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terça-feira, junho 28, 2016

Palmira Bastos, Sousa Bastos e Coimbra!


Nosso comentário:

Um dia destes em conversa informal com alguém que me é muito querido, recordava eu tempos idos de filmes e cinema em geral. Aquela idade da juventude em que se vai muito ao cinema.
Palavra puxa palavra, as nossas cabecinhas saltitavam de recordação em recordação: lembras-te daquele filme que... e daquele em que o... ai eu gostava tanto daquele ator que entrava no... bom, uma conversa interminável sobre ícones de toda uma geração.
Até que a certa altura veio à baila da minha parte, fruto da minha estadia em Coimbra como jovem estudante, o cinema Sousa Bastos.
Gabava eu aquele velho e bem baratinho cinema da alta de Coimbra por aí ter visionado muitos filmes, especialmente grandes metragens bíblicas e filmes de cowboys.
Recordava a certa altura a participação ativa da "estudantada" que assistia  e a conversa animou ainda mais.
Contava eu que nos filmes de cowboys chegávamos a avisar em grande estardalhaço os atores em maus lençóis, ou seja quando os mauzões se preparavam para atacar os nosso heróis :
Olha o gajo mesmo atrás de ti. Pá, cuidado vira-te. Ui, dá-lhe. Dispara agora. Vêm lá mais. Boa, dá-lhe com força. Esse já está. Agora no telhado atrás de ti.
Bom era uma coboiada também na assistência, enquanto se comiam amendoins e se deitavam as cascas para o chão. Rapaziada fresca e rebelde...
A minha interlocutora ria-se a bom rir! a conversa continuou animada e fértil em recordações desse tipo.
Ontem confirmei a curiosidade que o dito cinema Sousa Bastos despertou na minha alfacinha interlocutora.
Mandou-me um textinho com informações sobre o "Sousa Bastos" que dava o nome ao cinema.
Coisa que sinceramente nunca me passou pela cabeça saber.
Fiquei contente, vejam porquê no textinho abaixo.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


António de Sousa Bastos: dramaturgo, empresário teatral e jornalista.
Diretor de vários teatros tanto em Lisboa como no Rio de Janeiro, S. Paulo e Pernambuco
Foi casado com a atriz Palmira Bastos.

Palmira Bastos: filha de pais Espanhóis- pai de Valladolid e mãe de Santiago de Compostela.
O seu verdadeiro nome era: Maria da Conceição Martinez.
Casou em 1894 com António de Sousa Bastos de quem teve uma única filha:
Amélia Bastos
Teve uma longa carreira de 75 anos.
Em 1966 apareceu na TV com a peça "As Árvores Morrem de Pé", tendo ficado célebre a frase

"Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores"


domingo, fevereiro 22, 2015

A paixão de Shakespeare


Nosso comentário:

Havia um tempo que o filme "A paixão de Shakespeare" me desafiava a vê-lo. Passava muitas vezes na televisão e, não sei porquê, é daquelas coisas que não têm explicação, nunca tinha visto o filme, pelo menos até ao fim.
Ontem mesmo decidi-me a quebrar o enguiço e vi mesmo o filme todo sobre o excelente poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare nascido em Stratford-upon-Avon.
Foi no canal de televisão Cine Mundo.
Tirei umas notas ao acaso sobre o filme que partilho com os leitores.
Aconselho vivamente a vê-lo, sobretudo a quem se interesse por teatro e amores com enorme intensidade.

PS. O personagem de lady Viola é representado pela lindíssima actriz Gwyneth Paltrow, ao lado na foto.

 Fiquem bem,

António Esperança Pereira




A PAIXÃO DE SHAKESPEARE


Filme realizado em 1998. 
A acção decorre em Londres, no reinado da Rainha Isabel I. Shakespeare era um dramaturgo irreverente. A sua obra prima foi "Romeu e Julieta". 
Shakespeare estava com um bloqueio e falta de imaginação. Vai ultrapassa -lo ao escrever a peça, só que tem dificuldade em encontrar uma "Julieta ", pois na época  ( séc. XVI) estava vedado às mulheres serem actrizes. 
Conhece então Lady Viola, uma aristocrata sonhadora e romântica apaixonada por teatro. Lady Viola veste-se de homem. Porém em pleno palco a sua verdadeira identidade é descoberta.

O filme procura fazer um retrato da Londres quinhentista, utilizando uma história fictícia de amor entre Shakespeare e uma aristocrata, inserida num contexto de rivalidade entre os dois maiores teatros de Londres: o ROSE e o CURTAIN. Tanto a rainha Isabel I, como Lady Viola estavam à frente no seu tempo...

quarta-feira, maio 29, 2013

Quanto mais Cocó, mais sorte!


Nosso comentário:


Poder-se-ia dizer que se vivem tempos de enormíssima bosta, mas aqui no sentido que normalmente damos à palavra ou expressão.
Uma porcaria de políticas que estão a secar tudo o que é vida neste país, neste continente, e que se calhar, se irá estendendo ao mundo inteiro.
Sobre o que está por detrás de tudo isto pouco se sabe, vemos é o dinheiro mingar nos bolsos, os produtos não se venderem, empresas fecharem, faltarem soluções para o problema económico mais grave: o desemprego.
Ideologicamente volta-se ao tempo da charrette ou quase, tal como conta a historiazinha de hoje, um tempo que se julgava já bem distante e ultrapassado nas vertentes de maior miséria e dificuldade.
A verdade é que crescem legiões de carenciados onde impera um pouco de tudo: fome, falta de emprego, de saúde, de um tecto.
Pessoas despejadas dos seus empregos, de suas casas, do seu país. 
A governação faz sentir às populações que não há outra saída. Evolui-se perigosamente para um regime autoritário, fica ameaçada a Democracia.
Como que uma nuvem negra se instalou em cima da gente, vinda não se sabe de onde nem de quem.
O que se sabe, porque isso vê-se, é que quem gere essa nuvem negra não acerta uma.
E o Povo sofre e não há quem lhe queira valer!
Fala-se novamente em nazis. 
Veja-se o que estão a fazer aos reformados e funcionários públicos (um quase extermínio disfarçado) de milhões de seres humanos, a maioria dos quais não estão em idade de se defender dos atropelos e prepotências do poder.
Para se emigrar é suposto ser-se jovem, para se arranjar emprego aqui ou fora, um qualquer meio de sobrevivência, a mesma coisa.
A ameaça e a dúvida que saem das palavras dos governantes são permanentes. Também o é a mudança de opinião. Diz-se agora uma coisa, logo outra, amanhã outra. Não se pode atamancar a vida com o mínimo de balizas.
Ninguém de boa fé pode defender uma situação destas.
Não é por acaso que os portugueses são neste momento, segundo um estudo recentemente divulgado, o segundo povo menos satisfeito com a vida entre 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)

PS. Para desanuviar das coisas sérias, leiam "duas teses" sobre a origem da palavra Merda. Muito interessante por sinal, bem diferente do que possamos pensar.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




De onde vem a expressão M--da


É muito comum no meio artístico actores e bailarinos desejarem entre si muita M--da antes do espetáculo.
Diz-se que esta expressão surgiu em França,  por causa de uma situação que aconteceu a um ator.
Essse actor,  após ter passado por inúmeras provações antes da sua estreia no teatro: um incêndio, perder-se no caminho, e por fim pisar M--da, mesmo com tantas adversidades, fez a sua melhor actuação e foi ovacionado pelos críticos.


Outra versão (mais lógica)


Esta versão apareceu também em França no Séc.XIX. As pessoas deslocavam-se de charrette.
Os artistas desejavam entre si "Muita M--da", porque quanto mais cocó de cavalo houvesse
à porta do teatro, mais charrettes havia. 
Quantas mais charrettes mais público haveria, o que significava casa cheia.
Seja como for a expressão "merda"significa Boa Sorte, e quando alguém lha desejar não responda...
Fique em silêncio ou diga "merda" também.

Agora CUIDADO: uma coisa é desejar "merda", outra é mandar alguém à "me--a"!!!

quinta-feira, maio 17, 2012

Descobre o Actor que há em ti...

Nota do autor do blog/site:

Aqui está uma boa proposta de workshop por nós recebida e que tomamos a liberdade de divulgar. A proveniência é de todo fidedigna, se o leitor estiver interessado inscreva-se e participe. Se conhecer pessoas do seu círculo de familiares e/ou amigos, poderá passar a palavra e divulgar. Vivem-se tempos diferentes neste país, algo deprimentes, de que é preciso sair custe o que custar. Toda e qualquer ajuda, por pequena que seja é bem vinda para romper o ciclo em que estamos mergulhados. Esta parece-nos uma boa proposta.
Por isso, aqui fica tal como a recebemos, com todas as informações básicas necessárias, oxalá desperte a sua atenção, curiosidade e até, porque não, o apetite:
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Workshop
“ Descobre o Actor que há em ti”

Dirigido a quem queira desenvolver as suas capacidades expressivas, a desinibição, a auto-confiança e a todos os curiosos pela “arte de representar” e que gostariam de experimentar
o palco.

Descubra o seu potencial individual criativo:
relacionando-se em grupo, a perder a timidez ou a desafiá-la, a relaxar na apresentação de trabalhos em público ou em exposições, a entrar em contacto com a sua capacidade de diverti-ser e de ser quem é.

Ao longo do Workshop serão realizados de modo progressivo e harmonioso:
jogos e atividades de motricidade, exploração do corpo e do seu movimento, tensão e distensão, relaxamento e perceção sensorial, exploração da voz, orientação espacial, improvisação e jogo Teatral.

Tudo o que é necessário para participar é a vontade de se divertir e experimentar a alegria de interagir com os outros, em jogos divertidos e descontraídos que encorajam a criatividade e a expressão.

Formadora Célia Celas
Actriz e Professora de Expressão Dramática.
Realizou a Formação de Expressão Dramática para Professores na Fundação Calouste Gulbenkian e o Masterclasse de Teatro e Educação para Professores e Actores profissionais no Teatro Maria Matos.

Oficina da Pessoa
www.facebook.com/oficinadapessoa
217 957 393/ 929 132 458

               

30 €
Ou 25€ se trouxer um amigo
(Confirme a sua presença até dia 31 de Maio)
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Fiquem bem,


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...