, se as não divulgasse, essas belas imagens de cavalos, teria que referir o seguinte: ontem foi-me dado ver e ouvir uma entrevista concedida pelo Prof. Adriano Moreira a uma das televisões de Portugal. Apesar da bonita idade que tem, ainda deu cartas em muitas das afirmações sábias que o caraterizam, isto, goste-se ou não do seu ideário.
Eu sou suspeito, pois tive a honra de ter sido seu aluno, mas tem que se lhe fazer justiça, é um homem que em determinadas áreas pede meças a qualquer um, isto, internacionalmente falando.
Para não maçar os leitores, destaco da entrevista do Prof. Adriano Moreira, que aconselho a ler na íntegra, apenas meia dúzia de coisas: 
Anotei que gosta da ministra da agricultura, dos outros ministros nem tanto, preferindo "esquecer" os nomes dos que em sua opinião não merecem de todo exercer tal cargo. 
Elogiou o Estado Social, achando que este governo não pode esquecer os mais desfavorecidos. Pelo que neste campo se situa muito próximo da doutrina social da igreja e do partido socialista. 
Prestou rasgados elogios ao dr. Mário Soares, em seu entender, a melhor magistratura exercida como Presidente da República, ao invés da do atual Presidente da República a quem criticou severamente. 
Disse porquê.
Também disse que os partidos social democratas têm evoluído para uma via neo-liberal estranha, fazendo sempre eco do primado que deve ser dado à PESSOA HUMANA acima de qualquer outro valor.
Disse ainda que quem manda no governo é o "ministro do orçamento" como apelidou Vitor Gaspar. 
Explicou bem porque lhe chama ministro do orçamento e não ministro das finanças.
Também disse entre muitos outros temas nacionais e internacionais inteligentemente abordados, que não tem havido equidade na distribuição dos sacrifícios por parte das medidas governamentais.


PS. Dito isto sobre o Prof. Adriano Moreira assim à laia de síntese avulsa, deixo-os com os bonitos cavalos frísios que alguém amavelmente me enviou.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Veja a beleza destes cavalos FRÍSIOS.

A espécie foi quase extinta
na segunda guerra mundial
pelo seu uso extensivo na guerra.
Restaram
5 garanhões e algumas fêmeas
no mundo para garantir a espécie…

São originais
dos países baixos e é
uma espécie muito dócil.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Pedras no Caminho, um Rei e um Camponês


Nosso comentário:


Em tempos em que o pessimismo impera, hoje divulgo uma pequena história que me foi remetida por um contato, que pode levar a muitos leitores um cheirinho a algum otimismo.
Na onda daquele ditado "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe" ou aquele outro " a seguir ao mau tempo vem a bonança", deixo hoje aos estimados leitores uma ponta desse lado otimista da leitura das coisas.
É importante, quer se queira quer não, segurarmos as pontas, ou seja, segurarmos o que há para segurar, e também deixar ir o que tiver de ir.
Não somos Hércules nem Deus, pelo que com nossas forças escassas, há que acatar as leis dos homens, mesmo que elas sejam perversas e más.
Assim talvez nos aleijemos menos, talvez sobrevivamos melhor, e quem sabe o tal Hércules ou Deus não apareçam por aí quando menos esperamos?
Entretanto, e enquanto esses poderosos seres não aparecerem, vamos fazendo o que temos que fazer, ou seja o nosso trabalhinho, um caminho pessoal que nos leve a algum lado.
Manter-mo-nos numa atitude de abertura ao novo, atentos e de olhos bem abertos ao que se for afigurando uma boa oportunidade, apesar de tantas pedras no caminho ora colocadas.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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PEDRAS NO CAMINHO


Em tempos idos um rei colocou uma enorme pedra no meio de uma estrada.
Escondeu-se e ficou observando se alguém a tirava da estrada. Passaram muitas pessoas e simplesmente davam a volta à pedra e continuavam o seu caminho. 
Algumas pessoas até refilavam pois achavam que o Rei não mandava cuidar das estradas...
Entretanto passa um camponês carregado com um cesto de legumes. 
Ao aproximar-se da pedra, pôs de lado o cesto com os legumes e tentou remover a pedra. Após várias e complicadas tentativas, fazendo toda a força que conseguia... a pedra moveu-se para fora da estrada...
Pegou então no cesto para continuar o seu caminho, mas reparou que no sitio onde estivera a pedra, estava uma bolsa...
O camponês ficou meio surpreendido...pegou na bolsa e abriu-a com curiosidade.
Lá dentro estavam uma série de moedas de ouro, e um bilhete escrito que dizia:
"TODO O OBSTÁCULO TEM UMA OPORTUNIDADE PARA MELHORAR NOSSA CONDIÇÃO NA VIDA!"
Em conclusão: é preciso enfrentar os problemas, as dificuldades, contornando se possível as adversidades....

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Al Qaeda no Mali, o gás natural e a macro-desgraça...


Nosso comentário:



Cogitando entre tantos e tamanhos assuntos importantes da atualidade nacional e mundial...
Reconheço que estava com dificuldade em escolher qualquer coisa aqui para o blogue.
Lia sobre os perigos de uma Al Qaeda no Mali, aqui mesmo às portas da Europa.
Sobre os problemas de abastecimento desta mesma Europa em gás natural, uma boa parte do qual vem da Argélia, país este perigosamente afetado pela tal Al Qaeda do Mali.
Lia coisas sobre o nosso país e a trapalhada em que está, trapalhada aliás assumida por todos os quadrantes de opinião.
O governo de Portugal que convoca a imprensa para ficar à porta de uma reunião secreta, de onde nada transborda.
Decisões à porta fechada, coisas por dizer que nos lembram tempos bem tenebrosos, pelo menos no que concerne à falta de liberdade de imprensa.
Ditos e os não ditos dos senhores de Bruxelas, as armas que Obama pretende reduzir na América, as camisetas na moda para o carnaval do Rio de Janeiro...
Pensei, como não podia deixar de ser, em como se vão arranjar muitos milhares de milhões de euros para dar à troika até Fevereiro, atente-se, estes são mesmo para dar sem qualquer retorno, isto num país emagrecido até ao osso como o nosso...
Milhentas de coisas e loisas me passaram pela cabecinha, como seguramente passam ao estimado leitor, assoberbado como eu com refundações, comissões, aldrabões, fusões, privatizações, ladrões, e tantos outros assuntos terminados em ões.
Cansado de tanta abundância de macro desgraça...
Acabei por me recorrer de uma historiazinha simples passada em um supermercado de Lisboa, que tinha aqui na caixa de email e que gentilmente me tinha sido enviada por um contato.
É uma historiazinha da autoria de Nicolau Santos e que vale a pena ler, ou para quem não deu por ela, para reler...



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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O MENINO QUE GASPAR NÃO CONHECE
NICOLAU SANTOS
(www.expresso.pt)


Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos.
Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros.
Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica.
Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não.
O momento embaraçoso é quebrado pela senhora atrás da jovem mãe. Quanto são as bolachas, pergunta à empregada da caixa. Ponha na minha conta. O menino sorriu. Mas foi um sorriso muito envergonhado. A mãe agradeceu ainda mais envergonhada. A pobreza de quem nunca pensou que um dia ia ser pobre enche de vergonha e pudor os que a sofrem.
Tenho a certeza que o ministro Vítor Gaspar não conhece este menino, o que seria obviamente muito improvável. Mas desconfio que o ministro Vítor Gaspar não conhece nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou se conhece considera que esse é o preço a pagar pela famoso ajustamento. É isso que é muito preocupante.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Divorciados, distanciados, casal em barco à deriva.



Nosso comentário


Ainda naquele estado letárgico provocado por esta quadra natalícia e de fim de ano, tento ligar a ignição do meu motor pessoal, para arrancar neste Novo Ano.

Mas basta abrir os olhos, os ouvidos, não faltam em redor assuntos deprimentes que os noticiários das televisões, das rádios e dos media em geral portugueses nos fazem chegar aos olhos e aos ouvidos.
Ninguém se entende.
Ouço comentaristas de várias tendências políticas, uns a tentar deitar água na fervura, embora com dificuldades de argumentação para o fazer, outros, mais incendiários, a despejar o que lhes vai na alma.
Completamente distanciados, divorciados da população e sem ideias que colem em empatia com o comum dos portugueses, vão-se mantendo ao leme os elementos do elenco governativo.
Um leme que conduz um barco completamente à deriva. 
Não sei bem porque se mantêm, pois o próprio Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo, foi muito crítico e falou bastante sobre o desacerto da governação. Realçou mesmo, entre inconstitucionalidades pelo meio, falta de rumo, sentido de equidade, capacidade de união, o isolamento a que se votou o 1.º ministro.
O Presidente da República, com sérias dúvidas sobre a constitucionalidade de várias alíneas do Orçamento de Estado para 2013, decidiu-se pela fiscalização da constitucionalidade do mesmo, remetendo-o para o Tribunal Constitucional a fim de este se pronunciar. 
Falam já os analistas políticos nas várias hipóteses constitucionais pelas quais o governo pode cair. 
Os portugueses, esses, de uma forma geral, desgastados com o discurso deprimente instalado e as medidas arrasadoras que se sucedem em catadupa, muitas delas desajustadas da realidade, só desejarão mesmo que o governo atual caia. 
Clama-se por gente competente, conhecedora da realidade profunda de Portugal. Que pugne pelo seu povo, não pelos de fora.
Portugal é hoje um país sobre brasas. 
Se essas brasas pegam fogo ou não, se se seguem capítulos em lume brando ou em banho maria, isso é impossível adivinhar. 
Mas, na rota que isto leva, tudo pode acontecer.


PS. Via email recebi o texto que vos deixo abaixo, e que divulgo...



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Banquete de Natal do FMI
ofereceu de tudo, menos austeridade


24/12/2012 10:54
Por Redação, com agências internacionais - de Washington


Poul Thomsen, executivo do FMI, sugere a demissão em massa de funcionários públicos gregos, entre uma mordida e outra no coquetail de caviar
O recente banquete oferecido para 7 mil funcionários e convidados na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington durou das 20h até à 1h da madrugada e custou 380 mil euros aos cofres da instituição que cobra dos países pobres cada vez mais cortes nos benefícios às populações carentes e trabalhadores de baixos salários. O menu, de quatro páginas, anunciava entradas de caviar, salmão e ostras, cozinha de cinco países, bebidas à vontade.
No jantar do FMI para o Natal, houve de tudo, menos austeridade. Já sabemos que a entidade lucra tanto mais quanto melhor esmaga os países que caem na rede dos seus empréstimos (só com a Grécia, este ano, espera obter de juros US$ 899 milhões, lembra o diário norte-americano Washington Post), mas começa a ser marca registada do Fundo deixar bem marcado que aqueles que forçam os outros a ser austeros distinguem-se por fazer exatamente o oposto.
O menu indicava que as entradas foram servidas entre as 20h e as 21h30 no 1º andar da sede e incluía uma lista de seis acepipes onde não faltaram os tradicionais Caviar Crème Fraiche, as ostras e o salmão defumado. Os comensais podiam depois escolher entre as “estações” indiana, tailandesa/vietnamita, mediterrânica e do Médio Oriente, espanhola, mexicana e até “norte-americana”, espalhadas pelos diversos andares e salões de dois edifícios.
Os cocktails especiais tinham nomes como Cumprimentos do Paraíso, ou Mr. Grinch (?). E as sobremesas foram as mais variadas, de fina pastelaria francesa, bolos e frutas. O jantar, em dólares, chegou aos US$ 500 mil.
Não é novidade que o Fundo se oriente por regras opostas àquelas que prescreve para os que supostamente ajuda. Veja-se o caso do alto funcionário Poul Thomsen, dinamarquês que já chefiou a missão do FMI para Portugal e agora está à frente da missão para a Grécia. O homem que mais defendeu a proposta de aumentar o horário de trabalho em meia hora e insistiu em cortes de benefícios para Portugal, que foi mais longe na defesa das demissões de funcionários públicos, ganha mais de US$ 309 mil por ano, de acordo com o nível B05 do FMI.
Segundo o jornal grego Eleftheros Typos, como funcionário do FMI não-norte-americano residente nos Estados Unidos, grande parte dos seus rendimentos são livres de impostos – uma das benesses garantida pelo FMI aos seus empregados. Thomsen terá tido um aumento no seu vencimento, em 2011, de 4,9% – garantido pelo FMI. 

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Percebi hoje que a diferença está na não diferença


Nosso comentário:


Parece que Alemanha e França reforçam o sinal de que a divisão da Europa é que importa. O senhor Hollande, de quem esperei uma voz diferente, com toda a sinceridade, alinha com o seu vizinho Schauble.
A tónica é a mesma, Portugal não é a Grécia, a Irlanda não é Portugal, a Espanha não é a Itália, Chipre não é a França, etc etc. um ego bem diferenciado entre cada estado membro, escrevi "estado" com letra pequena, pois assim ficarão todos os estados europeus com o fim da União Europeia: pequenos, ridiculamente pequenos perante os grandes espaços das economias emergentes. 
Os nacionalismos a prevalecerem sobre o interesse colectivo, a exploração dos fortes pelos fracos à vista desarmada.
Todos os ricos, ou supostamente ricos, acham que os mais pobres países pagantes estão no bom caminho. Ou seja, quanto mais depressa lhes caçarem o que lhes emprestaram, menos possibilidades há de o carcanhol fugir. 
Essa é que é essa. E até um cego percebe o assalto em que se tornou tamanha caça ao dinheiro das dívidas.
Assim de um momento para o outro, o devedor, na maior parte dos casos vítima do credor ganancioso e esbanjador de crédito, aparece com uma arma apontada:
Ou pagas ou morres.
E...para o senhor Hollande dizer o que diz, ao contrário do que disse, ou tem uma arma apontada na nuca, ou vem confirmar a verdade instalada na opinião pública sobre os atuais políticos: mentir começa a ser "moda", uma prática comum. 
A mim em pequeno ensinaram-me que mentir era feio, que era pecado e que ia para o inferno se mentisse.
Parece que era só naquele tempo que se ia para o inferno e que se ensinava os putos a não serem mentirosos.
A mentira era mesmo severamente punida, ao contrário dos tempos atuais!!!
A educação dos que ora governam mudou muito...
Parece haver céu na mentira e inferno na verdade, de tal forma se inverteu o sentido das duas palavras.
Quanto às dívidas, e para terminar meu desabafo de hoje, sempre acrescento o seguinte: 
Eles falam assim, que há que pagar o mais rapidamente possível as dívidas porque, não vá o diabo tecê-las, ainda vem alguma revolução, ou movimentos de "malandros" como já houve antigamente, ainda nacionalizam as rendas chorudas que vão enviando aos credores em milhares de milhões para os seus cofres, nacionalizam as melhores empresas, não podendo as mesmas ir parar às mãos de privados gananciosos a preço de saldo...
Logo, quanto mais vier e mais depressa, maior é o ganho, menor o dinheiro perdido. Assim pensam os credores e países mais ricos.
Resumindo e concluindo, esta coisa das dívidas está a dar...
Caros leitores, com toda a moderação que me caracteriza, e aqui para nós que ninguém nos ouve, se esta treta da crise não estivesse a molhar as mãos de uma imensa cambada, alguém compreende que a Alemanha pagasse juros quase a 0/% e Portugal uma pipa de juros?
E que o nosso governo, se não houvesse "mistério na coisa", não pugnaria por soluções mais a contento da Pátria Lusa?


PS. Para se perceber a bagunça em que a Europa caiu, com pena minha, como é óbvio, compare-se a notícia referente à posição do senhor Wolfgang Shcauble, e uma outra mais abaixo do vice-Presidente do Parlamento europeu.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Seria "chocante" dar a Portugal condições iguais à Grécia
Luís Rego em Bruxelas                


Seria    Se Portugal pedir um alargamento do período de carência em dez anos "seria um sinal chocante", disse Wolfgang Schaüble.




Alemanha e França opõem-se à aplicação em Portugal das melhorias oferecidas à Grécia nos seus créditos do fundo de resgate, aconselhando o país a não se pôr ao mesmo nível dos gregos. "Eu não aconselharia Portugal a fazer isso e evitaria qualquer comparação com Grécia", disse hoje o alemão Wolfgang Schauble, em resposta ao eurodeputado Diogo Feio, no Parlamento Europeu. O assunto deverá ser discutido no Eurogrupo desta noite em Bruxelas.

A declaração do alemão fecha a porta ao pedido português de uma melhoria nos juros, maturidades e período de carência do seu empréstimo. Aliás, acrescentou mesmo que se Portugal pedir uma extensão de 10 anos no pagamento de juros isso "seria um sinal bem chocante". 

O ministro francês Pierre Moscovici diz "o mesmo, porque a situação não é a mesma". E invoca de novo o argumento do contágio à Grécia. "Não acredito que se deva copiar o plano da Grécia para Portugal e Irlanda". O programa de Portugal "está a correr como esperado, é possível cumpri-lo e, nesse sentido, terão sempre o nosso apoio", rematou.

A bola passa agora para o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, que garantiu há uma semana "aplicar as mesmas regras a todos", prometendo mesmo "satisfazer para os desejos de Portugal e Irlanda". Esse desejo, segundo o ministro de finanças português, Vítor Gaspar, é tratamento igual: "Portugal e a Irlanda serão - de acordo com o princípio de igualdade de tratamento"- "beneficiados pelas condições abertas no quadro do FEEF", prometeu no Parlamento.

Hoje, a presidente da Comissão parlamentar de economia e finanças, Sharon Bowles, resumiu a mensagem dos ministros alemão e francês dizendo que Portugal "deve manter o bom trabalho", não deixando de acrescentar que "tem compaixão pelo argumento da sustentabilidade associada às taxas de juro".

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Miguel Angel Martinez, vice-presidente do Parlamento Europeu, criticou hoje a "obsessão suicidária com a austeridade".


Miguel Angel Martinez, que é médico, recorreu a uma imagem de medicina para ilustrar as consequências dos programas de austeridade.
"Não se pode receitar uma sangria como tratamento para um doente anémico. E o que se está a fazer com alguns países, incluindo Portugal, é impor-lhes condições que tornam impossível o crescimento, que é a única forma de conseguirem resolver os seus problemas. Se impedirmos as economias de crescer o que estamos a fazer é condenar estes países. Quando acontecem os resgates estamos, como se diz em Espanha, a dar 'pão para hoje e fome para amanhã'", disse.
Para Miguel Angel Martinez o momento que a Europa atravessa é "muito grave", porque "o projecto europeu está a mudar e passou de um projecto fundamentalmente solidário a um projecto fundamentalmente não-solidário e quem tem mais provas disso são os portugueses, os gregos e provavelmente os espanhóis".
"A solidariedade de que beneficiamos no processo de integração está a ser substituída por egoísmos nacionalistas vários e mesmo por nacionalismos", afirmou.
O vice-presidente do Parlamento Europeu (PE) falava à agência Lusa em Lisboa à margem da sessão de abertura da 19.ª edição do Fórum Lisboa, subordinada ao tema "A Estação Árabe: da Mudança aos Desafios", uma iniciativa do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, com o apoio da Aliança das Civilizações, da rede Aga Khan para o Desenvolvimento e do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
"Ao lado da 'primavera árabe' estamos a viver um 'inverno europeu' de que não há consciência entre muitos dos nossos cidadãos", sublinhou Miguel Angel Martinez, mostrando-se "muito preocupado" com o rumo da União Europeia.
Identificando o governo alemão e a chanceler Angela Merkel como os protagonistas desta mudança, Miguel Angel Martinez, que pertence ao Partido Socialista espanhol (PSOE), considerou que a nova orientação europeia "está a levar muitos países à ruína" e acabará por arruinar a própria Alemanha.
O vice-presidente do Parlamento Europeu manifestou-se ainda contra a redução do orçamento da União Europeia para 2013 e dos recursos programados para o período 2014-2020, considerando que existe um "confronto brutal" entre o Parlamento Europeu e a Comissão e "governos profundamente incoerentes que ao mesmo tempo que atribuem mais tarefas cortam nos recursos".
A cimeira extraordinária de líderes europeus sobre o orçamento comunitário plurianual para 2014-2020, que decorreu na capital belga a 22 e 23 de Novembro, terminou sem um acordo, tendo ficado adiada uma nova discussão sobre o tema para o início de 2013.

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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...