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sexta-feira, abril 13, 2018

Portugal a Revolução impossível?

Breve nota do autor do blog:

Estamos em Abril, mês comemorativo do 25 de Abril de 1974 em Portugal, data também conhecida pela designação "Revolução dos cravos".
A Antígona, Editora que nos vem brindando com lançamentos de obras de qualidade, anuncia agora "Portugal a revolução impossível?", Um livro de Phil Mailer.
Atendendo ao conteúdo da mesma, ele motivará decerto a curiosidade de todos, mesmo que essa curiosidade o seja por razões diversas.
Por isso mesmo a divulgo aqui no blog, agradecendo mais uma vez a esta editora a amabilidade de me manter informado sobre os seus lançamentos.
Para já os estimado leitores podem sentir um cheirinho da temática da obra através do resumo constante do seu lançamento.
António Esperança Pereira 

PORTUGAL:
A REVOLUÇÃO IMPOSSÍVEL?


Phil Mailer


TRADUÇÃO Luís Leitão
POSFÁCIO Maurice Brinton
ILUSTRAÇÃO DA CAPA João Alves
Uma revolução impossível? Sim, dirão alguns. Impossível porque não pode existir nenhuma ilha de comunismo libertário num mar de consciência capitalista. Impossível porque a revolta estava alicerçada no subdesenvolvi-mento da sociedade. Impossível porque era o capitalismo de Estado, e não o socialismo, que estava na cabeça dos revolucionários. Mas os homens e as mulheres sempre sonha-ram sonhos «impossíveis».
 
Maurice Brinton
 
Após a data que, da noite para o dia, derrubou quase cinquenta anos de ditadura, seguiram-se dezoito meses de convulsões profundas que trouxeram à tona as forças e fragilidades da sociedade portuguesa. Um povo pobre e deprimido, uma massa de gente ignorante e ignorada, habituada a não ter voz, revelou uma consciência política que parecia adormecida – a consciência da sua própria miséria e a crença de que era possível acabar com ela.
Mas estes dezoito meses foram também de desencanto: partidos sem vontade de provocar uma mudança real na vida das pessoas; jornais «entusiasmados com o seu poder de criar acontecimentos» e agarrados aos mitos que fabricavam; e vanguardas supérfluas que instrumentalizavam os desejos dos deserdados à medida de cada ismo, sabotando qualquer tentativa de auto-organização.

Portugal: A Revolução Impossível?, editado agora com um novo prefácio do autor, é um mergulho nas águas agitadas do PREC, longe dos comícios, ao lado de gente comum; uma crónica minuciosa e apaixonada de um povo em alvoroço, pelos olhos de um irlandês libertário a viver em Portugal.

Phil Mailer nasceu na Irlanda, em 1946. Depois de engrossar as fileiras do grupo pró-situacionista King Mob, em Londres e em Nova Iorque, mudou-se para Portugal, nas vésperas da revolução de 1974, para dar aulas de inglês. Por cá, assistiu com espanto e esperança à revolta que se iniciou na madru-gada do 25 de Abril, acabando por participar activamente nos acontecimentos que se lhe seguiram.
Foi um dos editores do jornal Combate (testemunha de ocupações de terras, plenários de fábricas em autogestão, greves de trabalhadores e assembleias de moradores de bairros da lata) e dinamizador da livraria libertária Contra a Corrente, no Bairro Alto, em Lisboa. É tradutor de português e autor de ensaios e romances. Por gosto, traduziu para o inglês muitas das canções de Zeca Afonso. Ainda hoje vive entre a Irlanda e Portugal.

 
ISBN 978‑972‑608‑321-4
PVP 20 euros
400 páginas
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quinta-feira, abril 24, 2014

Uma anedota ou...os trocadilhos do Poder!


Nosso comentário:

Em vésperas de mais uma comemoração do 25 de Abril de 1974, data que ficou especialmente célebre pelo derrube de uma ditadura férrea, tenebrosa e longa, a ditadura de Salazar &Caetano, publico uma anedota neste blogue.
Porquê, perguntarão...
Publico a anedota que deixo abaixo porque, ao lê-la, me fez lembrar uma nova forma de fazer política (o regime atual) em que o significado das palavras e das expressões pode mudar consoante as conveniências. Ou seja, a mentira deixou de existir, porque contornada com supostas novas verdades que dão cobertura às mentiras.
Assim é na anedota, assim manifesto mais uma vez o meu descontentamento pela maneira como estamos a ser (des) governados neste Portugal que pareceu uns anos atrás estar no caminho dos melhores, no chamado grupo da frente, na chamada Europa dos valores, solidária, próspera, democrática.
Divididos e mal pagos, roubados e espezinhados, até a comemoração do 25 de Abril, a mais linda revolução do mundo, vai ser feita em dois lugares distintos: 
-Uma, a oficial, na Assembleia da República, com cravos a fazer de conta, outra, a não oficial, no Largo do Carmo, com cravos sentidos nos corações.
Lamento que este país se desagregue a olhos vistos. Que crie feridas aonde as não havia, que se ajoelhe em vez de se fazer respeitar. 
E não há quem nos queira valer...
Desejo a todos um óptimo 25 de Abril.

António Esperança Pereira

Anedota:

Manuel estava na aula quando a professora pergunta:

- Manuel, quantos são dois e dois?
- DEPENDE stôra. Se os números estão na horizontal são 22 se estão na vertical são 4 -   responde o Manuel.
- Muito giro, você parece que é mesmo do contra! Diga lá agora: quem descobriu o Brasil?
- DEPENDE stôra. Se se refere a 1500 foi Pedro Álvares Cabral; se se refere antes de 1500, foi o Índio que já lá estava...
- Ah!... Você se julga muito inteligente, não é Manuel? Você se acha um superdotado, certo?  Agora diga-me: quantos são os mandamentos da Lei de Deus?  
- Bom... DEPENDE stôra...
- Irra!! Como é que é DEPENDE?...
- DEPENDE, porque se for para homens são dez, mas se for para mulheres são nove, porque as mulheres não podem desejar a mulher do próximo!
- "DEPENDE "... sussurra a professora...

sexta-feira, abril 18, 2014

Cientista prevê Revolução


Nosso comentário:

Vamos estando cada vez mais habituados a inverdades, pelo que me atrevo a divulgar este e-mail que recebi.
Não tenho com ele a intenção de assustar os estimados leitores, antes avisá-los de que estas previsões do cientista, a resultarem verdade, tanto assustam como levantam uma réstia de esperança em alguns domínios, designadamente a saúde.
Como "esperança" é palavra que vem sendo matada na atual conjuntura político-socio-económica dos portugueses, antes venham a acontecer algumas das previsões deste cientista Kaku do que nada aconteça.
Ponhamos, pois, a nossa fezada no cientista da Universidade de Nova Iorque de nome Kaku, já que por cá, na realidade do quotidiano, só tendências de mal a pior.
Custa-me afirmar isto, mas é a pura das verdades. 
Não é ser pessimista, é ser realista.
Fiquem bem, desejo a todos uma Páscoa Feliz.

António Esperança Pereira

Físico prevê o fim dos computadores

Renomado cientista americano projeta o mundo nos próximos 30 anos

 O físico teórico Michio Kaku, professor da Universidade de Nova York e co-criador da "Teoria das Cordas", afirmou que o computador como o conhecemos hoje terá desaparecido em 2020. 
“No futuro, eles estarão em todos os lugares e em lugar nenhum”, disse o cientista durante palestra realizada na Campus Party.
 Na ocasião, Kaku fez um exercício de futurologia mostrando como será o mundo nos próximos 30 anos.
Segundo ele, tanto os computadores como a internet serão como a eletricidade é hoje.
“Ambos estarão presentes nos tetos, no subsolo, nas paredes e nos aparelhos”, afirmou.
O professor da Universidade de Nova York foi além e disse que a Internet estará nos óculos e nas lentes de contato das pessoas.
“Você será capaz de ver todas as informações biográficas de um individuo só olhando para ele. Encontrar sua alma gêmea será tarefa fácil”, brincou.
 Outra revolução que está a caminho é na área da medicina.
Kaku afirmou que, em um futuro próximo, a tecnologia levará o homem a um estado perfeito de saúde.
Segundo ele, o câncer irá desaparecer. "Escrevam isso: a palavra tumor não mais existirá na nossa língua".
Na visão do físico, as pílulas terão chips e microcâmeras que escanearão o corpo humano por dentro.
Uma vez localizada a ameaça, nano-robôs serão introduzidos para combater o câncer célula por célula sem a necessidade de cirurgias ou intervenção direta dos médicos.
 Kaku também acrescentou que o câncer e outras doenças serão diagnosticadas com anos de antecedência graças a vasos sanitários que monitoram a saúde.
“Os banheiros serão equipados com inteligência artificial capaz de analisar os resíduos corporais e identificar o surgimento de uma doença com muita antecedência.
Neste futuro, Steve Jobs não teria morrido”, enfatizou.

quarta-feira, abril 24, 2013

Os três macaquinhos dão-nos a receita...


Nosso comentário:


Muitos são os apelos à contenção popular, ao civismo, que nos portemos bem, que aceitemos cristã-mente o calvário que nos caíu em sorte, que colaboremos com o pesadelo que estamos a viver, que refundemos tudo o que há no país, designadamente o conceito de país, os direitos constitucionais, a justiça, a saúde, a educação, a obra feita, o próprio conceito de nós próprios, etc.etc...
Isto porque amanhã é uma data histórica para Portugal, 25 de Abril, e o descontentamento com cortes permanentes nos bolsos dos portugueses, recessão e emagrecimento profundos, associados a um ambiente social deprimente, perda parcial de soberania, podem levar a tentações perigosas.
O 25 de Abril, é uma data data comemorativa daquela que ficou conhecida por Revolução dos Cravos, levada a cabo no ano de 1974. Uma revolução pacífica, urdida por um movimento de capitães das Forças Armadas, que derrubou o regime ditatorial de mais de quatro décadas instalado no poder. Uma longa ditadura, sob a batuta de Salazar, que manteve Portugal afastado de tudo o que era exterior. 
Um país de emigrantes, de soldados, isolado, pobre, atrasado, analfabeto, a que a Revolução dos Cravos pôs termo.
O 25 de Abril é pois, um dia de libertação e de festa. De democracia e de esperança. De fim de guerras coloniais. De regresso de exilados ao seu país renascido. De abertura e mudança.
Divulgo uma historiazinha, que alguém me enviou faz uns dias, que se adequa na perfeição aos apelos de acalmia e colaboração dos mais poderosos aos remediados, pobres e deserdados.
É uma história de muitos conhecida pelo simbolismo dos três macacos.
Pois leia-se a história dos macaquinhos e portemos-nos bem. Só precisamos para tal de, como eles, não ver o mal, não ouvir o mal, não falar o mal.
Que tal caros leitores? não custa nada tentar.


PS. Como é dia do livro, convido-os a fazerem uma visita ao meu site da Bubok e darem uma vista de olhos aos meus escritos, http://lusito.bubok.pt/



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 





Os Três Macacos Sábios

Os três Macacos Sábios são o símbolo de uma antiga religião Japonesa.
Os macacos têm os seguintes nomes:
MIZARU-não vejo o mal
MIKAZARU-não ouço o mal
MAZARU-não falo o mal
No Japão é muito comum  este símbolo . O ensinamento que está sempre presente é o
de não nos metermos, não falarmos e não ouvirmos tudo o que são assuntos alheios.
Este símbolo Japonês é muito antigo, mas ainda é muito divulgado.
Os Budistas fazem uma interpretação um pouco diferente deste símbolo.
Curiosidade: durante todas as suas viagens pela Índia, Gandi, levava sempre na sua bagagem
uma estatueta dos três Macacos...



sexta-feira, outubro 05, 2012

Revolução na zona euro contra a Alemanha...



Nosso comentário:


Depois de contemplar na televisão o que hoje contemplei, já dou por tudo.
Uma República Portuguesa de rastos, uma cerimónia sem alma no dia comemorativo da sua implantação o 5 de Outubro), sem POVO, feita numa sala fechada, cercada de polícia, vedadas todas as ruas limítrofes à população. Apenas um discurso a quebrar a monotonia da rendição dos outros ao inevitabilismo da mortífera austeridade atual: o de António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Uma República moribunda dir-se-ia.
Um dia 5 de Outubro matado já por este governo, tirando-lhe o direito a ser FERIADO NACIONAL.
Uma República sem imaginação, sem a consciência do orgulho nacional, sem políticos à altura de darem uma sapatada, um chega para lá na DESGRAÇA instalada, imposta por quem quer que seja, sim porque a gente quer viver, não morrer.
Caros leitores, de mais longe ou de mais perto, portugueses ou não, deixem-me dizer-lhes: Portugal é uma Pátria de muitos séculos que não precisa de lições, muito menos de notas classificativas de um qualquer país armado em professor, seja ele qual for.
Ainda por cima um professor à moda antiga, como muitos de nós ainda conhecemos: com régua, vara, palmatória, para dar porrada da grossa ao aluno.
NÃO!
É mau de mais.
Talvez por isso até compreenda as palavras duras deste senhor ex-vice da agência Moody's.
Por sentir neste momento, nesta Europa, muito do que Mahoney diz, embora contra o meu ideário assente numa outra postura de uma outra Alemanha.
Escrevi coisas sobre as vantagens da Europa Unida, gostava e ainda gosto do sonho desses grandes homens quando intentaram ir com ele por diante: para que nascesse uma Europa livre, solidária, pacífica, unida, que aglutinasse povos até então beligerantes entre si.
Sinto-me obrigado a dizer isto: ou a Alemanha e o seu ideário arrepiam caminho (não sei se será ainda a tempo) ou admito concordar com este senhor ex-diretor da Moody's.
Partilho o artigo deste senhor publicado no Expresso.
 
 
PS. Fotos dos textos recolhidas aleatoriamente da internet apenas para ilustrar os mesmos.
 
 
 
Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
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Ex-vice da Moody's apela a revolução na zona euro

O tempo para uma discussão "educada" terminou. O que está em causa no "Sul" da Europa é a diferença entre um futuro de prosperidade ou depressão. Palavras duras de Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência Moody's.



"Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability", publicado no "Project Syndicate".
Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.
Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".
"Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.
"A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."
E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".
A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ex-vice-da-moodys-apela-a-revolucao-na-zona-euro=f758145#ixzz28SHJkw56

segunda-feira, abril 25, 2011

25 de Abril (apontamento breve)


Quando se fala da data "25 de Abril", é inevitável a associação que se faz de imediato ao que também foi designado por "revolução de Abril" ou "revolução dos cravos".
Esta revolução ocorreu no ano de 1974, daí que, embora se trate de um acontecimento recente (com apenas 25 anos na data em que este texto é escrito) muitos jovens que começam já a ter responsabilidades profissionais de certa monta, pouco ou nada recordam ou sentem sobre a data memorável que é o "25 de Abril".
Daí a razão de ser destas linhas, que se destinam sobretudo aos que nasceram depois daquela data, ou que tinham então poucos anos de idade e por isso não puderam participar e assimilar o que estava realmente a acontecer.
Portugal vivia num regime autoritário havia mais de 40 anos. Foi um tempo de repressão policial, de intolerância, de censura, de muitas coisas que revoltavam o povo português. Havia a guerra nas colónias e o regime de Salazar tentava manter a todo o custo um império que já não encontrava paralelo nas outras potências colonizadoras da Europa.
O desgaste provocado pela guerra colonial aliado ao atraso em que Portugal cada vez mais se encontrava e que obrigava milhares e milhares de portugueses a emigrarem para o estrangeiro (sobretudo para França) para aí encontrarem melhores condições de vida, ajudaram a que a revolta aumentasse e a certa altura se tornasse inevitável o confronto.
Foi então que surgiu um movimento liderado por militares, que ficaram conhecidos por "capitães de Abril", que, ocupando sítios estratégicos e com o apoio incondicional da população, prenderam o então líder do governo, Marcelo Caetano, que sucedera poucos anos antes, a Salazar.
Nas ruas da capital havia multidões a perder de vista, cantavam-se canções de liberdade e de apoio ao MFA (movimento das forças armadas). Gritavam-se "slogans" como: "fascismo nunca mais"; "viva a liberdade"; "morte à ditadura"; "morte à PIDE".
Era também a festa de regresso a Portugal de intelectuais e políticos ilustres que viviam exilados no estrangeiro.
Entre esses, citem-se, apenas a título de exemplo, os casos de Mário Soares, Álvaro Cunhal e Manuel Alegre.
Logo a seguir ao "25 de Abril", sucedeu-se um período conturbado de luta pelo poder, estando sempre iminente uma guerra civil. Havia manifestações populares por tudo e por nada, em apoio ou contra isto ou aquilo, esta ou aquela figura política.
Foi também o tempo de alguns exageros de sinal negativo, como aliás os há em todas as mudanças profundas.
Foi o caso dos saneamentos selvagens de certas pessoas, feitos em julgamentos sumários e públicos acusando-as muitas vezes do que não eram, bem como certos radicalismos que tentavam através de um protagonismo oportunista e exagerado controlar o país.
Mas o bom senso prevaleceu e os partidos políticos foram solidificando a sua influência na sociedade civil. Ao mesmo tempo que isso acontecia, os militares regressavam aos quartéis cedendo o poder aos políticos como deve ser numa sociedade democrática.
Foi então que começou o "Portugal democrático" onde cada português passou a ter direito a pensar livremente: a ser socialista, comunista, democrata-cristão, ou outra qualquer tendência ideológica, sem que por isso fosse perseguido.
Esta foi, sem sombra de dúvida, uma das maiores conquistas trazidas pela "revolução dos cravos": A conquista da "LIBERDADE". A outra grande conquista foi a "PAZ" alcançada com o fim da guerra colonial. A terceira grande conquista foi a "DEMOCRACIA", com a legalização dos partidos políticos.
Fruto do 25 de Abril, o regime democrático em que vivemos, é tolerante, aberto a todas as correntes de pensamento.
Tem um Presidente da República eleito através de sufrágio universal, o mesmo sucedendo com o Parlamento e as Autarquias.
É o Parlamento quem confere legitimidade ao Primeiro-ministro e o seu Governo para governarem o país. Os Tribunais são o garante do cumprimento das leis.
Por isso dizemos hoje que Portugal é um país livre e democrático.

In "TEXTOS DISPERSOS DO EU" de António Esperança Pereira

sábado, março 13, 2010

Partidos partidecos


Xadrez político completo
há partidos partidecos
mais honestos mais tratantes
vozes nozes para todos
os quadrantes

uns apostam no progresso
para manterem eleitores
outros mais no retrocesso
para repor velhos valores

os que ganham são as feras
ganhadores
enchem o papo
fica o repasto as sobras
para as feras menores

tudo come como pode

se há crise e falta caça
tremem logo os predadores
nem há “comes” para eles
nem sobras
para os outros comedores

treme a selva o horizonte
com a perigosa situação
que pode descambar
em revolução

temem-se grandes convulsões
há desespero medo
sobretudo nos papões

e é nestas ocasiões
que os reservados
cães selvagens abutres
gaviões
que arriscam pouco
embora gostem de comer
desafiam os esfomeados
tigres hienas e leões

pode ser a oportunidade
de os pequenos
assaltarem o poder
não há nada para caçar
nem para dar…

é o tempo das aves agoirentas
de a miséria liderar!

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...