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segunda-feira, setembro 04, 2017

Desta não me lembrava eu!


Desta não me lembrava eu.
Foi ontem, em conversa havida com amigos, que surgiu já nem sei a propósito de quê...
Ah, creio que se falava da bomba de hidrogénio testada pela Coreia do Norte, nos seus perigos, etc. etc. e, palavra puxa palavra, a certa altura surgiu a expressão utilizada na língua portuguesa: "Eu dou-te o arroz".
Alguém perguntou a propósito, se conhecíamos a dita expressão e o seu significado.
Tudo ficou calado, uns a olhar para os outros, "sim mais ou menos", dizia um, "sim acho que sim", dizia outro, mas em boa verdade se diga, ninguém arriscou mais do que isso.
Talvez de certa forma estivéssemos ainda atordoados com a conversa de ameaças de bombas atómicas e outras que tais, de que já não havia memória...
Foi então que surgiu a explicação de quem sabia a origem e significado da tal expressão "Eu dou-te o arroz".
Ouvimos com atenção, e partilho abaixo a explicação dada.

Eu dou-te o arroz

Durante o cerco Miguelista aos Liberais da cidade do Porto, conhecido como
«Cerco do Porto» os habitantes da Invicta alimentavam-se essencialmente de
arroz...
Consta que foi durante o tempo que estiveram sitiados que as mulheres portuenses "inventaram "o arroz doce...
De tal forma estavam tão "fartos" de comer sempre arroz que este começou a ser sinal
de castigo.
As expressões "eu dou-te o arroz" ou "já te dou o arroz" passaram a ser usadas pelas
mães como aviso de punição aos filhos!!!

 
Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


sexta-feira, julho 21, 2017

Albarda-se o burro à vontade do dono


Nosso comentário:

Ao ler hoje a notícia que anunciava a demissão de um alto funcionário dos EUA, nem mais nem menos do que Sean Spicer, o Porta-voz da Casa Branca, ocorreu-me publicar mais uma expressão popular da língua portuguesa.
Exatamente esta: "Aparelha-se o burro à vontade do dono".
Pois é isso mesmo. Quem semeia ventos colhe tempestades, ou o que já nasce torto tarde ou nunca se endireita.
Assim aconteceu com a eleição do atual líder da nação mais poderosa do mundo.
A coisa correu como se sabe, as tempestades vão surgindo, o barco vai flutuando, ora melhor ora pior, mas os EUA (USA) tardam em encontrar uma fórmula que adapte o seu líder à nação americana e vice-versa.
Aguardemos serenamente pelas cenas dos próximos capítulos que é o melhor. Porque o mundo, indiferente às lideranças que o vão gerindo, continuará, melhor ou pior, sempre a girar.

PS. Vejam agora abaixo o significado da expressão anunciada em título

Albarda-se o burro à vontade do dono

A  albarda é um selim grosseiro que se põe em cima dos burros.
Não é nada simples  pôr a albarda em cima do burro...
Por isso se diz:
"Albarda-se o burro à vontade do dono"o que em linguagem corrente quer dizer que devemos fazer as coisas à vontade do chefe, do patrão, do chefe da família....

Desejo um ótimo fim de semana a todos,

António Esperança Pereira


sábado, julho 15, 2017

É mesmo de ir aos arames


Nosso comentário

Quantos de nós e por inúmeras vezes não vociferamos já esta expressão bem popular da língua portuguesa?
Por exemplo:
-Eu estava a falar com o tipo "na boa" e não é que me deu uma resposta daquelas que não se dão ao pior inimigo, quanto mais a um amigo de longa data?
"Fui aos arames", acredita.
E digo-te mais, a partir de agora bem pode vir pedir-me desculpa, dar o dito por não dito, dizer que não era bem aquilo que queria dizer, que não leva nada.
Para mim acabou.
Ponto final, acabou.
Autênticas bacoradas que se atiram assim para o ar, sem mais nem menos, sem o mínimo de razão, fazem mesmo um gajo "ir aos arames".
Não achas?
Para mim, apesar de ser quem é e da consideração e amizade que tinha por ele, para mim, digo e repito, aquele gajo  acabou.
"Fui mesmo aos arames".
Pois bem, depois desta mini conversa anónima "inventada por mim", tão comum entre nós, vamos lá a saber de onde é que realmente provém esta expressão tão curiosa e também tão utilizada na nossa língua.

IR AOS ARAMES

É uma expressão corrente que significa enfurecer-se, zangar-se.
Era muito utilizada pelos militares portugueses nas trincheiras na primeira guerra mundial.
Entre as trincheiras de cada exército era posto arame farpado para impedir a circulação dos militares inimigos.
Como a barreira em arame farpado se ia estragando, de vez em quando era necessário alguém "ir aos arames" para os reparar.
Era uma missão muito perigosa, arriscada...
Os militares que eram escolhidos ficavam com má cara, receosos...
Daí a expressão ir aos arames...

António Esperança Pereira





sexta-feira, julho 07, 2017

Dar um lamiré





Nosso comentário:

É com muito prazer que hoje divulgo uma lista de telefones ligados à saúde de todos nós, que pode ser muito útil.
Não faço mais do que a minha obrigação, seguindo ao mesmo tempo, os ensinamentos que a expressão da língua portuguesa, que hoje partilho com os estimados leitores, nos transmite.
Ou seja, "dou o lamiré" a todos os que me leem a fim de darem início, se for o caso, a qualquer coisa com utilidade e proveito, no âmbito da saúde. Em termos práticos, espero que pelo menos façam como eu: que guardem os números de telefone citados, numa atitude positiva e assertiva para o caso de poderem vir a ser úteis. 


Dar um lamiré

Significado: sinal para começar alguma coisa
Origem: trata-se de uma forma aglutinada da expressão "lá, mi, ré" que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes.
A partir deste significado, a expressão foi-se fixando, como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma atividade.

Desejando um excelente fim de semana para todos,

António Esperança Pereira




domingo, julho 02, 2017

Extraiam dentes, calos, unhas...


Nosso comentário:

Dado o interesse que os leitores do blog têm mostrado por estas "expressões populares" utilizadas na Língua Portuguesa, terei todo o prazer em continuar a partilhar mais algumas sempre que for oportuno.
Assim sendo e já que tenho uma mão cheia delas na caixa de e-mail, não hesito em publicar hoje mesmo, mais uma dessas expressões populares.
Esta, ao contrário da anteriormente publicada, que se intitulava "queimar as pestanas", é porventura menos conhecida pela maioria de nós.
Todavia, e porque é saudável avivar a memória, talvez que, após uma reflexão de alguns momentos, nos lembremos de a ver usada algures.
Pois bem trata-se da expressão "Motorista Barbeiro".
Leiam o textinho abaixo, avivem a memória se for caso disso e, espero que gostem.

Fiquem bem

António Esperança Pereira




Motorista Barbeiro

Antigamente os barbeiros eram conhecidos não apenas por realizar o corte de cabelo e barba, mas também por extraírem dentes, calos, unhas...
Geralmente estes serviços eram imperfeitos e os clientes ficavam mal servidos.
No séc. XV o termo barbeiro era atribuído a atividades mal executadas...
Com o tempo passou a ser relacionado aos motoristas.
Daí a expressão "motorista barbeiro" ou seja "mau motorista"

quinta-feira, junho 29, 2017

Queimar as pestanas


Nosso comentário

Aí está uma bela memória que recebi.
Não sei se haverá muitos leitores do blog que tenham "queimado as pestanas" a estudar, como conta o interessante texto que partilho abaixo.
De qualquer maneira, tenham ou não queimado as pestanas a estudar, certamente que muitos serão os que conhecem a expressão.
Isso tenho a certeza.
Claro que os tempos mudaram, hoje em dia felizmente há eletricidade em abundância, a luz da candeia ou da vela para fins de leitura ou estudo praticamente terão desaparecido.
Todavia, há que dizê-lo, não foi assim há tanto tempo que essa mesma eletricidade, agora abundante, se quedava pelos centros urbanos e pouco mais.
De noite, percorriam-se as estreitas, sinuosas, pouco asfaltadas, pouco concorridas, estradas de Portugal, quilómetros e quilómetros sem se vislumbrar uma luz no horizonte.
E acreditem, isso acontecia recuando no tempo apenas uns curtos 50 anitos...
Parece mentira não parece?

PS. Deixo o texto com a origem e significado da expressão "queimar as pestanas"

Fiquem bem

António Esperança Pereira


sexta-feira, janeiro 10, 2014

Meter o bedelho onde se não é chamado...


Nosso comentário:

Aí está uma expressão usada amiúde "não metas o bedelho onde não és chamado", para a qual tentámos encontrar uma possível origem.
Deixo um texto sobre o assunto, o leitor completará com o seu saber o que achar pouco, ou insuficiente como explicação.
Todavia, e mesmo sobre as coisas mais simples, não deixamos na maioria dos casos de nos surpreender com a diferença entre o que pensamos ser e o que na realidade é.
Aqui está mais um desses casos que tem a ver não só com a palavra "bedelho" e seu significado, como também com o sentido para o qual evoluiu a expressão em apreço, que contém a palavra "bedelho".
Já agora, aproveitando a temática de hoje, convém mesmo não meter o bedelho onde se não é chamado. Isto, pense o leitor em si próprio, seja em que situação for.
É que, quando o fazemos, dá quase sempre mau resultado...
Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Meter o Bedelho


Bedelho: tranca, taramela, ferrolho. 

Pequena peça de madeira que gira em torno de um eixo metálico, geralmente um prego cravado numa cancela, porta ou janela. 
A palavra "bedelho" também pode ter um outro significado : trunfo de baixo valor num jogo de cartas. O jogador faz "blefe"dando a ideia de que tem um trunfo de maior valor.

Embora tenha origem discutível, a expressão "meter o bedelho" traduz a ideia de inconveniência, indiscrição. 
Muito comum dizer-se" não metas o bedelho onde não és chamado".

quinta-feira, maio 30, 2013

Que vão "pentear macaco" ou "bugiar"


Nosso comentário:


Apetece mandar estes governantes de meia tigela "bugiar" ou "pentear macaco", já que os progressos da sua governação são nulos. Melhor dizendo, não só não progredimos como estamos a andar para trás, apesar de toda a austeridade e roubalheira aplicadas sem qualquer pudor.
Em nossa modesta e pacífica opinião, daríamos um conselho aos atuais senhores de S. Bento: que deixem o poder e se dediquem a outro ramo de atividade.
Nem falo das possíveis encrencas dos submarinos, a que Paulo Portas poderá estar ligado, ou do caso "Tecnoforma" sobre o qual o gabinete da luta anti-fraude da União Europeia abriu uma investigação formal sobre o financiamento, com fundos comunitários, da empresa Tecnoforma, que envolveria Passos Coelho e Miguel Relvas.
Ou da campanha eleitoral de ambos os políticos em atividade citados, em que gozaram literalmente com o povo português prometendo alhos, fazendo bugalhos depois de eleitos.
Nem vale a pena referir sondagens da atualidade que põem os agentes do poder, Governo e Presidente da República, com cotações tão baixas que quase não se vêem.
Pode dizer-se que os Submarinos e a Tecnoforma não passam de especulações. Que em campanha eleitoral é normal os políticos prometerem o que não cumprem. Que as sondagens valem apenas o que valem. Que o culpado é o Tribunal Constitucional, etc.etc.
Todavia, e sem me alongar no desabafo, creio firmemente que algo tem que mudar e quanto antes na vida política, social e económica deste país.
Olhando-o (ao país) na sua agonia penosa, dramática mesmo, um confronto latente e perigoso entre governantes e governados, a demissão do executivo seria o mínimo de bom que poderia acontecer para que uma luz de esperança voltasse a brilhar nos céus de Portugal. 
Também e sobretudo, nos rostos dos Portugueses.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Vai pentear o macaco...

É uma expressão popular usada tanto em Portugal como no Brasil e que significa:
vai cuidar da tua vida, não sejas chato ...
A origem da expressão "pentear macaco" veio do provérbio Português "mal grado haja a quem asno penteia ", e surgiu pela primeira vez em Portugal em 1651.
Nessa altura escovar ou pentear animais de carga, era um trabalho mal visto...
Ora , como os Portugueses até metade do séc. XVII, não conheciam a palavra "macaco", usavam o termo "bugio" para identificar esse animal, daí surgiu a expressão "vai bugiar" que é o mesmo que "vai pentear macaco".
E esta?



sábado, maio 25, 2013

Cor de Burro a fugir...será?


Nosso comentário:


Antes de tudo quero afirmar solenemente perante os meus leitores que, ao publicar esta "expressão popular" e respetiva correção pela forma como é erradamente interpretada, que, ao fazê-lo, não tenho minimamente no pensamento ninguém da governação, ou quaisquer outras personalidades atualmente em exercício de altos cargos.
Isto por se tratar de uma expressão que mete "burros", e eu não estou aqui a chamar burro a quem quer que seja.
Sabe-se, sente-se, que começa a pairar o síndroma do melindre por aí, há mesmo quem se ache já a contas com a justiça, designadamente um jornalista e figura pública da nossa praça,  por afirmações impetuosas, e por esse facto mal aceites pelos destinatários. 
Pelo que, quero desde já preservar a minha boa fé e educação ainda de raiz salazarista.
Raiz salazarista esta, de bons costumes e comedidas ações, que bastaria por si só para me por a salvo de qualquer suspeita...
Prefiro, todavia, reafirmar as minhas sãs intenções aqui e agora para que não restem dúvidas sobre meus escritos, qualquer palavra mais ousada do léxico português, ante eventuais melindrados.
Dito isto, passo a apresentar a dita correção de uma interpretação que a maioria de nós, falantes de português, fazemos de forma errada.
É sempre bom relembrarmos algo, ou, se for esse o caso, aprendermos qualquer coisa nova que não sabíamos.
Façam pois o favor de ler...


Desejo a todos Um Bom Fim de Semana.


António Esperança Pereira




EXPRESSÕES POPULARES

Corro de burro quando foge...

A expressão "cor de burro quando foge" é uma alteração de "corro de burro quando foge", que significa o comportamento agressivo do animal para alguém que está próximo.

Actualmente a expressão é utilizada para designar uma cor que não se consegue definir facilmente.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...