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segunda-feira, abril 08, 2019

A Seca que não veio, bolas!


Breve nota do autor do blog:

É primavera, a estação rainha das flores, contudo o sol mal apareceu foi-se. Com ele também as esperanças de uma temperatura mais amena.
Gritou-se por aí "que a seca estava para durar" que seria muito nefasta, como se isso fosse novidade, em particular num país como o nosso de poucas chuvas.
Creio que a natureza se assustou ante as considerações catastróficas habituais de alguns políticos, como já vem sendo habitual nas horas más.
Todavia, ao que parece, A SECA acabou por não fazer a vontade aos pregadores de ansiadas desgraças. 
Pelo menos para já.
Sabe a pouco, é certo, mas a chuva veio, o frio também, a neve também.
Uma fartura.
Não será uma chuva com o êxito do "exagerado cumprimento do défice", mas dará seguramente para regar umas hortas.
Lá isso tenho a certeza.

PS. Chamo a atenção para o frio fora de tempo e, para alertar para os seus perigos deixo umas notas abaixo, retiradas da Wikipédia.



Frio (do latim frigĭdu) é a sensação produzida pela perda de calor do corpo, causada pela baixa temperatura do meio externo para com o interno de um ser vivo. O calor é o oposto do frio. O frio também pode ser produzido por meios artificiais através da refrigeração. 

O frio é psicológico


As temperaturas baixas podem fazer com que as pessoas tenham a temperatura do corpo reduzida, ou seja perda de energia. Para que ela não aconteça deve ser considerado o devido agasalhamento. Perda excessiva de calor pode causar a morte por hipotermia. O frio é um processo sensorial.

Explicação Biológica

O calor é o processo de troca de energia entre corpos, devido à diferença de temperatura. Quando um ser vivo senciente perde calor, o nosso sistema nervoso periférico envia pulsos elétricos para nosso cérebro e então o cérebro produz uma defesa contra a perda de calor, chamada frio. 

Fiquem bem,



segunda-feira, abril 25, 2016

25 de Abril em modo "light"


Nosso comentário:

Apenas meia dúzia de palavras para introduzir uns "versinhos" que fiz a mais um 25 de Abril, neste ano de 2016.
Na altura, 1974, eu não estava cá, ou seja em Portugal, pois encontrava-me destacado no cumprimento do serviço militar obrigatório em terras da Guiné-Bissau.
Não tive por isso o privilégio de viver esse dia memorável em Lisboa.
Acompanhavam-se os acontecimentos como se podia, via rádio sobretudo, também através de outras fontes que nos contavam o que se passava na capital.
Eram as canções do saudoso músico e cantor Zé Afonso que nos aqueciam os corações nas longínquas paragens em que nos encontrávamos.
A alegria e a esperança de um futuro melhor eram grandes. A ditadura durara tempo demais. O país estava exausto, empobrecido e atrasado.
Havia que encontrar um novo rumo para as então "províncias ultramarinas" numa altura em que todos os impérios já tinham feito as respetivas descolonizações.
O nosso dia chegou enfim a 24 de Abril de 1974.
Caía finalmente um regime caduco, repressivo, ditatorial, que nos atrasara tempo demais face à Europa.
A Liberdade foi a maior conquista. Especialmente a liberdade de pensamento e expressão que abriria as portas a todas as outras liberdades.
Com essas liberdades chegou a Democracia.
Portugal passava a ser um país moderno. Tinha todas as condições para seguir um rumo novo.
Ficou por isso célebre a frase "As portas que Abril abriu"
Hoje celebrou-se mais um aniversário sobre essa inesquecível data.
As celebrações foram singelas, sem grandes cartazes nem palavras de ordem. Tentaram ser conciliadoras por toda a parte, tal como o foram as palavras do Presidente da República.
Talvez por isso os meus "versinhos" desta feita também sejam "versão light". Deixo-os abaixo e é o meu contributo para lembrar e festejar este dia.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Abril sempre



Estou feliz com o que tenho
E querer mais não é pecado
Saboreio o grande engenho
De sair do triste fado

De deixar de ser tacanho
Esquecer o que sofri
Nos registos do passado
Em que outrora me perdi

Eram feridas desesperanças
Tempos negros falsas glórias
Chega de elogiar andanças
Com sangue de palmatórias

Escola velha violenta
Que frequentei quando novo
Pancada e água benta
Eram práticas que reprovo

Por isso repito a crença
Que estou feliz em Abril
Esse mês de águas mil
Esse mês que fez diferença

Esse mês que fez soltar
Um povo triste amarrado
Um povo enfim libertado
De mãos dadas a cantar.




sábado, abril 25, 2015

25 de Abril de 2015, 41 anos depois...


 


Um poema dedicado ao 25 de Abril


Antes e depois


Dias longos nostalgia
espelhada em cada rosto português
uma amargura que ainda hoje se vê
nos filhos dos filhos daquele tempo
que na flor da idade
iam para a guerra longe
sem saberem bem para onde
nem para quê

o horizonte europeu fronteira de Castela
estava bem fechado
ninguém saía nem entrava
pides guardas fiscais carabineiros
cerravam bem fileiras
disparando sobre quaisquer aventureiros
num Portugal amordaçado
sem liberdade nem pão nem educação

país arcaico empobrecido analfabeto
que sem tostão nem ganha pão
clandestinamente emigrava
fugir era o sonho ficar o pesadelo

na nossa própria casa aprisionados
na nossa própria casa condenados
degredo guerra pensamento censurado
um país grande em história
por décadas adiado

bravo foi o grito que soou
o sonho que chegou
“25 de Abril de 1974”
o meu país em festa
pontapé na guerra chuto nas masmorras
Portugal livre nas palavras
meu país velhinho a nascer de novo
os cravos eram as flores
a liberdade a esperança nova

Portugal respirava cantava renascia

a Europa aplaudia o mundo ansiava
o colonialismo acabava

hoje evocando aquela data
só lamento
o tempo perdido
as vidas ceifadas
a Pátria adiada para nada!





O poema faz parte de uma colectânea de poemas com o título "PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?", que pode ser visto e consultado no link da Editora:

http://www.bubok.pt/libros/2158/PORTUGAL-PERIFERICO-OUO-CENTRO-DO-MUNDO

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Um testemunho singelo de uma mulher portuguesa, então bem jovem, que acompanhou o seu marido em terras de África, mais propriamente na Guiné-Bissau, no cumprimento do serviço militar obrigatório. 
Aqui fica:




ABRIL,25,1974,GUINÉ-BISSAU


Com o aproximar de mais um dia 25 de Abril, e agora por razões diferentes, vou tentar fazer uma retrospectiva do que vivenciei nessa data, tirando as possíveis conclusões.
Muitas vezes me perguntaram: onde estavas no 25 de Abril ???Aí eu respondia: em Bissau...
E é mesmo verdade. Já lá vão muitos anos, é certo, mas há "feelings" que jamais esqueceremos...
Pois esse 25 de Abril amanheceu para nós, como de costume... (pensávamos)
De manhã, como habitualmente, após ter deixado a filha, bem pequenina por sinal, no infantário, de ter dito até logo ao meu marido, alferes miliciano no cumprimento do serviço militar obrigatório, fui a pé para a escola. Sentia qualquer "coisa" estranha no ar...movimentação fora do comum, helicópteros num vai vem, um zum zum que não entendia. Quando cheguei à escola fiquei a saber que algo se tinha passado em Lisboa, mas nada de concreto se sabia. Dei inicio à aula e passado  algum tempo veio a directora da Escola Gago Coutinho, onde leccionava, dizer-me que  havia acontecido alguma coisa politica em Lisboa. Fiquei assustada, o que fazer? Preocupada por nós e pela nossa família que estava em Lisboa.
De um momento para o outro fiquei só com dois alunos, os outros, vinte e tal, tinham fugido.
Liguei para o meu marido, foi-me buscar à escola e fomos os três para casa.
Rádio sempre ligado, noticias poucas, emissões estrangeiras... meu Deus... helicópteros....e finalmente lá mais para a tarde soubemos que tinha havido uma Revolta...sim....mas pacifica....com cravos vermelhos....que finalmente a Guerra acabava....que um novo Portugal ia nascer!!!!
Cantámos, pulámos de alegria....a música na rádio era sobretudo do saudoso José Afonso (Zeca Afonso)  noticias, mais noticias, canções....enfim....LIBERDADE....
“Era tempo de emalar a trouxa e zarpar “ como cantava Zeca Afonso.
Era o fim de uma ditadura que durara tempo sem fim. Que atrasara o país, que o isolara da Europa e do mundo.
Agora, tantos anos já passados, estou por um lado, com um misto de Alegria por tantas conquistas que os Portugueses alcançaram, que se traduziram numa melhoria de vida, por outro com um enorme receio de que possamos regredir....
Quero ser positiva...acredito mesmo que o nosso Povo não vai deixar que lhe tirem o que de BOM ABRIL nos deu.

MA/Lisboa/2012
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Nosso comentário


Grato pelo testemunho recebido evocando um momento singelo algures em Bissau, 1974. Deu para emocionar um pouco...
O 25 de Abril de 1974, que tem amanhã aniversário, não é uma data qualquer. Daí o título do poema supra: "Antes e depois". Para quem não conheceu o Portugal de antes do 25 de Abril de 1974, eu dir-lhes-ia apenas isto, em comparação com o Portugal que se seguiu: comparem uma prisão com um jardim...estarão próximos das duas realidades.

Por isso mesmo, dado que se vivem actualmente tempos complicados, com arrufos de extremismos de direita por essa Europa fora: veja-se o "killer" da Noruega, a votação da francesa Srª Pen, o governo holandês com participação da extrema direita, agora frustrado, etc. que mais se aproximam do "ANTES" da instauração das "LIBERDADES e DEMOCRACIA", que do "DEPOIS"...
Pelo que, apelo a todos para que se tenha cuidado.
Que pelo menos tratemos bem PORTUGAL, este país  maravilhoso que eu coloco, sem qualquer favor,  na geopolítica universal, no CENTRO DO MUNDO!!! 
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Fiquem bem,


quinta-feira, abril 16, 2015

Abril, um mês para celebrar!


Nosso comentário:

Da Editora Bubok recebi este e-mail que divulgo aqui no blog. 
A divulgação não é perfeita, mas mesmo com as minhas limitadas condições de divulgação, faço-o com prazer para os meus leitores.
Muitos de entre eles poderão estar interessados nos serviços da Bubok, daí que fazer-lhe uma visita pode ser uma boa opção.
Sou um dos autores que publica suas obras nesta Editora, as quais podem ser vistas clicando no link que normalmente aparece no final de cada comentário meu.
Quem sabe se você, caro leitor deste blog, não será um próximo autor Bubok?
Oxalá que sim, é bom sinal e, ao que parece, segundo números da Editora, já somos cerca de 9000 autores...
É obra!
Fiquem bem,

António Esperança Pereira







Abril, um mês para celebrar!

Abril é um mês muito especial para nós. Dia 23 comemoramos o Dia Internacional do Livro e  o aniversário da Bubok. Há sete anos atrás nascia a primeira editora dedicada a autores noveles em Portugal e Espanha. De lá para cá percorremos um longo caminho, erramos, aprendemos, crescemos e ajudamos mais de 9.000 autores a publicarem suas obras em 8 países diferentes.
Em Abril de 2014 abrimos nossa primeira livraria física e agora em 2015 estamos lançando nossa nova página web, mais simples e intuitiva. Fique atento, pois em breve anunciaremos mais novidades e serviços.




Entrevista a Eduardo Cunha Lopes

Aproveitamos a comemoração do Dia Internacional do Desporto (6 de Abril) e  entrevistamos a Eduardo Cunha Lopes, autor de duas obras publicadas na Bubok sobre a vida de desportistas destacados: Em Memória de Eduardo Lopes – Glória e Drama de um Campeão de Ciclismo e Yoki’s Karate Errantry in America (em inglês).
Leia a entrevista completa em nosso blog.




Um presente especial para o Dia do Livro

A leitura na infância é tão importante quanto a escrita ou o desenho, pois todas estimulam a criatividade dos pequenos. Que tal surpreender as crianças no dia do livro com um presente especial: um livro escrito (ou desenhado) por elas?
Envie um email a cm@bubok.pt e nós lhe ajudaremos a planejar o primeiro livro do seu pequeno escritor.




    GUIA DO AUTOR     COMUNIDADE BUBOK

5 dicas para escrever um livro de contos

Ainda não se sente pronto para escrever um romance? Talvez começar com um livro de contos seja boa ideia. Os contos lhe permitem desenvolver sua criatividade e aperfeiçoar sua técnica de escrita sem as complicações que uma história de maior extensão implica.
Por outro lado, os contos são uma leitura cada vez mais popular, já que hoje em dia lemos de forma cada vez mais fragmentada, aproveitando as viagens no metro e a pausa para o café.
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