Mostrar mensagens com a etiqueta saúde mental. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde mental. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 11, 2024

Falta de magnésio? Eis os sinais mais comuns


Trata-se de um problema relativamente comum e manifesta-se com diferentes sintomas.

Sabe qual a importância do magnésio? Trata-se de "um mineral essencial para a saúde dos músculos, nervos, ossos e níveis de açúcar no sangue", explica Kishan Vithlani, um médico, citado no Mirror. Não incluir magnésio suficiente na alimentação tem consequências desagradáveis, aumentando o risco de condições como diabetes e um ritmo cardíaco irregular, acrescenta o especialista. 

Por isso, o médico revelou quatro sinais de alerta muito comuns de deficiência de magnésio. Explica ainda que a "deficiência de magnésio pode manifestar-se como um conjunto de sintomas, em vez de apenas um ou dois sintomas isolados". 

1- Falta de apetite

É um sintoma relacionado com outros problemas como stress, mas, em alguns casos, resulta de uma deficiência de magnésio.

Por isso, caso esteja "a sentir náuseas e vómitos juntamente com uma perda de apetite, é importante verificar os seus níveis de magnésio, especialmente porque os vómitos também contribuem para que os seus níveis de magnésio desçam ainda mais". 

2- Espasmos e cãibras musculares 

São dois dos sintomas mais comuns e, "em casos graves, pode mesmo provocar ataques ou convulsões", acrescenta. Cientistas "acreditam que estes sintomas são causados por um maior fluxo de cálcio nas células nervosas, o que estimula excessivamente os nervos musculares", explica. 

 Três formas simples de aumentar os níveis de vitamina D durante o inverno

3- Sentir-se fraco e rígido

De acordo com o médico, os "níveis baixos de magnésio afetam múltiplos processos do corpo, incluindo a sinalização nervosa e os níveis de potássio nas células musculares, o que pode causar fadiga e fraqueza". 

4- Problemas de saúde mental 

Sim, a falta deste mineral tem um impacto na saúde mental podem fazer com que sinta mais ansiedade do que o normal.  ainda mais ansiosas do que o habitual. Por exemplo, "alguns estudos sugerem mesmo que existe uma ligação entre o baixo nível de magnésio e a depressão", acrescentam. 

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Em tempos de novas ameaças dos "políticos além da TROIKA" vale a pena dar uma vista de olhos no meu livro. É só clicar:

UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)

quarta-feira, junho 20, 2012

Portugal, o país com mais doenças mentais...

Na Foto: O médico psiquiatra dr. Pedro Afonso, de quem publicamos um artigo atual e contundente dentro do que lhe é dado observar e constatar na sociedade portuguesa de hoje.


Nota do autor do blog/site:

Hoje deixo-vos com este depoimento de um médico psiquiatra que aconselho vivamente a ler. Dá para refletir, especialmente numa altura em que se tem como quase certo um resgate a Espanha e quiçá a Itália. A pergunta que se impõe é esta: se algo de muito grave acontecer a Espanha, país nosso vizinho e com quem temos a nossa mais abundante relação económica...
será que esta "coisa da troika" leva a algum lado? é que Portugal está de rastos, embora algumas vozes se esforcem por fazer crer o contrário...
Bom leiam o artigo do Médico psiquiatra Pedro Afonso, que me enviaram e que foi publicado no jornal diário Público:
-------------------------------------------------------------------------

Artigo de Pedro Afonso - Médico psiquiatra
Pro Afonso, médico psiquiatra no Hospital Júlio de Matos
Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição a pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público...
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra
--------------------------------------------------------------------------------------
Fiquem bem,

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...