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quarta-feira, junho 26, 2013

Humilhados e Empobrecidos, Greve Geral amanhã!


Secretário-geral da UGT diz que protesto é "grito de insubmissão" em tempo de "tolerância zero"

Nosso comentário:


Estamos em vésperas de mais uma "GREVE GERAL" em Portugal (27 de Junho/2013) a somar a mil e uma acções de luta, manifestações, protestos, apupos, etc. 
Mesmo assim com tanta acção de luta, tanto protesto, apupos, isolamento governamental, o governo lá se vai mantendo, levando-nos a todos nós, cidadãos, e ao país, numa cruzada que nem ele (governo) sabe onde levará.
Oxalá o horizonte não muito longínquo nos descubra pelo menos um pouco de um véu agora encoberto e mostre que mais não seja uma réstia de esperança.
Para já, enquanto as coisas se mantiverem nebulosas, enviesadas, é fazer-se o que se pode, ir estando atento quer a possibilidades quer a dificuldades, tentando contorná-las o melhor possível tendo em conta as condições específicas da vida de cada um.
O governo não se demite. O Presidente da República não dissolve a Assembleia da República, a oposição tarda em mostrar uma vontade e uma liderança capaz de nos fazer acreditar que seria bom que tal acontecesse.
Paninhos quentes da oposição, governo a tratar de si e a fazer pela vida com garras de quem está agarrado ao poder a qualquer preço, o povo português cansado e quase curvado com todas as velhacarias que lhe vêm sendo impostas: velhacarias que vão do desemprego, ao incentivo à emigração, aos cortes em tudo o que é apoio social, à elevada carga de impostos, etc. etc.
Como diria o humilde povo da minha terra em tempos difíceis de antanho: 
"Há-de ser o que Deus quiser".
Via email recebi esta petição cujo conteúdo me parece razoável.
O leitor leia a petição e, se concordar com ela, assine-a como é solicitado. Será um ato de cidadania, uma boa acção digamos assim, um ato simbólico mas útil, no sentido de defender alguns direitos básicos das pessoas comuns e com poucos recursos económicos.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Mais de dois mil já assinaram petição da Deco contra as comissões bancárias

Deco quer que o Parlamento proíba a cobrança de comissões ou outros encargos pela manutenção de contas à ordem.


Mais de duas mil pessoas já assinaram a petição hoje lançada pela Deco, com a qual a associação de defesa do consumidor pretende extinguir as comissões bancárias ou outros encargos de manutenção nas contas à ordem.
Na petição, que poderá ser assinada em www.deco.proteste.pt/conta-sem-custos , a Deco afirma que as despesas de manutenção das contas à ordem, que "aumentaram 41%, em média, desde 2007" são "cobrança abusiva, uma vez que não tem nenhum serviço associado".
Para um saldo de 250 euros, os bancos estão atualmente a cobrar uma comissão média anual de 59,38 euros contra 42,18 euros em 2007, informa a Deco.
Acresce que, "os consumidores mais penalizados são, precisamente, aqueles que menos recursos têm, pagando, em média, até cinco vezes mais que os consumidores com património elevado", disse Joaquim Rodrigues da Silva, da Deco.
Pelas contas da associação, um saldo médio de 3500 euros está a pagar, em média, 12,62 euros de despesas por ano enquanto um saldo médio de apenas 500 euros tem de pagar 59,38 euros.
Esta associação identificou mesmo algumas situações de desempregados que, a partir do momento em que perderam o emprego e deixaram de receber ordenado, tiveram de começar a suportar encargos com a manutenção das suas contas.
No entender da Deco, a manutenção da uma conta à ordem não é um serviço em si, mas, antes, o suporte que permite o desenvolvimento das demais relações, estas sim sob a forma de serviços, que se estabelecem entre o cliente bancário e a instituição de crédito", pode ler-se na petição.
Segundo Joaquim Rodrigues da Silva, estas despesas "distorcem os critérios de escolha dos bancos por parte dos consumidores". E explica porquê: "As pessoas escolhem um banco por causa de um crédito à habitação, que tem uma taxa anual efetiva, que as satisfaz e depois, ao longo do tempo são surpreendidas com o aumento sistemático das comissões associadas a esse crédito."
Logo que reúna, pelo menos 4000 assinaturas, a petição será enviada ao Parlamento que deverá debater a eliminação das comissões nas contas à ordem.
"Não vamos deixar este assunto cair", promete Joaquim Rodrigues da Silva.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Afonso Henriques convida-os a assinar esta petição


Nosso comentário:


Recebi, tal como publico, via email , esta petição que é dirigida a todos os que estão descontentes e revoltados com as medidas tomadas pelo atual governo; a todos os que por elas e com elas se sentem roubados, humilhados, ofendidos.
Vale a pena ver e ouvir o video de Passos Coelho aquando da campanha eleitoral a que a petição dá destaque, tirar depois as devidas conclusões.
Nada de novo para a maioria de nós, tais declarações do atual 1.º ministro, mas mesmo assim vale a pena rever essas declarações.
Porque estou descontente com as medidas deste governo (isto para ser simpático e evitar palavrões), porque sou por outra política alternativa a esta, divulgo a petição.
O estimado leitor fará o que a sua consciência lhe ditar: assine, divulgue, ou...
não assine, não divulgue.
Qualquer das opções será boa desde que corresponda ao que sente. 



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





De: vitor silva
Enviada: ‎31‎ de ‎janeiro‎ de ‎2013 ‎11‎:‎49
Para: ana.oliveira@dgae.pt
Assunto: Afonso Henriques convida-os a assinar esta petição
 
Se está descontente com os cortes salariais e com a politica que tem sido seguida, que tem levado ao despedimento, ao desemprego, à miséria e à fome milhares de pessoas.
Se também sofreu os cortes inconstitucionais que foram levados a cabo, nos seus subsídios de férias e de natal.
Se vê ameaçado o futuro dos seus filhos.
Se é reformado e se sente “roubado”.
Convidamo-lo a juntar-se a nós nesta causa, divulgando e assinando esta petição pelos motivos enunciados:
1. Para mostrar aos nossos governantes que não os vamos
deixar fazer o que quiserem

2. Pois força democrática está nos números! Eles não podem ignorar a população inteira!
3. Para acabar com esta vergonha! (ver vídeo)
4. Pois esta petição não se limita a pedir mudança de governo, nós exigirmos mudanças reais no sistema!
Junte-se a nós
Partilhe a mensagem
Valide a sua assinatura
Participe nesta luta

É sempre necessário confirmar a sua assinatura através da submissão do nome completo, numero de BI e código postal para peticaoxix@gmail.com.
Ainda que não tenha  facebook, pode também assinar a petição enviando os seus dados (nome completo, numero de BI e código postal) para peticaoxix@gmail.com.



Assinar no causes.com garante que recebem os e-mails com as actualizações que eu possa vir a publicar.
Numa das actualizações da petição (Update #7) é dada a informação necessária.

Assine a petição em:


domingo, junho 24, 2012

18 milhões à beira do desastre, ajude!!!

Nota do autor do blog/site: De fonte fidedigna recebemos o mail que divulgamos. Fazêmo-lo porque a realidade descrita é realmente catastrófica. Nós próprios tivemos já ensejo de escrever algo alusivo a essa região do globo tão carente de tudo. Pelo que tomamos a iniciativa de dar seguimento ao pedido que é feito neste mail. Se o leitor achar que pode colaborar com algo que possa minorar a situação de profunda carência da enorme região africana descrita afetada pela seca, pela miséria, pela fome... pode informar-se sobre a melhor maneira de o fazer. A indiferença perante tudo o que nos rodeia é pouco. Já bem basta os poderes instituídos estarem-se muitas vezes borrifando para os outros, só pensam neles, nas suas grandezas e umbigos. A solidariedade não pode ser uma palavra vã, faz bem a todos: a quem dá e a quem recebe.
Fica pois o texto recebido que divulgamos na íntegra. 
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Date: Fri, 15 Jun 2012 15:12:56 -0400
From: avaaz@avaaz.org

Caros amigos,


18 milhões de pessoas estão desesperadas por comida por conta da seca que atinge a região do Sahel na África. Os apelos urgentes de ajuda estão sendo respondidos com um silêncio ensurdecedor por parte dos governos ao redor do mundo. O músico senegalês, Baaba Maal, iniciou uma petição para exigir que os EUA, Japão, França e Alemanha cumpram sua promessa de ajuda. Vamos nos unir a ele – assine a petição urgente abaixo e dispare o alarme maciço necessário para colocar esses líderes em ação:

Sign the petition
Meu nome é Baaba Maal e eu sou um músico senegalês escrevendo um apelo pessoal para obter ajuda. Eu vivo na região do Sahel atingida pela seca, na África, onde 18 milhões de pessoas estão à beira de um desastre, incluindo 1 milhão de crianças que estão correndo o risco de morrer de fome. Nossos apelos urgentes de ajuda estão sendo respondidos com um silêncio ensurdecedor. Somente uma demanda objetiva e esmagadora clamando por ações de verdade pode impedir esta catástrofe de se transformar em algo mortal.

A ONU informou que milhões de vidas podem ser aniquiladas, a menos que $1.5 bilhão de dólares em ajuda humanitária sejam canalizados imediatamente. Entretanto, os governos se comprometeram com menos da metade do total necessário. Os países que podem fazer toda a diferença são os EUA, Japão, França e Alemanha, mas eles estão parados – e é por isso que eu comecei uma petição no site Petições da Comunidade da Avaaz para pedir ajuda ao mundo.

Dentro de alguns dias, líderes mundiais se reunirão em Bruxelas para discutir a situação no Sahel – poderemos evitar um desastre se eles tomarem uma rápida decisão nesse encontro e, em seguida, declararem sua justa contribuição. Assine esta petição urgente agora - Avaaz, Africans Act 4 Africa, e Oxfam vão entregá-la em uma manifestação coordenada quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas:

http://www.avaaz.org/po/petition/The_grain_sacks_are_empty/?bdsOOab&v=15239

A terrível seca, inquietação política, e os preços elevados dos produtos alimentares, causaram estragos em uma área do tamanho do Brasil, que se estende do oeste do Senegal até o leste do Sudão. As pessoas estão fazendo tudo que podem para sobreviver por aqui, mas a crise está tão forte que é difícil ter esperança. Eu vi mulheres e crianças tentando produzir alimentos em pedaços de terra que estão sem uma gota d'água. Eles sabem que as pessoas estão falando sobre o que está acontecendo no Sahel, mas não sabem se a ajuda humanitária vai chegar algum dia.

A ONU recebeu apenas 43 por cento de US$ 1.5 bilhão de dólares necessários – é um déficit de proporções gigantescas. Mas esta lacuna deve ser preenchida, e pode ser preenchida pelos países mais ricos do mundo se houver vontade política. Nós não temos muito tempo para evitar o sofrimento em massa, e eu estou determinado a falar em nome das pessoas daqui até que eles tenham a ajuda que necessitam.

O mundo já deu as costas para crises como essa antes, mas desta vez podemos fazer a diferença entre a vida e a morte forçando os governos a responderem. Assine esta petição urgente agora:

http://www.avaaz.org/po/petition/The_grain_sacks_are_empty/?bdsOOab&v=15239

Membros da Avaaz já se uniram outras vezes para responder a desastres naturais salvando milhares de vidas e garantindo que a ajuda crucial fosse entregue para a Mianmar, Haiti, Somália e Paquistão. Nós temos o poder para forçar os nossos líderes a pararem a marcha lenta em face de uma crise que podemos evitar. Vamos ficar juntos agora para exigir que o mundo responda aos fundamentos dos milhões que vivem na região do Sahel vasto.

Com esperança e determinação,

Baaba Maal e a equipe da Avaaz

PS: Baaba Maal criou esta petição usando a nova ferramenta da Avaaz que permite a todos, estando em qualquer lugar, começarem sua campanha em apenas alguns minutos. Comece a sua, clique em http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?bmps


MAIS INFORMAÇÕES

'Diariamente chegam crianças à beira da morte', diz médica brasileira no Níger (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1074543-diariamente-chegam-criancas-a-beira-da-morte-diz-medica-brasileira-no-niger.shtml

Faixa que engloba oito países vira de foco de crise de fome na África (Estado de S. Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,faixa-que-engloba-oito-paises-vira-de-foco-de-crise-de-fome-na-africa,859698,0.htm

Seca no Sahel deixa 15 milhões de pessoas sob risco de passar fome (ONU)
http://www.onu.org.br/seca-no-sahel-deixa-15-milhoes-de-pessoas-sob-risco-de-passar-fome/

Imagens evidenciam fome e debilidade na região do Sahel, na África (BBC)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120409_galeria_sahel_pai.shtml

“Ano catastrófico” para o Sahel (Envolverde)
http://envolverde.com.br/noticias/ano-catastrofico-para-o-sahel/

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que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 19 países de 6 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

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Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.
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Fiquem bem,

terça-feira, maio 15, 2012

Fazer a diferença , perder o medo...

O site PeticaoPublica.com, fornece alojamento online gratuito para petições públicas. O mesmo pretende constituir um serviço público de qualidade a todos os cidadãos portugueses.

Fornecemos um dos mais antigos métodos da democracia, combinado com a última e mais moderna tecnologia digital de comunicação, disponível gratuitamente 24 horas por dia.

Chegou a hora de fazer a diferença.

Diga o que tem a dizer. Participe. Divulgue. Faça agora a sua petição online em minutos.
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Nota do autor do blog/site:


Em tempos em que é por demais óbvio o atropelo a direitos fundamentais dos cidadãos neste país de nome PORTUGAL, cidadãos esses que, para a maior parte das questões nacionais de fundo, nem são tidos nem achados, cuidamos ser a altura oportuna para darmos o nosso pequeno contributo para a sua divulgação.
Aqui fica, basta aceder ao dito site em www.peticaopublica.com e escolher as causas com que mais o leitor se identifica.

Os que sofrem na pele os duros golpes do regime político atual, facilmente saberão qual ou quais as petições a assinar sem sequer pestanejar.
Há que impedir este darwinismo social que se quer intentar prosseguir. Politicamente falando e, segundo os mais pessimistas (não é o nosso caso por enquanto) a situação que se vive não estará longe de regimes extremistas de direita de péssima memória, que julgávamos enterrados de vez.
Há pois que acordar, cremos que esta é uma altura em que ficar indiferente é pouco.

Dito isto, que os leitores que seguem a situação nacional o façam de uma maneira empenhada, sem medo de chavões, porque o medo é quem nos impede de agir: seja para sermos felizes, seja para encetar uma qualquer luta, seja para mudar pura e simplesmente de atitude.
Eles sabem que o medo impera no ser humano, por isso as vítimas são sempre os mais fracos, os mais débeis, os que não têm as mesmas armas que eles para se defenderem.
É a cobardia que se esconde por detrás dos ditos valentões!!!

Por último, com um certo humor deixamos uma afirmação atribuída a Eça de Queirós, o grande Eça, que assenta que nem uma luva à situação portuguesa da atualidade.

Para bom entendedor...
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Fiquem bem,




quarta-feira, março 07, 2012

Cavaco, demita-se, pede petição de 40.000...

Duas dezenas de membros do grupo "Iniciativa Democrática" entregaram esta quarta-feira nos serviços do Parlamento uma petição com cerca de 40 mil assinaturas a exigir a demissão do Presidente da República.

Em declarações aos jornalistas junto à escadaria da Assembleia da República, Nuno Marreiros, o primeiro subscritor da petição "Pedido de demissão do Presidente da República" disse acreditar existirem "enquadramentos legais" para sustentar o objecto da petição.
"A Assembleia da República pode requerer a promoção de um processo de acusação contra o Presidente da República por crimes praticados no exercício das suas funções, que estão regulados na lei que regulamenta sobre os crimes de responsabilidade de titulares de cargos políticos", afirmou, apontando os crimes de "traição à pátria", "denegação de justiça" e "atentado contra o Estado de Direito".
"Acho que há fundamentos na actuação do Presidente da República que se enquadram nestes artigos e agora competirá a quem de direito opinar sobre eles", acrescentou Nuno Marreiros.
As 40 mil assinaturas foram recolhidas on-line e, segundo Nuno Marreiros, foram "filtradas" algumas entradas que não eram válidas. "De resto, parece-se que a maioria delas estará conforme aquilo que é suposto", disse.
A petição foi lançada no final de Janeiro por Nuno Marreiros, tendo posteriormente dado origem à criação de "um grupo para congregar todos os cidadãos que se reviram nesta iniciativa que estão dispostos a desenvolver outras a muito breve trecho".
O grupo criado na rede social Facebook intitula-se "Iniciativa Democrática" e conta já com mais de 700 membros.
No texto da petição, são recordadas as declarações do chefe de Estado em Janeiro, quando Cavaco Silva foi questionado pelos jornalistas sobre o facto de poder receber subsídio de férias e de Natal pelo Banco de Portugal, tendo explicado que, "tudo somado" - o que vai receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações - "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as despesas, recordando que não recebe "vencimento como Presidente da República".
"Estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento do Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.
Posteriormente, numa declaração escrita enviada à Lusa, o chefe de Estado esclareceu que com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios
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Nosso comentário

Não assinámos a petição noticiada acima. Não porque não se justifique. Apenas o não fizemos por contenção na ação, herança de boa educação em que deixamos muitas vezes o Senhor Fulano A ou Senhor Fulano B fazerem o que muito bem entendem.
Habituámo-nos a respeitar pessoas que os mais velhos nos transmitiam como respeitáveis.
A evolução do mundo e da vida tem-nos trazido nova postura perante os "ditos respeitáveis".

Muita coisa tem mudado: a verdade virou mentira, roubar é prática corrente. Enriquecimento ilícito (gamanço) salta à vista a toda a hora nas colunas dos meios de informação.
A defesa dos interesses dos povos é o que se vê...
daí,
que hoje em dia penso e digo que uma pessoa para ser respeitada, seja ela quem for, mesmo sendo ela o Senhor Presidente da República, tem que ser merecedora desse respeito.
Não chega dizerem-nos que o é, tem que mostrar que o é.

Não sei quem são os subscritores da petição. Nem me interessa. São pessoas com nome, isso basta. O que sei é que faz todo o sentido a indignação, o protesto, a revolta  pelo pano de fundo político que tem sido criado e cultivado pelo atual PR. Um homem que parecia ir bater-se pelo menos pela inconstitucionalidade do roubo dos reformados. Disse-se preocupado na altura, mais até do que isso, mas foi tudo. 
Aliás o Senhor PR só manifesta preocupação.
Depois assina de cruz o Orçamento de Estado que elimina o 13. e 14.º meses para os reformados.

Gatunagem é o que é. Nunca irei deixar de usar este carimbo para designar um bando sem escrúpulos, sem formação humana, social, política, que "ceifa a seara a eito" sem olhar a quê nem a quem, sem ao menos equacionar os porquês, os se's do que vai ceifando.
Um bando que vem cultivando com requintes de malvadez uma sociedade portuguesa fraturada, enxovalhada, espezinhada, acagaçada.
Mandando-a "trabalhar melhor" (PR) quando o desemprego grassa, mandando-a emigrar (PM) pela incapacidade de criar emprego.

Voltaram os Velhos do Restelo, agora com roupagens novas, uns de vespa, outros estrangeirados, outros estrangeiros mesmo.
O dinheiro foge das mãos dos que dele precisam. Das deles não.
Respeito? por ladrões? 
Asseguro-vos que não me passou pela cabeça usar termos tão fortes, após o 25 de Abril. Não é meu feitio nem tenho formação para fazê-lo.
Só que há limites, meus senhores...
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Fiquem bem,


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terça-feira, janeiro 24, 2012

Português medalhado vira ladrão

LENDA DO ZÉ DO TELHADO
José Teixeira da Silva nasceu no lugar do Telhado, de Castelões de Recezinhos, em 22 de Junho de 1818. Ficou célebre na história de Portugal como Zé do Telhado, um herói que se tornou vilão. Foi um valoroso combatente militar e um controverso salteador. Enquanto militar, há registos e relatos da sua valentia, tendo sido condecorado com a medalha de Torre e Espada, por actos heróicos nas hostes de Sá da Bandeira, do Duque de Setúbal e na revolta da Maria da Fonte, sempre pelos liberais, contra os absolutistas.
As ligações de Zé do Telhado a Lousada remontam à infância e ao seu matrimónio. Casou com sua prima, Ana de Campos Lentine, que morava no lugar de Sobreira, da freguesia de Caíde de Rei, que na altura fazia parte (tal como Castelões de Recezinhos) do antigo concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega, que tinha sede em Vila Meã.
Ana era filha de uma tia de Zé do Telhado e de um antigo soldado francês que por cá terá ficado aquando das invasões napoleónicas nos começos do século XIX.
Este era negociador e capador de gado e ensinou o ofício ao seu sobrinho. Mas seria ocupação de pouca dura pois a tradição familiar e os hábitos de guerrilha e combate adquiridos em inúmeras batalhas influenciaram decisivamente para que Zé do Telhado se tornasse salteador. De facto, seu tio-avô e seu pai tinham sido quadrilheiros, bem como o seu irmão mais velho.
Muito se escreveu e continua a escrever sobre este controverso personagem. Uns, com mais pendor moralista, o invectivam e negam-lhe qualidades, enquanto que outros, mais benevolentes, enaltecem os infortúnios, os sentimentos e as façanhas de Zé do Telhado.
Diz o povo que roubava aos ricos para dar aos pobres, e por isso era por muitos considerado o Robin dos Bosques português.

Tentativa de assalto da quadrilha do Zé do Telhado em Pias

Há relatos de lealdade e honra da sua parte, veja-se o caso da tentativa de assalto à Casa de Pereiró, na freguesia de S. Lourenço de Pias, em Lousada, segundo relato contado de geração em geração naquela senhorial casa.
Isso aconteceu em meados do século XIX. Depois de ter assaltado a Casa de Talhos, em Macieira, Zé do Telhado pretendeu apoderar-se de riqueza em Pias. O alvo seria a Casa de Pereiró, de Constantino Elisiário Ribeiro Peixoto, que recebeu um ultimato do salteador.
Na carta enviada àquele distinto morador de Pias, Zé do Telhado ameaçava que se não colocasse no penedo de Sant’Ana um saco de libras, ele e o seu bando assaltariam a casa de Pereiró. O proprietário não cedeu. Cumprindo a ameaça, os bandoleiros abeiraram-se da casa, onde Constantino Peixoto se tinha entrincheirado com várias armas de fogo.
O rés-do-chão estava fechado, com barricas nas portas e janelas. No andar de cima, estava tudo aberto e uma arma junto de cada janela.
Reza a história que assim que se avistaram os dois protagonistas da contenda, Zé do Telhado patenteou o cavalheirismo que o notabilizou ao perguntar: “Dá-me autorização para assaltar a sua casa?”. O proprietário de Pereiró respondeu de forma provocadora: “Sim!”.
Contando com o apoio da sua destemida e leal criada, que ia carregando as armas com pólvora, Constantino Peixoto correu de janela em janela, disparando contra os assaltantes. Perante essa aguerrida oposição, o bando bateu em retirada.
Tendo admirado a destreza e coragem do destemido dono dessa casa, Zé do Telhado remeteu-lhe, na qualidade de rei dos salteadores da região, uma carta que Constantino Elisiário deveria mostrar no caso de ser assaltado. Servia esta missiva para segurar os seus bens perante os amigos do alheio.
Depois de vários assaltos, nalguns dos quais foi derramado sangue, fugiu para o Brasil, mas segundo o próprio terá confessado a Camilo Castelo Branco na Cadeia da Relação, as saudades dos filhos e da esposa fizeram-no regressar. Foi apanhado pelas autoridades e julgado em 1861, em Marco de Canaveses. A acusação foi feita pelo delegado do Ministério Público, Dr. Joaquim Cabral de Noronha e Meneses, da Casa da Bouça (Nogueira, Lousada). A pena de morte ainda vigorava em Portugal, mas Zé do Telhado livrou-se da forca, devido a várias atenuantes. Mas pagou pelos seus crimes, tendo sido deportado para o ultramar.
Relatos do Diário de Notícias da época, fizeram eco da sua regeneração e de actos heróicos em Angola, onde faleceu em 1875.
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Nosso comentário
Alguns chamam ao Zé do Telhado o Robin Hood português.
O Robin Hood foi um ladrão inglês, como sabem, imortalizado em tudo o que é arte: cinema, poesia, teatro, música, pintura, etc.
Lembrámo-nos de recolher a história deste homem, Zé do Telhado, uma autêntica lenda nacional, num altura em que recordá-lo nos parece oportuno.

Em Portugal corre uma petição, que já conta, tanto quanto sabemos, com dezenas de milhar de assinaturas, solicitando a saída do PR (Presidente da República) Cavaco Silva.
Parece à primeira vista que tal facto democrático, a petição, nada tem a ver com a história do Zé do Telhado, mas até tem.
A pilhagem a que se vem assistindo nesta República, por banda de banqueiros e políticos, de dentro e de fora, a falta de mensagem objetiva e equilibrada por parte dos mesmos para os seus povos, vem gerando desconfiança, descrédito, necessidade de mudança de paradigma.

Se nada de importante se fizer no sentido de recuperar credibilidade, pondo barbas de molho se isso for necessário, não temos a menor dúvida de que o barco ainda em condições de frágil navegação, por enquanto, numa sociedade à beira de um ataque de nervos, acabará por virar um Titanic.
Esta petição é mais do que a prova disso.

Não desejo à frente do meu país um pobre, um pedinte, o estatuto de pobre, por si só, não lhe confere qualidades de governação. Isso é pura demagogia.
Exijo sim homens sérios, patriotas, capazes de levar esta nação portuguesa para a frente.
Porque, na cabeça dos portugueses, generaliza-se cada vez mais a ideia de que a prática dos altos responsáveis é corrupta, de compadrio, de tacho pelo tacho, conivente com forças invisíveis, de autêntico saque dos mais frágeis.

Aqui entra o Zé do Telhado, que também tinha uma forte quadrilha.

Só que, ao contrário do Zé do Telhado, os novos usurpadores do dinheiro, parecem agir ao inverso, não deixando por isso, de ser bandidos na mesma.
Pior, leia-se que o Zé do Telhado era cavalheiro a roubar: pedia licença para assaltar uma casa... por exemplo...coisa que os de agora não fazem. Pura e simplesmente roubam.
Sacrificam o povo, as classes médias, em favor de uma elite darwinista que não olha  a meios para atingir seus fins de poder absoluto no meio da desgraça alheia.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira


http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/596/

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terça-feira, junho 07, 2011

Petição em defesa de Ministério da Cultura ultrapassou 3.350 assinaturas


A notícia

Segundo a agência de notícias Lusa, a petição lançada pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) na internet, no início de maio, em defesa da continuidade do Ministério da Cultura no próximo Governo ultrapassou hoje as 3.350 assinaturas.

O abaixo-assinado, datado de dia 02 de maio e disponível em http://www.spautores.pt/destaques/peticao-publica, defende que "a Cultura não pode deixar de ter Ministério no próximo Governo".

A petição foi anunciada publicamente a 18 de maio, ganhando maior visibilidade na sequência de uma polémica entre o executivo socialista ainda em gestão e o líder do PSD, que afirmou, na altura, que se vencesse as legislativas de 05 de Junho, o Governo não incluiria um Ministério da Cultura.

Depois dos resultados das eleições, que deram a vitória ao PSD, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, líder do CDS-PP, manifestaram a vontade de alcançar um entendimento para governar e o novo executivo deverá ser anunciado na próxima semana.

Para os subscritores do texto da SPA, é "inaceitável uma eventual despromoção da Cultura e dos seus criadores na estrutura orgânica do próximo Governo" que sair das eleições.

"Os autores abaixo-assinados [entre eles, Jacinto Lucas Pires, Teresa Rita Lopes, Inês Pedrosa, Pedro Osório e José Niza] responsabilizarão o próximo Governo pelas consequências nefastas que esse ato poderá ter", lê-se no texto.

Os subscritores, onde se incluem também Armando Gama, João Monge e António Chaínho, alertam ainda para "as desvantagens decorrentes" se as competências de um ministério transitarem para uma Secretaria de Estado da Cultura.

A petição foi assinada até às 17:00 de hoje por 3.352 pessoas, entre elas algumas figuras públicas de várias áreas da cultura como Vitorino, Norberto Ávila, António Victorino D'Almeida, Marco Quelhas, João Gil, Fernando Tordo e António Torrado.

Luís Filipe Costa, Carlos Alberto Moniz, José Cabeleira, Edite Esteves, Susana Félix, Manuel Paulo, Pedro Cegonho, Maria Teresa Horta, Luísa Costa Gomes, Gastão Cruz, Pedro Cegonho, Ana Luísa Amaral e Pedro Tamen são outros subscritores.

"A Cultura é a maior riqueza de um Povo", "Portugal sem Cultura é um país vazio!" e "Um País onde os seus governantes não prestam serviço à cultura, não interessam ao Povo Português" são alguns dos comentários que os subscritores têm deixado na petição.
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Nosso comentário

Porque apoiei a iniciativa assinando a petição, dou-lhe relevo hoje numa altura em que é já conhecido o novo inquilino de S. Bento.
Como o dito inquilino, dr. Passos Coelho, afirmou em devido tempo que, se ganhasse as eleições legislativas de 5 de Junho não incluiria um Ministério da Cultura, este destaque é mais que oportuno.

Subscrevo a afirmação de que "A Cultura é a maior riqueza de um povo".
Eu acrescentaria que a educação e cultura são o pilar de uma sociedade moderna, que se quer capaz de responder aos novos desafios da globalização.

Vejo com curiosidade, algum espanto também, os EUA preocupados com a perda de competitividade fruto ao atraso que estão ganhando em termos educacionais.
De líderes nesta área passaram a 9.º na lista de países com melhor aproveitamento na área educativa.
Por isso estão agora a equacionar projectos piloto a fim de voltar a puxar para cima essa área onde o Estado, os pais, os professores, os sindicatos, se empenhem numa escola para todos, tendo em vista o não abandono escolar, agora frequente na maior potência do mundo.
Muitas crianças não têm vaga, veja-se só, nas escolas. Os pais esperam ansiosa e desesperadamente que o seu filho apareça na lista dos que têm lugar.

Quem diria que esta crise vinha pôr o sistema "dito liberal" com mais êxito no mundo, tão a nu e tão carente de novas soluções?
Todavia, os EUA estão a enfrentar com firmeza essa realidade que a crise mundial destapou.
Nós por cá, ao contrário, parece que nos preparamos para regredir.
Há que esperar, para ver que ENSINO, que CULTURA iremos ter com o novo inquilino de S. Bento.
Afinal, o mesmo inquilino em tudo o que é órgão de soberania!
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

segunda-feira, junho 06, 2011

Tauromaquia - Cem mil a favor


A notícia

Tauromaquia - petição supera objectivo e motiva corrida
Cem mil a favor

A petição ‘Em Defesa da Festa Brava’ acaba de superar as cem mil assinaturas e o sucesso da iniciativa será comemorado com a realização de uma corrida de touros no próximo dia 25, na Praça de Santarém.

Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém e autor da petição, explica ao Correio da Manhã que o objectivo é salientar "valores essenciais" da cultura portuguesa. "Embora falemos pouco e gritemos menos, somos muitos. Somos um povo que não perde os valores ligados aos direitos dos animais, da terra e do Homem. Somos contra a intolerância", refere.

A petição, que não será apresentada na Assembleia da República, foi lançada no Verão passado e as assinaturas foram recolhidas de várias formas. Só na internet, mais de 17 mil pessoas subscreveram o documento. Moita Flores sublinha que todos os signatários defendem os valores "da tolerância e da liberdade" contra os que exigem o fim das touradas em Portugal.

O autarca defende que a maioria dos portugueses é a favor da festa brava e lembra um estudo da Eurosondagem, revelado em Abril, no qual apenas 11 por cento dos inquiridos se assumem "contra a realização de actividades com touros".

Para Moita Flores, as actividades taurinas assumem um papel "estruturante" da economia das regiões do Ribatejo, Alto Alentejo e Baixo Alentejo. "Se a Assembleia da República, num acto de loucura, proibisse as touradas, eram destruídos milhares de postos de trabalhos", reforça, sublinhando que a actividade pecuária "marca toda a região do Vale do Tejo".

Numa altura de crise económica, Moita Flores defende o regresso à agricultura e à pecuária, como forma de a ultrapassar. "Temos de investir nestas áreas. Se não produzimos, não conseguimos pagar a dívida. Temos de voltar à terra", sublinha o autarca de Santarém.
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Nosso comentário

Em outros tempos em que a barbárie imperava e os humanos eram analfabetos, escravos (ou quase) pois dependiam de uma maneira geral do seu amo ou senhor, ainda se tolerava que espectáculos destes existissem.
Refiro-me claro está às touradas.
Eram tempos de obscurantismo, o conhecimento pertencia só a alguns, entretinha-se o povo como os governantes queriam que se entretivesse.

Hoje o saber democratizou-se, cada vez mais pessoas estão conscientes do que é reprovável, de como é inconcebível a aceitação de coisas destas, por seres humanos minimamente equilibrados e evoluídos.
Mesmo que se use a tal tradição como escudo para justificar a continuação de tão sangrento e degradante espectáculo, a contestação às touradas não pára de crescer.
Espero que os senhores que fazem a apologia de tais tradições sangrentas, não voltem a mandar escravos para as ARENAS deitando-os às feras para seu gáudio.

Devo dizer que cresci numa zona do país, próxima da raia de Espanha, Almeida, onde aconteciam de quando em vez esses espectáculos.
Vi algumas touradas, à época vendiam-nos com facilidade os heróis toureiros, gozavam de grande fama no antigo regime, eu próprio em menino fui admirador de um ou outro valentão.
Foi o Amadeu dos Anjos, um rapazito humilde nascido a meia dúzia de quilómetros do sítio onde eu nasci, depois novilheiro e toureiro de nomeada, quem prolongou até ao fim da adolescência a minha afeição ao fenómeno "tourada".
Era um valentão da minha terra "c'os diabos!"

Pelos meus 20 anos, vi uma última tourada no Campo Pequeno, em Lisboa.
Curiosamente tinha sido detido pela PIDE (polícia política de Salazar) na mesma altura.
Apercebi-me então, e em consciência, da crueza da Festa Brava.
A brutalidade, a violência, o sangue jorrando do touro, o espectáculo degradante, o machismo primário, o marialvismo, afastaram-me definitivamente das faenas impingidas pelo antigo regime.
Jurei nunca mais por os pés numa tourada.
Não havia já Amadeu dos Anjos que me segurasse ou me convencesse a ficar a ver aquilo.
Assim foi até hoje.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quarta-feira, maio 18, 2011

SPA lança petição pela continuidade do Ministério da Cultura


A notícia

A Sociedade Portuguesa de Autores lançou uma petição na internet onde defende que a Cultura deverá continuar a ter Ministério no próximo Governo.

O abaixo-assinado, datado de dia 02 deste mês e disponível em http://www.spautores.pt/destaques/peticao-publica, defende que "a Cultura não pode deixar de ter Ministério no próximo Governo".

Anunciada hoje, a subscrição é conhecida depois de ter surgido nos últimos dias uma polémica entre o actual Governo socialista e o PSD, cujo líder afirmou que, no caso de vencer as legislativas de 05 de Junho, o seu Governo não terá ministro da Cultura.

Para os subscritores do texto da SPA é "inaceitável uma eventual despromoção da Cultura e dos seus criadores na estrutura orgânica do próximo Governo" que sair das eleições.

"Os autores abaixo-assinados [entre eles, Jacinto Lucas Pires, Teresa Rita Lopes e José Niza] responsabilizarão o próximo Governo pelas consequências nefastas que esse ato poderá ter", lê-se no texto.

Os subscritores, onde se incluem também Inês Pedrosa e António Chaínho, alertam ainda para "as desvantagens decorrentes" se as competências de um ministério transitarem para uma Secretaria de Estado da Cultura.
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Nosso comentário

As intenções políticas no tocante à CULTURA por parte de um dos candidatos às eleições legislativas de 4 de Junho próximo já estão a merecer a reacção que merecem. Ainda bem, pois há que defender este país agora mais que nunca.
Assinei a petição.

Quem achar que este país não merece andar para trás em termos culturais, aconselho a que a assine também.
País de analfabetos e de trabalho barato não vai a lado nenhum.
Era o que faltava, ficarmos sem um Ministério da Cultura!

Há que ter cuidado com o anunciado "emagrecimento do Estado Português" por parte desse candidato... aliás olhando para o mapa até que nem é um Estado assim tão gordo.
Portanto, porquê essa fixação?

Eu defini-lo-ia, a este rectângulo que se chama Portugal, situado a oeste da Europa, como de média alta estatura e mais para o magro.

Portanto "senhor candidato a aumentar o seu emagrecimento", tenha cuidado com a dieta que lhe quer destinar.
Se exagerar na dieta e com tanto oceano por perto...
vamos todos à água!
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PS. Vou assistir à final inédita da Liga Europa em Dublin entre duas equipas portuguesas: o FCPorto e o SCBraga, que já começou neste preciso momento.

Melhores saudações a todos,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...