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domingo, maio 17, 2015

Somos Todos Assassinos, romance


Nosso comentário:

Mais um lançamento a Editora Antígona.
Como podem constatar trata-se de um livro que se dirige sobretudo aos que não querem dormir comodamente sobre o seu melhor lado e depois não se importarem com coisa nenhuma.
"Uma reflexão sobre a injustiça de um sistema por vezes dominado por regras absurdas, e tão perverso como os próprios homens"
O autor é Jean Meckert, um francês, que fala sobre a pena de morte em França e o facto de apenas ter sido abolida em 1981.
Fala disso e muitas mais coisas, como podem aliás conferir na sinopse apresentada abaixo.
Tenho todo o prazer em divulgar obras deste calibre, sobretudo porque conseguem tirar o leitor da sua zona de conforto e, quanto a mim, fazem "crescer" quem as lê.
Um romance a ler, que confronta o homem consigo próprio, com os seus actos e ditames. 
Oxalá apreciem a dica.

Fiquem bem, .

António Esperança Pereira



Somos Todos Assassinos

 

JEAN MECKERT



TRADUÇÃO Luís Leitão

A sociedade exigia menos a inocência do que a submissão.
Era a sua natureza.

 
Somos Todos Assassinos (1952), romance escrito a partir do guião do filme homónimo de André Cayatte e Charles Spaak, centra-se em René Le Guen, membro da Resistência durante a Ocupação, o qual, acusado de vários crimes de homicídio no pós-guerra, é condenado à pena de morte, essa «sequela dos tempos da barbárie». Na prisão, René passa em revista os acontecimentos que o levaram ao cadafalso, e o leitor não sairá incólume da leitura desta obra. Uma terrível condenação da pena capital (abolida em França somente em 1981) e uma reflexão sobre a injustiça de um sistema por vezes dominado por regras absurdas, e tão perverso como os próprios homens.

Jean Meckert (1910-1995) é uma figura rebelde das letras francesas e autor de uma vasta obra que se reparte por romances policiais (sob o pseudónimo Jean Amila), peças de teatro e guiões. Conheceu precocemente o desespero e guardará da sua infância a repulsa pelo ensino religioso e a memória da fome. Apaixonado pela literatura, mas forçado a deitar a mão a todo o tipo de trabalhos precários, é no fim dos dias de trabalho extenuante que se dedica à escrita. Foi mobilizado em 1939, e a experiência da guerra viria a despertar nele um profundo antimilitarismo. A sua verve original faz de Meckert um franco-atirador da literatura, alguém que batia à máquina, solitário, como se fustigasse os botões da hipocrisia e da mesquinhez da sociedade. É autor das obras Abismo e Outros Contos e Golpes, publicadas pela Antígona.
CULTIVA A INTELIGÊNCIA,
NÃO DEIXES MORRER
A REVOLTA

208 pp.
pvp 15 EUR
ISBN 978-972-608-264-4

Nas livrarias a 22 de Maio

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Antígona
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sexta-feira, agosto 17, 2012

Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação...

Nota do autor do blog/site:


Interessantíssima em nosso entender, esta bula promulgada em 1517 pelo Papa Leão X, que nos foi remetida pelo estudioso do fenómeno religioso L. Pereira.
Embora consideremos o tamanho do texto acessível a uma leitura relativamente rápida, a sua qualidade e oportunidade pode obrigar a uma mais demorada reflexão. Para o que pode tornar-se em um bom exercício para as horas livres do fim de semana que está à porta.
Aconselha-se vivamente o texto, pois o saber não ocupa lugar.
As considerações e ilações sobre o conteúdo do mesmo ficarão ao critério livre de cada um.

Fiquem bem, António Esperança Pereira
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Bula promulgada em 1517 pelo Papa Leão X

Perguntar-se-ão por que motivo me desviei das narrativas bíblicas, às quais tenciono voltar, já que são as minhas preferidas. O texto, cuja cópia vou apresentar, tem muito a ver com o texto anterior “Uniões proibidas” (também copiado), ora leiam.
“Indulgências:
1 – O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com qualquer outra mulher, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras e 12 soldos.
2 – Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras e 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra natureza com crianças ou com animais e não com mulheres, pagará unicamente 131 libras e 15 soldos.
3 – O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras e 8 soldos.
4 – A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregue a um ou mais homens, simultânea ou sucessivamente, quer dentro quer fora do seu convento, pagará 131libras e 15 soldos.
5 – Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes pagarão 76 libras e 1 soldo.
6 – Para todos os pecados de luxúria cometidos por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto, acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.
7 – A mulher adúltera que queira ser absolvida para se ver livre de todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido incesto com os seus filhos, acrescentarão em consciência 6 libras.
8 – A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.
9 – A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.
10 – Se o assassino tiver morto um ou mais homens no mesmo dia, pagará como se tivesse apenas assassinado um.
11 – O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17 libras e 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra, pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido, mediante o pagamento de 2 libras.
12 – Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos (ou seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido); caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento, o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.
13 – A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que não seja seu filho pagará menos 1 libra.
14 – Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.
15 – Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de pagar 131 libras, 14 soldos e 6 dinheiros.
16 – O assassino que tiver morto mais que um sacerdote, sem ser de uma só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro, e metade pelos restantes.
17 – O bispo ou abade que cometa homicídio por emboscada, por acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter absolvição, 179 libras e 14 soldos.
18 – Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição por todo e qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de pagar 168 libras e 15 soldos.
19 – O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras. O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras, 16 soldos e 9 dinheiros.
20 – O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao Pontífice 17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.
21 – A licença para instalar pontos de venda de vários géneros, sob o pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras, 19 soldos e 3 dinheiros.
22 – O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do príncipe custarão 87 libras e 3 dinheiros.
23 – A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os seus sacerdotes, frades ou monjas, autorização de comer carne a lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e 10 soldos.
24 – O convento que quiser variar de regra e viver com menos abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5 soldos.
25 – O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45 libras e 19 soldos.
26 – O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo montante pela absolvição.
27 – O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular, que pretenda viajar vestido de leigo.
28 – O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu pai, terá de pagar 27 libras e 1 soldo.
29 – O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.
30 – O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.
31 – Os leigos com defeitos físicos ou disformes que pretendam receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria apostólica 58 libras e 2 soldos.
32 – Igual soma pagará o cego de vista direita, mas o cego da vista esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45 libras e 3 soldos.
33 – Os eunucos que quiserem entrar nas ordens pagarão a quantia de 310 libras e 15 soldos.
34 – Quem por simonia quiser adquirir um ou mais benefícios deve dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço moderado.
35 – Quem por ter quebrado um juramento quiser evitar qualquer perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao Papa 131 libras e 15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores a quantia de 3 libras.”

O citado Papa passa por ter tido um dos pontificados mais brilhantes…

Comentários… para quê? No entanto chamo a atenção para o n.º 10: Matar uma ou várias pessoas, tanto fazia! Na nossa justiça é igual. Pior era ser-se herege… n.º 19.

L. Pereira, 16-8-12

sexta-feira, junho 03, 2011

Tribunal condena cão à morte por estar amaldiçoado


O cão é considerado um animal impuro pela lei judaica impura

A notícia

Um tribunal de rabis de Jerusálem condenou um cão à pena de morte por lapidação, alegando que o animal estava possuído pelo espírito de um advogado que havia sido amaldiçoado vinte anos antes.

O caso, segundo conta o diário ‘Yediot Aharonot, ocorreu na passada quarta-feira quando o cão entrou no tribunal de uma das comunidades ultra ortodoxas do bairro Meã Shearim e se negou a abandoná-lo, apesar das repetidas tentativas dos guardas.

Perante a atitude do cão, um dos juízes recordou que há 20 anos, no mesmo local, os seus antecessores tinham amaldiçoado um advogado cuja alma, ao falecer, deveria ficar encerrada no cão, um animal que a lei religiosa judia considera impuro.

O juiz, cuja identidade não foi revelada, disse ter reconhecido no cão espírito do advogado, que, indignado pela sua maldição, regressou ao tribunal para ser libertado. Os rabis ordenaram, então, apedrejar o animal até a alma sair e ser confirmada a sua morte.

O presidente do tribunal, o rabi Levin, desmentiu que o caso tenha ocorrido, mas um dos guardas confirmou os factos e assegurou que “havia sido dada uma ordem verbal a um grupo de crianças para que o apedrejassem, não como castigo ao animal, mas para libertar a alma do advogado que o atormentava”.

A sorte acabou por bater à porta do cão que, antes da sentença ser aplicada, conseguiu fugir do local e salvar a sua vida. As associações de defesa dos animais já decidiram que vão apresentar uma queixa contra o presidente do tribunal.
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Nosso comentário

Afinal parece que a fonte da perigosa bactéria de origem alemã já não são os pepinos espanhóis, nem tão pouco os tomates, portanto ficamos nesta matéria a aguardar desenvolvimentos por parte dos alemães com vista ao esclarecimento da proveniência da perigosa bactéria que se contrai de visita à Alemanha.
Oxalá se consiga parar o bicho que já vai causando estragos de monta.

As eleições legislativas portuguesas, a avaliar pelas sondagens, parecem resolvidas. Têm uma particularidade:
-Pode acontecer, se as sondagens reflectirem a verdade das urnas no Domingo, que a Democracia Portuguesa venha a eleger uma "ditadura"- ou seja, o partido ganhador poderá ter o Presidente da República, uma maioria de deputados na Assembleia da República, um Primeiro Ministro que chefia o Governo, e ainda... como uma desgraça nunca vem só, o famigerado FMI.
É um castigo demasiado pesado para o meu querido Portugal.
Oxalá nos aguentemos, se assim acontecer!

Resolvi por isso, dar hoje destaque a uma notícia estranha, um cão judeu condenado em tribunal por o mesmo estar possuído por um espírito de um advogado que morrera 20 anos atrás.
Valha-nos Deus, quando julgamos que já assistimos a todo o tipo de safadezas, que já vimos um pouco de tudo, do pior e do melhor, vem ter connosco uma triste, decadente, deprimente notícia: um cão condenado em tribunal em um suposto Estado civilizado, Israel, por estar possuído por um espírito.

Sempre me parece pior esta notícia que a da "ditadura" previsível que se poderá abater sobre Portugal num momento tão delicado, ou até a de levar com a bactéria dos tomates ou dos pepinos no lombo (no coiro)

No primeiro caso, uma "ditadura" sempre se poderá combater.
Portugal tem infelizmente "bons antecedentes" antes da REVOLUÇÃO DOS CRAVOS onde beber, uma longa aprendizagem de ditadura que então fez, é só rever a matéria e adaptá-la aos tempos actuais.
No segundo, o da infecção pela bactéria alemã, e porque a morte não é certa, se se tiver o azar de a apanhar, parece haver antibióticos capazes de a combater.
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Um óptimo fim de semana,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...