Mostrar mensagens com a etiqueta bocage. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bocage. Mostrar todas as mensagens

sábado, novembro 16, 2019

Bocage no blog: um dos maiores sonetistas portugueses

Seguem-se algumas palavras da Wikipedia, onde muitas palavras mais se podem encontrar sobre o Poeta.
É dos maiores sonetistas portugueses. Pessoalmente gosto muito da sua poesia. Transcrevo abaixo três sonetos do autor.
Ao lê-los, fica quase impossível não se gostar dele. E como a Língua Portuguesa é linda e musical!!!
Boas leituras.

Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de setembro de 1765Lisboa, Mercês, 22 de dezembro de 1805) foi um poeta nacional português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano.[1] Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.[2] Era primo em segundo grau do zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage.

Nascemos para Amar


Nascemos para amar; a Humanidade
Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura.
Tu és doce atractivo, ó Formosura,
Que encanta, que seduz, que persuade.

Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão na alma se apura,
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.

Qual se abisma nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.

Amor ou desfalece, ou pára, ou corre:
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.

Bocage, in 'Sonetos'

Camões, Grande Camões, quão Semelhante


Camões, grande Camões, quão semelhante
Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,
Arrostar co'o sacrílego gigante;

Como tu, junto ao Ganges sussurrante,
Da penúria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,
Também carpindo estou, saudoso amante.

Ludíbrio, como tu, da Sorte dura
Meu fim demando ao Céu, pela certeza
De que só terei paz na sepultura.

Modelo meu tu és, mas... oh, tristeza!...
Se te imito nos transes da Ventura,
Não te imito nos dons da Natureza.

Bocage, in 'Rimas'

Meu Ser Evaporei na Luta Insana


Meu ser evaporei na luta insana
Do tropel de paixões que me arrastava:
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quasi imortal a essência humana!

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos

Deus, ó Deus!... quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

Bocage, in 'Rimas'

Continuação de um ótimo fim de semana.

domingo, setembro 07, 2014

Os patos do Bocage



Nosso comentário:


Em dia de desaire da selecção nacional de futebol, pois perdeu com a modestíssima selecção da Albânia por 1-0, ainda por cima em casa, na cidade de Aveiro, divulgo um e-mail que faz rir.
Sobretudo para os que ficaram desmoralizados com este ou com outro evento menos feliz, sempre ajudará a levantar um pouco o moral.
Sem mais delongas, aqui fica o e-mail tal como o recebi.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Conta-se que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do quintal.
Chegando lá, constatou que um ladrão tentava levar os seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, disse-lhe:
-Oh, bucéfalo anácrono! Não te interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo... mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
-Doutor, afinal levo ou deixo os patos?


quinta-feira, janeiro 03, 2013

Pessoa, Balzac, Napoleão, gostavam de café...


Nosso comentário:


O café é uma bebida bem enraizada entre nós portugueses. 
Todavia, a história do café, que é hoje em dia a bebida de maior consumo mundial, é desconhecida pela maioria dos consumidores.
Por isso mesmo, divulgo hoje uma curta mas interessante história do café que me foi enviada por uma leitora de Lisboa.

Um pouco de cultura, ainda que de algo corriqueiro se trate, nunca fez mal a ninguém. E o saber não ocupa lugar. Isto pese embora os ventos contrários que sopram neste país, tendo em conta o conhecimento e a má vontade para com áreas ligadas ao saber, à educação e à cultura.

Quero relembrar que de momento temos uma Cultura Portuguesa sem direito a Ministério, sem direito a grandes atenções por parte da governação.
Parece-me por isso, pela marginalização da cultura, uma história oportuna, e também o é, tendo em conta que, se alguma coisa ainda une muitos portugueses nesta desunião nunca vista, fomentada pelo atual executivo, é exatamente o café.
Para essa bebida que acompanha muitos de nós desde que nos conhecemos como gente, vai o nosso destaque de hoje.
A quem me enviou a deliciosa síntese sobre a sua história, o meu sincero bem haja.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





"O CAFÉ"-Breve História


Profundamente enraizado na nossa cultura, o hábito de beber café, deu origem, tal como no resto da Europa, ao aparecimento de casas especializadas, que com o tempo se tornaram famosas tais como o" Martinho da Arcada", o "Nicola"ou a" Brasileira", que ainda hoje existem, e onde nomes famosos como Fernando Pessoa, Bocage, Garrett, Herculano, Almada Negreiros, entre outros, se reuniam num misto de convivio e cultura.
A Inglaterra foi o primeiro país a cultivar o hábito dos Cafés Públicos.
A primeira casa de Café foi aberta em OXFORD em 1650; em Londres a moda chegou em 1652. As "Coffeehouses" eram ponto de encontro de comerciantes, banqueiros, políticos, intelectuais...
Foi contudo na França que pela primeira vez se adicionou açúcar ao café, no reinado de
Luís XIV.
Em 1688, Prócopio dei Coltelli fundou o Café Procope, que é considerado o mais antigo do Mundo, e em atividade.
Foi frequentado por La Fontaine, Napoleão, Balzac...
O compositor Bach era um grande apreciador de café. Em sua homenagem compôs em
1732 a "Cantata do Café".
Beethoven também era um grande apreciador. Contava sempre 60 grãos de café, cada
vez que preparava um.
Atualmente é considerada a bebida mais consumida no Mundo. Calcula-se que serão servidas cerca de 400 bilhões de chávenas por ano.
O invento da cafeteira em finais do séc.XVIII, pelo Conde Rumford deu um grande impulso
à proliferação do café.
Em 1822 surge em França a máquina de café Expresso. Em 1855 é apresentada em Paris, uma máquina mais desenvolvida, que os Italianos aperfeiçoaram.
Assim, coube aos Italianos, em 1905, comercializarem a primeira máquina de Café Expresso.
Em 1945, logo após o final da 2.ª Guerra Mundial, a Itália continua a melhorar as máquinas de café Expresso.
Termino com uma frase de  NAPOLEÃO BONAPARTE:
"O café,  forte e abundante, desperta-me. Dá-me calor, uma força invulgar, uma dor
não sem prazer. Prefiro sofrer a ser insensível."

Lisboa, ‎03-‎01-‎2013

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...