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sábado, julho 24, 2021

Arouca e Coimbra com dois dos melhores locais do Mundo

 

Em 100 locais escolhidos pela prestigiada revista, dois são em Portugal. Coimbra, pelo chamado "Hotel do Sono" e Arouca, pela ponte suspensa sobre o rio Paiva

© Boa Cama Boa Mesa

É apenas a terceira vez que a revista Time faz uma lista dos Melhores Locais do Mundo, que destaca 100 destinos turísticos extraordinários. Este ano, Portugal teve direito a duas distinções, numa lista onde pontificam os quatro cantos do Mundo. Coimbra, graças ao recentemente inaugurado Hästens Sleep Spa CBR Boutique Hotel, em plena baixa da cidade e Arouca, devido à impressionante Ponte 516 Arouca que atravessa um dos mais bravos rios da Europa, o Paiva.

Hästens Sleep Spa - CBR Boutique Hotel© FRANCISCO RIVOTTI Hästens Sleep Spa - CBR Boutique Hotel

Sobre o Hästens Sleep Spa CBR Boutique Hotel a prestigiada revista começa por fazer um enquadramento histórico da cidade, assinalando que, com vista para o Mondego, chegou uma nova atração. O primeiro hotel da marca de camas Hästens, “com apenas 15 quartos, visa proporcionar um sono superior, oferecendo camas super sustentáveis com sistemas de colchão de três molas”.

No artigo de apresentação do hotel, no Boa Cama Boa Mesa, pode ler-se que é “uma “experiência de sono superlativa” que permite descansar como “numa nuvem”, valorizando o descanso e ajudando o corpo a relaxar totalmente. A proposta incomum é do Hästens Sleep Spa - CBR Boutique Hotel, que escolheu a cidade dos estudantes, Coimbra, para instalar o primeiro espaço deste novo conceito, prestando assim também homenagem à Biblioteca Joanina, uma das mais originais e espetaculares bibliotecas barrocas europeias”.

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui, clicando neste link:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok

sábado, janeiro 11, 2020

Calças de inverno

Nota breve do autor do blog:

Acabo de receber um interessante texto, via email, escrito pelo meu irmão.
Vou partilhar o mesmo, pois para além de oportuno, pelo frio que se faz sentir, contém algumas imagens de vida que convém fixar. São imagens de tempos e lugares diferentes mas todas elas muito ilustrativas rumo à ideia principal: COMPRAR CALÇAS DE INVERNO NOS TEMPOS QUE CORREM.😮
Ora, caro leitor, faça o favor de ler o texto:


Calças de inverno 

A minha região é fria no inverno e concretamente na Guarda, capital do distrito a que pertenço, pude testemunhar grandes nevões, como de há anos se não vêem. Por vezes acontecia a água canalizada gelar nas respectivas condutas, o que podia causar, entre outros problemas, a rotura dos canos. As pessoas estavam habituadas a enfrentar tais contrariedades, substituindo por exemplo o chuveiro por uma banheira móvel, geralmente arredondada, onde era despejada água previamente aquecida. Claro que os banhos não aconteciam com a frequência com que alguns jovens de hoje o fazem, duas e três vezes ao dia!!!
Enfrentávamos a neve e o gelo bem agasalhados: Botas de couro, calças grossas (de inverno), luvas, sobretudo e boné de orelhas. Devo aqui fazer um reparo algo lamentável, a verdade é que nem todas as pessoas tinham possibilidades para se agasalharem convenientemente.
Após vários anos passados na região, rumei a Coimbra no início da década de 60, onde para mim foi notória a diferença de temperaturas. Aqui nem a capa, do fato de estudante, suportava ao ombro, trazendo-a habitualmente no braço.
À época Portugal suportava (mal) uma ditadura que, entre outras sacanices, perseguia os opositores e só concedia liberdade de expressão aos seus.
Ora os estudantes, na sua indiscutível maioria, tínhamos aversão ao regime salazarista e não raro manifestávamos o nosso desagrado, integrados geralmente nas respetivas Associações.
Esta década foi fértil em acontecimentos, no país e fora; seria fastidioso enumerá-los todos, ainda que pela rama! Mas o que mais me interessa salientar é o “maoismo”, que por volta de 1964 exportou muitos milhares de exemplares de um livro designado por “Livro Vermelho”, apreciado sobretudo nos países do 3.º mundo e com adeptos entre alguns dos estudantes portugueses. Pouco depois, em 1966 teve lugar a célebre “Revolução Cultural Chinesa” (pelo que veio a saber-se muito mais tarde, nada recomendável).
A figura central era o ditador Mao Tsé-tung; ele e a sua Guarda Vermelha fizeram o que lhes apeteceu, acusados de serem cúmplices da morte de milhões de compatriotas.
A par de outras ideias revolucionárias, como a de desativar o Ensino Superior, declararam guerra às “roupas burguesas” e quem as usasse podia ser atacado em plena rua!
O certo é que o grande líder se apresentava em público, nos mais variados atos, sempre de túnica (parecida com um vulgar casaco de pijama). Essa túnica (utilitária) passou a ser moda, conhecida por “Túnica Mao” e naturalmente calças a condizer! Guarda Vermelha, militares, camponeses, praticamente todo o mundo chinês andava assim vestido. Ao que consta, o tecido (conhecido por ganga) era grosseiro e estava disponível em três cores: Azul, verde e cinza.
A “fatiota” virou moda na China, mesmo para os que não gostavam, e granjeou grande simpatia internacionalmente. Lembro de ouvir uma frase que o ditador terá proferido com grande vaidade: “Meu povo de ganga azul”.
Relembro que estes acontecimentos decorreram essencialmente nos anos 60!
Estamos em 2020. Quis adquirir umas calças de inverno e, para grande espanto meu, só vi calças de ganga ou, esporadicamente, calças de bombazina (regra geral finas).
Ou seja, percorrendo as lojas todas, das mais chiques às menos chiques, as opções são idênticas: Ganga de várias cores (prevalecendo a cor azul) e bombazina (poucas).
Termino sugerindo um entretém engraçado: Vão a um Centro Comercial movimentado, a um jogo de futebol da 1.ª divisão (muita gente), a um Concerto desses cujos bilhetes se esgotam no ano anterior, à procissão do Adeus em Fátima, ou aguardem pelo S. João no Porto, e terão o privilégio de verificar que mais de 75% das pessoas vestem calças de ganga, de várias cores, seja verão ou inverno.
10 de Janeiro de 2020 – L. Pereira 

Fiquem bem,

sábado, novembro 30, 2019

Miguel Torga no blog

Miguel Torga foi uma das figuras marcantes do nosso panorama literário. Nesta minha divagação à solta (e também divulgação) de poetas portugueses, lembro hoje Miguel Torga. 
Digo lembro, porque efetivamente não é minha intenção alargar a "divagação e divulgação" às extensas obras de cada autor.
Apenas os evoco, pouco mais do que escrevendo os seus nomes e partilhando algumas palavras de entre as muitas que escreveram. 
Para um conhecimento maior, há que pesquisar a vida e obra de cada um. Ler e reler alguns dos seus livros.
Mas isso fica ao critério do estimado leitor.


Fiquem bem,



domingo, janeiro 15, 2017

Aplicação móvel que localiza autocarros


Nosso comentário:

Hoje fui descobrir no jornal "Mundo Português" uma aplicação interessantíssima e útil, desenvolvida por cinco alunos da FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Resolvi partilhar tal notícia para aproveitar a dizer o seguinte:
Eu gosto imenso de Lisboa, a capital de Portugal; admiro imenso o Porto, capital do Norte de Portugal.
Todavia acho errado, quando há um défice populacional no resto do país, apenas se divulgarem coisas relativas aos dois grandes centros urbanos mencionados.
É contraproducente. Especialmente quando tanto se fala em regionalização, em tornar o todo português mais compacto. Quer em população, quer em desenvolvimento, quer em oportunidades.
Quando será que começam a incluir também notícias grandes e pequenas de cidades de Portugal bem importantes do todo nacional?
Quando é que o cidadão comum começa a perceber que há vida, bulício, problemas, realizações, em outros cantos do todo nacional?
Quando é que se contribui decididamente para incluir e tornar conhecidas, apetecidas outras cidades e regiões?
Talvez por isso, para lembrar isso, partilhe hoje uma notícia de Coimbra que tirei do jornal "Mundo Português".
Fiquem bem

António Esperança Pereira



Em Coimbra há uma aplicação móvel que localiza autocarros


Esta aplicação permite mostrar a localização em tempo real dos autocarros dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra.
Chama-se ‘Busto’ e está disponível desde dezembro do anos passado. É uma aplicação móvel que permite mostrar a localização em tempo real dos autocarros dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).
A aplicação foi desenvolvida por cinco alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), no âmbito da licenciatura de Engenharia Informática, e pretende resolver um problema que afeta a vida de todos os utilizadores de autocarros da cidade.
O que distingue a ‘BusTUC’ de outras aplicações existentes é mostrar a localização dos autocarros ao minuto, sendo possível também visualizar todos os horários e rotas dos mesmos autocarros, revelam os estudantes Angélica Carvalho, Gonçalo Lopes, João Damasceno, Mariana Cunha e Paulo Cruz.
A localização dos autocarros é feita pelos próprios utilizadores da aplicação. Ou seja, “um utilizador que esteja em qualquer um dos autocarros dos SMTUC escolhe o número da rota onde se encontra e partilha a sua localização com a aplicação”, acrescentam, explicando que, desta forma, “todos os outros utilizadores da aplicação conseguirão saber a localização desse autocarro”.
A aplicação funciona como uma comunidade, por isso, quanto mais utilizadores concederem as suas localizações, mais utilizadores poderão informar-se e usufruir das vantagens e objetivo da aplicação.
A ‘BusTUC’, notam ainda os alunos, pretende “resolver um problema que afeta a vida de todos os utilizadores de autocarros de Coimbra, não perder o autocarro e chegar a horas ao local pretendido”.
É possível fazer download na GooglePlay em: https://play.google.com/store/apps/details?id=app.bustuc&hl=pt_PT para smartphones com sistema operativo Android.


terça-feira, junho 28, 2016

Palmira Bastos, Sousa Bastos e Coimbra!


Nosso comentário:

Um dia destes em conversa informal com alguém que me é muito querido, recordava eu tempos idos de filmes e cinema em geral. Aquela idade da juventude em que se vai muito ao cinema.
Palavra puxa palavra, as nossas cabecinhas saltitavam de recordação em recordação: lembras-te daquele filme que... e daquele em que o... ai eu gostava tanto daquele ator que entrava no... bom, uma conversa interminável sobre ícones de toda uma geração.
Até que a certa altura veio à baila da minha parte, fruto da minha estadia em Coimbra como jovem estudante, o cinema Sousa Bastos.
Gabava eu aquele velho e bem baratinho cinema da alta de Coimbra por aí ter visionado muitos filmes, especialmente grandes metragens bíblicas e filmes de cowboys.
Recordava a certa altura a participação ativa da "estudantada" que assistia  e a conversa animou ainda mais.
Contava eu que nos filmes de cowboys chegávamos a avisar em grande estardalhaço os atores em maus lençóis, ou seja quando os mauzões se preparavam para atacar os nosso heróis :
Olha o gajo mesmo atrás de ti. Pá, cuidado vira-te. Ui, dá-lhe. Dispara agora. Vêm lá mais. Boa, dá-lhe com força. Esse já está. Agora no telhado atrás de ti.
Bom era uma coboiada também na assistência, enquanto se comiam amendoins e se deitavam as cascas para o chão. Rapaziada fresca e rebelde...
A minha interlocutora ria-se a bom rir! a conversa continuou animada e fértil em recordações desse tipo.
Ontem confirmei a curiosidade que o dito cinema Sousa Bastos despertou na minha alfacinha interlocutora.
Mandou-me um textinho com informações sobre o "Sousa Bastos" que dava o nome ao cinema.
Coisa que sinceramente nunca me passou pela cabeça saber.
Fiquei contente, vejam porquê no textinho abaixo.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


António de Sousa Bastos: dramaturgo, empresário teatral e jornalista.
Diretor de vários teatros tanto em Lisboa como no Rio de Janeiro, S. Paulo e Pernambuco
Foi casado com a atriz Palmira Bastos.

Palmira Bastos: filha de pais Espanhóis- pai de Valladolid e mãe de Santiago de Compostela.
O seu verdadeiro nome era: Maria da Conceição Martinez.
Casou em 1894 com António de Sousa Bastos de quem teve uma única filha:
Amélia Bastos
Teve uma longa carreira de 75 anos.
Em 1966 apareceu na TV com a peça "As Árvores Morrem de Pé", tendo ficado célebre a frase

"Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores"


sábado, maio 21, 2016

Taça da Liga e...algum humor!


Nosso comentário:

Como é do conhecimento geral, há temas que só trazem chatices e aborrecimentos. Um desses temas é o Futebol.
Daí que pessoalmente evito sempre alimentar discussões sobre tão candente temática. Todavia, mesmo tendo uma tal convicção sobre a matéria, não deixo de dar os parabéns ao Benfica, por ter conquistado mais uma taça para o seu já extenso palmarés.
Desta feita foi a Taça da Liga.
Uma final realizada no Estádio Cidade de Coimbra, entre o Benfica e o Marítimo. Um bom jogo de futebol, só talvez um resultado desequilibrado demais para o que ambas as equipas renderam em campo.
Dito isto partilho algum humor que me chegou via e-mail.

Desejo um excelente fim de semana,

António Esperança Pereira



Humor:








quinta-feira, março 24, 2016

Cidade perdida debaixo de Coimbra







CIDADE PERDIDA, DEBAIXO DE COIMBRA

Há uma cidade perdida debaixo de Coimbra, mas poucas pessoas sabem disso!

Uma cidade oculta que se localiza por baixo de Coimbra tem milhares de anos, mas mesmo assim é desconhecida pela maioria. Chamavam-lhe Aeminium, e hoje, é um vestígio apenas. Aeminium foi um importante entreposto comercial, a residência dos monarcas D. Henrique e D. Teresa, o local de nascimento do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, e, finalmente, cidade universitária e do conhecimento.


A antiga Aeminium deixou vestígios no presente. Um deles é o criptopórtico romano, localizado no Museu Machado de Castro. Os vestígios mais antigos de Aeminium datam da era romana, quando aquele povo fundou a cidade, em colaboração e sempre protegida pela vizinha Conímbriga, a apenas 16 quilómetros de distância, na localidade de Condeixa-a-Nova.


Contudo, quando os Suevos saquearam e destruíram Conimbriga, em 465 e 468 d.C., os seus habitantes tiveram de fugir para Aeminium, aumentando a população local e ajudando a cidade a prosperar e a crescer.


Omais importante destes vestígios é o criptopórtico, uma galeria de túneis subterrâneos com vários arcos no topo, construído para suportar o Fórum Romano da antiga Aeminium. Durante a Idade Média, o palácio de um membro do clero foi construído sobre o fórum, edifício que actualmente alberga o Museu Machado de Castro e que esconde o criptopórtico, que pode ser visitado entrando no museu.


A plataforma artificial que suportava a estrutura manteve-se inalterada até aos dias de hoje e permite que, pela primeira vez na história, o público tenha total acesso ao fórum, uma experiência que pode ser enriquecida pelas recentes descobertas.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira




sábado, novembro 01, 2014

1 de Novembro e o Pão por Deus



Nosso comentário:


Hoje publico um texto, um contributo de uma leitora do blog, que teve a amabilidade de mo enviar. 
Trata-se de um texto que descreve uma tradição que continua a ter alguma expressão nos dias de hoje, pelo que certamente muitos de vós dela se aperceberam no dia de hoje, 1 de Novembro.
Assim, pela atualidade de um tal contributo, e também para fazer jus à simpatia de quem partilhou esta tradição comigo, aqui a deixo aos estimados leitores.
O saber não ocupa lugar e, muitas vezes, as pequenas coisas, as pequenas histórias, os pequenos acontecimentos, são tão importantes como as chamadas "grandes histórias ou grandes acontecimentos.
Aqui fica, pois, "O pão por Deus".
Espero que gostem,

António Esperança Pereira


O pão por Deus


Desde a minha infância que a expressão "Pão por Deus" fazia parte daquelas que ouvia, principalmente ao meu Avô materno, e que não entendia lá muito bem...tinha a ver assim com "coisas doces"...mas ficava por aí o meu saber de miúda...Hoje por acaso (ou não?) deparei-me com um apontamento escrito num blog que despertou a minha curiosidade. Fiquei mais esclarecida e passo a escrever o que achei mais interessante e até atual...
Em 1 de Novembro de 1756, exactamente um ano depois do terramoto que destruiu grande parte de LISBOA, a população, paupérrima, aproveitou a data para lançar por toda a cidade, um grande peditório. Batia-se às portas e pedia-se «Pão por Deus». A tradição espalhou-se  por todo o país e foi mesmo exportada para o Brasil. Ainda hoje se pede «Pão por Deus» em várias regiões do nosso País e também no Brasil. Grupos de crianças vão de porta em porta recitando versos e recebem como presentes: pão, broas, romãs, frutos secos,castanhas, que colocam em sacos de pano feitos muitas vezes com retalhos.

Versos para pedir pão por Deus

"Ó Tia, dá pão por Deus,
Se o não tem dê-lho Deus!
Pão por Deus
Fiel de Deus
Bolinho no saco,
Andai com Deus."

Em Coimbra, Mesão Frio, Anadia é muito celebrada a tradição do Pão por Deus, assim como em muitas regiões do Brasil.

LISBOA, 1 de Novembro de 2014

quinta-feira, junho 20, 2013

Informação aos Leitores: Meus Livros e Livrarias...



Nosso comentário:


Dado que me vem sendo solicitada pelos leitores informação de como adquirir meus livros em livraria, vou deixar hoje alguma informação sobre o assunto.
CRÍTICOS AVULSO (o bota abaixo no mediatismo)Existe um link no fundo de cada post que escrevo no blog, como muitos já repararam, que dá acesso ao site da Editora Bubok, onde meus escritos, seja em formato de livro, seja em formato de E-Book, podem ser adquiridos de maneira fácil e totalmente fiável.
Basta aceder ao dito site http://lusito.bubok.pt/ e efetuar aí o pedido que se pretende.
Quanto a livrarias onde os mesmos podem ser adquiridos, permito-me indicar-vos algumas em várias cidades do território nacional, dando resposta assim aos tais pedidos de informação que me têm chegado.
Um obrigado a todos pelo interesse e atenção dispensados.
Aqui fica, pois, a informação solicitada:


-Lapis De Memoria
Morada: Av. Fernão de Magalhães, 456 
Coimbra
Telefone: 239403438

-100ª PÁGINA
Morada: Casa Rolão Av. Central nº 118-120 
Braga
Telefone: 253267647

-Livraria Minho
Morada: Largo da Senhora-A-Branca, nº. 66 
Braga
Telefone: 253 271 152

-Fabula Urbis
Morada: R. de Augusto Rosa, 27 
Lisboa
Telefone: 21 888 50 32

-Jade Livrarias
Morada: Av. Miguel Bombarda Nr. 20 C/V, 
Lisboa
Telefone: 213 021 061

-Livraria Boa Leitura
Morada: Av. Dr. Francisco Sá Carneiro Edifício Leiria 
Leiria

Telefone: 244 831 830


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


sábado, janeiro 26, 2013

"Auto do Relvas" escrito por alunos de uma Escola EB23


Nosso comentário:


Muito bem conseguida esta adaptação do "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, por parte de três alunos de uma Escola EB23 da cidade de Coimbra.
Só me resta agradecer a quem partilhou comigo esta preciosidade que só prova que os portugueses são um povo com futuro, apesar de muitas bocas se pronunciarem ao contrário e tudo fazerem por que tal não aconteça.
Ou seja, que Portugal definhe, fique magrinho, pobre, mal tratado até à medula, até eventualmente correr o risco de deixar de existir.
Estes miúdos provam que apesar de todas as vicissitudes, maus tratos, governantes medíocres, continuaremos de futuro a ter licenciados com jeito, merecimento e, sobretudo,  inteligentes.
Leiam o trabalho dos alunos que merece a pena: "AUTO DO RELVAS"



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





Auto do Relvas


Adaptação do «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, feita por
Gonçalo, Carolina e Filipe, alunos de 42 anos (14 cada um) da Escola
EB23 Dra. Maria Alice Gouveia, de Coimbra, numa aula de Português, que
teve direito a uma publicação na biblioteca digital da escola e que
merece ser partilhada:



Vem Miguel Relvas conduzindo aos zigue zagues o seu Mercedes banhado a
ouro e sai do carro com o seu diploma na mão. Chegando ao batel
infernal, diz:



RELVAS – Hou da barca!

DIABO – Ó poderoso Doutor Relvas, que forma é essa de conduzir?

RELVAS – Tirei a carta de scooter e deram-me equivalência. Esta barca
onde vai hora?

DIABO – Pera um sítio onde não hai contribuintes para roubar!

RELVAS – Pois olha, não sei do que falais… Quantas aulas eu ouvi, nom
me hão elas de prestar?

DIABO – Ha Ha Ha. Oh estudioso sandeu, achas-te digno de um diploma
comprado nos chineses ao fim de três aulas?

RELVAS – Um senhor de tal marca não há de merecer este diploma?

DIABO – Senhores doutores como tu, tenho eu cá muitos.

Miguel Relvas, indignado com a conversa, dirige-se ao batel divinal.

RELVAS – Oh meu santo salvador, que barca tão bela, porque nom eu dir eu
nela?

ANJO – Esta barca pertence ao Céu, nom a irás privatizar!

RELVAS – Tanto eu estudei, que nesta barca eu entrarei.

ANJO – Tu aqui não entrarás, contribuintes cortaste, dinheiro roubaste
e um curso mal tiraste.

Relvas, sem alternativa, volta à barca do Diabo.

RELVAS – Pois vejo que não tenho alternativa. Nesta barca eu
irei…Tanto roubei, tanto cortei, não cuidei que para o inferno fosse.

DIABO – Bem vindo ao teu lar, muitos da tua laia já cá tenho e muitos
mais virão. Entra, entra, ó poderoso senhor doutor magistrado Relvas.
Pegarás num remo e remarás com a força e vontade com que roubaste aos
que afincadamente trabalharam.



Gonçalo, Filipe e Carolina

Turma 9º D

Escola EB23 Dra. Maria Alice Gouveia

Coimbra

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...