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quinta-feira, novembro 03, 2022

Dança da Vida, um livro sempre atual

 

Caro autor da Bubok:

Alguém comprou seu livro DANÇA DA VIDA (Biodança) na nossa livraria on-line. Se quiser consultar mais informação sobre esta e outras vendas aceda à sua conta de autor onde encontrará sempre informação actualizada sobre os livros publicados connosco.

Obrigado, A equipa da Bubok


Nota do autor- Transcrevo acima uma notícia da minha Editora. São notícias sempre muito bem vindas como calculam.

É sempre bom saber que os livros que um autor escreve, onde ele grava palavras, emoções, crítica social, crítica política, amor, amizade, etc. não são esquecidos.

O livro hoje adquirido "Dança da Vida" de que junto foto da capa é um livro diferente. Contém poemas abordando vivências inovadoras numa sociedade que tem e terá sempre muita dificuldade em ser autêntica. Pelo menos mais autêntica do que realmente é, e de menos fachada. A vida é preciso vivê-la enquanto dura. Daí que, vencer tabus, encontrar caminhos novos, potenciar energias, cultivar práticas saudáveis de convivência, abraçar a música e a dança, serão sempre vanguarda.

Este livro foi muito inspirado nessas práticas saudáveis que num futuro próximo poderão fazer parte do quotidiano da vida.

Oxalá.

Visite pois este livro com poemas que o/a vão deliciar e inspirar. Clique aqui:

Obrigado

segunda-feira, setembro 14, 2020

Nas minhas mãos um rosto

 


Entre tantos e belos poemas deste livro não resisto a publicar aqui mais um: 

É um poema inspirado nessa bela e única experiência vivencial a que o fundador da mesma, Rolando Toro, chamou de "Biodanza".

Aproveito este momento para agradecer tanta inspiração que ela suscitou em mim na minha ainda que discreta passagem.

Muita gratidão e só posso lamentar "ser-se tão pouco para tanta vida que há".


Nas minhas mãos um rosto

 

Nas minhas mãos um rosto
aparecido macio
rosa encarnada
mil sorrisos
em entrega aberta

o meu peito tenso
crente descrente
temente
atrevido arrepiado
preocupado
pela dor sem aspirina
de minhas mãos trementes

que desenho vivo grado
transbordante farto
eu tocava!

globo multicor de escola primária
terra mágica em cores berrantes
perfeita para a atónita criança
feita aqui forma feminina
deslumbrando-me a mim

no toque suave nela
embeveci pasmei
senti pensei humedeci
sequei transpirei insisti
sorri
dei recuei animei entristeci

mente e entendimento
tão complexos
intensidade a mais
impedimento
de ser simples conciso
preciso intuitivo
dado amante amado

bastaria no momento
abrandar a intensidade
formal mental

e tudo aconteceria

no mais tonto movimento
pueril primitivo rasca
tribal
de quem não pensa tanto
e vive mais.

In, https://www.bubok.pt/livros/2136/DANCA-DA-VIDA-Biodanca


Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, março 29, 2020

Covid19 e António Costa


Excelente texto que me permito partilhar no blog.
É da autoria do Nuno Pinto, brilhante defensor, facilitador, professor, etc. de "Biodanza". em Portugal e no estrangeiro.

O título do texto: 
"COnVIDa a dar as mãos.

COnVIDa a dar as mãos
uma visão biocêntrica da actual crise do Corona Vírus
 
Hoje meditava pela manhã e surgiu este tema de dar as mãos. Como dar as mãos quando não nos podemos tocar? Ontem, celebrei a reação do nosso Primeiro-ministro, António Costa, à ‘repugnante’ postura do ministro das finanças holandês, relativa à necessidade da União Europeia dar uma resposta firme e clara à situação que se vive. Uma resposta que se traduz na capacidade de todos os países da União Europeia darem as mãos e ajudarem-se uns aos outros incondicionalmente. Estamos a lutar contra uma ameaça, que eu vejo como uma oportunidade, e que, ainda assim, está a matar muitos de nós, pior ainda, os mais frágeis.
Assistimos angustiados à escalada da situação em busca de soluções e, mais que nunca, precisamos ‘dar as mãos’ sob a forma de decisões que reforcem os laços, a união e aproximem os povos, e não de inspeções despropositadas que, a justificarem-se, teriam o seu tempo. A falta de bom senso, de solidariedade e, no limite, de amor, não pode acontecer em tempos como este. Por isso, saúdo e celebro a postura de António Costa, que se assumiu como um estandarte de valores que devem nortear o mundo, e vejo até uma postura muito espiritual, muito alinhada com os valores espirituais de um Portugal que se assume cada vez mais como uma pequena candeia que ilumina. Ao contrário dos líderes políticos e económicos da Europa, que mais uma vez resistem e demoram a tomar decisões, talvez porque sejam seguramente difíceis, ou porque nem sequer se vislumbram, pois novas atitudes se impõem, eis que surge o nosso Primeiro-ministro a chamar para o essencial:
‘O primeiro-ministro português considerou “repugnante” e “contrária ao espírito da União Europeia” a declaração do ministro das Finanças holandês, que sugeriu que Espanha fosse investigada por alegar não ter capacidade orçamental para fazer face à pandemia do novo coronavírus.
“É inaceitável que qualquer responsável político, seja de que país for, possa dar uma resposta dessa natureza”.
"Se não nos respeitamos uns aos outros e se não compreendemos que, perante um desafio comum, temos de ter capacidade de responder em comum, então ninguém percebeu nada do que é a União Europeia", afirmou António Costa.’ (in SOL)
 É aqui que entram as minhas duas referências do momento, reforçando a postura que todos devemos ter. Rolando Toro tantas vezes disse que ‘dar as mãos é um ato político’, na medida em que é o gesto que melhor define e conduz a espécie humana à solidariedade, à cooperação, à construção conjunta. Tal como a Vida, e mais uma vez remetendo para o princípio biocêntrico, que tem precisamente na relação, na colaboração, na simbiose, os seus principais argumentos de sucesso e superação de espécies e sistemas cósmicos.
Já Omraam convida a vivermos o amor incondicional, seguindo o exemplo do Sol, que irradia e ilumina com a sua luz, independentemente das ‘nossas contas’. Amar, cuidar, nutrir, ajudar, apoiar, amparar, não pode ser colocado com um ‘se’ ou um ‘mas’. Não pode ter condições!
 Considero da maior importância que todos nós, agentes de saúde, agentes de transformação social, possamos dar força às posturas pró-vida e censurar – ou, talvez melhor, sensibilizar – de forma clara e assertiva as atitudes que podem colocar em causa a Vida e as vidas humanas, pois disso se trata.
Sinto, como todos, que estes tempos são uma oportunidade, que pode naturalmente levar a uma transformação profunda da sociedade e quero reforçar os valores que me nortearam desde sempre, quer no Ensinamento, quer na Biodanza, e que são precisamente o Amor, a União, a cooperação e a construção conjunta. Algo que se revela na prática da meditação e da oração, mais possível neste momento de quarentena, mas que depois precisa da corporeidade, do ato concreto, da presença que a nossa ‘danza’, que a prática da Biodanza, confere. Como sabem, a prática da Biodanza começa sempre como uma roda de mãos, para reforçar a ideia de que somos uma espécie gregária, comunitária, social e que só assim se aprende. Poderíamos fazer uma dinâmica individual, ou dual, mas não, começamos sempre desta forma, pois é essa a forma como vivemos a vida inteira: em relação. Lamento por aqueles que acham que podem ser indivíduos, separados do resto, que podem isolar-se para crescer, ou evadir-se para se centrarem. Somos relacionais, somos interdependentes e é cada vez mais importante educar nesse sentido. Mais é melhor, e juntos somos mais fortes!
Termino partilhando a minha ânsia por voltar a dar as mãos, literalmente, nas muitas rodas de Biodanza que facilito, pelo país e pelo estrangeiro, dando corpo a esta postura cooperativa, que todos buscamos. Até lá, ‘dou as mãos’ de outra forma, na postura cooperativa e colaborante com as autoridades, respeitando a quarentena e o isolamento social (até dói escrever isto) e as pautas de convivência (manter a distância de outros – esta também dói –, lavar muito as mãos e evitar o contacto das mesmas com o rosto – que difícil!!!), quando saímos para as compras, apoio familiar, ou para um passeio higiénico. Desta forma, ainda que distantes, estamos próximos no cuidado e no ato de amar o próximo! Mais é melhor, e juntos somos mais fortes!
 
Cascais, 28 de Março de 2020
Fiquem bem, de preferência em casa.

sexta-feira, agosto 30, 2019

Coisas que acontecem no ginásio quando há dança


Um poema que está publicado e que partilhei aqui no blog em 2006. 
Enquanto vou acomodando os últimos poemas que escrevi em formato de livro, dá-me prazer paralelamente recordar ao acaso alguns dos textos que venho escrevendo.
Hoje calhou a vez a este. 
Espero que gostem.


Foto retirada da Internet

S







Abrandava a luz na música que ouvia
no lugar onde estava
os olhos emoção cerrados
faziam noite
e eu crescia no pequeno espaço

esticava os braços e conseguia atravessar o tecto
ou quase
depois descia
flectia as pernas
aguentava um pouco
as mãos pareciam asas
seguravam-me porque eu tremia
quase caía

depois deitava-me
terra chão exausto
em queda quase morria
mas o núcleo vida mexia
eu respondia rastejava rebolava
repelia o medo da vertigem na viragem

senti-me náufrago um tempo
braço Camões clamando salvação
ali num sítio sem ninguém
era um mar noite vendaval
e o movimento que fazia esgotava-me

um corpo salvação que aparecia e que ainda agarrei
descolava da minha mão
eu continuava esbracejava
já quase desistia na solidão de um mar assim
porém enquanto tábua salvação fugia
desolação

atrás de mim
(já em dor e sem esperança)
ninfa deusa mulher apareceu
levou-me dali mostrou-me o céu que merecia
e estive nele até que ela quis

senti-me Camões Lusíadas canto IX
ilha tropical em plena tempestade
depois de Adamastor e Cabo das Tormentas
o colo bom a terra mãe
o descobrimento o prémio o continente

Brasil de Álvares Cabral Índia de Gama

grato por estar aqui neste mar revolto
e por estares aqui também esta noite
por me salvares e por salvares o poema
e ter vivido Portugal um pouco em ti neste lugar

AEP/

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Florbela Espanca, dança da vida...

Num tempo difícil para este país, Portugal, em que sonhar, viver, acreditar, amar, parecem palavras a perder algum sentido... pois queremos contrariar isso, apelaremos neste dia, 09/02/12, ao sentimento.
Relembramos Florbela Espanca, a grande poetisa alentejana, a quem dedicámos o poema abaixo.
Este poema consta do nosso livro "DANÇA DA VIDA" (biodança) onde podem ser encontrados para além deste, tantos e tantos outros poemas inspirados, sentidos, transpirados também...
aconselhamos uma visita ao livro neste endereço: http://www.bubok.pt/libros/2136/DANCA-DA-VIDA-Biodanca

"Lembrando Florbela Espanca" espelha um pouco a dor, o amor, a tristeza, a vontade, a garra, as ganas deste GRANDE POVO PORTUGUÊS, que é bem maior do que alguns querem que ele seja.
Percam uns segundos, leiam:


 
Lembrando Florbela Espanca




O cansaço aperta
o coração bate em descompasso
dói
está fraco
e os meus olhos perdem-se no espaço
tanta gente tanto abraço
"amar amar perdidamente"

na minha frente quem eu queria já fugia
pássaro veloz que endoidava
e quanto mais o olhar buscava
esta aquela e toda a gente
mais o coração sofria

que planura alentejana a tua a minha
só seca distante abandonada
e viver assim olhar a toda a volta
querer ver sentir amar chorar
meter dentro do peito o mundo
fazer amor com toda a gente
e nada ter

que liberdade fogo para nada
que nascente vertendo para dentro
regato de mel corpo mulher com tanta sede
porquê meu deus em ti um coração plantado para sofrer
porquê em mim também

dois corações tão grandes
o teu o meu
sempre pulsando
com batidas tais e tantas
e tão fortes
que só o espaço imenso da lonjura
de deserto em tanta sede
pode abafar

é noite e não sei quem sou
o que sinto o que digo
não sei o que quero
não sei onde estou
só sei que me comparo contigo
embarco no sonho
sofro sozinho
é pouco o que tenho
mas amo amo amo

precisava tanto que estivesses aqui
Alentejo cantar tempo ceifeira
espiga paixão mulher poema
para entender-me a mim e a ti
------------------------------------------------------------------------
Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Programa de Afiliados Cursos 24 Horas
http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao53361&url=afiliados


http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/561/

sexta-feira, janeiro 21, 2011

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS E BIODANÇA


Um título sugestivo e muito actual. Olhando para os candidatos, sente-se que quem mais parece às vezes é quem menos é.
O actual PR segundo as sondagens tem cada vez mais assegurado à 1.ª volta o 2.º mandato como PR.
Se assim for "afinal parecer ainda vale a pena!" digo eu... e acrescento: este mundo tem que ser muito mais que simples números. Há que trazer outras vertentes que valorizem muito mais as pessoas, muito menos os números.
Deixo uma notícia sobre BIODANÇA, que tudo tem a ver com as PRESIDENCIAIS:
O determinismo com que nos convencem que tem que ser assim, que não pode ser de outra maneira, é fantástico. Comemos gato por lebre com a maior das facilidades. O resultado adivinha-se: mais do mesmo, "o tal parecer que cada vez menos é".
A BIODANÇA, é uma abordagem de facilitação do desenvolvimento humano, que foi criada por Rolando Toro a partir de um movimento profundo em favor da vida. O seu modelo teórico e metodológico vem sendo construído nos últimos quarenta anos, tendo seu marco inicial em 1965, quando se deu o início de sua sistematização por Rolando Toro.
-----------------
De um modo geral, podemos observar que as enfermidades são produtos
sócio-históricos, que se evoluem e transformam de acordo com cada época. O
estilo de vida da contemporaneidade, marcados pela cultura do ter, cultura da
quantidade, cultura do rápido e eficiente, tem produzido inúmeras doenças e
sintomas nos seres humanos. Cada vez mais o homem encontra-se desvinculado
da saúde. Possuímos cerca de 1500 enfermidades a mais do que os animais,
todas criadas pelo estilo de vida do homem moderno. Na maioria das vezes tem
sido difícil para a Medicina conhecer as causas e tratar os novos sintomas, devido
a rapidez com que surgem. Em última instância, podemos dizer que nossa
Sociedade está doente, haja vista, a violência e o descaso com a vida humana.
Para nos vincularmos com a saúde e valorizarmos a vida é preciso realizar
modificações nos estilos de viver.
A Biodança prioriza a saúde, à medida que, amplia nossa capacidade de
cuidar da vida e de sua qualidade. Sabe-se que nossas emoções, bem como,
nossos vínculos afetivos, afetam diretamente nosso potencial de saúde e o
funcionamento de nossos órgãos. Por isto, a Biodança se propõe a atuar sobre
nosso campo emocional-afetivo. Age para provocar uma diminuição da atividade
cortical (que nos é tão exigida no dia-a-dia) e aumentar a atuação do sistema
límbico-hipotalâmico (responsável pelas nossas emoções e expressões do afeto).
Através de vivências integradoras e da expressão das nossas emoções,
nossas respostas neurovegetativas e as taxas de neurotransmissores são
modificados para potencializar os mecanismos de regulação visceral. Com isto,
buscamos a harmonia funcional do organismo.
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Deixo um poema feito só com pessoas "sem números":

MOMENTO ETERNO

Um cacho humano irregular
na forma
na idade
no ideal
na proveniência
no estado social

em música suave
de pé em roda pendular

chega a doer ali estar
a taquicardia aumentar
ver de perto os olhos dos outros
a olhar

mas vencida a dificuldade
trazida do exterior
angústia
ansiedade
stressante realidade

é a viagem perfeita
ao fundo do peito
embalo amparo
encosto gosto
seara de corpos a ondular
a crescer em sentimento

a pele comanda
toca resvala treme
sente ruboresce

às vezes…
por o que toca ser tão bom
desperta o som
que geme
esmaga o amplexo
que em transe desfalece

dedos rostos
ombros costas
cabos enseadas
curvas rectas
duro fofo

tudo se entrelaça
se abraça
no fruir do momento eterno

é mar é terra
é ar é fogo
é estar perdido
tão achado

no fim desfeito
inteiro cheio
quente
com tudo e sem nada
entendo o conceito
de momento eterno

comparado com isto
e como a imaginamos
achei a eternidade
um vazio
uma seca
uma fria enormidade.

Em DANÇA DA VIDA (Biodança) de António Esperança Pereira, Bubok Editora

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...