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segunda-feira, maio 14, 2018

Europa, Europa, que rumo dar-lhe?


O Presidente da Câmara de Dublin, Mícheál Mac Donncha, apelou a um boicote irlandês à edição de 2019 do festival da Eurovisão, que se irá realizar em Israel.
Com este boicote, Donncha pretende mostrar "solidariedade para com o povo da Palestina", cujas provações comparou ao período do apartheid na África do Sul.
Mícheál Mac Donncha está neste momento proibido de entrar em Israel, após ter participado numa conferência em Ramallah, capital da Palestina.
O Presidente da Câmara foi acusado pela embaixada israelita de travar "uma campanha de ódio e discriminação" contra o país.
A próxima edição do Festival Eurovisão da Canção irá realizar-se em Israel após a vitória de Netta Barzilai, com o tema 'Toy', na edição deste ano.

PS. Mais uma vez neste blog, e sem querer pronunciar-me sobre as canções em geral, deixo a canção portuguesa. Nela ao menos não falta ternura, amor, paz, solidariedade. Parabéns Portugal!



António Esperança Pereira



segunda-feira, março 12, 2018

"O jardim", Portugal na eurovisão 2018


Nosso comentário:

Polémicas de fora, não me meto nisso. Não segui amiúde o festival da canção deste ano, embora estivesse atento aos sons que iam surgindo no ecrã.
Devo confessar que não fiquei indiferente à interpretação que viria a ganhar: "O jardim".
Porquê?
Uma das razões foi a simplicidade da Cláudia Pascoal. A outra foi a mistura de sons pouco habituais no nosso meio vocal.
Como sou um fã incondicional da língua portuguesa, achei também com alguma euforia que afinal era possível cantar com palavras portuguesas sons melódicos e pô-los com êxito em tons de voz exóticos.
Mesmo alguns sons baixos, quase fugindo da garganta da cantora deixavam perceber a letra e a suavidade de uma voz bonita.
Fica hoje registada no meu blog a canção representante de Portugal na Eurovisão 2018.

António Esperança Pereira




2.ª SEMIFINAL – FINALISTA

Compositor: Isaura
Autor da Letra: Isaura
Intérprete: Cláudia Pascoal

Cláudia Pascoal emocionou-se e comoveu todos os que assistiram a esta atuação, com o tema “O Jardim”. A canção, composta por Isaura, recorda a avó da autora.

A canção segue para a final depois de reunir 10 pontos do júri e 10 pontos do televoto.

PONTUAÇÃO:
10 pontos do júri
10 pontos do público

domingo, janeiro 07, 2018

France Gall, vencedora do Festival da Canção morreu


Nosso comentário

Diga-se o que se disser do Festival Eurovisão da Canção, a verdade é que o mesmo consegue, por mérito próprio, ser uma parte importante da nossa memória coletiva. 
A France Gall, cantora graciosa, que agora nos deixa, interpretou em representação do Luxemburgo (1965) uma canção ganhadora que viria a ficar no ouvido de quase todos nós.
Chamava-se a canção "Poupée de cire, Poupée de son".
Este ano Portugal tem o prazer e a honra de ser o organizador desse Festival da Canção em virtude da brilhante vitória do nosso representante da última edição: Salvador Sobral.
Ela, a France Gall não será esquecida. 
O Festival da Canção continua a existir honrando não só os ganhadores mas igualmente todos os participantes em geral.
Completo as minhas breves palavras com mais algumas notas que retirei da Internet sobre a conhecida cantora, agora falecida.
Também o video evocando a canção vencedora da France Gall em 1965.

Fiquem bem

António Esperança Pereira 



Conhecida pela música ‘Poupée de cire, Poupée de son’, com a qual venceu a Eurovisão de 1965 pelo Luxemburgo, e pelo hit ‘Ella, elle l’a’, a cantora francesa não resistiu a um cancro.
France Gall morreu, pouco depois das 10h00 deste domingo, em Paris, disse à AFP a assessora de comunicação Genevieve Salama. Tinha 70 anos.
“Há palavras que nunca quereríamos pronunciar. A France Gall juntou-se ao ‘Paraíso Branco’ [nome de uma canção do marido dela, Michel Berger] hoje, 7 de janeiro, depois de uma luta de 2 anos, com discrição e dignidade, contra a recidiva do seu cancro”, disse o comunicado, exposto no ‘Le Fígaro’.
A ausência de France Gall numa homenagem nacional de Johnny Hallyday, pai do rock francês, a 6 de dezembro passado, já tinha sido notada. Sabe-se agora que a intérprete foi hospitalizada em meados de dezembro no American Hospital of Neuilly para tratar uma infeção grave.
Foi operada a um tumor maligno na mama em 1993, um ano depois da morte súbita do seu marido, o cantor Michel Berger, que sofreu um enfarte quando tinha 44 anos.
Em 1997 morreu a filha, de 19 anos, de fibrose cística, e desde essa altura France Gall retirou-se de cena. Só voltou em 2015 para fazer a comédia musical ‘Résiste’.


quinta-feira, janeiro 16, 2014

Fernando Tordo e Portugal em debandada?


Nosso comentário:

Associo-me ao sentimento de profundo vexame que tantos portugueses sentem neste momento. 
Fernando Tordo apenas teve a coragem de exteriorizá-lo num programa de televisão, chegando ao ponto que as palavras abaixo noticiam.
Não sente mais aqui o seu país PORTUGAL com esta gente que tomou conta dele e a que chama de "bando de incompetentes", referindo-se, claro está, aos governantes.
Julgamentos à parte, em boa verdade se diga que se ouvem e lêem nos media, televisão e outros, coisas de pasmar, coisas que seria impensável sequer voltar a ler e a ouvir após o 25 de Abril.
Compreendo por isso o desabafo e a revolta do ilustre cantor, músico, compositor, poeta, Fernando Tordo. Desabafo e revolta que não estão sozinhos, que têm seguramente a companhia de todo um povo que não aceita a humilhação, a tutela, a mentira, o fraccionamento do tecido social como pano de fundo do nosso querido Portugal, para assim vivermos num sufoco permanente imposto por forças para diabólicas.
Fernando Tordo pretende com este suposto ato de emigrar, pelo menos encontrar alguma dignidade pessoal. Será isso?
E será isso uma atitude a seguir?
Eu próprio me pergunto, ante as bocas internas que nos matraqueiam os ouvidos todos os dias, aliadas às bocas externas que chegam de Bruxelas...e olhando um povo português aparentemente apático e sem capacidade reactiva... 
Que fazer?
É a pergunta a que terá de ser dada resposta em tempos próximos, individual ou colectivamente.
Que fazer?
Ora, se por um lado Fernando Tordo parece querer juntar-se aos que emigram, chamado por uma consciência individual entristecida... 
Uma consciência quiçá movida por um conflito interior nascido onde a hipocrisia, a indecência, a crueldade moram...
Por outro, Fernando Tordo, agindo desta forma, seguirá o conselho da governação ante a impotência que ela sente em governar o seu povo. Ante a impotência que ela sente em dar guarida, sustento, emprego, educação, saúde, aos filhos do território que os viu nascer e crescer.
Por isso nos disseram: "Emigrem". 
E a gente emigra.
Pergunto: não haverá mais nada a fazer antes de se ir por aí? antes de tomar uma atitude dessas? pergunto-o a mim próprio, pergunto-o a quem tem dez reis de dignidade dentro de si, da sua alma, do seu patriotismo. 
Não se pode fazer mais nada, a não ser aceitar, aceitar, aceitar.... um caminho imposto e impingido ditatorialmente como um caminho de sentido único, sem alternativas, rumo a um abismo por eles anunciado?
Isto antes de abandonar o barco desgovernado e à deriva?

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


Fernando Tordo vai emigrar porque não quer ser "governado por um bando de incompetentes"


O cantor e compositor vai fazer “o que foi aconselhado a muitos jovens”. “Eu quero ir-me embora”, afirmou Fernando Tordo, frisando que não aceita o que estão a fazer ao seu país.

Numa entrevista à TVI24, o cantor e compositor Fernando Tordo anuncia que, aos 65 anos, vai “reformar-se deste país”.
“Não me está a apetecer ficar aqui, de maneira nenhuma. Acho que ainda tenho muita coisa para fazer, tenho muita música para escrever, muitas canções para cantar, muitas pessoas para conhecer e, portanto, é provável que aproveite estes últimos anos da minha vida, porque não os quero consumir aqui”, avançou Fernando Tordo.
“Eu não quero, eu não aceito esta gente, não aceito o que estão a fazer ao meu país. Não votei neles, não estou para ser governado por este bando de incompetentes e, por isso, é provável que faça o que foi aconselhado a muitos jovens mas que também poderia ter sido aconselhado a mim”, acrescentou.
“Eu quero ir-me embora”, afirmou, sublinhando que “passou a ser insultuoso ao fim de 50 anos de carreira ter de procurar trabalho desta maneira, ter de viver quase precariamente”.
“Não quero, não muito obrigado, vou-me embora!”, rematou.

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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...