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quarta-feira, dezembro 12, 2012

Estado deve retirar-se...ir-se embora, emigrar?


Nosso comentário


Se alguém tem ainda ilusões sobre os destinos dos portugueses, a continuar-se com este caminho, que tire o cavalinho da chuva.
Um ex ministro da educação do CDS, de nome Roberto Carneiro, acaba de opinar que " Estado deve retirar-se do financiamento ao ensino superior".
É mais uma constatação nua e crua do que por nós e tanta outra gente lusa vem afirmando.
O regresso ao passado. Por vingança, sem dó nem piedade.
Regresso ao passado em todas as áreas. 
Há quem lhe chame vingança por um 25 de Abril que aconteceu, que trouxe liberdade, mais igualdade de oportunidades, mais progresso para todos em geral.
Que melhorou todos os péssimos indicadores que mantinham Portugal super atrasado no lote de países do terceiro mundo.
Há quem lhe chame inveja por um país como Portugal tentar aproveitar uma onda de bonança para se apetrechar melhor: 
Seja o que for, quem viu Portugal e quem o vê!!!
Infraestruturas rodoviárias, avanços tecnológicos, obra feita que pode sempre ser contestada nas opções, mas que está aí para ser vista, cuidados de excelência no campo da saúde, qualidade e quantidade de ensino à maioria dos portugueses...
Mas, e há sempre um mas, um país de sabichões, muitos licenciados, tira brilho aos poucos ilustres diplomados do país do antigamente.
Há que cortar a sangria de letrados, de gente com mais saber, de uma juventude desenvolta e capaz, há que fazer cortes na sabedoria deles, na desenvoltura deles, há que restaurar a pirâmide que vá do rei à plebe. Que vá do cardeal ao humilde cristão, pobre e triste cristão que se sentia grato por o rico lhe emprestar alguma esmola. 
Uma côdea de pão, um naco de toucinho, uns tostões em troca de trabalho árduo. Muitos desempregados e carentes para "o inteligente" se sentir mais inteligente?
É o país sonhado por estes governantes?
Não sei se Roberto Carneiro sente o que diz. A ideia e informação que tenho dele é a de um homem que se afirma como um cristão com ética social.
Custa-me, pois, que um homem supostamente equilibrado como ele, partidarite à parte, venha a lume com uma afirmação destas.
Sei que andamos todos à deriva, ele também andará. Talvez por isso, afirme o que afirma...
Tudo aos privados. 
Nacionais ou estrangeiros pouco importa, importa é privatizar, obter lucro de tudo: da saúde, da educação, da 3.ª idade, da infância, do património com marca lusa, vendido ao desbarato.
O meu veemente desacordo com tantos e tais passos de gigante dados atrás neste país.
Baba e ranho outra vez nas nossas crianças em idade escolar? pecado à nascença por não nascerem em ninho de ouro? para uns há tudo, para outros nem a oportunidade de ser alguma coisa?
escola alemã, british council, lycée français, outras que tal? 
E quem não tem quilates de carcanhol para escolas privadas e caras, que faz aos seus filhos? volta a dar-lhes a enxada de antes, a junta de vacas, um arado, umas cabras e ovelhas para levar ao pasto seco?



PS. As declarações de Roberto Carneiro já mereceram o devido tratamento na Internet, como se pode ver abaixo



 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



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quarta-feira, junho 06, 2012

Menino de 5 anos solta asneira de 500 quilates!

Como vão as coisas por cá...

COM TODA A CERTEZA ESSA É A MELHOR DO ANO ........J

Um menino de 5 anos queria ganhar 100 euros e rezou durante 2 semanas para Deus.

Como nada acontecia, ele resolveu mandar uma carta para o
Todo-Poderoso com seu pedido.

O correio recebeu uma carta endereçada para 'Deus-Portugal'
Resolveram mandá-la para o Passos Coelho.

Passos ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de
10 euros para o menino, pois achou que 100 euros era muito dinheiro
para uma criança pequena.

O miudo recebeu os 10 euros e imediatamente notou o endereço do
remetente: Governo Portugues.

Pegou papel e caneta e sentou-se para escrever uma carta de agradecimento:

- Prezado Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que pedi,
contudo, eu pediria que, na próxima vez, o Senhor mandasse direto p’ro meu endereço, porque quando passa pelo Governo Portugues, esses filhos da PUTA ..., ficam logo com 90% !!!

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Nosso comentário:
Muito breve mesmo a nossa nota de hoje apenas para agradecer as duas belíssimas contribuições de leitores que apresentamos acima: ambas com humor e atualidade. Hoje é véspera de feriado, pois àmanhã celebra-se no calendário católico o Dia do Corpo de Deus (Corpus Christi) - Quinta-feira da 2.ª semana após o Pentecostes (60 dias após a Páscoa).
Não queremos pois estragar com demasiadas palavras o tão merecido descanso dos leitores. Apenas meia dúzia de palavras sobre o feriado:
No Brasil é um feriado municipal. O feriado Corpus Christi no Brasil é festejado com procissões para a adoração do Santíssimo Sacramento. Em muitas cidades o caminho da procissão é decorado com grandes tapetes coloridos.
Em Portugal "Corpus Christi" é um feriado nacional. É festejado em todo o país. As tradições são bem parecidos com as do Brasil. Também tem procissões pelas ruas decoradas com tapetes coloridos. Em Portugal o feriado de Corpus Christi é chamado Corpo de Deus.
Em alguns outros países católicos "Corpus Christi" é feriado também, por exemplo na Áustria, em partes da Alemanha e da Suíça, na Espanha, Polónia e Colômbia.
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Fiquem bem,


sexta-feira, outubro 21, 2011

Governo quer funcionários públicos "contagiados" pelo voluntariado

Cuidado portugueses, podemos voltar a isto: Salazar e o Estado Novo


Função pública acorda "grande manifestação nacional" em Novembro
Câmara de Barcelos quer pagar subsídios de férias e de Natal em 2012

Alguns milhares de funcionários públicos concentrados no Rossio, em Lisboa, decidiram esta sexta-feira, fazer "uma grande manifestação nacional" da administração pública na primeira quinzena de Novembro. Entretanto, a manifestação seguiu até ao Ministério das Finanças.
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O Governo quer que a Administração Pública seja "contagiada" pelo voluntariado e incentiva os funcionários públicos a acções voluntárias para "dar um pouco de si à comunidade". O apelo serve também para os jovens.

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, esteve, esta sexta-feira, com um grupo de cerca de 400 voluntários de várias empresas que, através da iniciativa da GRACE, deram um dia de trabalho para ajudar uma instituição de acolhimento de crianças ou limpar a zona de Cascais e Guincho.

O ponto de encontro foi em Lisboa, onde Pedro Mota Soares referiu já ter constituído uma equipa para rever a lei do voluntariado, um trabalho que deve estar concluído dentro de dois meses, onde é realçado o papel dos jovens.

"Esta semana assinei um despacho que constitui uma equipa com pessoas da educação, da juventude, voluntariado" para "muito brevemente conseguirmos ter nos próprios diplomas que as escolas passam um campo relativo ao voluntariado que os mais jovens fazem".

O objectivo é "poder contagiar a própria administração pública, para ter exemplos de responsabilidade social e de acções voluntárias", salientou o ministro não deixando de lembrar que "já existem alguns bons exemplos" no Estado.

"Estes voluntariados dão-nos um exemplo uma enorme esperança e convicção" numa altura em que o país enfrenta uma crise, e quando muitas instituições sociais são fundamentais e dependem muito do trabalho dos voluntários.
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Nosso comentário

Para quem goste, estão criadas as condições psicológicas de miserabilismo que serviram de suporte parcial à ditadura de Salazar.
Os portugueses são pobres, burros, analfabetos, não merecem ser um povo livre, aberto, progressista, ou seja os sonhos dos portugueses são só para meia dúzia.
Os outros, ou cavam, ou se revoltam e vão parar à prisão, ou se resignam e são tratados como seres menores pelo poder político económico instalado.

Parece tentar recuperar-se a figura do bom português de então.
Para estes senhores que ora estão sentados nas cadeiras do poder, herdeiros naturais dos velhos ideais, é o voluntariado, a prática da caridadezinha.
Sabe-se os problemas de consciência dos mais ricos, a quem trabalhar de borla até pode preencher algum fastio e tédio de uma vida onde de material nada falta.

No tempo de Salazar assim era.
Muitas "senhoras de bem" dedicavam-se a práticas dessas para lavarem as suas consciências e ocuparem algum do seu fastio e tédio.
Os mais jovens entretinham-se em actividades igualmente voluntárias, designadamente pró-militaristas: "mocidade portuguesa", "juventudes católicas, estudantes, operários", "milícias", etc.

A bem da Nação trabalhai de borla, morrei, sede pobres, analfabetos, mansos como cordeiros, emigrai...
assim é que sois bonitos e nós os poderosos gostamos de vocês.
Não contesteis o que nós fazemos porque o que fazemos é para vosso bem.
Se vos tiramos dinheiro é para melhorar a vossa vida, se vos pedimos para trabalhar de borla é porque o dinheiro não chega para nós, quanto mais para vós.
Se vos colocamos no desemprego é para que vejais que a vida é dura, não é o mar de rosas com que quereis sonhar.

ASSIM NÃO!

Aplaudo a coragem da Câmara Municipal de Barcelos, se pagar os subsídios de férias e de Natal aos funcionários.
Bom seria que outras câmaras seguissem o exemplo, não comece o Povo Português a entregar os seus dinheiros a fundos de pensões espanhóis ou de outro qualquer país que cumpra com seus compromissos.
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Fiquem bem, mas indignados como eu. A injustiça dói muito!

António Esperança Pereira

segunda-feira, maio 16, 2011

Joe Berardo: Ministério autónomo "é indispensável" a Portugal por LusaHoje


O empresário e coleccionador de arte considera "indispensável" que o Governo mantenha um Ministério da Cultura para que Portugal "tenha mais visibilidade internacionalmente".
Em declarações à agência Lusa, o comendador madeirense recordou que "o Partido Socialista tem tido sempre um Ministério da Cultura que tem feito muita coisa". "Não é o suficiente, mas tem feito muita coisa", avaliou.
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou no fim de semana que, caso forme Governo, vai colocar a cultura na dependência direta do primeiro-ministro, deixando de existir um ministério nesta área. "Infelizmente é um problema que o PSD tem mostrado. Nunca tem apostado muito na cultura", acrescentou Joe Berardo.
"Eu não sei bem o que ele [Pedro Passos Coelho] quis dizer com isto. Eu compreendo que o país está em crise e talvez seja para cortar custos, mas a cultura é indispensável", salientou.
Para o presidente da Fundação Colecção Berardo, que gere o museu com o mesmo nome instalado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a solução de colocar a cultura na dependência direta do primeiro-ministro não é a melhor. "O primeiro-ministro vai ter tanto trabalho para dar uma volta ao país que não vai ter tempo de se ocupar com a área da cultura", alertou ainda."
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Nosso comentário

Li a notícia do anunciado fim do Ministério da Cultura quando o candidato Passos Coelho for Primeiro Ministro.
Houve já quem se mostrasse chocado com a notícia, quem ficasse perplexo, preocupado também.
Eu não sei porquê, se já é alheamento a tanto "ping pong" (como joguei muito em puto é natural) se é devido à abundância do fim de imensas coisas anunciadas por Passos Coelho.
Neste último caso até se compreende, seria apenas mais um fim anunciado, nada mais que isso. O senhor em causa gosta pouco da palavra Estado, já se percebeu, quer vê-lo mais magro, creio que são as palavras chiques para definir isso.
Quer portanto o Estado Português mais magro... e a cultura senhores que falta faz afinal?
Por mim até comecei por entender a utopia do ideal anarquista, quando muito jovem, Estado para quê? governantes para quê? digo utopia... agora vindo de quem vem, só posso associar a outras bandas políticas.
Por falar em outras bandas políticas, não sei porquê, esbarrei com um texto "sinopse" de um livro de Isabel Freire "Amor e sexo no tempo de Salazar". Zás, associei o texto à "brilhante" ideia de acabar ou emagrecer a cultura do povo português do candidato Passos Coelho.
Leiam em baixo como era com menos cultura.
Faço-o em tom brejeiro porque se fosse em tom sério, era muito mas muito pior e assaz deprimente.
Que nem vos passe pela cabeça como era a cultura no tempo de Salazar!
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No meu tempo a noiva era uma coisa séria. Iam emocionadas. (…) Os pais choravam, e a noiva chorava também! (…) Não se sabia se iam para bem, se iam para mal. (…) Elas tinham de aguentar tudo porque o casamento era para a vida. Esperança, 90 anos A mulher deveria ser perfeita. Uma dona de casa exemplar, sempre atenta ao marido e aos filhos, esmerada nas artes da cozinha e do bordado, com comportamento aprumado e decente. Nos anos 50, e sobre o olhar atento, conservador e católico de António de Oliveira Salazar, timoneiro de um Estado Novo repressor, o amor e o sexo eram temas tabus, a que se devia dar pouca importância. Prevalecia a moral e os bons costumes. Um mundo recheado de valores puritanos, de vexame, opressão, tirania e recalcamento, para todos os gostos e para ambos os sexos, mas sobretudo para o feminino. Durante esta década, os direitos das mulheres portuguesas foram abafados, circunscritos, diminuídos. Forçadas à submissão de género, à dependência económica e afectiva, bem como ao apagamento sexual. Isabel Freire conta-nos como se namorava nos anos 50, do flirt ao beijo na boca, explica-nos que a «mão na mão» dava direito a uma multa no valor de 2$50, já a «mão naquilo» valia 15$ de coima, fala-nos da vida boémia dos bordéis de Lisboa, do carácter vicioso do sexo «bucal», das contraceptivas lavagens vaginais, dos partos em casa e dos abortos clandestinos, das expectativas e ansiedade dos noivos na noite de núpcias, das famílias felizes e da peste que era o divórcio. Como viveram na intimidade os homens e as mulheres que são hoje pais, avós e bisavós de gerações com princípios tão distintos? Brincava-se muito com esta máxima: «Mão na mão. Mão na coisa. Coisa na mão. Coisa na coisa é que não.» Estávamos nos anos 50 e o grande interdito era realmente o corpo.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...