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sexta-feira, junho 16, 2023

Para Orbán, "há um homem no Ocidente" capaz de "acabar" com a guerra

Viktor Orbán, Foto tirada ao acaso da Internet

Numa entrevista à estação de rádio nacional da Hungria, Orbán mostrou confiança numa pessoa para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defendeu, esta sexta-feira que "há um homem no Ocidente" que pode "acabar" com a guerra na Ucrânia: Donald Trump. Para Orbán, se Trump vencer as eleições presidenciais norte-americanas de 2024, conseguirá alcançar uma solução para o conflito.

"Há um homem no Ocidente que seria capaz de acabar com esta guerra e fazer a paz. Esse homem é Donald Trump", disse Orbán, em declarações à rádio Kossuth, segundo cita a agência estatal russa TASS.

"A Hungria estaria interessada em ver um defensor da paz no comando dos Estados Unidos", acrescentou ainda.

Na opinião do primeiro-ministro húngaro, se Trump tivesse continuado na presidência dos Estados Unidos a guerra na Ucrânia teria sido evitada.

Declarando o seu apoio a Trump nas presidenciais de 2024, Orbán defendeu que, além da Ucrânia e a Rússia, também os Estados Unidos devem participar nas negociações de paz.

Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro do ano passado. O presidente russo, Vladimir Putin, justifica o conflito com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. Os Estados Unidos têm sido o principal financiador militar e financeiro de Kyiv.

Fiquem bem

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Textos dispersos do EU II | António Esperança Pereira - Bubok

quinta-feira, dezembro 22, 2022

Primeiro-ministro da Croácia acusa o Presidente do país de ser aliado de Putin

 


Primeiro-ministro da Croácia acusa o Presidente do país de ser aliado de Putin© Johanna Geron


O primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic, acusou hoje o Presidente do país báltico, Zoran Milanovic, de ser aliado de Vladimir Putin, e criticou a falta de apoio maioritário do Parlamento para aprovar treino militar aos ucranianos.

O social-democrata Zoran Milanovic, que é o comandante supremo das Forças Armadas croatas, rejeitou a participação do seu país na missão da União Europeia (UE) para treinar soldados ucranianos.

"A Ucrânia não é um aliado. Eles tentam criar isso à força. Esta é a União Europeia de hoje. Uma ninharia, zero", realçou na terça-feira o Presidente croata, cujo país faz parte da UE desde 2013 e da NATO desde 2009.

Além disso, qualificou de "mentiroso" o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, por alegadamente "inventar razões" para não permitir que soldados croatas fizessem parte da missão da UE na vizinha Bósnia-Herzegovina.

Já o conservador Andrej Plenkovic, realçou que se o chefe de Estado é contra a assistência militar à Ucrânia, então "está claro que está do lado [do Presidente da Rússia, Vladimir] Putin".

Plenkovic acusou ainda o Presidente de causar enormes danos ao país com o seu comportamento "irresponsável e pouco confiável".

O primeiro-ministro croata critiou ainda o Parlamento por não ter apoiado com a maioria necessária uma missão de treino do Exército croata para soldados ucranianos.

"Isto é uma vergonha. Impediram a Croácia de fazer parte do Ocidente, de estar com os nossos aliados e de ser solidária com a Ucrânia", destacou o chefe de governo em entrevista à rádio pública.

"Esta é uma decisão anormal, que não é de forma alguma do nosso interesse nacional", acrescentou Plenkovic.

Parlamento croata apoiou na passada sexta-feira a missão de treino croata para os militares ucranianos com 97 votos, mas não obteve a necessária maioria de dois terços (101 votos) para aprovar a iniciativa apresentada pelo governo.

O plano do governo previa o envio de 80 oficiais do Exército croata para participar da missão de assistência militar da UE à Ucrânia (EUMAM Ucrânia).

Além disso, o Exército croata tinha previsto treinar uma centena de ucranianos em território croata em setores não bélicos, como saúde, resgate e engenharia.

Fiquem bem

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Net...Net...Tempo Incerto | António Esperança Pereira - Bubok

segunda-feira, maio 30, 2022

Putin pronto a facilitar exportação de cereais com a ajuda da Turquia

 © Reuters

Em causa está a exportação de cereais a partir dos portos ucranianos, que têm estado bloqueados.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu, numa conversa com o seu homólogo turco, Tayyip Erdogan, que está pronto para facilitar, "sem impedimentos" e em coordenação com a Turquia, a exportação de mercadorias no mar Negro, nomeadamente os cereais nos portos ucranianos.

Segundo revelou o Kremlin, Putin reiterou que a Rússia também pode exportar volumes significativos de fertilizantes e alimentos caso sejam suspensas as sanções contra Moscovo. 

"Durante a discussão da situação na Ucrânia, a ênfase foi colocada em garantir a navegação segura nos mares Negro e Azov e eliminar a ameaça de minas nas suas águas", disse o Kremlin, citado pela Sky News, num balanço sobre a conversa com Erdogan.

"Vladimir Putin observou a prontidão do lado russo para facilitar o trânsito marítimo de mercadorias sem impedimentos em coordenação com os parceiros turcos. Isto também se aplica à exportação de grãos dos portos ucranianos", acrescentou.

Recorde-se que os portos ucranianos têm estado bloqueados pela Rússia, que tem impedido a exportação de produtos da Ucrânia por via marítima. A Turquia tem estado em negociações com os dois países, nomeadamente para abrir um corredor através do estreito Bósforo para as exportações de cereais, tal como tinha revelado um alto funcionário turco na semana passada.

Já no sábado, a Rússia tinha dito que estava "pronta" para ajudar a encontrar opções para uma exportação "sem entraves" de cereais da Ucrânia, após uma conversa telefónica entre Putin, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz. Contudo, alertou para os riscos de uma maior "desestabilização" da situação se continuarem as entregas de armas ocidentais em Kyiv. 

Os dois países, Ucrânia e Rússia, produzem um terço do trigo pruduzido a nível mundial.

Fiquem bem,

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domingo, março 13, 2022

A próxima ronda de negociações entre a Rússia e a Ucrânia...



A próxima ronda de negociações entre a Rússia e a Ucrânia terá lugar quando forem definidos os "formatos legais" que sejam aceites por ambas as partes, disse hoje Mikhail Podolyak, conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. "Assim que forem estabelecidos os formatos legais mutuamente aceitáveis, será agendada uma reunião", a qual "será a quarta ronda de negociações", explicou o político numa entrevista ao diário russo Kommersant, citada pela agência de notícias Sputnik. A reunião "pode acontecer amanhã, depois de amanhã". (...) Discutimos todos os problemas, agora estamos a tentar organizar estas questões num qualquer formato legal", insistiu o conselheiro. Segundo o diário russo, o conselheiro de Zelensky disse que ambos os países estão a discutir um grande número de propostas, incluindo sobre um possível "acordo político e militar". Em particular, as partes estão a negociar as condições para um cessar-fogo e a retirada das tropas russas da Ucrânia, indicou Podolyak, salientando que o conteúdo dos documentos finais também está a ser discutido em grupos de trabalho adicionais. A Rússia e a Ucrânia já realizaram três rondas de negociação com delegações de ambos os países na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia, desde o início da guerra, em 24 de fevereiro. Na sequência destes contactos, os ministros dos Negócios Estrangeiros ucraniano e russo reuniram-se pela primeira vez, sob mediação da Turquia e no território deste país, na semana passada. Em comunicado, no sábado, o Kremlin revelou que houve "uma série de conversações entre representantes russos e ucranianos, nos últimos dias, através de vídeo". Tanto o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, como o conselheiro presidencial ucraniano Mikhail Podolyak confirmaram a existência destes contactos. "As negociações com a delegação russa, agora, realizam-se ininterruptamente em formato vídeo. Foram criados subgrupos especiais de trabalho", escreveu Podolyak, no sábado, no seu canal na plataforma Telegram.

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terça-feira, fevereiro 22, 2022

Parlamento aprova pedido de Putin para destacar tropas para o estrangeiro



 © iStock Governo russo disse na câmara alta do parlamento que não tinha mais opções além do uso da força.

O presidente Vladimir Putin pediu esta terça-feira à câmara alta do parlamento russo, o Conselho da Federação, permissão para usar a força do exército russo fora do território nacional. A notícia surge menos de 24 horas depois de Putin ter autorizado a mobilização de tropas nas repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk.

Segundo noticia a Associated Press, o pedido foi feito esta tarde e refere o The Guardian que já foi aprovado.

Durante o pedido do governo liderado por Putin, transmitido no site do parlamento, um dos secretários de Estado da Defesa disse que o executivo ficara sem opções diplomáticas.

Segundo o The Guardian, a autorização entra imediatamente em vigor e o governo pode começar a mobilizar tropas.

À Sky News, um dos deputados, Konstantin Kosachyov, garantiu que a medida não é um prelúdio para a guerra e invasão na Ucrânia, mas apenas uma mobilização para "evitar a grande guerra que os EUA e a Ucrânia parecem querer".

Na segunda-feira, Vladimir Putin reconheceu oficialmente a independência das repúblicas separatistas de Luhansk e Donetsk, a leste da Ucrânia, e declarou que a ideia da existência da Ucrânia foi criada pela Rússia durante a União Soviética.

A iniciativa foi vista como provocatória pelos aliados no Ocidente, da Europa aos Estados Unidos, e a mobilização de tropas russas para a "manutenção da paz" nos dois territórios separatistas teve como reação a imposição de sanções - nomeadamente na Alemanha, que interrompeu a certificação do gasoduto Nord Stream 2.

Fiquem bem,

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quarta-feira, março 16, 2016

Dos EUA à China, do Brasil à Rússia...


Nosso comentário:

Havia algum tempo já que não apresentava publicamente os números de visualizações do blog. Igualmente a distribuição geográfica dos leitores.
Aproveito hoje para fazê-lo mais uma vez, embora referindo apenas números concernentes aos dez países que mais visitam os meus escritos, o chamado Top 10.
É visível a supremacia de número de leitores de alguns países, três dos quais se destacam quase sempre, mês após mês: Estados Unidos da América, Portugal e Brasil.
Ainda nos 10 primeiros, mas já distantes daqueles três, vêm alguns países da União Europeia (Alemanha, França, Reino Unido e Espanha) e ainda a Ucrânia, a Rússia e China.
Para estes países os meus agradecimentos muito cordiais pela atenção que dão ao blog.
Fico-lhes muito grato acreditem.
Para os outros, alguns deles de língua oficial portuguesa, lamento não aparecerem mais por aqui, designadamente Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Vão aparecendo sem dúvida, particularmente de Angola, mas os visitantes não chegam para arribar ao Top 10.
Seja como for, para todos os que aparecem, independentemente do número global de visitantes do seu país, um muito obrigado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Visualizações de páginas por país/último mês do blog

Gráfico dos países mais populares entre os visitantes do blogue

Entrada

Visualizações de páginas

Estados Unidos

3706
Portugal
862
Brasil
668
Rússia
269
Coreia do Sul
90
Ucrânia
72
República Tcheca
66
Alemanha
57
China
30
Espanha
28


Visualizações de páginas por país/desde início do blog

Gráfico dos países mais populares entre os visitantes do blogue

Entrada

Visualizações de páginas

Estados Unidos

249469
Portugal
202820
Brasil
92591
Ucrânia
5305
Alemanha
4849
Rússia
3650
França
3295
Reino Unido
3157
Espanha
2714
China
2690

segunda-feira, junho 09, 2014

EUA, Portugal, Brasil e os Outros...


Nosso comentário:

Havia muito tempo que não fazia um balanço e apresentação pública sobre o que se vai passando com meu blogue: visitas, países, mensagens mais lidas, etc.
Faço hoje uma pequena amostragem de como estão as coisas. A leitura dos dados apresentados é fácil, pelo que me escuso a grandes considerações.
Evidentemente que é uma leitura de um mês (ao acaso) "o último", que não traduz nem espelha uma leitura mais geral. 
Os dados mudam de mês para mês, quer no tocante a países visitantes, quer nos números de visitas, quer nas mensagens preferidas.
Todavia o top 3 de países visitantes mantém-se quase sempre inalterável: Estados Unidos, Portugal, Brasil sendo todos os outros países menos presentes em número de visitantes.
Numa amostragem mais alargada no tempo, é certo que todos os dados mudam já que o interesse que as mensagens despertam é diverso consoante os assuntos que, quase diariamente vão sendo abordados. 
Dito isto, oxalá os dados apresentados sejam do vosso agrado, agradeço a todos (top 10 ou não top 10) a preferência que dão ao blogue.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Gráfico de visitas do blogue durante cerca de um mês:


Mais »


As mensagens mais lidas durante o último mês:

Mensagens


Distribuição dos visitantes ao blogue por países:


Estados Unidos
7493
Portugal
932
Brasil
599
Espanha
113
Alemanha
50
Reino Unido
33
Ucrânia
28
França
19
Itália
17
Polónia
12

terça-feira, março 04, 2014

Ucrânia, Estónia, e...Portugal?


Nosso comentário:

Eis que chegam de Leste dois exemplos bem fresquinhos de prática política, com os quais os portugueses podem aprender algo.
Um, o mais mediático, tem que ver com a pressão popular nas ruas exercida pelos ucranianos, que, por meios violentos, fizeram tombar um governo eleito democraticamente.
Não vou debruçar-me sobre as valências de governo e oposições, porque ambas as partes têm muita farpa a apontar... nem sei mesmo qual das partes terá mais nódoas a apontar no seu comportamento.
Todavia, como nos ensinam aqui, um governo legitimado em eleições não pode ser derrubado pelo assalto ao poder assim de qualquer maneira...
As imagens repetidamente fracassadas junto à nossa Assembleia da República tentando fazê-lo, prontamente reprimidas, são disso bom exemplo.
Por isso me espanta ver o ocidente democrático, achar normal que se derrube pela força um governo eleito em eleições como o ucraniano, mesmo considerando as eventuais maldades do líder.
Estranho... 
São as novas revoluções, amigas umas, inimigas, outras, dependendo pura e simplesmente dos interesses em confronto na luta pelo poder e na divisão do bolo em disputa.
Os portugueses são um povo cordato e calmo, apesar de ter gente no poder que tem feito trinta por uma linha, de nos fazer comer o pão que o diabo amassou, sempre se manifestou pacificamente nas ruas, sem molestar tão pérfida gente que governa.
Fica agora um exemplo aplaudido pelos de cá, "os nossos", os do "ocidente" que poderá servir de modelo a situações atuais e futuras de governos odiados pelos seus povos. 
Esse exemplo, tão na ordem do dia, chama-se: 
UCRÂNIA
Também o Primeiro-ministro da Estónia, de que apresentamos foto e notícia abaixo, em queda de popularidade, resolveu demitir-se das suas altas funções.
Sem conhecermos em pormenor as causas reais da sua demissão, merece o nosso aplauso.
Outro bom exemplo para os que se agarram ao poder, mesmo exercendo esse poder permanentemente debaixo de apupos e contra a vontade cerrada dos seus povos. 

PS. Faço votos para que a Ucrânia, esse grande país europeu, se recomponha da presente crise sem "ajudas hipócritas" e, claro, sem guerras fratricidas sempre dispensáveis.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



Primeiro-ministro da Estónia demitiu-se do cargo


O primeiro-ministro da Estónia, Andrus Ansip, demitiu-se hoje do cargo, tal como tinha anunciado no passado dia 23 de fevereiro.
Ansip, de 57 anos, que exercia há nove as funções de chefe do governo, apresentou a demissão ao presidente Toomas Hendrik “por sua vontade”, informou o serviço de imprensa do Conselho de Ministros.
O chefe do executivo anunciou em várias ocasiões que não se apresentaria como candidato às eleições legislativas previstas para março de 2015.
Embora Ansip tenha assegurado que não responde a quaisquer pressões, analistas consideram que a demissão poderá ser motivada por uma baixa de popularidade da sua coligação.

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Ucrânia, batalha entre Rússia e Ocidente?


Nosso comentário:

Para compreender melhor a situação da Ucrânia de uma forma que considero acessível a qualquer leigo na matéria, aconselho vivamente este artigo de que, por motivos óbvios, publico apenas parte, mas que pode ser lido na íntegra no seguinte link:
http://www.esquerda.net/artigo/6-notas-para-compreender-o-que-acontece-na-ucr%C3%A2nia/31448
Basta copiar e colar o link no motor de busca.
Sendo um texto escrito por Alberto Sicília, com factos vividos "in loco", contactos, entrevistas,  parece-me o mesmo desprovido de qualquer facciosismo, daí aconselhar a sua leitura.
Apenas acrescento uma nota pessoal que é a seguinte:
Perante os fenómenos violentos, muitos dos quais traduzidos em guerras fratricidas, que têm vindo a acontecer em diversos países nos últimos anos, e que são do conhecimento de todos, parece-me sinceramente em queda aquele período de paz que se seguiu à II Guerra Mundial.
A expectativa de que haveria uma paz e uma prosperidade duradoiras, com pezinhos para andar, um pouco com soluções para todos, volta a estar posta em causa.
Parece mais caminhar-se para uma propaganda em que não há soluções para ninguém...
Muito grave!
A luta hegemónica entre potências volta a sobrepor-se ao que pareciam ser ideais de paz, concórdia, progresso, uma nova ordem mundial saída dos escombros da II Guerra Mundial.
Parecia haver homens interessados em minorar quezílias entre povos, focos de tensão a nível mundial, diminuição das desigualdades gritantes, geradoras de violência.
Infelizmente, a realidade actual, na qual tem que incluir-se a Ucrânia, tema de hoje do blogue, é reveladora do que acabamos de dizer.
Um pouco por todo o mundo acentuam-se desigualdades, lutas pelo poder, nacionalismos perigosos, grupos armados, políticos corruptos. Em suma, vem aumentando gradualmente a violência, vê-se diminuída a confiança nos governantes.  
Só pode dar bota.
No tocante à Europa, que a Ucrânia não sirva como barril de pólvora para um confronto alargado que a ninguém serviria, muito menos aos ucranianos e seus martirizados vizinhos.


Fiquem bem, um bom fim de semana

António Esperança Pereira



3 dias e 86 mortos depois, cada lado voltou às suas posições iniciais. A tragédia e o absurdo.

E aqui quem são os bons e quem são os maus?
Não creio que haja irmãs da caridade em nenhum dos dois lados. Os confrontos (pelo menos os que eu presenciei) foram entre bárbaros e bárbaros: linchamentos, balas reais, franco-atiradores.
Alguns meios de comunicação dizem que todos os manifestantes são de extrema direita, é verdade?
Há muitos militantes de extrema direita. Fotografei vários desses grupos para este outro post. Mas dizer que são a grande maioria parece-me erróneo. Basta descer à praça e falar com as pessoas.
Conheci bastantes manifestantes que estão simplesmente fartos dos partidos políticos, cansados da corrupção e da falta de oportunidades.
É certo que o número de moderados desceu notavelmente nos últimos dias: após verem morrer dezenas de pessoas, muita gente razoável preferiu não arriscar e voltou para casa.
Os que ficam sabem que se estão a arriscar a vida em cada momento. E claro, para isso os extremistas são mais fáceis de convencer. Um deles dizia-me anteontem: “Ou vêm com os tanques e passam-me por cima ou eu não me movo daqui até que Yanoukovich se demita”.
Alguns jovens universitários que conheci na praça há 3 semanas disseram-me que têm demasiado medo e que por isso se foram embora.
Isto é uma batalha entre a Rússia e o Ocidente?
No conflito da Ucrânia sobrepõem-se batalhas a vários níveis:
A) É um conflito entre a Rússia e o Ocidente pela sua influência na Ucrânia.
B) É um conflito nacional entre Yanoukovich e a oposição pelo controle do país.
C) É um conflito social entre os políticos e os cidadãos que não se sentem representados nem pelo presidente nem pela oposição.
D) É um conflito civil entre grupos da extrema direita nacionalista e a população de língua russa da zona leste do país e da região autónoma da Crimeia. (Este ponto está explicado de forma mais extensa no final deste outro post).
Quanto mais tempo passo na praça, quantos mais argumentos escuto, mais complicada me parece esta história.
NOTA: Continuo na praça de Kiev e durante todo o dia vou publicando no Twitter as cenas com que me deparo.

Artigo deAlberto SicíliaemKiev, publicado no blogue Principia MarsupiaTradução de Carlos Santos para esquerda.net

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...