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sábado, agosto 09, 2014

No final quem ganham são os alemães...


Nosso comentário:

Via e-mail recebi este excerto de um artigo do Miguel de Sousa Tavares, escritor português, jurista, também comentador e crítico, entre outras coisas.
Goste-se ou não se goste, Miguel de Sousa Tavares é daquelas personalidades que fala com a boca aberta. Quero eu dizer que quando diz qualquer coisa, ouve-se mesmo.
Normalmente muito polémico no que afirma, há por isso quem goste e quem não goste.
Neste excerto de artigo que hoje divulgo, chegado até mim via e-mail, o tema central do autor é a Alemanha. 
Ora, quando se fala da Alemanha, por variadíssimos motivos que não vêm aqui para o caso, ficamos logo de olho e ouvido atento.
É o caso do texto abaixo que, sem concordar no que nele é dito, nem deixar de concordar, divulgo-o exactamente para fomentar o espírito crítico e polémico do que nele é afirmado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Excerto do artigo do Miguel Sousa Tavares...


Não é só no futebol que no fim ganham os alemães. É no futebol, no atletismo, no automobilismo, no andebol, na equitação, no ski. É no desporto, na música, na literatura, na arquitectura, na construção de carros, de electrodomésticos, de máquinas industriais, etc, etc. Podemos gostar ou não, podemos até desdenhar, mas a verdade é esta: no fim, ganham os alemães. E ganham, porquê? Porque trabalham mais, porque se focam nos objectivos, porque valorizam os resultados. Se alguém quiser entender por que razão a Alemanha está farta dos países do sul da Europa, ponha-se na pele de um alemão. E compare a selecção alemã, campeã do mundo, com, por exemplo, a portuguesa. A selecção alemã que foi ao Brasil não tinha vedetas nem pequenas, nem médias, nem grandes. Não se davam ares de vedetas, nem fora nem dentro do campo. Umas vezes, esmagaram e fascinaram com o seu futebol de carrossel demolidor, outras vezes — como na final — correram, lutaram, sofreram, sangraram e, no fim, ganharam. Nenhum jogador quis dar nas vistas por outra razão que não fosse jogar futebol. Ali não havia ninguém com tatuagens, com penteados ridículos, com figurinos tipo Raul Meireles, com brincos nas orelhas, com pose de deuses inacessíveis de auscultadores enfiados nos ouvidos, fingindo-se alheios a tudo o que os rodeava, como se fossem superiores à gente comum. Não, os alemães passaram pelo Brasil confraternizando, querendo ver e saber, curiosos e contentes por ali estarem — tão diferentes dos nossos heróis do mar, fechados para o mundo em hotéis-fortaleza, onde só entravam cabeleireiros, tatuadores e agentes. Os alemães não passaram as conferências de imprensa a debitar lugares comuns e frases feitas sem conteúdo, próprias de quem jamais foi visto com um livro, uma revista ou um jornal na mão e passa os tempos livres a debitar selfies e banalidades nas redes sociais, imaginando-se o contra do mundo. Os alemães mandaram ao Brasil uma verdadeira embaixada, para servir o futebol e honrar o seu país, enquanto nós mandámos um grupo de homens mimados e convencidos, comandados por dirigentes que não lhes souberam exigir que estivessem, em todos os aspectos, à altura da responsabilidade. Mas, como em tudo o resto que fazem, os alemães também mandaram um grupo de jogadores que se portaram como verdadeiros profissionais, que trabalharam e treinaram no duro, enquanto que nós mandámos uma excursão de rapazes que se convenceram que os penteados e as tatuagens, por si só, conseguem ganhar jogos ou então ficar na fotografia que parece bastar-lhes. Não é por acaso que o campeonato alemão tem estádios cheios e que o público dá por bem empregue o seu tempo e o seu dinheiro, enquanto que o principal do nosso campeonato é jogado em estádios vazios e vivido sobretudo nos programas televisivos dos dias seguintes, a discutir se foi bola na mão ou mão na bola ou se a entrada de uma equipa em campo 2 minutos e 45 segundos depois da hora marcada condicionou ou não decisivamente o resultado de outro jogo. Nós discutimos, eles jogam. Nós tatuamos, eles treinam. Nós penteamos, eles correm. Nós somos recebidos e pré-condecorados pelo Presidente antes de começar, eles são apoiados na bancada pela chanceler quando chegam à final. Nós somos heróis antes de partir, eles são vencedores depois de ganharem. Não é por acaso que, desde que me lembro e tanto quanto me lembro, só dois jogadores portugueses (Paulo Sousa e Petit) jogaram no campeonato alemão e só um jogador alemão jogou no campeonato português (Enke). Não perguntem o que é que os alemães têm. É toda uma sociedade fundada no trabalho, no mérito, na responsabilidade, nos resultados. Goste-se ou não, isto não tem nada a ver com o fado. É outra cultura, é outra coisa.>>

domingo, junho 22, 2014

Portugal-USA e...um Campeão!


Nosso comentário:

Em dia em que a selecção de Portugal terá que mostrar o que vale ante os EUA, mais ou menos dentro de uma hora, não vou maçar os leitores espalhados pelo mundo com um qualquer tema sério.
Embora, em boa verdade se diga, neste país cada vez se avolumam mais os temas sérios.
Ficam para outro dia.
O nosso enorme campeão de ciclismo Rui Costa, um rapaz da Póvoa de Varzim, na imagem, lá ganhou mais uma prova do circuito, uma das mais conceituadas no panorama do ciclismo mundial: 
A Volta à Suiça.
Já lhe dei os parabéns no Facebook, pois a minha intuição considera-o um dos melhores atletas portugueses da actualidade, se não mesmo o melhor.
Desejo que os amantes do futebol não fiquem decepcionados com o jogo de hoje, antes pelo contrário. Oxalá os rapazes que jogarem hoje estejam à altura das responsabilidades do evento.
Agora sim, aí deixo um pouco de humor que me foi remetido via e-mail e que partilho, tal como recebido, mais abaixo.
Oxalá se divirtam ao ler...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





Que sorte a rapariga teve!



O Antunes, Alentejano da Vidigueira, e grande caçador, tinha por hábito tomar um aperitivo no regresso da caça, sempre na mesma velhinha tasca.

O pior é que, quando encostava a espingarda ao balcão, tinha o costume de bater com a coronha no chão.

Cada vez que tal acontecia, a Marília, dona do tasco, bem o avisava:
- Qualquer dia ainda tens a arma carregada e vai acontecer uma desgraça!

 Um dia a arma disparou-se.
- Aiiiiiiiii, Antunes, eu bem te avisei!
- Ainda para mais o quarto da criada é aqui mesmo por cima e ela disse-me que ia descansar um bocadito.
- Vai depressa lá acima ver o que pode ter acontecido.

No regresso, calmamente, o Antunes comenta que a criada estava bem.
- Ela estava deitada, com as pernas abertas, e o tiro passou-lhe mesmo pelo meio das pernas sem sequer lhe causar um arranhão.

Claro que a Marília ficou descansada e aliviada com a resposta.

E o Antunes continua:
- Olha, o pior foi o teu marido... coitado, ficou sem a cabeça!!!

domingo, janeiro 05, 2014

O meu "até sempre Eusébio"...


Nosso comentário:

Apenas a título evocativo deixo uma nota emitida pelo Sport Lisboa e Benfica. 
Porque, para mim, escusando-me aos exageros do costume, os que bajulam e os que depreciam, venham os "mimos" de onde vierem, digo apenas isto:
Morreu Eusébio, um dos maiores atletas portugueses de todos os tempos, talvez um dos 10 melhores jogadores de sempre do futebol mundial.
Para não exagerar!
Morreu infelizmente hoje, num Portugal entristecido, já de luto vestido antes da sua morte.
Fica Portugal e o Desporto mais pobres. 
Um Portugal bem mais pobre e enlutado do que já estava antes da sua partida.
Tive o prazer de conhecer Eusébio pessoalmente, depois de, durante a minha juventude, ter tido a vivência de um tempo em que ele era uma das poucas alegrias que Portugal tinha então (anos 60)
Desses anos 60, e porque vivi, via televisão, alguns momentos incríveis do Eusébio na cidade natal, Pinhel, deixo uma evocação dessa cidade beirã.
Hoje mesmo, talvez por sentir a morte do enorme futebolista, Pinhel tremeu. 
A cidade do nordeste português ficou em alvoroço bem cedo, vivendo as peripécias de um assalto perpetrado a uma ourivesaria por três indivíduos encapuçados.
Coincidências...
Fica o registo.

O meu "até sempre Eusébio"


António Esperança Pereira

Nota do Sport Lisboa e Benfica:

“De Eusébio vamos recordar o talento, o exemplo e o carácter de um homem que marcou o futebol português e se transformou numa referência do futebol mundial. Vamos recordar a alegria que tinha de viver, a sua simplicidade e frontalidade”, escreve o clube num comunicado publicado no site oficial na internet.
Para o Benfica, “a vida de Eusébio é património de todos aqueles que amam o futebol”, representando o clube o “porto de abrigo” do antigo internacional português, “um profissional incansável, alguém que sempre fez do Benfica muito mais do que o seu Clube, mas antes a sua casa e a sua família”.
“A melhor forma de homenagearmos Eusébio é continuarmos a cumprir os seus sonhos e ambições. A memória e o legado de Eusébio ficam entre nós”, refere ainda a missava publicada pelo clube da Luz.

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A GNR está a investigar o assalto a uma ourivesaria situada no centro da cidade de Pinhel, ocorrido hoje de madrugada, disse à agência Lusa fonte policial.

Segundo fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda o alerta para o assalto foi dado para o posto de Pinhel pelas 04:15 horas e uma testemunha informou as autoridades que "viu fugir, a pé, três indivíduos encapuçados e vestidos de preto".
Os suspeitos arrombaram a porta do estabelecimento comercial para terem acesso ao seu interior e terão furtado "essencialmente artigos de prata e relógios", cujo valor "ainda não está apurado", indicou.
Após o alerta, o Comando Territorial da GNR empenhou 25 homens de várias valências (trânsito, investigação criminal e territorial) e postos, no sentido de tentar localizar os indivíduos que terão assaltado a ourivesaria.
Apesar das várias diligências efetuadas logo após a ocorrência, de acordo com a GNR, não foi possível encontrar os presumíveis autores do roubo.

O assalto está a ser investigado por elementos do Núcleo de Apoio Técnico da GNR que estiveram no local "para recolha de vestígios" que possam conduzir aos autores, concluiu a fonte

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...