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sábado, julho 30, 2022

Nove distritos com mais de 40 graus (ou perto) no domingo. Saiba quais

 

Calor aperta este fim de semana e amanhã há quatro distritos a atingir ou superar os 40 graus e outros cinco que andarão muito perto.


Tal como já tínhamos noticiado, o calor volta a apertar este fim de semana, tendo inclusive colocado Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco sob aviso laranja até às 18h00 de segunda-feira.

Em causa está a persistência de valores muito elevados de temperatura máxima, segundo o IPMA.

Amanhã, domingo, há quatro distritos em que o calor vai mesmo ser abrasador. Em Beja e Santarém os termómetros vão chegar aos 40 graus de máxima e, em Castelo Branco e Évora, atingem mesmo os 41 graus. 

Estes são os quatro distritos mais quentes naquele que é o último dia do mês de julho. Mas, há outros cinco que andarão muito perto dos 40 graus, ao terem como previsão os 38 e 39 graus de máximas. 

Lisboa, Bragança e Vila Real vão registar 38 graus e Braga e Portalegre deverão chegar aos 39 graus. 

Devido ao tempo quente, mais de 100 concelhos, localizados sobretudo no interior Norte e Centro, mas também no Alentejo e no Algarve, apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Note-se ainda que estes períodos de tempo muito quente serão cada vez mais frequentes no futuro, tal como explicou Ricardo Deus, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, em exclusivo ao Notícias ao Minuto

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok


segunda-feira, junho 06, 2011

Tauromaquia - Cem mil a favor


A notícia

Tauromaquia - petição supera objectivo e motiva corrida
Cem mil a favor

A petição ‘Em Defesa da Festa Brava’ acaba de superar as cem mil assinaturas e o sucesso da iniciativa será comemorado com a realização de uma corrida de touros no próximo dia 25, na Praça de Santarém.

Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém e autor da petição, explica ao Correio da Manhã que o objectivo é salientar "valores essenciais" da cultura portuguesa. "Embora falemos pouco e gritemos menos, somos muitos. Somos um povo que não perde os valores ligados aos direitos dos animais, da terra e do Homem. Somos contra a intolerância", refere.

A petição, que não será apresentada na Assembleia da República, foi lançada no Verão passado e as assinaturas foram recolhidas de várias formas. Só na internet, mais de 17 mil pessoas subscreveram o documento. Moita Flores sublinha que todos os signatários defendem os valores "da tolerância e da liberdade" contra os que exigem o fim das touradas em Portugal.

O autarca defende que a maioria dos portugueses é a favor da festa brava e lembra um estudo da Eurosondagem, revelado em Abril, no qual apenas 11 por cento dos inquiridos se assumem "contra a realização de actividades com touros".

Para Moita Flores, as actividades taurinas assumem um papel "estruturante" da economia das regiões do Ribatejo, Alto Alentejo e Baixo Alentejo. "Se a Assembleia da República, num acto de loucura, proibisse as touradas, eram destruídos milhares de postos de trabalhos", reforça, sublinhando que a actividade pecuária "marca toda a região do Vale do Tejo".

Numa altura de crise económica, Moita Flores defende o regresso à agricultura e à pecuária, como forma de a ultrapassar. "Temos de investir nestas áreas. Se não produzimos, não conseguimos pagar a dívida. Temos de voltar à terra", sublinha o autarca de Santarém.
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Nosso comentário

Em outros tempos em que a barbárie imperava e os humanos eram analfabetos, escravos (ou quase) pois dependiam de uma maneira geral do seu amo ou senhor, ainda se tolerava que espectáculos destes existissem.
Refiro-me claro está às touradas.
Eram tempos de obscurantismo, o conhecimento pertencia só a alguns, entretinha-se o povo como os governantes queriam que se entretivesse.

Hoje o saber democratizou-se, cada vez mais pessoas estão conscientes do que é reprovável, de como é inconcebível a aceitação de coisas destas, por seres humanos minimamente equilibrados e evoluídos.
Mesmo que se use a tal tradição como escudo para justificar a continuação de tão sangrento e degradante espectáculo, a contestação às touradas não pára de crescer.
Espero que os senhores que fazem a apologia de tais tradições sangrentas, não voltem a mandar escravos para as ARENAS deitando-os às feras para seu gáudio.

Devo dizer que cresci numa zona do país, próxima da raia de Espanha, Almeida, onde aconteciam de quando em vez esses espectáculos.
Vi algumas touradas, à época vendiam-nos com facilidade os heróis toureiros, gozavam de grande fama no antigo regime, eu próprio em menino fui admirador de um ou outro valentão.
Foi o Amadeu dos Anjos, um rapazito humilde nascido a meia dúzia de quilómetros do sítio onde eu nasci, depois novilheiro e toureiro de nomeada, quem prolongou até ao fim da adolescência a minha afeição ao fenómeno "tourada".
Era um valentão da minha terra "c'os diabos!"

Pelos meus 20 anos, vi uma última tourada no Campo Pequeno, em Lisboa.
Curiosamente tinha sido detido pela PIDE (polícia política de Salazar) na mesma altura.
Apercebi-me então, e em consciência, da crueza da Festa Brava.
A brutalidade, a violência, o sangue jorrando do touro, o espectáculo degradante, o machismo primário, o marialvismo, afastaram-me definitivamente das faenas impingidas pelo antigo regime.
Jurei nunca mais por os pés numa tourada.
Não havia já Amadeu dos Anjos que me segurasse ou me convencesse a ficar a ver aquilo.
Assim foi até hoje.
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...