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sábado, outubro 08, 2016

Histórias de Lisboa e a palavra "BERA"


Nosso comentário:

Partilho hoje um texto deveras interessante que me foi enviado.
Trata-se de um texto histórico que evoca um dos mais famosos locais de Lisboa: O CHIADO.
Isto para explicar a verdadeira origem do significado da palavra "BERA".
Vale a pena ler.
Todavia, não quero deixar passar em claro as chocantes imagens que nos chegam de um país já de si tão martirizado e empobrecido: O HAITI. 
Imagens essas provocadas pelo furacão Matthew que atinge também a costa norte-americana.
Feito o meu parêntesis solidário para com tantas vítimas do furacão Matthew, copio abaixo o texto que referi.

 Fiquem bem

António Esperança Pereira


BERA"



·        Significado da palavra "BERA": falso; mau; que tem boa aparência mas nenhum valor; que revela maldade, malevolência ou mau carácter.
·       Origem da palavra "BERA": numa loja da Rua Garrett ao Chiado, no início do séc.XX
·       Sabiam? Vamos então aprender:
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
«O vespertino "A Capital" dedicava, a 14 de Julho de 1916, página e meia não assinada a "O Chiado e ruas circunvizinhas - Sua história e tradição comercial - Estabelecimentos que já desapareceram, principais estabelecimentos de hoje".... O artigo seria o que hoje poderíamos classificar de publi-reportagem, pois pensamos que "quem não pagou, não apareceu". Mas, mesmo assim, vale como documento para quem, como nós, se interessa pela evolução do retalho nacional.
Assim nos conta: "O Chiado é a rua elegante por excelência. A rua do Ouro pode disputar-lhe a primazia na opulência comercial, na vida intensa dos negócios, na magnificência dos seus estabelecimentos, na riqueza das suas joalharias. Mas o centro da moda permanecerá sempre nessa formosíssima artéria em forma de rampa, que vem de lá de baixo, do antigo palácio Ouguella, até ao largo do Camões. Todos os grandes janotas alfacinhas passaram dois terços da sua vida no Chiado. Todos os estroinas da boémia doirada por ali andaram a cavar a sua ruína. O Chiado foi sempre para o High-Life de Lisboa o que Picadilly Street é para a alta roda londrina. Quem quer ditar a moda tem de empoleirar-se no Chiado, em sítio bem elegante e bem visível – a Marques, por exemplo”.
(...)"No Chiado existiram sempre alguns dos mais célebres estabelecimentos comerciais de Lisboa", faz notar A Capital. "Foi no Chiado que, na sua maior parte, se estabeleceram os comerciantes franceses que, aí por meados do século passado, vieram lançar em Lisboa os novos processos de comerciar e que, servindo de tronco a várias gerações, formaram como que dinastias que ainda hoje existem e que são comerciantes, na sua quase totalidade, como aqueles que as fundaram".
E agora sim, a verdadeira história da origem da palavra BERA:
"Foram ali dar os célebres brilhantes Bera, que deslumbraram o alfacinha, arrancando-lhe o dinheiro à farta e seduzindo-o com o brilho fulgurante das suas falsas pedrarias e das suas jóias de latão. Os brilhantes Bera foram, inegavelmente, uma das mais estranhas loucuras da Lisboa no nosso tempo".
A história dos brilhantes Bera parece então ser a seguinte: nos números 2 a 6 da Rua Garrett apareceu por volta de 1900 um estabelecimento de artigos de origem americana. Pertencia à "Bera Scientific Diamond Palace" e, no espaço sumptuosamente montado, exibiam-se jóias falsas, mas de acabamento elaborado. "Mais reais que as jóias reais", era o seu lema. O êxito foi tremendo, mas o termo "bera" ficou até hoje enraizado no nosso vocabulário informal, para qualificar negativamente algo ou alguém.»
Texto: Fernando Correia de Oliveira - http://estacaochronographica.blogspot.pt
Imagem: Rua Garrett, meados de 1897, foto de M.Goulart

sábado, março 12, 2011

Japão: Sismo forte e tsunami


A costa nordeste do Japão transformou-se, esta sexta-feira, num autêntico cenário de devastação, após um sismo de magnitude 8,9 graus na escala de Richter, um dos maiores de que há registo. O forte abalo, que teve o seu epicentro no mar, deu origem a uma gigantesca onda que varreu campos agrícolas e bairros residenciais, arrastando todo o tipo de destroços, desde veículos a casas inteiras.
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Este o resumo de uma notícia amplamente divulgada, de mais uma catástrofe natural, das tais que nada nem ninguém pode fazer quase nada...
A minha solidariedade para com aquele povo enorme, trabalhador, educado, próspero.
Quem assiste a imagens de fenómenos como este, sente efectivamente que, a haver Deus, eu até sou dos que crêem em ALGO, fica no mínimo chocado.
Quem é Deus afinal?
Depois vem-nos a imagem quase diária das desgraças todas que vêm acontecendo aos povos árabes, actualmente dos mais devotos do planeta...
parece que tinha razão o pensador e filósofo grego de nome SÓCRATES que na antiguidade afirmava: "SÓ SEI QUE NADA SEI"

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Recordo o poema que escrevi aquando da terrível catástrofe do Haiti:

HAITI E NÃO SÓ ( do livro "DEUS A VIDA E NÓS")

Na palavra que sai
que nos põe culpa
nos faz sentir mal
na mazela que dói
em ferida que cresce
e nos isola
num hospital

na vida que nasce
numa forma qualquer
e logo desaparece
em morte brutal

milhões de formas vitais
no mar na terra no ar
a mexer
sem fazerem ideia
do que andam a fazer

e quantos milhões triliões
de mundos a rodar…

sou levado a afirmar
num horror por explicar
numa revolta incontida
que o Deus da esperança
ensinado em criança
se borrifa na vida

não só não sente
a alma da gente
como é puro imaginário
que esteja PRESENTE!

guerras trovoadas
pesadelos
as maiores catástrofes
um destino em sorte
de vida e de morte

como entender
o que d’ Ele se vê pregar?

se uma réstia divina
existe aqui
perante o que se vê
no Haiti…

morte destruição
povo arrasado
enterrado vivo
debaixo do chão…

Ele não está decerto ali!

António Esperança Pereira, Bubok Editora

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Haiti não melhorou após terremoto, avalia Defesa


Excerto de notícia de fonte brasileira:

Em balanço da ação das tropas brasileiras no país, almirante lembra que a maior parte dos recursos prometidos por nações estrangeiras não chegou


12/01/2011
"No dia em que o terremoto que devastou o Haiti completa um ano, a situação do país é ainda pior do que a registrada em janeiro de 2010, e a maior parte dos recursos prometidos não chegou. A avaliação é do almirante: Ney Zanella, vice-chefe de preparo e emprego do Ministério da Defesa. O militar apresentou nesta quarta-feira um balanço da atuação das tropas brasileiras na região.

"Dos escombros, menos de 5% foram removidos", estima o militar. Ele lembra que dois episódios no ano passado pioraram a situação do país: a passagem do furacão Tomas, que deixou 50 mortos e um grande número de desabrigados e um surto de cólera, que já matou mais de 3.700 pessoas.

O número de desabrigados continua na casa de 1,3 milhão. A ajuda humanitária estrangeira ficou restrita aos primeiros dias pós-terremoto: dos 4,6 bilhões de dólares prometidos, cerca de 800 milhões de fato chegaram às forças de paz no país."


Eis um poema alusivo à terrível catástrofe que escrevi então:

HAITI E NÃO SÓ

Na palavra que sai
que nos põe culpa
nos faz sentir mal
na mazela que dói
em ferida que cresce
e nos isola
num hospital

na vida que nasce
numa forma qualquer
e logo desaparece
em morte brutal

milhões de formas vitais
no mar na terra no ar
a mexer
sem fazerem ideia
do que andam a fazer

e quantos milhões triliões
de mundos a rodar…

sou levado a afirmar
num horror por explicar
numa revolta incontida
que o Deus da esperança
ensinado em criança
se borrifa na vida

não só não sente
a alma da gente
como é puro imaginário
que esteja PRESENTE!

guerras trovoadas
pesadelos
as maiores catástrofes
um destino em sorte
de vida e de morte

como entender
o que d’ Ele se vê pregar?

se uma réstia divina
existe aqui
perante o que se vê
no Haiti…

morte destruição
povo arrasado
enterrado vivo
debaixo do chão…

Ele não está decerto ali!


Em "DEUS A VIDA E NÓS" (presas e predadores) de António Esperança Pereira, Bubok Editora
http://lusito.bubok.pt

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Haiti e Deus


Na palavra que sai
que nos põe culpa
nos faz sentir mal
na mazela que dói
em ferida que cresce
e nos isola
num hospital

na vida que nasce
numa forma qualquer
e logo desaparece
em morte brutal

milhões de formas vitais
no mar na terra no ar
a mexer
sem fazerem ideia
do que andam a fazer

e quantos milhões triliões
de mundos a rodar…

sou levado a afirmar
num horror por explicar
numa revolta incontida
que o Deus da esperança
ensinado em criança
se borrifa na vida

não só não sente
a alma da gente
como é puro imaginário
que esteja PRESENTE!

guerras trovoadas
pesadelos
as maiores catástrofes
um destino em sorte
de vida e de morte

como entender
o que d’ Ele se vê pregar?

se uma réstia divina
existe aqui
perante o que se vê
no Haiti…

morte destruição
povo arrasado
enterrado vivo
debaixo do chão…

Ele não está decerto ali!

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...