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quarta-feira, outubro 04, 2017

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades


Nosso comentário:

Aí está um documento que, apesar da sua simplicidade, mostra bem a evolução dos tempos.
Agora é assim, logo será de outra forma, amanhã de outra, e assim sucessivamente.
Tudo muda, tudo se transforma. 
Daí que nos sintamos incomodados tantas vezes com a resistência à mudança, ao óbvio, ao que simplesmente é.
Não queremos que as coisas sejam como são. Resistimos. Temos esse direito evidentemente. Só que ao fazer isso, nem reparamos que perdemos o comboio.
Não se pode ficar lá atrás. Há que deitar mão a um esforço de adaptação quase permanente que nos ajude a permanecer no sítio da vida. 
O antigamente não vai a lado nenhum, já foi. Só que muitos de nós nos agarramos ao passado como se ele fosse efetivamente um tempo vida do presente.
E não é.
Mas não quero maçar com mais delongas sobre o tema.
Lembrei-me tão só de debitar algumas palavras ao correr da pena sobre a resistência "ao que é", por ter lido umas palavras de Cavaco Silva na imprensa.
Já não bastava Cavaco Silva ter saído de funções como saiu...não poderia agora ao menos poupar os portugueses a "bocas" de quem não está neste sítio da vida?
Só quem não quer ver a realidade teima em não aceitar o veredicto dos tempos.
Como diz a canção "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"...

PS. Para ilustrar o que digo, acham que era possível em 2017 redigir-se o contrato que partilho?

Desejo um ótimo feriado do 5 de Outubro (Implantação da República) aos portugueses. Aos outros...aquele abraço!

António Esperança Pereira



sexta-feira, janeiro 11, 2013

Pássaros, passarões, invejosos e pavões...


Nosso comentário:


Eis um provérbio japonês bem interessante e amavelmente remetido por um leitor.
Peguei nele porque o mesmo me fez lembrar os que tanto maldisseram o nosso Portugal, sobretudo antes da entrada da TROIKA. 
Continuam a dizer mal dele depois da TROIKA, mas fazem-no de uma forma diferente: sentem-se agora melhor nas suas poltronas, muito mais refastelados, porque é uma gente que convive melhor com a desgraça dos outros, com a pobreza dos outros, com as dificuldades dos outros, do que com a cor, a ousadia, o progresso, a modernidade, as oportunidades alargadas a todos de uma forma digna e ampla.
Precisam de muitos pobres, desempregados, analfabetos, para eles próprios se sentirem ricos e doutores quando comparados com a ralé.
É gente que convive melhor com o país arcaico de antigamente, com muitas botas velhas e tamancos, caminhos de cabras e pastores, semeando pré-história de miséria pelos montes. 
Gente que tem medo de obra nova, de um povo culto, que se engrandeça, que esteja à altura dos desafios de um qualquer país moderno.
Foi essa gente, ou por sua mão, que depois de verem um Portugal maior, com sonhos merecidos, logo o tomaram de assalto, o achincalharam, o violentaram como se de um pais(zeco) novato e incipiente se tratasse.
Fazem isto a um povo que de pequeno e incipiente não tem nada.
Eles sim, os que assim o tratam são incipientes e pequenos.
São os pássaros, passarões, do provérbio abaixo, inúmeros desmancha prazeres que apareceram de todos os quadrantes para lhe apontarem o dedo e lhe dizerem que tanto progresso, tamanha prosperidade, tamanha ostentação, não lhe assentam bem.
Invejosos!
Caros leitores, passem os olhos pelo provérbio...



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/






Provérbio japonês: 
O "mais"acrescenta, o "mas"diminui!!!



Diz um provérbio Japonês que, quando todos estavam elogiando a cauda do Pavão, os
pássaros protestaram:
-"Mas olhem para as patas dele".
O invejoso é sempre aquele que estraga prazeres, que tem sempre um "Mas" para diminuir o outro, como se o bem do outro ferisse ou viesse diminuir o seu.
Quando estamos com vontade de dizer um "Mas"é melhor pensar bem:
-Tenho alguma vantagem, ou é apenas para manifestar uma pontinha de inveja ou de mal-estar?

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...