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sábado, julho 16, 2016

Este mundo está louco!


Este mundo está louco.
Ainda me não tinha refeito do dia a dia de transmissões do Europeu de Futebol, e zás:
Televisões mudavam radicalmente de assunto.
Desta feita mais um ataque terrorista a Nice, cidade do sul de França.
Deixávamos os craques da bola, Ronaldo e companhia, para nos hipnotizarmos de novo com mais uma transmissão trágica: o atentado de Nice.
Trágico demais para ser verdade!
Os ciclistas que participam na Volta a França (Tour de France) lá continuam etapa a etapa prosseguindo os seus objetivos desportivos intentando assim lutar pelo ganha pão no dia a dia extenuante dos caminhos de França.
Nós, cidadãos comuns, onde quer que nos encontremos, cá vamos vendo e ouvindo o que nos impingem, também atentos ao desenrolar obrigatório das nossas vidas, em que nem sempre fica fácil pagar contas, sofrer pressões, enfrentar desafios, dificuldades, e assim por diante.
União Europeia daqui União Europeia dali, mauzões de sobra, uns a ganhar tostões, outros milhões, as redes sociais o escape necessário para tantos explodirem a sua zanga perante tanta violência, tanta prepotência, tanta desigualdade, tanta desinformação oficial.
No meio disto tudo lá vinha mais um paliativo, um entretenimento para ocupar o lugar do Europeu de futebol, os Jogos Olímpicos. Para amenizar os queixumes das redes sociais.
Jogos Olímpicos a disputar no Brasil, onde ao que parece um golpe de Estado ou coisa parecida acabou por tomar um poder que era legítimo e democraticamente eleito.
Ironia do destino, hoje, neste preciso momento em que rabisco estas palavras soltas, passa já das 2.00 horas da manhã (TMG) em Lisboa e, nem a propósito, mais um golpe de Estado na Turquia, este bem longe dos jogos olímpicos do Brasil.
Televisões a transmitir em direto.
Vim ao blog dizer qualquer coisa.
Mas há tanta coisa para dizer, que às vezes apetece calar pois não há já espaço mental capaz de acompanhar tamanho desnorte, tamanho "nonsense" quanto ao que se passa num mundo estranho em que a razão vai acabando, em que nos vamos tornando espetadores de cadeira, de sofá, a ver tanta coisa construída, conquistada, desmoronar-se.
Empregados, desempregados, aposentados de aviário, sem rei nem roque, todos cúmplices de um mundo desnorteado.
Caros leitores, vou fazer horas até à próxima etapa da Volta à França, tentarei dormir um pouco e entre a realidade e o pesadelo irei espreitando mais um pouco do golpe militar na Turquia.
Um mundo louco!!!
Fiquem bem,

António Esperança Pereira

domingo, julho 10, 2016

Dose para cavalo


Nosso comentário:

Joga-se amanhã na capital francesa, Paris, a final do Europeu de Futebol. Em presença estarão as duas seleções finalistas da competição:
Portugal e França.
Pelo historial de resultados havidos entre as duas nações nesta modalidade desportiva (futebol de 11) o fiel da balança pende praticamente só num sentido.
Em boa verdade se diga que se contam pelos dedos de uma das mãos os jogos que ganhámos e/ou empatámos com a França.
Já o contrário, para contar os desaires havidos com os gauleses, teríamos de usar os dedos das mãos e dos pés e não sei se chegariam...
Todavia os jogos de futebol têm-nos habituado a ser como que uma caixinha de surpresas, muito particularmente os jogos como este, de decisão obrigatória.
Daí que em minha opinião, nenhum dos contendores, dada a sua qualidade, pode "embandeirar em arco", nem "ser ave de mau agoiro" nem recear uma qualquer "dose para cavalo" quanto ao resultado.
Há equilíbrio de valores em confronto, pelo que serão os detalhes que farão pender o fiel da balança para um dos lados.
Junto abaixo, como curiosidade, o significado das três expressões populares da nossa querida língua portuguesa que citei e sublinhei atrás.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





Significado: Manifestação efusiva de alegria.
Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.





Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.
Origem: O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves.




Significado: Quantidade excessiva; demasiado.
Origem: Dose para cavalo, dose para elefante ou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.
Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.
Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.




sexta-feira, julho 01, 2016

BREXIT-3 BRUXELAS-1


Nosso comentário:


Nesta coisa de futebol, mormente no que concerne ao desempenho das seleções nacionais dos países, fazer prognósticos começa a ficar proibido.
Já me enganei com a Islândia, com a Espanha, com o País de Gales, isto para não especificar mais a minha ineficácia em vaticínios nos futebóis.
O título deste post foi sugerido exatamente pelo resultado hoje havido entre as seleções que se defrontaram, Bélgica e País de Gales de onde sairia o próximo adversário de Portugal nas meias-finais da competição.
Tal como no referendo político havido no Reino Unido (País de Gales incluído) em que me enganei no prognóstico do desfecho do mesmo, também hoje, em matéria de futebol e mais uma vez falhei rotundamente a minha aposta na superioridade da seleção da Bélgica.
Cardiff (País de Gales) ganhou.
Bruxelas (Bélgica) perdeu.
Sobre a vitória desse pequeno país que dá pelo nome de País de Gales, de pouco mais de 20.000 quilómetros quadrados e cerca de 3 milhões de habitantes, pouco há a dizer.
Direi apenas que, à semelhança da seleção da Islândia, os jogadores galeses conseguiram jogar como uma verdadeira equipa. Muito unidos, muito eficazes, com montes de garra.
Talvez estas caraterísticas comecem a faltar aos países maiores e também aos conjuntos que apostam num mero somatório de vedetas.
Aquela célebre frase pode aplicar-se aqui: "Todos não somos demais"
Pelo que, transpondo este exemplo dos futebóis para a política europeia, talvez que esta união, esta garra, este querer, esta eficácia mostrados pela Islândia e pelo País de Gales, se estejam a perder com um alargamento geográfico europeu precipitado (somatório de superfícies)
Alargamento da UE feito sem que primeiro se tenham em vista valores humanos básicos e indispensáveis que, quer a Islândia, quer o País de Gales tão bem aplicam nas suas seleções de futebol.
União Europeia Grande, sem união, garra, eficácia, etc. não vai lá. Muito menos irá a lado algum castigando quem a ela pertence. Castigando com sanções e, se calhar, com grossa e dolorosa palmatória como nos séculos andados...
Temos pena!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira







sexta-feira, junho 24, 2016

Empate em empate sem Pexit!


Nosso comentário:


Acabo de deixar a companhia da televisão onde espreitava as novidades do tão badalado BREXIT. Ou seja as novidades do referendo realizado hoje no Reino Unido sobre a sua permanência ou não permanência na União Europeia.
Curiosamente a primeira sondagem que vi publicada sobre os possíveis resultados da britânica votação dava um empate técnico para o evento.
Escusado será dizer que tal empate técnico sugerido pela sondagem me trouxe imediatamente à lembrança os empates sucessivos da seleção das quinas.
Empates da seleção portuguesa, diga-se, que foram suficientes para ganhar sem ganhar...
Fantástico! 
Nem mais nem menos, um lugarzinho na fase seguinte da competição, os oitavos de final.
Ora, se o mesmo suceder no Reino Unido na peleja entre o SIM e o NÃO, ou seja, se prevalecer, tal como na seleção portuguesa o empate preconizado pela sondagem, é provável que a coisa fique ainda mais encrencada do que já está.
E, com as inclinações dos britânicos empatadas, lá para as bandas da "Sweet Albion", ficará tudo na mesma.
Por um lado, um Reino Unido, nem sim nem não, por outro, uma União Europeia incerta a arcar com este NIM dos britânicos.
Seja como for a vida vai continuar com ou sem BREXIT, as seleções de futebol apuradas para os oitavos de final irão continuar a jogar entre si.
Felizmente, e ao contrário das indecisões dos súbditos de Sua Majestade a rainha Isabel II, neste último caso, o futebol,  sabe-se de antemão quem ganha, portanto não há para nós portugueses motivos para quaisquer receios ou preocupações:
Portugal, claro!
Quem o disse foi o selecionador F Santos e, há que dizê-lo, afirmou-o muito antes de sequer se acreditar que Portugal poderia estar onde está (16 +) dadas as pálidas exibições havidas com seleções bem modestas.
Esperemos pelo próximo sábado e pelo Portugal-Croácia.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



domingo, junho 19, 2016

Vamos ser campeões, F Santos disse!


Nosso comentário:


Bom assim por palavras minhas, esta afirmação "vamos ser campeões "em modo de promessa, é do selecionador nacional, Fernando Santos.
Ninguém mais do que eu desejaria uma tal façanha para o nosso país.
Todavia, tenho para mim que Fernando Santos se excedeu nas palavras que proferiu, atendendo a que a prestação da equipa das quinas nos últimos jogos não corresponde a confiança tão exacerbada.
Dito isto, que é o mesmo que dizer "não diz a cara com a careta", só espero que a fé manifestada por Fernando Santos se sobreponha à realidade que nos tem sido dado presenciar.
Se assim for, até passo a acreditar em visões e premonições, mesmo em milagres, especialmente se a nossa seleção se sagrar campeã continuando a jogar ao mesmo nível que tem jogado.
Pessoalmente gosto mais do discurso "passo a passo".
Ou seja, fazer de cada etapa o principal objetivo.
É o "grão a grão enche a galinha o papo", ditado que tanto se usa entre nós.
Aplicado ao europeu de futebol, e já que se trata de enfrentar vários adversários pelo caminho, um a um, melhor estratégia seria impossível.
Fazer de cada próximo jogo, cada próximo adversário, o principal jogo, o principal adversário.
Etapa a etapa, atingindo a meta com concentração, competência, responsabilidade.
Ora bem, é isso que tem faltado.
A seleção portuguesa tem dado uma pálida imagem do seu valor. Talvez porque é menos equipa que as outras. Talvez porque o individualismo dos seus principais talentos perca face a equipas mais fracas mas muito humildes e unidas.
Oxalá o jogo com a Hungria corra bem.
E para correr bem só há um caminho: humildade, sentido de equipa, noção de que o jogo com a Hungria é mesmo o jogo mais importante.
A próxima etapa a vencer!
Sem esta convicção forte, etapa a etapa, humildade, respeito por cada adversário, competência, não há "seleção de talentos" que resista.
Mais: até o mais apaniguado fã dos craques vira cético e fica mesmo baralhado por ver o que não queria ver, e ter que desacreditar naquilo que acredita.
Fiquem bem,

António Esperança Pereira





sábado, junho 18, 2016

Deixem falar quem fala...joguem!


Há coisas na nossa seleção que estão longe de estar afinadas.
De qualquer maneira, tem que se dizer que se trata de um conjunto de craques, os jogadores, supostamente capazes de fazer estragos em qualquer adversário.
Interrogamo-nos muitas vezes sobre o porquê de os nossos rapazes não conseguirem fazer aquelas exibições que vemos fazer a um Benfica, um Sporting, um Porto, ou mesmo a um Braga em noites europeias inspiradas.
Ora bem, não se põe em causa o critério da escolha dos craques.
Só podem jogar 11 de cada vez, de forma que quem manda, sabe com certeza o que faz ao optar por estes e não por outros.
Daí que os jogadores que jogarem têm que ter o apoio dos portugueses, mesmo daqueles que gostam menos de futebol.
Não esquecer que estamos todos no mesmo barco. E estes craques são grandes embaixadores do nosso país.
Daí que, dada a projeção mediática que o futebol tem em todo o mundo, só se pode pedir a cada um de nós que torça pelos seus já que os outros países fazem o mesmo.
Ou não fazem?
E aí é que está.
Escolhendo o selecionador, na sua douta sapiência, o melhor conjunto de craques para enfrentar cada adversário, e sendo eles os tais embaixadores de Portugal, temos que aceitar a equipa escolhida sem mais aquelas.
O que podemos, cada um de nós, é pedir-lhes, exigir-lhes que jogam exatamente como uma equipa, a equipa das quinas.
Mais, que empolguem os portugueses tanto como o Benfica empolga os benfiquistas, o Sporting, os sportinguistas, o Porto, os portistas, o Braga, os bracarenses, e assim por diante.
Se tal acontecer, uma simbiose perfeita entre jogo jogado e público entusiasta, não só nos arriscamos a ganhar títulos numa modalidade que tratamos por tu, como sairá inegavelmente reforçada a projeção do nosso país além fronteiras.
Quanto às más línguas que querem destabilizar, por isto ou por aquilo, deixem falar quem fala, toca mas é a jogar e a deslumbrar.
É já amanhã, Sábado, que Portugal tem mais uma oportunidade de mostrar ao mundo o enorme talento futebolístico que tem.
É em Paris, pelas 20 horas TMG, ante a Áustria.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


terça-feira, junho 14, 2016

Islandeses fazem a festa!


Nosso comentário:

Como bom português que me prezo ser e, dada a mobilização que o país parece emprestar à seleção de futebol neste "Europeu da modalidade", não hesitei colocar-me hoje a tempo e horas frente ao televisor para presenciar com olhos de ver as maravilhas dos nossos craques.
Tive azar.
Frente a uma modesta seleção vinda da Islândia (país que atingirá com dificuldade os 500.000 habitantes) pensei que era canja.
E não foi.
A seleção da Islândia apresentou-se humildemente com 11 bravos guerreiros, conseguindo apresentar em campo argumentos suficientes para arrancar um empate à seleção lusa.
Já ouvi dizer que podia ter sido pior.
Isso eu também acho.
Por exemplo o que se passou com o Brasil, que foi eliminado da Copa América ontem mesmo com um golo do adversário metido com a mão.
Pior seria impossível!
Mas os islandeses, que defrontaram o poderoso Portugal, meteram o golo com o pé e muito bem metido! Sem espinhas.
E esta hein?

PS. Bom, para aliviar o embaraço deste empate futebolístico com sabor amargo, deixo duas histórias que aqui tenho na caixa de e-mail, que além de pedagógicas são muito engraçadas.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



MUITA CALMA

Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, dê-me algo para a diarreia! Urgente!
O dono da farmácia, que era novo no negócio, fica muito nervoso e dá-lhe um remédio errado: um remédio para nervos. O senhor, com muita pressa, pega no remédio e vai embora.
Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarreia e o farmacêutico diz-lhe:
- As minhas desculpas, senhor. Creio que por engano lhe dei um medicamento para os nervos, em vez de um para a diarreia. Como é que se sente?
O senhor responde:
- Borrado... mas tou tranquilo.
 
Moral da História:
"POR MAIS DESESPERADA QUE SEJA A SITUAÇÃO, SE ESTIVER CALMO, AS COISAS SERÃO VISTAS DE OUTRA MANEIRA". 


PROBLEMA É SÉRIO 

O sujeito vai ao psiquiatra
- Doutor - diz ele - estou com um problema: - De cada vez que estou na cama, acho que está alguém debaixo dela. Vou para baixo da cama ver e parece-me que há alguém em cima dela. P'ra baixo, p'ra cima, p'ra baixo, p'ra cima. Estou a ficar maluco!
- Muito bem. Eu trato de si durante dois anos, diz o psiquiatra. Venha cá três vezes por semana, e eu resolvo-lhe o problema.
- E quanto me vai custar isso? - pergunta o paciente.
- 75 € por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses, encontram-se na rua.
- Então, como tem passado, por que é que nunca mais apareceu? - Pergunta o psiquiatra.
- A 75€ a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia-me ficar caro demais. Um indivíduo que conheci no café curou-me por 10€.
- Ah sim? E como? - Pergunta o psiquiatra.
O sujeito responde:
- Por 10€ ele cortou os pés da cama...

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...