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terça-feira, janeiro 22, 2013

Os loucos tomaram conta do manicómio.


Nosso comentário:


Assim se vai andando neste país que todos dizem mal governado, mas que todos aceitam como um beco cada vez mais sem saída.
Daí que nem este governo, por muito mau que seja, se atrevem a derrubar.
Há que passar os dias, tentar desfrutar o tempo o melhor possível, embora nem para isso o Inverno que ora nos fustiga com ventos e enxurradas ajude muito ao lazer do teso.
E o teso, que somos a grande maioria de nós, cada vez mais desembolsado, cada vez mais despejado e despojado dos seus parcos teres e haveres.
Uns ainda tentam manter as aparências, o pessoal esforça-se por mostrar aos amigos que está próspero, que a crise é só com os outros, talvez que isso, por essa maneira de viver e de esconder a realidade própria, ajude os senhores da governação a perpetuarem-se nos palácios reservados a altos funcionários públicos.
A classe média e o povo viram fugir o seu magro dinheirito e o mesmo ser transferido para equilibrar as contas deficitárias dos banqueiros, também para o pagamento dos juros à troika de um empréstimo de que não têm, nem o povo, nem a classe média, a menor responsabilidade.
Altas personalidades estão estupefactas com o que se passa, vi na televisão o general Garcia Leandro afirmar com toda a simplicidade e naturalidade que uma destas noites acordou a meio do sono, estava a pensar em Portugal, nesta embrulhada toda, e chorou. 
É triste!
Deixo-lhes um texto que recebi via email tal como o recebi.
Sem comentários...


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





Comentários para quê ?!?!?! 

Isto é Portugal !!! (embora com a bandeira às avessas)


OS LOUCOS TOMARAM CONTA DO MANICÓMIO.


- DILEMA DO JUIZ-CONSELHEIRO (JUBILADO) MÁRIO ARAÚJO RIBEIRO:


«Concluí que a minha filha desempregada e o meu filho dentista com falta de clientes (ambos divorciados) têm de intentar acções judiciais contra mim, para eu ser CONDENADO a pagar "alimentos" (no sentido legal do termo) aos meus netos. Porque, com uma sentença judicial, eu posso descontar essas despesas no IRS e, se ajudar voluntariamente, não posso. Se encontrar uma saída, transmito-a a todos os avós.»


Juiz-Conselheiro (Jubilado)
Mário Araújo Ribeiro
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E, esta!? - Que comentário se pode fazer!?
Ao que chegamos... O que mais virá?

quarta-feira, outubro 10, 2012

Senhora Chanceler Alemã vire o disco...

Nosso comentário:



O gesto de simpatia da Sr.ª Angela Merkel na sua deslocação breve a Atenas peca por tardio, por saber a pouco, por acentuar o florescer de raiva dada a extremismos dos autóctones.
Da esquerda à direita esse perigo aumenta, como se viu ontem em Atenas, muito por força da destruição pura e simples do tecido social que tem sustentado as democracias ocidentais como as concebemos até aqui.
Tecido social que tem convivido mais ou menos pacificamente, e que se tem aguentado muito por força de classes médias suficientes para fazerm pontes entre a maioria que preenche a base da pirâmide social, e os cada vez "menos mais ricos" que ocupam o topo dessa pirâmide.
O que se passa atualmente é que essas classes médias estão cada vez mais acossadas, violentadas, roubadas, pelas medidas dos atuais poderes políticos.
Uma perseguição exaustiva ao bolso do incauto e indefeso cidadão, quase até ao cêntimo.
Diria que muitos estão já em rutura, outros à beira de o estar. O que significa que a enorme base da tal pirâmide social, constituida pelos que nada têm e os que pouco têm, vem sendo engrossada pelos desistentes das classes médias. Os que levam rombo atrás de rombo nas suas vidas, pessoais, profissionais, familiares, empresariais. Uma legião enorme de gente que nada tem a perder com uma mudança de regime, mais ou menos extremada.
Estes, "remediados desistentes", eram parte dos que colavam o tal tecido social, permitindo um fluxo de esperança, emprego, dinheiro, de cima para baixo e vice-versa.
Classes médias com níveis de vida razoáveis que permitiam que tudo fluisse sem se dar muito conta das abissais desigualdades entre os "poucos que tudo têm" e os milhões "que nada ou pouco têm".
Têm sido como que um tampão que tem permitido que estas democracias funcionem da maneira que têm funcionado.
Não me compete a mim defender esta ou aquela tese. Agora, se querem conflitualidade, o fim da democracia, da Europa Unida, da liberdade, hipótese de sérias convulsões mais ou menos violentas... se é isso que querem, então, estão no caminho certo os responsáveis pelas atuais políticas.
Se não for isso que querem os responsáveis das atuais políticas, ou arrepiam caminho drasticamente, ou será tarde demais para salvar o que tanto custou a conquistar: a PAZ, a DEMOCRACIA, a LIBERDADE.
A Sr.ª Merkel devia pensar nisto. O seu país tem uma história ímpar de NÃO PAZ, NÃO DEMOCRACIA, NÃO LIBERDADE.
Portanto, vire o disco Sr.ª Chanceler alemã que é melhor para todos, também e sobretudo para a sua Alemanha!!!


PS: Deixo abaixo alguns link's do DN Política, para quem quiser aprofundar questões da política portuguesa atual. Dou relevo a uma notícia sobre o IMI, o leitor perceberá porquê...


Fiquem bem, António Esperança Pereira

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Executivo quer IMI "quatro vezes superior" a 'troika'

 

O deputado do PS Mota Andrade afirmou hoje que a proposta do Governo para aumentar o imposto sobre imóveis representa uma receita "quatro vezes superior" ao mínimo exigido pela `troika", de 250 milhões de euros.
Em declarações à Agência Lusa, Mota Andrade sublinhou que o memorando de entendimento assinado com a `troika" prevê alterações à tributação dos imóveis e estabelece que o valor da receita a obter deverá ser, pelo menos, 250 milhões de euros.













terça-feira, maio 01, 2012

1.º de Maio, Empobrecidos, Pobres, Excluídos

O Dia do Trabalhador ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente no dia 1º de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal e em outros países.


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

 

Arménio Carlos Secretário-geral da CGTP discursando

Dia do Trabalhador em Portugal

 
Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.
O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).
No Algarve, assim como na Madeira é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas na região.

Fonte: Wikipédia, à exceção das fotos
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Nosso comentário:


A corda aperta no pescoço de cada português, cada um e cada qual volta a deitar contas à vida, a tentar entender quem melhor defende os seus interesses.
Aparecem os arautos do povo, uns no poleiro, outros a espreitá-lo, outros ainda a dizer verdades caducas (no dizer de muitos) mas que perigosamente assustam os mesmos que as apelam de caducas, pois podem voltar a fazer sentido.
Referimo-nos ao discurso de hoje de Arménio Carlos da CGTP, que não passou despercebido nem mesmo aos não simpatizantes das suas ideias. 
Discurso e palavra forte que poderão fazer mossa, pois volta a fazer lembrar Abril no seu auge. Consegue falar ao coração dos descontentes, independentemente de serem ou não socialistas, comunistas, social cristãos...
Muitos de entre estes terão pensado: tesos por tesos, empobrecidos por empobrecidos, qual o medo de experimentar outra solução?

Os agentes máximos do capital que se cuidem, cuidando do tecido social harmonizando-o, levando até ele a corrente das benesses, emprego, salário, esperança, crença, através dos políticos que os servem.
Porque, senhores ricaços, a coisa está feia e... 
nos pratos da balança desse tecido social, quem poderá ter uma última palavra na viragem ou não das políticas futuras será a classe média. Mais novos e mais velhos, estudantes e trabalhadores, empregados e desempregados. Homens e mulheres.

É aí que vai jogar-se num futuro próximo a mudança ou não deste regime governamental, bem como a orientação mais ou menos capitalista dos destinos da nação.
Como as coisas estão, a indecisão ainda prevalece, mas os frutos gerados pelo capitalismo são já escassos: muitos automóveis mas sem dinheiro para combustível; muitas casas para habitar mas devolutas por falta de dinheiro para as manter; consumismo a rodos mas empobrecidos para o valorizarmos; casais com um ou outro filho, mas sem dinheiro para infantários, propinas, etc; pensões e salários curtos para viver; saúde a adiar-se por falta de orçamento; cortes drásticos nos direitos sociais que poderiam quanto a nós, amparar, equilibrar até o tecido social nestes tempos difíceis.

Nota final: A contrastar com a palavra e discurso fortes de Arménio Carlos da CGTP, honra lhe seja feita, o secretário-geral da UGT, mais parecia a voz e orientação do regime. Uma crítica aqui e ali, à orientação do governo, mas lá foi dizendo que poderíamos contar com a palavra de Passos Coelho referindo-se ao cumprimento de compromissos assumidos.
Nós próprios estamos já a sofrer na pele essa "palavra e compromisso" de Passos Coelho.
Sobre a "palavra e compromisso" de PC há videos no youtube bem extensos que comprovam as verdades mutantes do PM. Não vamos, pois, cansar os leitores com palavras sobre o assunto.
Tenho dito!
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Fiquem bem,



terça-feira, março 27, 2012

Vossa Excelência matou o País!

Nota do autor do blog:

Dizia Miguel Torga:

"É ESCUSADO. NÃO POSSO TER OUTRO PARTIDO SENÃO O DA LIBERDADE"

Fazemos nossa a afirmação do ilustre Médico, Escritor e Poeta que foi Miguel Torga.

Divulgamos hoje no blog um artigo do colunista do Expresso Nicolau Santos. Titula-se o artigo, "Demita-se senhor Primeiro Ministro". 
Fazemo-lo por todos os motivos e mais alguns: pelo roubo à classe média, pela recessão em que o país está e estará mergulhado, desemprego galopante, pela política retrógrada de que já não tínhamos memória, pela impreparação de quem é chamado à governação, pelo país de papalvos que querem fazer crer que somos, condenados a sê-lo "ad eternum" com gente desta.

Assim parece por cá, a crise está a levar-nos aos tempos salazarentos da 4.ª classe. Na vizinha Espanha, com a crise também, continua a falar-se do TGV. São critérios!!!As elites assim o querem em proveito próprio. A Europa agradece ter aqui um povo de emigrantes e lacaios baratos para gozarem nosso "sol e toiros", agora com "pastéis de Belém" também ao que parece.
Noticia-se que os estudantes do ensino superior estão a abandonar os estudos por falta de dinheiro...enfim!!!
Nós que tanto acreditámos numa Europa Unida, Solidária, Forte...afinal é o recuo de mentalidades, o virem a nu os desígnios dos mais fortes, uma União Europeia que só serve neste momento os interesses de quem manda e não do conjunto que deveria integrar.
Temos pena!

Os portugueses, bom povo trabalhador, cordato, lacaio, assumidamente inferior aos olhos dos novos inquilinos. Gente que só reina entre analfabetos, pobres, desprotegidos. Por isso, vêm com a caridadezinha igualmente salazarenta.
Tiram o que têm aos que têm alguma coisa.
Não nos conformamos, meus senhores. Que não haja solução para o analfabetismo, a sopa dos pobres, o desemprego.
Não!
Muitos de nós não calarão sua raiva contra quem quer "Portugal quanto pior melhor". Contra quem quer Portugal de baba e ranho outra vez.


Talvez voltemos a ver os retratos dos "mandantes temporais e religiosos" nas escolas. O antigo mapa colonial que se pendurava carunchoso nas paredes velhas dos edifícios escolares, na impossibilidade de ser reposto,  é capaz de ser substituído pelo novo figurino autárquico da oligarquia laranja.
Só é nosso desejo que o país não esteja morto ainda como reza a afirmação do colunista Nicolau Santos.
Porque, se muitos de nós nos mantivermos ao menos "moribundos" Portugal viverá!!!
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Demita-se, senhor Primeiro-Ministro
Nicolau Santos, Expresso

Nicolau Santos, na sua habitual coluna do semanário Expresso, desnudava a alma, com estes termos: Sr. primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor primeiro-ministro. Só
me apetece rugir!...

O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!

Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento. O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de
contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem, e aos agricultores para não cultivarem. O resultado foi uma
total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transacionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um
País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias. E você é o herdeiro e o filho predileto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?

Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou
como motivo para tal chumbo, o caráter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excecional o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o
Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do
5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?

O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto. Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes!!! superior à procura. Tudo alinhavado à medida duns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro. Outro exemplo: as parcerias publico-privadas, grande sugadouro das finanças públicas. Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse, na
mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em
pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal!

Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-Ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração.
Genuina ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projeto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de
Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.

Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.
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Fiquem bem,

http://nucleo.netlucro.com/clique/13276/596/
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domingo, janeiro 29, 2012

Crise económica pode...

Crise económica pode fazer desaparecer a classe média em Portugal afirma o autor do livro "Classe Média: Ascensão e Declínio", Elísio Estanque

A classe média como a conhecemos em Portugal pode desaparecer como consequência da crise económica que o país atravessa, é a conclusão a que chegou o sociólogo Elísio Estanque, que lança esta semana um livro sobre este tema.
A classe média "está em risco de um empobrecimento muito rápido" que pode levar a um "descontentamento mais amplo na sociedade portuguesa" e ao "enfraquecimento do sistema socioeconómico e do sistema democrático", explicou o autor do livro "Classe Média: Ascensão e Declínio".
Para o sociólogo, a classe média em Portugal tem "dificuldades acrescidas" em relação a outros países ocidentais, que resultam de processos tardios quer de industrialização quer de adopção de um regime democrático.
Por isso, "a classe média que Portugal conseguiu edificar" foi criada num "processo muito rápido, pouco consistente, que resultou sobretudo da expansão do Estado social e que, na sequência dos anos 80 do século passado, sujeita a um discurso mais ou menos eufórico orientado para o consumo e para um certo individualismo, criou um conjunto de expectativas relativamente às oportunidades do sistema".
No entanto, a crise económica que Portugal enfrenta está a defraudar essas expectativas, considerou Elísio Estanque, explicando que isso levará a uma alteração da sociedade a partir da insatisfação dos jovens.
Muitos jovens, que fazem parte da classe média mas que têm formação superior, vivem uma "condição de precariedade e insatisfação relativamente às instituições e à classe política", sendo esta faixa da sociedade que "alimenta os movimentos de protesto", explicou.
São eles que "incutem um novo discurso, uma nova leitura relativamente ao funcionamento da sociedade e recorrem a outro tipo de meios e de leituras da realidade. Se esses sinais conseguirem ser capitalizados e absorvidos pelos agentes da nossa vida política - partidos políticos, sindicatos, instituições em geral - pode ser que as instituições se renovem a tempo de evitar o pior", considerou Elísio Estanque, ressalvando que "terá de haver uma renovação".
"Estamos num momento de encruzilhada de viragem. Não é só Portugal. Estamos num mundo conturbado, estamos num momento de transição. Para o bem ou para o mal. A História está em aberto", referiu.
E, embora admita que os portugueses não costumam "embarcar em excessos como aconteceu na Grécia", o sociólogo acredita que a ideia de que Portugal é um país de brandos costumes é um mito.
"Em vários momentos da sua história, os portugueses mostraram uma grande irreverência, capacidade de acção e até algum radicalismo", concluiu.

Alguns comentários:

GrandeComediante

"Em vários momentos da sua história, os portugueses mostraram uma grande irreverência, capacidade de acção e até algum radicalismo"... Isso foi há muitos séculos quando o tuga comum nao vivia com a p3ida alapada no sofá a ver novelas, futebol, casas dos degredos e a jogar playstation....

Joaquim Peixe

Mas esse é o objectivo desde o cavaco.

CJ

Estes BACOCOS de (des)governantes (não só os atuais) esqueceram-se de que essa chamada CLASSE MÉDIA era o SUPORTE do Estado. Não conheço ninguém com baixos rendimentos, os considerados pobres, que algum dia tenha pagado impostos. Mesmo aqueles a quem era feita a retenção, quando chegava a ocasião de se fazer o acerto, eram reembolsados do que havia sido retido. E com juros. Então quem suportava esse monstro chamado Estado? A CLASSE MÉDIA, evidentemente. E, nos tempos que correm, ouvimos: a DESPESA não aumentou, a RECEITA é que diminuiu. Mas em cada ano vai ser menor, porque em cada ano vai haver menos pessoas a pagarem IMPOSTOS. "Esqueceram-se" de que MISÉRIA só produz MISÉRIA. Mas desde que chegue para ELES... O povo que se MATE!

corsario

Essa classe é a que EMIGRA...

RICO

Eu quero que 'f'o'da'm'-s'e as classes, eu quero é beber um esporão comer lagosta, e um arroz de mariscos, o melhor em Portugal no restaurante Estaleiro em Vila-Chã perto de Vila do Conde, as classes que vão para o Karalho e os pobres que morram logo.
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Nosso comentário

Os comentários dos leitores a um simples lançamento de um livro, demonstra bem o estado de agressividade latente em que vai coexistindo a sociedade portuguesa.
Quem lucra com as fricções sociais, os ódios, as sementes de violência, que estão a ser atiradas pela governação para a sociedade via austeridade, controlo dos "midia", etc.???
não sei.

Os mais ricos estão seguramente a deitar contas à vida, se sim, se não, se talvez;
os remediados, a mesma coisa;
as classes mais desfavorecidas aguentarão enquanto puderem e as condições mínimas de sobrevivência o forem permitindo.

Ora, onde vai parar uma tal situação, se a hemorragia económica da classe média não for estancada a tempo , é simples de ver.
Com o agudizar dos sacrifícios, essa classe média deixará de acreditar.
Não esqueçamos que é ela quem, em grande parte suporta o grosso da pirâmide, esses tais desfavorecidos ou menos bafejados pela sorte. Que é ela o fiel da balança entre os mais ricos e os mais pobres.

Ora, com o agudizar da evolução social e económica, que se adivinha, facilmente se identificará mais com os tombados em desgraça (desempregados, emigrantes compulsivos, jovens sem emprego, clientes da sopa dos pobres, etc. do que com os responsáveis multimilionários e políticos avulso, que proliferam e têm a responsabilidade do que se passa.
A classe média engrossará decerto o exército dos indignados, dos que nada têm a perder.
Os pratos da balança social ficarão entãoi muito desequilibrados. E...

Termino com palavras do sociólogo Elísio Estanque, autor do presente livro em destaque acima:
E, embora admita que os portugueses não costumam "embarcar em excessos como aconteceu na Grécia", o sociólogo acredita que a ideia de que Portugal é um país de brandos costumes é um mito.
"Em vários momentos da sua história, os portugueses mostraram uma grande irreverência, capacidade de acção e até algum radicalismo".
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

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quinta-feira, setembro 29, 2011

Um pouquinho de literatura muito actual


Se os novos soubessem e os velhos pudessem...

Estes já falavam assim há quase 400 anos mas ninguém os lê.

O Diálogo (séc. XVII)
Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV extraído da peça de teatro Le Diable Rouge, de Antoine Rault:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável."
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Como surgiu Colbert esse "monstro" da política francesa? só duas ou três ideias:

Em 1651, Michel Le Telier, o apresenta ao Cardeal Mazarino que o contrata para gerir a sua vasta fortuna pessoal. Antes de morrer, em 1661, Mazarino recomendou Colbert ao rei Luís XIV de França, salientando as suas qualidades de dedicado trabalhador. Nesse mesmo ano o rei fez de Colbert ministro de Estado e, em 1664, atribui-lhe o cargo de superintendente das construções, artes e manufacturas e ainda o de intendente das Finanças.

Colbert desenvolveu todos os esforços para arruinar junto do rei a reputação de Nicolas Fouquet, o superintendente-geral das Finanças que tinha acumulado fortuna por meios fraudulentos; tendo este sido detido, a mando do rei, por D'Artagnan, Colbert tornou-se controlador geral das Finanças (1665). Viria ainda a desempenhar as funções de secretário de Estado na Marinha e na Casa Real (1669).

Em 1670, comprou o baronato de Sceaux no sul de Paris. Converte o domínio de Sceaux em um dos mais charmosos da França, graças a André Le Nôtre que desenhou os jardins e a Charles Le Brun que se encarregou de toda a decoração tanto dos edifícios como do parque.

Como ministro de Luís XIV, Colbert quis tornar a França a nação mais rica da Europa, e para isso implantou o mercantilismo industrial, incentivando a produção de manufacturas de luxo visando a exportação.
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Nosso comentário

Este interessante diálogo entre Manzarino e Colbert, foi-nos remetido via email por alguém dos nossos contactos que muito estimamos.
Muito interessante o diálogo.
Por isso mesmo decidimos colocá-lo no blogue para que os leitores possam lê-lo.
A sua actualidade é impressionante.
Então o último parágrafo, quando o grande cardeal Manzarino diz ao ainda inexperiente Colbert o que deveria fazer a nível de impostos, está demais!!!

Relembramos essas palavras do cardeal dirigidas a Colbert:
"Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável."

Pois, estão agora a ver os modernismos deste governo, FMI & friends?
Como está ali chapada a fórmula de ir tirar dinheiro à classe média, já viram?
(média alta, média e média baixa)
É nas ditas classes médias das sociedades que existe o medo de perder, a vontade de enriquecer. Eles sabem isso, logo, toca de sugar até mais não poder.
Aos ricos, não se tira, aos pobres já não se pode tirar mais.
Eles, governantes, já sabiam isso com muita clareza no séc. XVII.

Está a ver agora por que eles, governantes, como diriam os brasileiros, "estão mexendo no seu bolso"?
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...