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domingo, janeiro 03, 2016

Corridas "São Silvestre" porquê?


Nosso comentário:

No final de cada ano estamos habituados a que se realizem corridas pedestres um pouco por todo o mundo. 
Com enorme afluência de atletas e participantes populares de todas as idades, profissionais e amadores, estas corridas tornaram-se eventos de grande visibilidade.
Ora, dito isto, fomos aprender o porquê de se chamarem "S. Silvestre". 
E como o saber não ocupa lugar, aprendemos quem foi o personagem, a figura humana, que está por detrás do nome das afamadas corridas de fim de ano.
Vejam abaixo algumas notas sobre quem foi esse "personagem": exatamente o 33.º Papa da Igreja Católica, Silvestre I, falecido a 31 de Dezembro do ano de 335 D.C.

 Fiquem bem

António Esperança Pereira



São Silvestre I foi Papa entre 31 de Janeiro de 314 até 31 de Dezembro de 335, durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos, iniciando-se a Paz na Igreja. Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Festa em 31 de Dezembro.
São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de Isapóstolo, isto é, igual aos apóstolos.
E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.
Silvestre I enviou emissários para presidirem ao sínodo de Arles (314) e ao Primeiro Concílio de Niceia (325), convocados por Constantino, a sua ausência é motivo de debate, provavelmente deve-se ao seu estado de saúde. Durante o seu pontificado a autoridade da Igreja foi estabelecida e se construíram alguns dos primeiros monumentos cristãos, como a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, e as primitivas basílicas de Roma (São João de Latrão e São Pedro), bem como das igrejas dos Santos Apóstolos em Constantinopla.
Atribui-se em geral a conversão de Constantino a uma visão que terá tido antes da batalha da ponte de Milvius (312). Mas a tradição medieval, também teria dito que o imperador teria lepra incurável, e logo que Silvestre o batizou por imersão numa piscina ficou imediatamente curado. Esta versão porém não tem fundamento, pois sabe-se que Constantino foi batizado ao fim de sua vida, com a intenção de perdoar seus pecados, por, bispo de Nicomédia.
Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Adriano Moreira e bonitas imagens de cavalos frísios


Nosso comentário:


Dado continuar tudo na mesma no tocante à realidade politico-social nacional, tirando algumas mudanças de Franquelim's (Secretários de Estado) hoje opto por divulgar belas imagens de cavalos.
Porque, se as não divulgasse, essas belas imagens de cavalos, teria que referir o seguinte: ontem foi-me dado ver e ouvir uma entrevista concedida pelo Prof. Adriano Moreira a uma das televisões de Portugal. Apesar da bonita idade que tem, ainda deu cartas em muitas das afirmações sábias que o caraterizam, isto, goste-se ou não do seu ideário.
Eu sou suspeito, pois tive a honra de ter sido seu aluno, mas tem que se lhe fazer justiça, é um homem que em determinadas áreas pede meças a qualquer um, isto, internacionalmente falando.
Para não maçar os leitores, destaco da entrevista do Prof. Adriano Moreira, que aconselho a ler na íntegra, apenas meia dúzia de coisas: 
Anotei que gosta da ministra da agricultura, dos outros ministros nem tanto, preferindo "esquecer" os nomes dos que em sua opinião não merecem de todo exercer tal cargo. 
Elogiou o Estado Social, achando que este governo não pode esquecer os mais desfavorecidos. Pelo que neste campo se situa muito próximo da doutrina social da igreja e do partido socialista. 
Prestou rasgados elogios ao dr. Mário Soares, em seu entender, a melhor magistratura exercida como Presidente da República, ao invés da do atual Presidente da República a quem criticou severamente. 
Disse porquê.
Também disse que os partidos social democratas têm evoluído para uma via neo-liberal estranha, fazendo sempre eco do primado que deve ser dado à PESSOA HUMANA acima de qualquer outro valor.
Disse ainda que quem manda no governo é o "ministro do orçamento" como apelidou Vitor Gaspar. 
Explicou bem porque lhe chama ministro do orçamento e não ministro das finanças.
Também disse entre muitos outros temas nacionais e internacionais inteligentemente abordados, que não tem havido equidade na distribuição dos sacrifícios por parte das medidas governamentais.


PS. Dito isto sobre o Prof. Adriano Moreira assim à laia de síntese avulsa, deixo-os com os bonitos cavalos frísios que alguém amavelmente me enviou.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/






Veja a beleza destes cavalos FRÍSIOS.

A espécie foi quase extinta
na segunda guerra mundial
pelo seu uso extensivo na guerra.
Restaram
5 garanhões e algumas fêmeas
no mundo para garantir a espécie…

São originais
dos países baixos e é
uma espécie muito dócil.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Homenzinhos de negociatas e técnicos de contas



Nosso comentário:


Ainda bem que as pessoas ainda nos surpreendem pela positiva de quando em vez .
É este um caso.
Bagão Félix é um homem do CDS, logo, militante do partido supostamente mais à direita dos partidos com assento parlamentar.
Partidarite à parte, Bagão Félix, surpreendeu-me.
Primeiro, por escrever bem, quer poesia, quer prosa, depois, por ter escrito o artigo que abaixo divulgo e que nem os políticos, Seguro incluído, tiveram a coragem de denunciar com veemência e vontade de evitar tal atropelo aos mais fracos.
O CDS é como se sabe um dos partidos que apoia a coligação que governa o país da maneira que toda a gente sabe.
Porém, nem todos, longe disso, entre os militantes e simpatizantes da tal maioria PSD/CDS que governa, gostam dessa maneira cega e surda de governar o país. É sabido que uns já mostram seu descontentamento rasgando cartões de filiados, outros escrevem coisas de fazer levantar os pelos a um careca.
De entre estes últimos, encontra-se o dr. Bagão Félix. 
Pessoalmente presto-lhe a minha homenagem e agradecimento pela lucidez e coragem com que escreveu o texto. Atendendo a que é um homem moderado, mostra convicções e preocupações sociais bem distanciadas do governo.
Ainda bem.
Devo dizer que tive no CDS pessoas a quem me ligaram e ligam afetos pessoais à margem da política. Gente de bem, de quem me escuso citar nomes, com convicções e humanismo saudáveis, dentro do conceito da doutrina social da Igreja.
Contudo, parece hoje ter-se esquecido tudo o que é humanismo, tudo o que são PESSOAS.
Vive-se a era dos economistas e técnicos de contas. Homenzinhos de negociatas a quem basta saber apresentar uns números para encherem o POVO  de poeira.
Triste.
Peço aos leitores, muitos dos quais já devem ter travado conhecimento com esta carta, que meditem nas inconstitucionalidades da governação, nas suas atitudes "fora da lei" contra o estipulado na Lei Fundamental do Estado.
É que há medidas e medidas!!!
Este ataque de tanta e tamanha desvergonha, a quem já se não pode defender, a quem já não pode fazer greves, já não pode tugir nem mugir, denota o perfil desta pérfida gente.
Enfim... termino citando Bagão Félix,
"É fácil ser corajoso com quem se não pode defender"
e ...
Luís de Camões,
"Um fraco rei faz fraca a forte gente"

 
PS. Deixo abaixo o artigo do ex-ministro Bagão Félix. Vale a pena ler...
 
 
 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/
 
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A grosseira inconstitucionalidade da tributação sobre  pensões
 
 
Por António Bagão Félix
 
 
Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].
Por exemplo, um reformado com uma pensão mensal de 2200 euros pagará mais 1045 € de impostos do que se estivesse a trabalhar com igual salário (já agora, em termos comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado em 90% o montante dos seus impostos e taxas!).
Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição extraordinária de solidariedade" (CES), que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas.
Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto no memorando da troika.
Esta obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações grotescas, para não lhes chamar outra coisa. Por exemplo, há poucos anos, a Segurança Social disponibilizou a oferta dos chamados "certificados de reforma" que dão origem a pensões complementares públicas para quem livremente tenha optado por descontar mais 2% ou 4% do seu salário. Com a CES, o Governo decide fazer incidir mais impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de aforro que as pessoas pudessem fazer com o mesmo valor... Ou seja, o Estado incentiva a procura de um regime público de capitalização (sublinho, público) e logo a seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros casos, trata-se - não há outra maneira de o dizer - de um desvio de fundos através de uma lei: refiro-me às prestações que resultam de planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente assegurados os activos que caucionam as responsabilidades com os beneficiários. Neste caso, o que se está a tributar é um valor que já pertence ao beneficiário, embora este o esteja a receber diferidamente ao longo da sua vida restante. Ora, o que vai acontecer é o desplante legal de parte desses valores serem transferidos (desviados), através da dita CES, para a Caixa Geral de Aposentações ou para o Instituto de Gestão Financeira da S. Social! O curioso é que, nos planos de pensões com a opção pelo pagamento da totalidade do montante capitalizado em vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu confiar recebendo prudente e mensalmente o valor a que tem direito verá a sua escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa.
Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! Um cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório, é também claramente inconstitucional. Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único.
Estranhamente, os partidos e as forças sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de flagrante iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que contributivas) ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem a ver com pessoas que já não fazem greves, não agitam os media, não têm lobbies organizados.

Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do Estado social (como se tudo o resto fosse auto-sustentável...). Porque, afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes... os que não têm voz nem fazem grandiosas manifestações. E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros, grupos de pressão, estivadores. É fácil ser corajoso com quem não se pode defender.
Foi lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham deixado passar normas fiscais deste jaez mais próprias de um socialismo fiscal absoluto e produto de obsessão fundamentalista, insensibilidade, descontextualização social e estrita visão de curto prazo do ministro das Finanças. E pena é que também o ministro da Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo isto, permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma visão estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir de agora acreditar na bondade de regimes complementares ou da introdução do "plafonamento", depois de ter sido ferida de morte a confiança como sua base indissociável? Confiança que agora é violada grosseiramente por ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência, alterando pelo abuso do poder as regras de jogo e defraudando irreversivelmente expectativas legitimamente construídas com esforço e renúncia ao consumo.
Depois da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o aumento da TSU em 7%, eis nova tentativa de o fazer por via desta nova avalanche fiscal. E logo agora, num tempo em que o Governo diz querer "refundar" o Estado Social, certamente pensando (?) numa cultura previdencial de partilha de riscos que complemente a protecção pública. Não há rumo, tudo é medido pela única bitola de mais e mais impostos de um Estado insaciável.
Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para "legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões. "Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos.
Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça. Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional.

PS1: Com a antecipação em "cima da hora" da passagem da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em 2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme falta de respeito pela vida das pessoas. Basta imaginar alguém que completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida pessoal e familiar para se aposentar nessa altura. No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que, afinal, não pode aposentar-se. Ou melhor, em alguns casos até poderá fazê-lo, só que com penalização, que é, de facto, o que cinicamente se pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um Governo que se quer dar ao respeito.
PS2: Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota fiscal para 2013: uma larga maioria das famílias daclasse média tornadas fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRS não poderá deduzir um cêntimo que seja de despesas com saúde (que não escolhem, evidentemente). Mas, por estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros euros pelo IVA relativo à saúde... dos seus automóveis pago às oficinas e à saúde... capilar nos cabeleireiros. É comovente...

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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...