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terça-feira, junho 14, 2016

Islandeses fazem a festa!


Nosso comentário:

Como bom português que me prezo ser e, dada a mobilização que o país parece emprestar à seleção de futebol neste "Europeu da modalidade", não hesitei colocar-me hoje a tempo e horas frente ao televisor para presenciar com olhos de ver as maravilhas dos nossos craques.
Tive azar.
Frente a uma modesta seleção vinda da Islândia (país que atingirá com dificuldade os 500.000 habitantes) pensei que era canja.
E não foi.
A seleção da Islândia apresentou-se humildemente com 11 bravos guerreiros, conseguindo apresentar em campo argumentos suficientes para arrancar um empate à seleção lusa.
Já ouvi dizer que podia ter sido pior.
Isso eu também acho.
Por exemplo o que se passou com o Brasil, que foi eliminado da Copa América ontem mesmo com um golo do adversário metido com a mão.
Pior seria impossível!
Mas os islandeses, que defrontaram o poderoso Portugal, meteram o golo com o pé e muito bem metido! Sem espinhas.
E esta hein?

PS. Bom, para aliviar o embaraço deste empate futebolístico com sabor amargo, deixo duas histórias que aqui tenho na caixa de e-mail, que além de pedagógicas são muito engraçadas.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



MUITA CALMA

Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, dê-me algo para a diarreia! Urgente!
O dono da farmácia, que era novo no negócio, fica muito nervoso e dá-lhe um remédio errado: um remédio para nervos. O senhor, com muita pressa, pega no remédio e vai embora.
Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarreia e o farmacêutico diz-lhe:
- As minhas desculpas, senhor. Creio que por engano lhe dei um medicamento para os nervos, em vez de um para a diarreia. Como é que se sente?
O senhor responde:
- Borrado... mas tou tranquilo.
 
Moral da História:
"POR MAIS DESESPERADA QUE SEJA A SITUAÇÃO, SE ESTIVER CALMO, AS COISAS SERÃO VISTAS DE OUTRA MANEIRA". 


PROBLEMA É SÉRIO 

O sujeito vai ao psiquiatra
- Doutor - diz ele - estou com um problema: - De cada vez que estou na cama, acho que está alguém debaixo dela. Vou para baixo da cama ver e parece-me que há alguém em cima dela. P'ra baixo, p'ra cima, p'ra baixo, p'ra cima. Estou a ficar maluco!
- Muito bem. Eu trato de si durante dois anos, diz o psiquiatra. Venha cá três vezes por semana, e eu resolvo-lhe o problema.
- E quanto me vai custar isso? - pergunta o paciente.
- 75 € por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses, encontram-se na rua.
- Então, como tem passado, por que é que nunca mais apareceu? - Pergunta o psiquiatra.
- A 75€ a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia-me ficar caro demais. Um indivíduo que conheci no café curou-me por 10€.
- Ah sim? E como? - Pergunta o psiquiatra.
O sujeito responde:
- Por 10€ ele cortou os pés da cama...

segunda-feira, junho 25, 2012

Moral da história: e o burro sou eu?

Nota do autor do blog/site:

Áí está uma "fábula" cheia de piada, nada cansativa de ler pelo tamanho e de conclusão bem simples. Em bom português do Brasil, assim a recebemos e a divulgamos. Aplica-se a muito bom executivo da mais "alta estirpe" da nossa praça. Não faltam atualmente em Portugal homens com suposta responsabilidade com decisões importantes entre mãos e que fiquem embaraçados como o executivo da "fábula".

Mas o melhor é lerem, espero que gostem. O nosso bem haja a quem nos enviou o texto.
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Assunto: =-========= Fábula do executivo. ===========

Esta é a fábula de um alto executivo que, estressado, foi ao psiquiatra.
Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:

- O Sr. precisa se afastar por duas semanas da sua atividade profissional.
O conveniente é que vá para o interior, se isole do dia-a-dia e busque
algumas atividades que o relaxem.
Então o nosso executivo procurou seguir as orientações...
Munido de vários livros, CDs e laptop, mas sem o celular, partiu para a
fazenda de um amigo.
Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois
livros e ouvido quase todos os CDs.
Continuava inquieto. Pensou então que alguma atividade física seria um
bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava.

Chamou o administrador da fazenda e pediu para fazer algo.
O administrador ficou pensativo e viu uma montanha de esterco que havia
acabado de chegar.
Disse ao nosso executivo:


- O Sr. pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será
preparada para o cultivo. O administrador pensou consigo:

"Ele deverá gastar uma semana com essa tarefa"..
Ledo engano.
No dia seguinte o nosso executivo já tinha distribuído o esterco por toda a área.

 
O administrador então lhe deu a seguinte tarefa, abater 500 galinhas com uma faca.
Essa foi fácil em menos de 3 horas já estavam todas prontas para serem depenadas.

Pediu logo uma nova tarefa. O administrador então lhe disse:

- Estamos iniciando a colheita de laranjas. O Sr. vá ao laranjal levando
três cestos para distribuir as laranjas por tamanho.
Pequenas, médias e grandes. No fim daquele primeiro dia o nosso
executivo não retornou.
Preocupado, o administrador se dirigiu ao laranjal.
Viu o nosso executivo com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios,
falando sozinho:

- Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena???
- Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média???
- Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande???



Moral da história:

Espalhar merda... e cortar cabeças é fácil. O difícil é tomar decisões.

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Fiquem bem,


 António Esperança Pereira





 http://www.bubok.pt/libros/3080/60-Poemas-por-ordem-alfabetica

http://www.bubok.pt/afiliados/tienda/93

quarta-feira, junho 20, 2012

Portugal, o país com mais doenças mentais...

Na Foto: O médico psiquiatra dr. Pedro Afonso, de quem publicamos um artigo atual e contundente dentro do que lhe é dado observar e constatar na sociedade portuguesa de hoje.


Nota do autor do blog/site:

Hoje deixo-vos com este depoimento de um médico psiquiatra que aconselho vivamente a ler. Dá para refletir, especialmente numa altura em que se tem como quase certo um resgate a Espanha e quiçá a Itália. A pergunta que se impõe é esta: se algo de muito grave acontecer a Espanha, país nosso vizinho e com quem temos a nossa mais abundante relação económica...
será que esta "coisa da troika" leva a algum lado? é que Portugal está de rastos, embora algumas vozes se esforcem por fazer crer o contrário...
Bom leiam o artigo do Médico psiquiatra Pedro Afonso, que me enviaram e que foi publicado no jornal diário Público:
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Artigo de Pedro Afonso - Médico psiquiatra
Pro Afonso, médico psiquiatra no Hospital Júlio de Matos
Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição a pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público...
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra
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Fiquem bem,

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...