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quinta-feira, setembro 11, 2014
terça-feira, dezembro 04, 2012
quarta-feira, setembro 05, 2012
Portugal uma arena, bandarilhados como touros...
Nota do autor do blog/site:
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Indignações diferentes, sujeitos da indignação diferentes, causas diferentes, leitores e amigos com opiniões políticas diferentes... uma coisa em comum: a apreensão. Sim uma apreensão de quem está atento, vê o desenrolar deste filme trágico "Portugal" e todo um povo estranho sem qualquer capacidade de reação, de manifestação, de soluções, seja perante roubos de subsídios, seja perante a corrupção generalizada, o desemprego nunca antes visto, violência contra animais que em pleno séc. XXI continua a banquetear aficionados com banhos de sangue vertidos nas arenas de touros. Perda geral de riqueza nacional, recessão sem fim à vista, subida da dívida nacional apesar do saque deste bom povo para a reduzir. Professores apaziguados, médicos apaziguados, desempregados conformados, jovens que emigram em vez de se indignarem, velhos e crianças entregues a boas vontades, dinheiro escasso para lhes valer...
Saúde e Educação seguindo o Emprego em queda vertiginosa.
Em suma um país irreconhecível, sem uma ideia, um caminho, um sonho!!!
Deixamos dois exemplos de apreensão como ilustração, poderíamos deixar 30, 300, 3.000, mas só deixamos dois: um sobre os professores, retirado do Facebook, outro sobre as touradas, recebido via email.
Para reflexão...
António Esperança Pereira
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Veja-se o que sucedeu com os professores, por causa de uma treta da avaliação fizeram tudo o que se viu.
Agora não só aceitaram a avaliação tal qual estava como ainda aceitam milhares de despedimentos e resta saber o que mais. Quanto terão “pago” aos líderes dos professores ou aos responsáveis por alguns blogues guerrilheiros para que estejam calados ou se limitem a alguns arrufos de namorados? Veja-se também o que se passou com os camionistas nos últimos anos, com o anterior governo tudo fizeram para desestabilizar o país, fizeram boicotes de estradas e seguira uma estratégia de confronto com as autoridades, numa clara tentativa de provocar conflitos. Não admira que um conhecido opinion maker e militante destacado do PSD tenha manifestado alguma desilusão com a falta de autoridade da polícia que não recorreu à bordoada. Agora que o gasóleo é bem mais caro, que a economia está em recessão e que uma boa parte dos camiões estão parados não se ouve um único protesto. São exemplos entre muitos, que poderiam ser dados que mostram como a nossa democracia não está lá muito bem de saúde. Há grupos mafiosos a manipular a informação e a ajudar a derrubar ou a manter governo recorrendo a truques sujos.
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Os fãs do Dr. Barra da Costa
Como resposta ao mail que me enviou, aqui temos a resposta para aqueles que gostam de touradas....
DURANTE UMA TOURADA O TOUREIRO SENTIU-SE MAL, TEVE TONTURAS E PRECISOU SENTAR-SE. ANTES QUE ALGUÉM INTERFERISSE, O TOURO, QUE ESTAVA SENDO AGREDIDO PELO TOUREIRO NESSE ESPETÁCULO QUE SERVE PARA ENCHER OS BOLSOS A CASTAS PRIVILEGIADAS, APIEDOU-SE DO HOMEM, PAROU DIANTE DELE E, PARA SURPRESA GERAL, SIMPLESMENTE FICOU A OLHAR PARA ELE.
O TOURO, COMO QUE SENTINDO O PROBLEMA, FOI SOLIDÁRIO E FICOU AO LADO
DESSE HOMEM, SEM NENHUMA REAÇÃO DE VIOLÊNCIA. NORMALMENTE UM SER
HUMANO, NUMA SITUAÇÃO DESSAS TERIA REAGIDO DE FORMA DIFERENTE. OBSERVE QUE O ANIMAL JÁ TINHA RECEBIDO DIVERSAS FARPAS NO DORSO.
Como resposta ao mail que me enviou, aqui temos a resposta para aqueles que gostam de touradas....
DURANTE UMA TOURADA O TOUREIRO SENTIU-SE MAL, TEVE TONTURAS E PRECISOU SENTAR-SE. ANTES QUE ALGUÉM INTERFERISSE, O TOURO, QUE ESTAVA SENDO AGREDIDO PELO TOUREIRO NESSE ESPETÁCULO QUE SERVE PARA ENCHER OS BOLSOS A CASTAS PRIVILEGIADAS, APIEDOU-SE DO HOMEM, PAROU DIANTE DELE E, PARA SURPRESA GERAL, SIMPLESMENTE FICOU A OLHAR PARA ELE.
O TOURO, COMO QUE SENTINDO O PROBLEMA, FOI SOLIDÁRIO E FICOU AO LADO
DESSE HOMEM, SEM NENHUMA REAÇÃO DE VIOLÊNCIA. NORMALMENTE UM SER
HUMANO, NUMA SITUAÇÃO DESSAS TERIA REAGIDO DE FORMA DIFERENTE. OBSERVE QUE O ANIMAL JÁ TINHA RECEBIDO DIVERSAS FARPAS NO DORSO.
Eu (Barra da Costa) pergunto: - AFINAL, QUEM É O ANIMAL?!
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Fiquem bem, António Esperança Pereira
terça-feira, agosto 28, 2012
Imagens da Vergonha na Rainha das Praias...
Nota do autor do blog/site: Sabemos que esta temática das touradas é polémica. O apego dos povos às suas tradições infelizmente nem sempre é de fácil abordagem. Uma coisa parece certa, aos olhos de um mundo a evoluir, de pessoas que dizem respeitar o próximo, o meio ambiente, a natureza, etc etc. certas práticas ancestrais pecam pela desumanidade, pela desadequação a princípios que são apregoados pelas classes dirigentes, mas que muito raramente são por elas postos em prática.
É o caso das touradas.
A violência a que são submetidos os touros, tortura mesmo, seguida de morte lenta, para gáudio de uns tantos aficionados, é de difícil compreensão num mundo que se quer cada vez mais civilizado e pacífico. Um mundo que se quer mais moderno, mais educado, mais cívico, mais conciliado, no séc. XXI que todos partilhamos.
Mas estes assuntos não se resolvem com palavras, vamos ficar por aqui, só a mudança de consciências, de atitude, de autocompreensão do problema poderão fazer a diferença.
Dedicamos hoje este nosso espaço a umas fotos de alguém do facebook que as publicou, Manuel Salgado Alves.
Oxalá que com elas consigamos ao menos comover mais um leitor que seja sobre este candente problema da violência sobre animais em particular e sobre questões ambientais em geral.
Ficam as imagens e informação complementar das mesmas.
António Esperança Pereira
------------------------------------------------------------------------------------------------------------Fotos do Mural de Manuel Salgado Alves.

UM VIVA À CULTURA DA VIOLÊNCIA ?
http:// alves-revisoroficialdeconta s.blogspot.pt/2012/08/ por-que-as-touradas-sao-fun damentais.html
http://
FAZER DA SHAAA (SOLIDARIEDADE HUMANA, ANIMAL E AMBIENTAL) A NOSSA PRÁTICA QUOTIDIANA!
http:// alves-revisoroficialdeconta s.blogspot.pt/2012/06/ shaa-solidariedade-humanita ria-animal-e.html
http://
O ANIMAL TOURO É UM ANIMAL MAGNÍFICO E ENVERGONHA A COVARDIA DO PRESIDENTE DA CÂMARA DA FIGUEIRA DA FOZ, QUE NÃO TEM CORAGEM PARA ABOLIR COM O DEGRADANTE ESPECTÁCULO DA TOURADA !
Mais uma tourada nesta cidade pacífica, está a acontecer a esta hora, com meia casa vazia, mas mesmo assim com muitos imbecis que ficam todos excitados quando mais um ferro é espetado no dorso do animal touro!
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Fiquem bem, António Esperança Pereira
sábado, junho 02, 2012
Obrigado, Querido Governo!
Subsídios para as touradas
No ano de 2011 o IFAP atribuiu
subsídios no valor de € 9.823.004,34 às empresas e membros das famílias da
tauromaquia :
Lupi - 980.437,77 €
Passanha - 735.847,05 €
Palha - 772.579,22 €
Ribeiro Telles - 472.777,55 €
Câmara - 915.637,78 €
Veiga Teixeira - 635.390,94 €
Freixo - 568.929,14 €
Cunhal Patrício - 172.798,71 €
Brito Paes - 441.838,32 €
Pinheiro Caldeira - 125.467,45
€
Dias Coutinho - 389.712,42 €
Cortes de Moura - 313.676,87 €
Rego Botelho - 420.673,80 €
Cardoso Charrua - 80.759,12 €
Romão Moura - 248.378,56 €
Brito Vinhas - 53.686,78 €
Romão Tenório - 283.173,89 €
Sousa Cabral - 318.257,79 €
Varela Crujo - 188.957,35 €
Assunção Coimbra - 330.789,44
€
Murteira - 137.019,76 €
Não há dinheiro para nada mas há 10 MILHÕES DE EUROS para a tauromaquia só num ano
Obrigado, Querido Governo!
Da leitora...
Agradeço ao governo pelo que
tem feito pelos reformados, pois eles não precisam de aumento (e podem muito
bem viver sem 13º e 14º mês), não pagam luz, gás, rendas, remédios, etc., como
todas as outras categorias. Tudo lhes é dado gratuitamente, ao contrário de
parlamentares, juízes, ministros, etc., que têm de trabalhar duro para
conseguir o pouco que têm. Aposentado só trabalhou por 30, 35, 40 ou mais anos,
descontando durante esses anos todos para uma Segurança Social que hoje o acha
culpado de todos os males. Reformado vive de teimoso, pois já não se precisa
mais dele, agora que não trabalha mais; é um vagabundo e só serve para receber
o valor da reforma. Além disso, a única greve que os reformados podem fazer é a
de não mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas
doenças.
Cordiais saudações.
Nós, os reformados,
agradecemos seu carinho e respeito.
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Fiquem bem,
terça-feira, novembro 08, 2011
Portugueses: Rir à gargalhada alivia a dor!
Segundo um estudo da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, rir às gargalhadas leva o corpo a libertar endorfinas, substâncias químicas que reduzem a dor, que atuam como analgésico natural.
O estudo consistiu em experiências dolorosas colocadas a voluntários, como colocar um saco de gelo sobre o braço, para medir o máximo de tempo que aguentavam. Enquanto uns assistiam a um vídeo cómico, outros assistiam a um vídeo entediante. Os resultados revelaram, que os voluntários que assistiam ao vídeo cómico conseguiam suportar até mais dez por cento de dor do que os outros.
O coordenador do estudo, Robin Dunbar, explicou à BBC que uma gargalhada liberta endorfina, o que causa a sensação de euforia e pode atuar como analgésico. Explicou ainda, que “é o esvaziamento dos pulmões que causa o efeito”.
Se rir à gargalhada é o melhor remédio porquê ir à farmácia?
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Nosso comentário
Aí está uma solução interessante para os portugueses.
Não sei se a ideia foi já importada com essa finalidade pelos poderes instalados.
Na verdade, para um povo que está já a passar por alguma dor aguda, sendo sabido e apregoado que o pior ainda está para vir...
estas gargalhadas estrondosas poderiam não só aliviar a dor como incutir no povo um outro analgésico.
Já tínhamos a bola, o fado, as touradas.
Depois apareceram as telenovelas, a "casa dos segredos", os concursos pirosos, ainda a elite de psd's no pico da honestidade pessoal,
a lavarem-nos diariamente o cérebro nas televisões...
agora surge esta ideia mais que apropriada e higiénica para lavar ideias e curar dores bem agudas:
A GARGALHADA
Bem pode o pessoal queixar-se em manif's com punho ou sem punho, com foice e martelo ou sem foice e martelo,
que as gargalhadas irão ser tais e tantas que abafarão qualquer protesto por mais veemente que seja.
Qualquer grito no meio de milhares de gargalhadas nunca se ouvirá.
Com esta receita da gargalhada, morreremos todos a rir sem dar conta.
O que, dado o empobrecimento anunciado em deprimente recessão, com duração de pelo menos 10 anos...
é o que diz a poderosa Alemanha,
até que será um mal menor.
Por isso, aos políticos e sindicalistas, aos activistas, aos homens de boa vontade, aos que pensam que podem fazer um outro 25 de Abril,
a todos os que ainda tentam à moda antiga apelar ao protesto contra os cortes e roubos nos dinheiros dos cidadãos,
aos que tentam apelar a uma política mais justa, equitativa, a um maior respeito por quem trabalha,
por quem tem atrás de si uma vida de luta e sacrifícios...
que se calem de vez.
Não vale a pena incomodarem-se.
No meio de uma GARGALHADA GERAL, de nada vai valer berrar verdades.
No final de contas o que eles querem é que uns morram e outros emigrem.
Só ficarão mesmo por aí, no país PORTUGAL, supostamente de todos os portugueses, AS PRESAS E OS PREDADORES!
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Fiquem bem, mas indignados como eu. A injustiça dói muito!
António Esperança Pereira
segunda-feira, setembro 26, 2011
Lei decreta fim das touradas na Catalunha

A arena Monumental de Barcelona é a última, na capital catalã, a fechar portas. Este domingo marca o fim da temporada das corridas e das touradas na Catalunha, já que a lei proíbe que esta antiga tradição espanhola seja retomada em janeiro de 2012.
180 mil catalães assinaram a petição a favor da interdição submetida ao parlamento regional. A Catalunha votou a lei em junho de 2010 e segue os passos das ilhas Canárias, onde a lei se aplica desde 1991.
O presidente da Libera, a associação de defesa dos direitos dos animais, o exemplo vai ser seguido por outras regiões.“Acreditamos que a Galiza se vai juntar a nós em breve, porque lá não existe uma tradição tauromáquica como noutras regiões do norte de Espanha. É claro que em Madrid e na Andaluzia vai demorar mais, mas é uma questão de tempo” afirma Carlos López Pérez.
Porém os fãs do esporte, ou arte, para alguns, não concordaram com a decisão. Eles se sentem angustiados, sobretudo, por que estão impotentes perante a interdição. “Isso é uma ditadura. Não fazemos mal a ninguém e somos confrontados com a proibição de um espetáculo com mais de 300 anos. E um lugar como Barcelona, onde os fãs podiam encher três arenas”, afirma o fanático torcedor Josep Navarro.
Para a viúva do último toureiro morto, em 1974, precisamente, na arena Monumental, é preciso fazer o luto. Rosa Gil considera que “as tradições antigas estão a morrer, por mais esforços que se façam para as ressuscitar.”
Fonte: Euronews.
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Nosso comentário
Deixo abaixo um poema que Fernando Tordo cantou com valentia no festival da Eurovisão, já lá vão uns anitos.
Ainda bem que as touradas parecem ter os dias contados.
Fico contente pelos touros, que não morrem daquela forma pouco digna, pelo fim na Catalunha de um espectáculo que a olhos de gente civilizada é claramente decadente, mórbido, feio, trágico.
A tortura e morte dos touros como espectáculo tem a minha reprovação neste dealbar do século XXI.
Não julgo nem condeno quem mantém o vício, o bichinho da tradição.
É como o tabaco, o álcool, outros que tais, são difíceis de deixar.
Nascemos com eles, habitua-mo-nos de tal maneira que parece não conseguiremos largá-los nunca.
Todavia, chega o dia em que caímos em nós e adeus vício, adeus tradição doentia, mortal.
Surge o homem novo mais são, menos doente por consequência.
Passo a passo, devagar, mas é assim que o mundo avança.
Eu próprio vivi a infância e alguma adolescência numa zona do país em que a festa brava era um dos poucos acontecimentos que mobilizava o povo da região de uma forma eufórica.
Na realidade, naquele tempo, pouco ou nada havia ali que não fosse a festa brava para animar aquelas pobres gentes raianas.
Pelo menos uma vez por ano, em dia de feira e de toiros, tudo parecia ir pelos ares na santa terrinha.
Quebrava-se o tédio, animava-se um pouco a populaça com os artistas do toureio, os cavaleiros de jaqueta, os heróis da estocada, os valentões das pegas.
Hoje, porém, os tempos são outros.
Há múltiplas formas de distracção, diversão e ocupação que não havia.
Embora de uma tradição se trate muito enraizada entre nós, a modernidade não engole bem um espectáculo que tudo tem de bárbaro.
Isso bastaria para dizermos não às touradas.
Por isso, um aplauso ao fim das mesmas na Catalunha!
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Tourada
Fernando Tordo
Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.
Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.
Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.
Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram asa canções.
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Fiquem bem,
António Esperança Pereira
segunda-feira, junho 06, 2011
Tauromaquia - Cem mil a favor
A notícia
Tauromaquia - petição supera objectivo e motiva corrida
Cem mil a favor
A petição ‘Em Defesa da Festa Brava’ acaba de superar as cem mil assinaturas e o sucesso da iniciativa será comemorado com a realização de uma corrida de touros no próximo dia 25, na Praça de Santarém.
Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém e autor da petição, explica ao Correio da Manhã que o objectivo é salientar "valores essenciais" da cultura portuguesa. "Embora falemos pouco e gritemos menos, somos muitos. Somos um povo que não perde os valores ligados aos direitos dos animais, da terra e do Homem. Somos contra a intolerância", refere.
A petição, que não será apresentada na Assembleia da República, foi lançada no Verão passado e as assinaturas foram recolhidas de várias formas. Só na internet, mais de 17 mil pessoas subscreveram o documento. Moita Flores sublinha que todos os signatários defendem os valores "da tolerância e da liberdade" contra os que exigem o fim das touradas em Portugal.
O autarca defende que a maioria dos portugueses é a favor da festa brava e lembra um estudo da Eurosondagem, revelado em Abril, no qual apenas 11 por cento dos inquiridos se assumem "contra a realização de actividades com touros".
Para Moita Flores, as actividades taurinas assumem um papel "estruturante" da economia das regiões do Ribatejo, Alto Alentejo e Baixo Alentejo. "Se a Assembleia da República, num acto de loucura, proibisse as touradas, eram destruídos milhares de postos de trabalhos", reforça, sublinhando que a actividade pecuária "marca toda a região do Vale do Tejo".
Numa altura de crise económica, Moita Flores defende o regresso à agricultura e à pecuária, como forma de a ultrapassar. "Temos de investir nestas áreas. Se não produzimos, não conseguimos pagar a dívida. Temos de voltar à terra", sublinha o autarca de Santarém.
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Nosso comentário
Em outros tempos em que a barbárie imperava e os humanos eram analfabetos, escravos (ou quase) pois dependiam de uma maneira geral do seu amo ou senhor, ainda se tolerava que espectáculos destes existissem.
Refiro-me claro está às touradas.
Eram tempos de obscurantismo, o conhecimento pertencia só a alguns, entretinha-se o povo como os governantes queriam que se entretivesse.
Hoje o saber democratizou-se, cada vez mais pessoas estão conscientes do que é reprovável, de como é inconcebível a aceitação de coisas destas, por seres humanos minimamente equilibrados e evoluídos.
Mesmo que se use a tal tradição como escudo para justificar a continuação de tão sangrento e degradante espectáculo, a contestação às touradas não pára de crescer.
Espero que os senhores que fazem a apologia de tais tradições sangrentas, não voltem a mandar escravos para as ARENAS deitando-os às feras para seu gáudio.
Devo dizer que cresci numa zona do país, próxima da raia de Espanha, Almeida, onde aconteciam de quando em vez esses espectáculos.
Vi algumas touradas, à época vendiam-nos com facilidade os heróis toureiros, gozavam de grande fama no antigo regime, eu próprio em menino fui admirador de um ou outro valentão.
Foi o Amadeu dos Anjos, um rapazito humilde nascido a meia dúzia de quilómetros do sítio onde eu nasci, depois novilheiro e toureiro de nomeada, quem prolongou até ao fim da adolescência a minha afeição ao fenómeno "tourada".
Era um valentão da minha terra "c'os diabos!"
Pelos meus 20 anos, vi uma última tourada no Campo Pequeno, em Lisboa.
Curiosamente tinha sido detido pela PIDE (polícia política de Salazar) na mesma altura.
Apercebi-me então, e em consciência, da crueza da Festa Brava.
A brutalidade, a violência, o sangue jorrando do touro, o espectáculo degradante, o machismo primário, o marialvismo, afastaram-me definitivamente das faenas impingidas pelo antigo regime.
Jurei nunca mais por os pés numa tourada.
Não havia já Amadeu dos Anjos que me segurasse ou me convencesse a ficar a ver aquilo.
Assim foi até hoje.
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Fiquem bem,
António Esperança Pereira
sexta-feira, julho 30, 2010
Catalunha e touradas

Na minha raiana madrugada
“olés faenas pasodobles”
foi sensação de primeira festa
Espanha perto
a festa brava fazendo os meus heróis
misturados de salero castanholas
bailaricos
aquele som que parecia tão maluco
mas que colava fulgor
desejo calor bastava ver dançar
em saias rodadas inclinadas
corpos de rosadas raparigas
drama festa encarnado sangue
aquele pó fino de estio alevantado
pelas bestas da feira de gado
pelo povo
eufórico em ebulição
que não poucas vezes nos cornos do touro
arriscava a vida
usando e abusando em tais dias
da animação
primeiros ídolos nos meus olhos
de menino
Trincheira Diamantino Manuel dos Santos
El Cordobez
Amadeu dos Anjos
este o maior no meu arregalado olhar
por ter sido dado à luz no mesmo lugar
que eu
imitava-os toureando amigos
rapaziada tonta pouca idade
um fazia de touro eu toureava
invertiam-se os papéis
e a brincadeira de pequenos heróis
nunca mais parava
eram tempos em que tudo servia de entretém
por pouco haver
a não ser espaço vago mocidade
e tempo a mais
espera de touros e tourada
aconteciam uma vez em cada ano
o resto eram enterros procissões
escola austera catequese
em sítio ermo isolado prenhe de fastio
por isso e só por isso quando então
acontecia festa brava
touros e tourada cavalos cavaleiros
alguns artistas
era o auge de uma vida quase nada
era assim um alevantar um grito
na pasmaceira da vidita
mudam-se os tempos mudam-se as vontades
também os contornos as inclinações
do pensamento
sobre heranças de outras gerações
e ainda bem
acaba de ser anunciada
a proibição de touros e touradas
na espanhola Catalunha
o que me deteve a respiração
li reli com atenção
por tal notícia vir do país
em que o toiro é rei
em ancestral divulgada encenação
em vez de ficar triste com a decisão
NÃO
fiquei contente
com a evolução
hoje a escolha é livre
e há muito que escolher
não tem que se sofrer
com estocada sangue e toiros
o que para muitos hoje
em vez de festa rija
é bárbara festa
mudam-se os tempos
mudam-se as propostas
há que comer-se mais do que se gosta
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