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sexta-feira, setembro 15, 2017

A pobreza do debate sobre Lisboa


Nosso comentário:

Resolvo hoje refugiar-me num texto que faz a apologia das árvores. Escolho pois a Natureza para a minha mensagem de hoje.
E porquê?
Acabo de visionar na televisão portuguesa um debate entre 12 candidatos à CML (Câmara Municipal de Lisboa) razão mais que suficiente para escolher o textinho que me enviaram sobre as árvores. Árvores que eu sempre admirei e me habituei a venerar e a respeitar desde menino.
Pois bem, que debate pobre de tudo nesta candidatura a Presidente da Câmara municipal de Lisboa...
Sobretudo a ausência de nível da maioria de alguns dos candidatos. "Discursos de insultos pessoais", e sobre Lisboa, pouco ou nada. Ofereceram frases mal articuladas, soltas e sem ligação, um vazio de ideias e projetos...
Confrangedor!
Daqueles 12, eu diria, que para além do atual presidente, Fernando Medina, apenas 2 ou 3 poderiam ser levados a sério e eventualmente tidos como candidatos credíveis, preparados e capazes.
Resumindo, não aprendi nada em cerca de duas horas a olhar o televisor, isto para evitar as habituais "bola" ou "telenovela".
O textinho das Árvores veio mesmo a calhar.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



As Árvores:

As árvores são amigas silenciosas das quais nos aproximamos espontaneamente .
Onde quer que haja uma árvore há oxigénio e portanto vida.
Há milhares de anos as culturas orientais já falavam sobre os benefícios para a saúde
física e mental de abraçar árvores.
Algumas árvores tornaram-se relevantes pelo seu poder de cura específico para certas doenças.
PINHEIRO- fortalece o sistema nervoso e melhora a circulação
CIPRESTE-dá serenidade
ULMEIRO-acalma as emoções
BÉTULA- desintoxica o corpo
CANELEIRO-melhora a saúde do coração
AMEIXEIRA- melhora o funcionamento do pâncreas e do estômago
FIGUEIRA-reduz a temperatura do corpo
Galeno um dos pais da medicina, aconselhava todos os seus pacientes a passearem
algum tempo em bosques, ficavam mais saudáveis....

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Ponte Ciclopedonal em Lisboa!


Nosso comentário:

Foram diversas as vezes que visitámos as obras desta ponte ciclopedonal sobre a Segunda Circular em Lisboa.
De há uns tempos a esta parte, era-nos dito que tudo estava pronto, só que na verdade o acesso continuava fechado. Desta forma ficávamos a espreitar o empreendimento de encher o olho, apeados das bicicletas, por o mesmo continuar vedado e encerrado ao público. 
Isto apesar de os trabalhos estarem concluídos!
Dado o interminável adiamento da sua inauguração, resolvemos tomar a iniciativa e denunciar a situação aqui no blogue.
Fizemo-lo em pelo menos dois artigos com os seguintes endereços, isto para quem quiser ler ou reler os mesmos:
http://www.minhapoesia.net/2014/09/em-lisboa-uma-ponte-e-um-minipreco-ii.html
http://www.minhapoesia.net/2014/08/em-lisboa-uma-ponte-e-um-minipreco.html
No passado dia 29 de Janeiro, felizmente e finalmente chegou a boa notícia de que a dita ponte Galp ciclopedonal tinha sido aberta.
O presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, António Cardoso, confirmou que «já foram retiradas as protecções que impediam que as pessoas circulassem» na ponte e adiantou que a inauguração está marcada para 14 de Fevereiro. 
Já confirmámos o facto, é mesmo verdade, embora o muito frio que se fazia sentir na hora de avançar e experimentar a magnífica obra, nos fez encolher e adiar a experimentação.
Talvez aconteça neste próximo fim de semana.
Fica-nos a vaga esperança de termos contribuído, com as notas do blogue, para a mais rápida abertura da ponte.
Mas seja como for, e dada a envergadura e beleza do empreendimento, de que deixo algum historial abaixo, aproveito para endereçar os parabéns à Câmara Municipal de Lisboa e à Galp Energia.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



A ponte ciclopedonal mandada fazer pela Galp e pela Câmara de Lisboa sobre a Segunda Circular, entre Telheiras e as Torres de Lisboa, abre ao público “hoje ou amanhã”, anunciou nesta quarta-feira o vereador da Estrutura Verde e Energia, José Sá Fernandes. A ponte está pronta desde meados de 2014.
O tema surgiu na reunião do executivo municipal desta quarta-feira, através do vereador do PSD Fernando Seabra, que perguntou a Sá Fernandes quando é que a câmara iria fazer a recepção provisória da obra. O social-democrata lembrou que o presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, António Cardoso (PS), disse em Novembro do ano passado que aquela infra-estrutura seria inaugurada até ao final do ano, o que não se concretizou.
Em resposta, Sá Fernandes disse que a ponte “abrirá hoje ou amanhã”, acrescentando que já assinou o auto de recepção provisória da obra.
Questionado pelo PÚBLICO sobre quando irá ocorrer a inauguração, o vereador respondeu simplesmente: “As inaugurações são para os políticos, a gente tem é de fazer obra”.
O empreendimento, financiado em 900 mil euros pela Lisboagás (do grupo Galp Energia) e em 465 mil euros pelo município, está pronto há vários meses. Em Julho, a Galp informou que faltavam apenas “alguns acabamentos finais”. Desde então, foi feito o arranjo paisagístico da zona envolvente e desde o Outono que nada acontece.
Em Novembro, Sá Fernandes disse que a inauguração estava dependente apenas da resolução de “quatro ou cinco problemas” por parte do empreiteiro, tais como “um varão numa descida” e “um arranjo em parte do piso”. O autarca acrescentou que a abertura ao público estava “iminente”.
Há duas semanas, o assessor do vereador garantiu que estavam “ultrapassadas” todas as questões em aberto mas disse que a obra ainda não tinha sido recebida pelo município, acrescentando que tal deveria acontecer “muito em breve”.

O "ícone" de Lisboa
A construção desta ponte – que inclui um troço de 727 metros de ciclovia a ligar as Torres de Lisboa à ciclovia que passa sobre a Segunda Circular junto ao Colégio Alemão – foi anunciada em 2009 pelo presidente da câmara, na sequência da assinatura de um protocolo entre a autarquia e a Fundação Galp Energia. A conclusão da obra esteve prevista para Outubro de 2010 mas o projecto apenas surgiu em Setembro de 2011, com custo previsto de 1,2 milhões de euros, suportados na íntegra pela Galp. Previa-se que estivesse pronta na Primavera de 2012.

Na apresentação do projecto do gabinete de arquitectura MXT, António Costa referiu-se a ele como um futuro “ícone” de Lisboa e “o primeiro passo para a humanização da Segunda Circular”.
Mais tarde, em Março de 2013, a câmara assinou um novo acordo com o grupo Galp, o qual revogou o protocolo de 2009 e atribuiu à Lisboagás o papel de mecenas e responsável pela obra que antes cabia à Fundação Galp Energia. A diferença é que ela já não custava 1,2 milhões de euros, mas sim 1,365, e a Lisboagás apenas pagaria 900 mil. Os restantes 465 mil ficavam a cargo do município e o prazo de execução ficava mais uma vez adiado, agora para o dia 4 de Setembro de 2013.
As obras tiveram de facto início logo a seguir, em Abril de 2013, arrastando-se a sua conclusão até ao Verão de 2014. A ponte, que já está pintada de laranja, a cor da Galp, situa-se junto à sede do grupo petrolífero, nas Torres de Lisboa

domingo, agosto 11, 2013

Judite separada de Seara?


Nota do autor do blogue:

Em ritmo de férias, em que o quotidiano de cada um fica alterado, também a minha atividade e consequentemente a do blogue são afetadas.
De qualquer maneira não deixo de ir acompanhando quanto baste os desenvolvimentos noticiosos deste nosso país em Agosto.
Por sinal um Agosto quente quente que convida a fazer pouco ou de preferência, nada fazer. Aliás tal como fazem o elenco governativo e seus pares!
Hoje mesmo os termómetros  em Lisboa aproximaram-se dos 40 graus centígrados o que causa real mossa no cidadão comum...
Para além dos incêndios do costume nesta época do ano, há também a registar a ida a banhos, famílias e empresas insolventes, as usuais roubalheiras da governação, os ricos e os pobres, os emigrantes e os imigrantes, os que nascem e os que morrem, os que casam e os que descasam.
É a este último caso que presto hoje a minha atenção especial, vindo aqui ao blogue quase em passo de corrida, para registar o noticiado acontecimento: 
Trata-se da separação de Judite de Sousa do marido, o controverso candidato à Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Seara.
Ora aí está uma notícia bem bombástica para entreter os tempos mentais mais deprimidos das nossas cabecinhas quentes de Agosto.
Com os desejos de continuação de boas férias,


 António Esperança Pereira


Casal Judite de Sousa separada de Seara
A jornalista e pivô da TVI, Judite de Sousa, estará separada do candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Fernando Seara, avança a revista Flash.
Judite de Sousa separada de Seara

De acordo com a edição deste sábado da revista Flash, Judite de Sousa e Fernando Seara estarão separados, embora ambos mantenham a ruptura em segredo.
Aquela publicação dá conta de que o casamento de 10 anos entre a jornalista da TVI e o autarca de Sintra, que concorre pelo PSD à Câmara de Lisboa, não resistiu “às solicitações” do político.
O casal ainda partilhará a mesma casa, fazendo, porém, vidas autónomas, conta a Flash.
Ainda segundo aquela revista a pivô tem-se refugiado dos amigos para ultrapassar o fim da relação com Seara.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Clarificação sem tibiezas e com assertividade?


Nosso comentário:


Hoje há uma reunião da Comissão Política do PS a pedido do seu líder António José Seguro.
Era uma exigência sentida na política portuguesa.
Desde a eleição do novo líder, António José Seguro, que se nota algum mal estar, não direi desunião, nas hostes socialistas.
Sem prever seja o que for, uma coisa sinto como evidente. O carismático ex-líder socialista e ex-primeiro ministro, José Sócrates, seja dentro do partido a que pertence, seja no país de nome Portugal, está longe de estar resolvido.
Daí que algo tem que ser clarificado sem dúvida e tenho para mim que qualquer que seja a clarificação passará certamente pela estratégia a definir de inclusão ou exclusão no discurso político do dito carismático líder José Sócrates.
Ambas as opções têm custos, como é evidente.
Por isso, é de crer que ninguém ousará, pelo menos para já, nem uma inclusão a 100/%, nem uma exclusão a 100%.
Será nesta pacificação das duas tendências e no encontro de um fio condutor entre ambas, que girará a reunião de hoje da comissão política do PS.
Dela depende em muito a estratégia discursiva e operacional das hostes "rosa".
Por um lado na estratégia a definir para as próximas eleições autárquicas, por outro, na forma de fazer oposição ao regime atual, despudorado e draconiano, que tem sido branda e envergonhada aos olhos de todos nós, que sofremos na pele os desmandos da austeridade cavalar. 
Neste campo, na existência de facto de uma oposição sem tibiezas ao regime neoliberal no poder, exige-se uma clarificação da atitude do PS. Clarificação essa que, quanto a mim, se deve centrar numa melhor relação do partido com o verdadeiro sentir do povo português nesta fase difícil por que está a passar.


PS. Deixo uma pequena abordagem à notícia da reunião do PS. Para os mais interessados, divulgo algumas palavras de António Costa em um programa televisivo, que me foram endereçadas via email.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



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Dentro do PS, neste momento, a principal dúvida é saber se o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, vai aceitar lançar-se numa candidatura alternativa a António José Seguro.
Na polémica sobre a data do congresso, António Costa remeteu a responsabilidade pela definição do calendário interno para o secretário-geral do PS e, até ao momento, ainda não esclareceu se irá recandidatar-se à presidência da autarquia da capital.

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António Costa - Quadratura do circulo (É isto que não podemos esquecer!)
 
 
 
Comentadores e analistas políticos não têm a coragem de dizer o que disse António Costa, em menos de 3 minutos, há dias, no programa "quadratura do círculo".
E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):
 
 
 
(...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...