Na verdade estava mesmo a precisar das dicas que cito abaixo. Trata-se de um suposto manifesto dinamarquês sobre de "como ser feliz".
E digo que estava a precisar porque estes últimos dias têm sido árduos.
Por um lado aturar as conclusões inconclusivas e sempre velhas do Congresso PSD/PPD.
Por outro, as bocas cada vez mais baixas e foleiras do mundo clubístico em Portugal. Uma vergonha!
Até já tive pesadelos noturnos lembrando o desfile de neonazis que vi noticiado na imprensa e que teve lugar na modesta e discreta Bulgária!!!
É muita areia para a minha camioneta aturar tamanha dose. De forma que estas dicas breves que aqui deixo caíram mesmo do céu.
Se entre os leitores houver pelo menos alguns que sintam o mesmo que eu sobre as temáticas mencionadas, decerto encontrarão algum conforto nas palavras simples do mini texto retirado do Manifesto HYGGE.
Porque convida todos a, pelo menos, uma reflexão, divulgo o vídeo abaixo sem quaisquer juízos de valor ou julgamentos.
A entrevista que dele consta, diz praticamente tudo o que há para dizer dentro da temática que aborda.
Escuso-me por isso a acrescentar seja o que for sobre o tema.
Em boa verdade, pouco ou nada acrescentaria.
Como acho interessante os comentários constantes do mail, tal como me foi remetido, divulgo tal como o mesmo chegou até mim.
Oxalá seja do vosso agrado.
ASSISTA O VIDEO - É IMPERDÍVEL ! Mexe com conceitos atuais
Muito bom depoimento, de lascar. Todos têm pressa, falta tempo e a sociedade de consumo cobra eficiência, muito trabalho, é competitiva, e a familia vai desaparecendo, surgindo algo anódino insignificante, laços baseados não na vivência e convivência mas nos raros festejos familiares.
Isto é um alerta para todos.
Na Dinamarca
Para quem acha que 1º mundo é muito diferente dos países em desenvolvimento...veja e reveja seus conceitos! Vale apenas ver o tempo passar? Tudo muito limpo, organizado, produtivo,...para quem? quem usufrui? Pensar seriamente é preciso, sem egoísmo e sem paixões subalternas. Uma entrevista IMPERDÍVEL!!!.
Ainda naquele estado letárgico provocado por esta quadra natalícia e de fim de ano, tento ligar a ignição do meu motor pessoal, para arrancar neste Novo Ano.
Mas basta abrir os olhos, os ouvidos, não faltam em redor assuntos deprimentes que os noticiários das televisões, das rádios e dos media em geral portugueses nos fazem chegar aos olhos e aos ouvidos.
Ninguém se entende.
Ouço comentaristas de várias tendências políticas, uns a tentar deitar água na fervura, embora com dificuldades de argumentação para o fazer, outros, mais incendiários, a despejar o que lhes vai na alma.
Completamente distanciados, divorciados da população e sem ideias que colem em empatia com o comum dos portugueses, vão-se mantendo ao leme os elementos do elenco governativo.
Um leme que conduz um barco completamente à deriva.
Não sei bem porque se mantêm, pois o próprio Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo, foi muito crítico e falou bastante sobre o desacerto da governação. Realçou mesmo, entre inconstitucionalidades pelo meio, falta de rumo, sentido de equidade, capacidade de união, o isolamento a que se votou o 1.º ministro.
O Presidente da República, com sérias dúvidas sobre a constitucionalidade de várias alíneas do Orçamento de Estado para 2013, decidiu-se pela fiscalização da constitucionalidade do mesmo, remetendo-o para o Tribunal Constitucional a fim de este se pronunciar.
Falam já os analistas políticos nas várias hipóteses constitucionais pelas quais o governo pode cair.
Os portugueses, esses, de uma forma geral, desgastados com o discurso deprimente instalado e as medidas arrasadoras que se sucedem em catadupa, muitas delas desajustadas da realidade, só desejarão mesmo que o governo atual caia.
Clama-se por gente competente, conhecedora da realidade profunda de Portugal. Que pugne pelo seu povo, não pelos de fora.
Portugal é hoje um país sobre brasas.
Se essas brasas pegam fogo ou não, se se seguem capítulos em lume brando ou em banho maria, isso é impossível adivinhar.
Mas, na rota que isto leva, tudo pode acontecer.
PS. Via email recebi o texto que vos deixo abaixo, e que divulgo...
No jantar do FMI para o Natal, houve de tudo, menos austeridade. Já
sabemos que a entidade lucra tanto mais quanto melhor esmaga os países que caem
na rede dos seus empréstimos (só com a Grécia, este ano, espera obter de juros
US$ 899 milhões, lembra o diário norte-americano Washington Post), mas começa a
ser marca registada do Fundo deixar bem marcado que aqueles que forçam os
outros a ser austeros distinguem-se por fazer exatamente o oposto.
O menu indicava que as entradas foram servidas entre as 20h e as 21h30 no
1º andar da sede e incluía uma lista de seis acepipes onde não faltaram os
tradicionais Caviar Crème Fraiche, as ostras e o salmão defumado. Os
comensais podiam depois escolher entre as “estações” indiana,
tailandesa/vietnamita, mediterrânica e do Médio Oriente, espanhola, mexicana e
até “norte-americana”, espalhadas pelos diversos andares e salões de dois
edifícios.
Os cocktails especiais tinham nomes como Cumprimentos do Paraíso,
ou Mr. Grinch (?). E as sobremesas foram as mais variadas, de fina
pastelaria francesa, bolos e frutas. O jantar, em dólares, chegou aos US$ 500
mil.
Não é novidade que o Fundo se oriente por regras opostas àquelas que
prescreve para os que supostamente ajuda. Veja-se o caso do alto funcionário
Poul Thomsen, dinamarquês que já chefiou a missão do FMI para Portugal e agora
está à frente da missão para a Grécia. O homem que mais defendeu a proposta de
aumentar o horário de trabalho em meia hora e insistiu em cortes de benefícios
para Portugal, que foi mais longe na defesa das demissões de funcionários
públicos, ganha mais de US$ 309 mil por ano, de acordo com o nível B05 do FMI.
Segundo o jornal grego Eleftheros Typos, como funcionário do FMI
não-norte-americano residente nos Estados Unidos, grande parte dos seus
rendimentos são livres de impostos – uma das benesses garantida pelo FMI aos
seus empregados. Thomsen terá tido um aumento no seu vencimento, em 2011, de
4,9% – garantido pelo FMI.
Nunca como agora se ouviu falar tanto em números. Somos permanentemente massacrados pelos midia, televisões, jornais, internet, etc. por uma avalanche entediante de números.
O senhor A aparece e mostra as suas habilidades com umas contas novas que fez em casa.
O senhor B "bota" excelente discurso que pouca gente percebe cheio de composições numéricas de bradar aos céus. Falam de milhares, milhares de milhões, triliões, enchendo as "bocas sábias" quase que em iluminação celestial, ou seja, um baile permanente dado pelos "economistas", também por críticos generalistas, até políticos, de formação de base não economicista, baile esse dado a quem tem a paciência de escutar tal cantiga enfadonha de números intermináveis.
Ora bem, sendo a Economia uma ciência social, por conseguinte e por definição como ciência social que é, tenho para mim que deveria dar mais atenção às pessoas menos aos números.
Ou seja tratar os números em função das pessoas e não o inverso.
Mas não.
Como é sabido, as ciências sociais germinaram na Europa do século XIX.
Foi todavia no século XX, por força das obras de Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber que as ciências sociais se desenvolveram.
Mas há que assinalar que o carro-chefe dessas ciências sociais foi a sociologia, um neologismo criado pelo francês Augusto Comte, seu primeiro professor.
Outras ciências sociais importantes há para além Sociologia, o tal carro-chefe das ciências sociais:
Pegando na Economia, esta pode definir-se como a ciência social que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços.
O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei), daí "regras da casa (lar)." Tem por objetivo as atividades humanas ligados á produção, circulação, distribuição e consumo de bens.
Daí ser tempo de os senhores que vomitam números atrás de números que pouca gente entende, que tratam as pessoas como se de algarismos se tratasse, de começarem a pensar na definição dada atrás pelos gregos: atividades humanas ligadas à produção, distribuição e consumo de bens.
Seria esta dinâmica tão simples que se pediria aos senhores economistas que implementassem, que pusessem as atividades humanas ligadas à produção, distribuição e consumo, ao serviço das pessoas.
Parem pois de intoxicar os nossos ouvidos com pacotes de triliões mais triliões, perante a manifesta ineficácia de atacarem com êxito a profunda magreza do crescimento económico (atualmente negativo)
Peguem em números mais pequenos, atividades humanas da vida real, falem disso às pessoas reais que vos ouvem e que vos lêem. Prestariam assim um melhor serviço com o vosso saber.
PS: Porque falo hoje de economia, deixo aos leitores "para reflexão" um artigo, cujo link abre um video da RTP-Notícias sobre a temática da notícia.