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sábado, novembro 07, 2020

Estado solidário


Nota do autor do blog:

Partilho hoje aqui no blog uma pequena amostra do trabalho que me propus fazer. Já me perguntaram que tipo de excertos de poemas, que "best of" eu andava a "cozinhar".

Pois bem, na dificuldade de explicar, porque também não sei, resolvi dar alguns exemplos, cuidando ser essa a melhor explicação.

Deixo pois alguns excertos de um poema "Estado Solidário", do meu livro "Portugal Periférico ou...o Centro do Mundo" decomposto em mensagens, digamos assim. Ficam curtas, não maçam o leitor e podem ser divulgadas de variadíssimas maneiras.

Terei que descobrir quais essas maneiras de divulgar as mensagens. Para além das maneiras mais clássicas, se alguém tiver outras, agradeço sugestões.

O livro que cito atrás e de onde são tiradas estas mensagens pode ser visto neste link: 

https://www.bubok.pt/livros/2158/PORTUGAL-PERIFERICO-OUO-CENTRO-DO-MUNDO

Obrigado pela atenção.

AEP/

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…que o Estado seja solidário

que puxe para cima

o carente o necessitado

o que na curva descendente

do sucesso

ficou desanimado…

 

António E. Pereira

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que ninguém fique sem cheta

ou tenha que entregar a sorte

a qualquer falso profeta.

 

António E. Pereira

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…o mundo andou experimentou

já percebeu

liberdade sem apoio é solidão

pois então que ela seja protegida

que não se perca tão grande bem

por ingenuidade…

 

António E. Pereira

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…incentive-se o invento a coisa nova

que se prospere

na inovação

impedindo o abuso a corrupção.

 

António E. Pereira

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…um país esclarecido

no presente

não deixa ninguém sem solução.

 

António E. Pereira

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quarta-feira, julho 30, 2014

O in-conseguimento e os penalties da tv


Nosso comentário

Não é de agora este texto da autoria de Júlio Isidro, data já de Fevereiro deste ano, contudo, porque me passou despercebido e é muito interessante, aqui o divulgo. Especialmente destinado a todos aqueles que, como eu, se tenham distraído e não tenham lido esta preciosidade.
Ah, devo acrescentar que se trata de um texto publicado, muito lido, apreciado, comentado nas redes sociais e não só.
Dito isto, leiam ou voltem a ler o precioso texto que deixo abaixo, deste conhecido português que dá pelo nome de Júlio Isidro.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Vale a pena ler…
Obrigado, Júlio isidro!

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO PARA JÁ SABER TUDO!

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.
Um “diretório” algures decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro entre os medicamentos e a comida.
E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.
A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o milagre da multiplicação dos pães.
Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
Há carros topo de gama para sortear e autoestradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.
Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “in conseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exatamente o contrário do que está escrito no dicionário.
Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.
E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.
E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.
É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.
Júlio Isidro

domingo, abril 27, 2014

Política, Futebol e...Emoções!


Nosso comentário:

Claro que política e futebol sempre fizeram parte do quotidiano dos portugueses. Pelo menos que eu me lembre...
Ora diz-me a experiência que, quer a política, quer o futebol, nunca deram boa onda, exatamente pela carga emotiva que transportam consigo.
Uns perdem, outros ganham, uns vão aos arames por perder, fervem em pouca água, a tolerância para com o adversário fica ZERO...
De forma que, atravessando nós uma época particularmente pródiga em acontecimentos, quer do foro político, quer do foro futebolístico que puxam bastante pelos corações (para o bem e para o mal) limito-me hoje a deixar algum humor aqui no blogue.
Oxalá os alivie um pouco das quezilentas e enervantes dicas futebolístico-políticas.

Fiquem bem

António Esperança Pereira






sexta-feira, abril 12, 2013

O Eixo do Mal afinal em nossas casas!


Nosso comentário:

Continuando a esquivar-me de manter a deprimente situação política em todo o instante da vida de cada estimado leitor, volto a variar de assunto.
As redes sociais, as televisões, os jornais, etc. dão informação de sobra para nos manter a todos atordoados e fora do mundo saudável.
Ou seja na esfera de um mundo de loucos.
Sendo eles o eixo do mal, os poderosos, não nós, "humildes, normais e honestos" cidadãos do mundo, costuma dizer-se, "quem fez a cama que se deite nela". 
Pois que assim seja. 
Que lhes caia em cima, aos principais motores de uma tal loucura internacionalizada, aos intérpretes do eixo do mal, ao epicentro da falta de senso, de falta de talento, de falta de humanidade, de falta de inteligência, de falta de sentido ético... 
Que lhes caia em cima todo o mal que espalharam e espalham em tanta gente boa, que vai desistindo de ter esperança, que vai desistindo de viver.
Tanta gente boa a quem infernizam e infernizaram a vida.
Que os deuses e os homens os tratem como merecem!
Mas dizia eu que queria esquivar-me à deprimente situação atual. 
Ora, como recebi mais um e-mail interessante, diferente, pedagógico, que dá para alienar um pouco as mentes intoxicadas pelo lixo com que somos atulhados no dia a dia das nossas vidas, deixo-o exatamente como o recebi, para que o mesmo possa atenuar e distrair um pouco os inteligentes, e não só.
Gente boa e sã que me lê por esse mundo fora e que não tem culpa nenhuma do que está a acontecer, chamados de uma maneira ou de outra a pagar sem dó nem piedade uma crise de que não são responsáveis.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





Eu errei!!!
Espero que acertem! 

 
Quero ver quem consegue!!!

Olá matemáticos!
Engenheiros!
Contabilistas!
Economistas!
Inteligentes em geral !!!
Tentem resolver esta questão e depois vejam a resposta mais abaixo.
Dizem que foi uma das questões do vestibular da Fuvest e que provocou muita polémica.
Qual o próximo número da sequência abaixo?

2, 10, 12, 16, 17, 18, 19,... ?



A RESPOSTA ESTÁ ABAIXO (Mas antes tente resolver!)

pense......
pense mais.......
desistiu ?????????



Última chance.................

Resposta:
O próximo número da sequência é
200 ..
Pois todos os números começam com a letra D .
Essa é cruel não é?
(e não venha me dizer que acertou a resposta, porque é mentira...rs)

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Adriano Moreira e bonitas imagens de cavalos frísios


Nosso comentário:


Dado continuar tudo na mesma no tocante à realidade politico-social nacional, tirando algumas mudanças de Franquelim's (Secretários de Estado) hoje opto por divulgar belas imagens de cavalos.
Porque, se as não divulgasse, essas belas imagens de cavalos, teria que referir o seguinte: ontem foi-me dado ver e ouvir uma entrevista concedida pelo Prof. Adriano Moreira a uma das televisões de Portugal. Apesar da bonita idade que tem, ainda deu cartas em muitas das afirmações sábias que o caraterizam, isto, goste-se ou não do seu ideário.
Eu sou suspeito, pois tive a honra de ter sido seu aluno, mas tem que se lhe fazer justiça, é um homem que em determinadas áreas pede meças a qualquer um, isto, internacionalmente falando.
Para não maçar os leitores, destaco da entrevista do Prof. Adriano Moreira, que aconselho a ler na íntegra, apenas meia dúzia de coisas: 
Anotei que gosta da ministra da agricultura, dos outros ministros nem tanto, preferindo "esquecer" os nomes dos que em sua opinião não merecem de todo exercer tal cargo. 
Elogiou o Estado Social, achando que este governo não pode esquecer os mais desfavorecidos. Pelo que neste campo se situa muito próximo da doutrina social da igreja e do partido socialista. 
Prestou rasgados elogios ao dr. Mário Soares, em seu entender, a melhor magistratura exercida como Presidente da República, ao invés da do atual Presidente da República a quem criticou severamente. 
Disse porquê.
Também disse que os partidos social democratas têm evoluído para uma via neo-liberal estranha, fazendo sempre eco do primado que deve ser dado à PESSOA HUMANA acima de qualquer outro valor.
Disse ainda que quem manda no governo é o "ministro do orçamento" como apelidou Vitor Gaspar. 
Explicou bem porque lhe chama ministro do orçamento e não ministro das finanças.
Também disse entre muitos outros temas nacionais e internacionais inteligentemente abordados, que não tem havido equidade na distribuição dos sacrifícios por parte das medidas governamentais.


PS. Dito isto sobre o Prof. Adriano Moreira assim à laia de síntese avulsa, deixo-os com os bonitos cavalos frísios que alguém amavelmente me enviou.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Veja a beleza destes cavalos FRÍSIOS.

A espécie foi quase extinta
na segunda guerra mundial
pelo seu uso extensivo na guerra.
Restaram
5 garanhões e algumas fêmeas
no mundo para garantir a espécie…

São originais
dos países baixos e é
uma espécie muito dócil.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

O "corvo e o jarro", com Obama em destaque.


Nosso comentário:


Aí está mais uma história bem engraçada, que tem tudo a ver com os tempos difíceis que se vivem.
Em boa hora a mesma me foi enviada, pelo que nem hesito em divulgá-la aqui no blogue, aproveitando para prestar meus sentidos agradecimentos a quem ma enviou. 
Na verdade trata-se de um corvo, o da história, que teve que se desenrascar sozinho perante um problema candente e que parecia irresolúvel e de consequências vitais para o próprio.
Assim estamos nós, muitos a terem mesmo de buscar a sorte noutras paragens, para resolverem seu problema de sobrevivência, outros a multiplicarem-se em contas para esticarem seu magro pecúlio, à medida que mais austeridade lhes pedem para cobrar os juros da dívida e a própria dívida.
Isto num país que está em recessão e nada é feito para dar à manivela da Economia e po-la a funcionar.
Um poço sem fundo de desembolso do cidadão que não tem culpa nenhuma.
Ontem os governantes cantaram vitória com uma suposta ida aos mercados. Bom parece que o mérito, isto a haver algum mérito, nada tem a ver com eles, pois para isto acontecer tiveram de violar direitos adquiridos,  assaltar carteiras de velhinhos com descontos chorudos de longa duração para o Estado, contar também com as costas quentes do BCE (Banco Central Europeu) entre outras ajudas (como por exemplo a de 4 bancos metidos na operação)
Verdade verdadinha tudo continua pior do que estava e o país no lixo como o puseram.
Só querem convencer-nos de que estão no bom caminho porque se as pessoas acreditarem nisso, eles não serão apeados do poder tão cedo quanto merecem.
Fica a história do corvo que, no fim de contas, caso o discurso de tomada de posse de Obama não seja ouvido pela governação deste país, esse corvo simboliza o retrocesso de décadas, "o desenrasca-te como e se puderes".
Poderá esse corvo ser futuramente todo e cada um de nós.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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O CORVO E O JARRO


Um corvo estava com tanta sede que mal tinha forças para voar.
Encontrou um jarro de água fresca. 
Ao aproximar-se o corvo, viu que a água que estava no jarro era muito pouca, só um fundinho...
Ora o seu bico era curto demais para conseguir beber a água.
O corvo ficou desesperado. 
Pensou até em tombar o jarro para que a água saísse...mas era tão pouca que ele ficou com medo de desperdiçá-la. 
Então teve uma ideia:
-Com as forças que lhe restavam recolheu várias pedrinhas e foi pondo-as cuidadosamente no jarro uma a uma.
Quanto mais pedras punha lá dentro, mais o nível da água subia, até chegar à boca do jarro. 
O corvo pode finalmentematar a sede...
Moral da História: 
-A Necessidade é a mãe da Criatividade!!!

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Obama defende Estado Social, Direitos e Liberdades


Nosso comentário:


O mundo dá voltas e mais voltas, de forma que há que deixá-lo girar, tentando cada um de nós fazer apenas aquilo que lhe é devido.
Não me parece tempo para heróis nem para cobardes. Creio que se vive um tempo que nos situa mais no meio dessas duas possibilidades.
Trememos aqui a acolá (cobardes) para logo avançamos além e ali (heróis).
Isto a propósito das ideias feitas que muitos de nós carregamos toda uma vida. Digo muitos de nós, porque nem todos o fazem, nem todos têm estômago para aguentar toda uma vida com a mesma postura sem ceder um milímetro nas suas opções de vida, na sua abertura à inovação, aos novos tempos.
Eis um exemplo bem caraterístico do que afirmo: 
-Barack Obama, Presidente eleito pela 2.ª vez para a liderança da maior potência mundial, os EUA.
Pois bem, quem diria, umas décadas atrás, que assistiríamos a uma América defensora do Estado Social, dos direitos e liberdades? pois assim é, foram estas as afirmações mestras do discurso de tomada de posse de Barack Obama.
E esta hein?
Pelo contrário, quem diria que veríamos países europeus a agarrarem-se ao neoliberalismo do mais primário que se possa imaginar (!!!) quase, diria eu, a uma tipologia de Estado sem Estado, uma espécie de zonas de selva economicista???!!! temos em Portugal um mini laboratório do fenómeno, nem é preciso sair fronteiras para o  constatar.
Um espanto!
Ainda bem que sou um evolucionista, aceito a mutabilidade das pessoas, das coisas, o que por um lado é uma vantagem no mundo em que vivemos hoje.
Porque em boa verdade se diga nada é o que já foi, nem me parece que jamais algo venha a ser exatamente o que se imagina que seja.
Tudo passa, tudo muda, tudo se transforma.
Enquanto isso, enquanto isto não passa, será o modelo dos governantes portugueses da atualidade, o modelo chinês? talvez aqui e ali mesclado com pinceladas de RDA e RFA?
Bom digo isto porque já ouvi apontarem-nos a China como exemplar...
bom a China será exemplar nos números e nas estatísticas que consegue, disso não restam dúvidas, mas todos sabemos como consegue tais proezas...  e aqui há que destrinçar as coisas, não vá o diabo tecê-las.
Direitos e liberdades, Estado Social sim, escravatura, ausência de direitos e liberdades, não!!!
Neste capítulo, o meu aplauso às palavras de Barack Obama na tomada de posse.


PS. Abaixo publico extractos de duas notícias que confirmam o que acabo de escrever.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Obama pede o reforços dos direitos e liberdades nos Estados Unidos





O presidente norte-americano Barack Obama apelou esta segunda-feira ao reforço dos direitos e das liberdades nos Estados Unidos. O discurso de posse do segundo mandato como presidente Obama pediu elevação no debate político e defendeu de forma veemente o Estado social. Siga a transmissão em direto a partir de Washington.
O mote do discurso de tomada de posse, após a cerimónia de juramento, foi "nós o povo", primeiras palavras da Declaração de Independência, numa defesa da igualdade de direitos e oportunidades, em particular para mulheres, homossexuais e imigrantes.



Polícia encerra portas do Ministério das Finanças para travar manifestantes





Agentes da Polícia de Segurança Pública fecharam as portas do Ministério das Finanças pelas 12.30 horas desta segunda-feira quando os manifestantes da Frente Comum, reunidos em plenário em frente ao edifício desde o início da manhã, atravessaram a rua.
Gritando "gatunos" e "a luta continua", os manifestantes concentrados desde as 9 horas desta segunda-feira junto à estação fluvial do Terreiro do Paço, em Lisboa, atravessaram a rua e atiraram bandeiras para o chão à entrada do Ministério.
Esta movimentação aconteceu após a intervenção da coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, no plenário, no final de um encontro com o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino.


quarta-feira, janeiro 16, 2013

Para viver toda a Terra; para morrer, Portugal


Nosso comentário:



Transcrevo um excerto de uma crónica escrita hoje no DN por Baptista-Bastos, que aconselho vivamente a ler. 
Diz ele, embora por outras palavras, que quem apelida o 1.º ministro de "corajoso", só pode assumir toda a responsabilidade de uma tal afirmação.
Diz porquê, como é óbvio.
Aproveita para acrescentar mais duas personalidades de vulto e de comportamento reconhecidamente recatado, a somar a tantas outras igualmente ilustres e recatadas, que se têm pronunciado em termos pouco elogiosos das políticas atuais de uma violência que faz bradar os céus.
Políticas nunca antes vistas pelos portugueses vivos, especialmente pela maneira como são implementadas e assumidas sem qualquer pestanejar de olhos, sem um laivo que seja de humanismo pelas pessoas deste país, visivelmente preocupadas, doentes e abatidas.
As personalidades apontadas por Baptista Bastos são, Adriano Moreira, que escusa apresentação, e Alfredo José de Sousa, Provedor de Justiça.
Deixo então a última parte do texto de Baptista-Bastos, muito interessante de se ler, que transcrevi por ter gostado muito, embora sem partilhar algum pessimismo exagerado:
-"Para viver, toda a Terra; para morrer, Portugal." Escreveu o padre António Vieira, moldando o País a uma demonstração de aflitos. Raramente fomos felizes, e a nossa literatura é um desfile de grandes angústias. Porém, sempre obtivemos uma certa independência, caracterizada por compromissos políticos e sociais. Desta vez, o ciclo é mais pesado e trágico. Constitui a expulsão de um todo: físico, espiritual, cultural e moral, como se poderosa amnésia se houvesse abatido nesses modos de entidade. Ser português, para estes senhores da "nova" ideologia, tornou-se num quase pecado que terá de ser punido com rude severidade. É isso que está em causa: a modificação radical do que somos, em nome de uma "normalização" que nos torne iguais aos outros e a todos. Um mundo tenebroso e negro, no qual a dança das culturas e das diversidades é absolutamente proibida. Um mundo dirigido por um poder distante e inacessível. Eis o que se nos propõe. 



PS: Nem a propósito deixo-vos com uma notícia veiculada pela Lusa que diz respeito a declarações do fundador de um dos partidos da coligação, CDS: Freitas do Amaral. Vale a pena passar os olhos.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Freitas do Amaral

PR pode dissolver Parlamento se situação se agravar

por Lusa, publicado por Elisabete Silva



O fundador do CDS Freitas do Amaral disse na terça-feira à noite, em entrevista à TVI24, acreditar que o Presidente da República possa dissolver a Assembleia da República se a situação social se agravar em Portugal.
"Talvez a hipótese mais provável seja o Presidente da República dissolver a Assembleia", disse Diogo Freitas do Amaral na entrevista à estação de televisão de Queluz de Baixo.
O antigo dirigente centrista e candidato a Presidente da República afirmou também que "se houver uma situação social grave", vê Aníbal Cavaco Silva a preferir "devolver a palavra ao povo" por via de eleições.
"O ano de 2013 só tem comparação em dificuldades e perigos de 1975", declarou também o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro Governo de José Sócrates (PS).
Sobre o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, Freitas do Amaral diz acreditar que coligação entre PSD e CDS-PP "já não é um casamento de amor, é um casamento de conveniência".
No que refere a uma remodelação do executivo, o fundador do CDS sublinha que o ministro Miguel Relvas já devia ter saído "há muito tempo por razões éticas" e o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deveria ser substituído por alguém "mais humanista, mais sensível aos problemas sociais".

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Estado deve retirar-se...ir-se embora, emigrar?


Nosso comentário


Se alguém tem ainda ilusões sobre os destinos dos portugueses, a continuar-se com este caminho, que tire o cavalinho da chuva.
Um ex ministro da educação do CDS, de nome Roberto Carneiro, acaba de opinar que " Estado deve retirar-se do financiamento ao ensino superior".
É mais uma constatação nua e crua do que por nós e tanta outra gente lusa vem afirmando.
O regresso ao passado. Por vingança, sem dó nem piedade.
Regresso ao passado em todas as áreas. 
Há quem lhe chame vingança por um 25 de Abril que aconteceu, que trouxe liberdade, mais igualdade de oportunidades, mais progresso para todos em geral.
Que melhorou todos os péssimos indicadores que mantinham Portugal super atrasado no lote de países do terceiro mundo.
Há quem lhe chame inveja por um país como Portugal tentar aproveitar uma onda de bonança para se apetrechar melhor: 
Seja o que for, quem viu Portugal e quem o vê!!!
Infraestruturas rodoviárias, avanços tecnológicos, obra feita que pode sempre ser contestada nas opções, mas que está aí para ser vista, cuidados de excelência no campo da saúde, qualidade e quantidade de ensino à maioria dos portugueses...
Mas, e há sempre um mas, um país de sabichões, muitos licenciados, tira brilho aos poucos ilustres diplomados do país do antigamente.
Há que cortar a sangria de letrados, de gente com mais saber, de uma juventude desenvolta e capaz, há que fazer cortes na sabedoria deles, na desenvoltura deles, há que restaurar a pirâmide que vá do rei à plebe. Que vá do cardeal ao humilde cristão, pobre e triste cristão que se sentia grato por o rico lhe emprestar alguma esmola. 
Uma côdea de pão, um naco de toucinho, uns tostões em troca de trabalho árduo. Muitos desempregados e carentes para "o inteligente" se sentir mais inteligente?
É o país sonhado por estes governantes?
Não sei se Roberto Carneiro sente o que diz. A ideia e informação que tenho dele é a de um homem que se afirma como um cristão com ética social.
Custa-me, pois, que um homem supostamente equilibrado como ele, partidarite à parte, venha a lume com uma afirmação destas.
Sei que andamos todos à deriva, ele também andará. Talvez por isso, afirme o que afirma...
Tudo aos privados. 
Nacionais ou estrangeiros pouco importa, importa é privatizar, obter lucro de tudo: da saúde, da educação, da 3.ª idade, da infância, do património com marca lusa, vendido ao desbarato.
O meu veemente desacordo com tantos e tais passos de gigante dados atrás neste país.
Baba e ranho outra vez nas nossas crianças em idade escolar? pecado à nascença por não nascerem em ninho de ouro? para uns há tudo, para outros nem a oportunidade de ser alguma coisa?
escola alemã, british council, lycée français, outras que tal? 
E quem não tem quilates de carcanhol para escolas privadas e caras, que faz aos seus filhos? volta a dar-lhes a enxada de antes, a junta de vacas, um arado, umas cabras e ovelhas para levar ao pasto seco?



PS. As declarações de Roberto Carneiro já mereceram o devido tratamento na Internet, como se pode ver abaixo



 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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quarta-feira, novembro 21, 2012

Um país de cavadores e pescadores...


Nosso comentário:


Políticos sem ideias próprias, amarras internacionais via ocupação da TROIKA.
Uma desilusão para quem passa os olhos pelas páginas da imprensa e quer vislumbrar uma afirmação, uma só que seja, que possa fazer a diferença.
Nada.
Passos Coelho igual ao menos bom do antanho, igual a si próprio. Uma ministra da agricultura que se congratula nas suas poucas primaveras, com o regresso dos jovens ao trabalho agrícola. Um presidente da República, por acaso ou talvez não, que afirma algo de parecido com a ministra da agricultura.
Fala o PR que é preciso acabar com o estigma que nos afastou da terra e do mar.
Deve querer que os filhos dos outros sejam cavadores e pescadores, não os seus, com toda a certeza.
Seguro sem afirmar uma liderança sequer parecida ao antecessor. Sem garra, sem tocar as feridas, sem um discurso firme e preciso que possa fazer a diferença perante o assalto que é feito aos trabalhadores, estudantes e classes médias.
Portas sem nenhumas portas, mesmo tendo entre mãos a pasta de ministro dos negócios estrangeiros.
A esquerda, fora dos circuitos da governação, transmitindo aquela imagem de ter projetos de sociedade, de mudança até, mas numa sociedade mais que aburguesada é grande a dificuldade de fazer entender o que diz ao comum dos cidadãos.
Pouca gente se convence de que neste momento essa esquerda possa alcançar o poder sem o PS.
E o PS não quer ser esquerda.
Berrar então por quem, dizer-se o quê?
De que serve dizer que o senhor A ganha 600.000 euros ou o senhor B, 300.000, ou o senhor C, milhões?
Eles continuarão a ganhar rios de dinheiro e não há quem nos possa valer. Quem possa no fim de contas reduzir o fosso entre ricos e pobres, nivelar mais os desequilíbrios sociais.
De que serve falar dos ordenados do governo bem chorudos com mordomias a perder de vista, para fazerem o que fazem?
É com esses ordenados e mordomias chorudas que carregam forte e feio nos setores da sociedade mais frágeis, que enviam os jovens para o estrangeiro; que lhes dificultam o acesso ao ensino superior; que deixam que crianças passem fome nas escolas; que entregam as responsabilidades sociais maioritariamente da responsabilidade de um Estado sério, a privados sem escrúpulos, cujo fim último é o lucro; que vendem o património público de maior valia que lhes foi legado a um qualquer consórcio, um qualquer oportunista que aparecer...
Pois lucre-se com a saúde, lucre-se com o ensino, lucre-se com o património nacional, lucre-se com a miséria...
Agora só pergunto: se não querem Estado, se falam tão mal de tudo o que é Estado, porque não começam os governantes, que são altos funcionários públicos, por se demitir?
Se o Estado é uma treta, os funcionários públicos uma treta, como dizem, porquê os senhores governantes, altos funcionários públicos, continuam a servir-se dele, Estado, para imperarem?
Para quê então haver ministros e seus extensos quadros, despesas e honorários de fazer nascer pelos na cabeça de um careca?
Entregue-se a gestão do país a uma empresa. Prescinda-se de tantas e tais despesas escusadas.
Talvez até que haja voluntários para o fazer, representantes do povo, que façam mais e melhor com custos bem mais baixos.
 
 
PS. Deixo-lhes alguns títulos da imprensa que de certa forma provocaram em mim este desabafo. Oxalá consigam abrir os link's com facilidade.
 
 
 
 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...