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sábado, março 02, 2013

Terra e lusa gente roubadas sem apelo nem agravo



Nosso comentário:

Foram mais de 40 cidades as que aderiram hoje às manifestações “Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena".
Não só Lisboa e Porto, as duas cidades mais populosas de Portugal saíram à rua em massa, mas o mesmo se passou um pouco por todas as outras cidades do país. Pessoas indignadas, protestos, palavras de ordem contra o governo. Pessoas pedindo a demissão do governo. Pessoas falando dos dramas das suas vidas. Emoção a rodos,   Cravos e "Grândola Vila Morena".
Pode ver-se na foto uma pequena amostra da multidão que encheu e transbordou o enorme Terreiro do Paço/Praça do Comércio/Terreiro do Povo, em Lisboa.
Com o lema “Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena”, as manifestações coincidem com a presença da delegação da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), em Lisboa, para fazer a sétima avaliação do memorando de entendimento.

O movimento “Que se lixe a troika”, que organizou uma das maiores manifestações realizadas em Portugal, a 15 de setembro do ano passado, viu ampliados hoje, dia 2 de Março de 2013, nas ruas de todo o país, os protestos do povo português, quer em tom quer em quantidade .
As manifestações mais gigantescas, a roçarem o meio milhão de pessoas cada, tiveram lugar nas duas principais cidades:
Lisboa e Porto.
Numa sociedade profundamente revoltada, desiludida e zangada com o rumo das suas vidas e do seu país, aparecem sinais mais sérios e fortes dessa revolta e indignação.
A canção de Zeca Afonso pode considerar-se o novo hino aglutinador dos portugueses. Tal como o foi no 25 de Abril de 1974, aquando da Revolução dos Cravos, volta a sê-lo agora.
Um hino que não mata, como alguém disse, mas mói, mói muito, e cava fundo nas consciências de quem  tão mal trata o seu POVO.
Toda a gente o canta. Toda a gente se emociona ecoando sons de uma alma lusa, agora ferida na sua dignidade, vexada e humilhada.
Diz-se, grita-se, escreve-se alto e bom som aos governantes:
BASTA.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/



sexta-feira, março 01, 2013

Eléctrico operário a oito tostões e o 2 de Março 2013


Nosso comentário:


Em véspera de movimentações e manifestações do Povo Português por tudo quanto é cidade, não só em território luso mas também no estrangeiro, resolvi publicar este pequeno texto muito interessante e oportuno. 
Os meus agradecimentos a quem mo enviou.
Outros tempos, tempos de tostões e de vida dura, mas como se diz no texto e bem, ao contrário de agora, apesar de todas as contrariedades, não deixava de haver esperança.
Infelizmente parece que quem governa faz gáudio em transmitir aos portugueses um pessimismo, um mal-estar, uma ausência de esperança que brada aos céus.
Nem quero acreditar que seja maldade por parte dos governantes mas lá bondade é que não é. 
Nem bondade, nem sentido de Estado, nem trabalho que leve a algum sítio de bom porto.
Constata-se isso no dia a dia que nos vai arrastando de mal a pior.
Corte atrás de corte até quando já não houver onde cortar...
Por isso amanhã os portugueses sairão à rua manifestando uma vez mais o seu descontentamento. 
Descontentamento por um país sem rumo, descontentamento por sacrifícios exigidos para coisa nenhuma, descontentamento pela autêntica roubalheira, descontentamento pela ausência de verdade, descontentamento pelo divórcio cada vez mais cavado entre os detentores do poder (troika e governantes) e os legítimos donos do país:
-OS PORTUGUESES.  


PS. Deixo abaixo o texto do Eléctrico Operário



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





ELÉCTRICO OPERÁRIO


Durante os anos que frequentei o liceu, utilizava diáriamente o carro eléctrico desde o Cais do Sodré até á Rua da Junqueira, onde ficava o Liceu Rainha D. Amélia.
Pontualmente ás 8 horas da manhã, juntamente com mais algumas companheiras, lá ia para as aulas. Passava por nós um eléctrico chamado "eléctrico operário", sempre repleto de pessoas.
Era um eléctrico especial destinado aos operários que iam para o trabalho.
O bilhete da viagem era mais barato-oito (8) tostões ida e volta.
Esse preço só era praticado até ás 7 horas da manhã!
Tempos bem difíceis, mas apesar de todas as dificuldades havia Esperança.
Sonhava-se com a LIBERDADE!
E agora podemos sonhar com dias mais risonhos???

LISBOA, ‎01-‎03-‎2013

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...