Mostrar mensagens com a etiqueta bruxelas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bruxelas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, janeiro 23, 2024

Dívida pública recua para 89,9% na zona euro, Portugal com 2.ª maior baixa

 



Toms Kalnins/EPA© Fornecido por Lusa


Bruxelas, 22 jan 2024 (Lusa) – As dívidas públicas da zona euro e da União Europeia recuaram, no terceiro trimestre de 2023, para os 89,9% e os 82,6% do PIB, respetivamente, e Portugal registou a segunda maior baixa homóloga (10,9 pontos percentuais), divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com os dados do serviço estatístico da União Europeia (UE), na zona euro, a dívida pública diminuiu para os 89,9% do Produto Interno Bruto (PIB) quer na variação homóloga, quando atingiu os 92,2%, quer na trimestral (90,3%).

No conjunto dos 27 Estados-membros, o indicador desceu para 82,6%, que se compara com a dívida de 84,6% do terceiro trimestre de 2022 e a de 83,0% do período entre abril e junho de 2023.

As maiores dívidas públicas, entre julho e setembro de 2023, foram observadas na Grécia (165,5% do PIB), Itália (140,6%) e França (111,9%), com as mais baixas a serem apresentadas pela Estónia (18,2%), a Bulgária (21,0%) e o Luxemburgo (25,7% do PIB).

Na variação homóloga, oito Estados-membros registaram aumentos da dívida pública e outros 19 diminuições, com Portugal a apresentar a segunda maior baixa (10,9 pontos percentuais - pp), para os 107,5% do PIB nacional, depois da Grécia (-12 pp) e seguido por Chipre (-10,3 pp).

Os principais aumentos homólogos da dívida pública, por seu lado, observaram-se na Bélgica (2,5 pp), Estónia (2,3 pp) e Finlândia (2,0 pp).

Na comparação com o segundo trimestre de 2023, a dívida pública portuguesa baixou 2,5 pontos percentuais, o terceiro maior recuo depois de Chipre (-5,6 pp), e do Luxemburgo (-2,6 pp).

Já a Bélgica (2,1 pp), Letónia (1,9 pp), e Eslovénia (1,0 pp) apresentaram os maiores aumentos em cadeia da dívida pública, entre julho e setembro de 2023.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Em tempos de novas ameaças dos "políticos além da TROIKA" vale a pena dar uma vista de olhos. É só clicar:

UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)

quinta-feira, agosto 03, 2023

UE preocupada com lei na Polónia para combater alegada influência russa

Foto retirada da Internet

A Comissão Europeia manifestou hoje preocupação com um diploma promulgado pelo Presidente da Polónia alegadamente para combater a influência russa no país, mas que poderá ser usado para visar a oposição.

"A nossa posição sobre esta matéria é bastante clara. É necessário fazer melhorias à legislação, uma vez que tal como está levanta bastantes questões, em particular com as diretivas da União", referiu a porta-voz da Comissão Anitta Hipper, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

O chefe de Estado polaco, Andrzej Duda, promulgou na quarta-feira um diploma que foi alterado em maio pela maioria parlamentar nacionalista e que na versão inicial contemplava a proibição de acesso a cargos públicos durante dez anos por pessoas consideradas "sob influência" do Kremlin.

A decisão ficaria a cargo de uma comissão específica, a nomear posteriormente.

O ponto polémico da lei foi substituído, na versão agora promulgada pelo Presidente polaco, pela proibição de exercer cargos públicos na eventual constatação de que uma pessoa "está a agir sob influência" de Moscovo e que está em causa a independência no exercício das funções e o "interesse público".

Além disso, em vez de exercer funções criminais, a comissão apenas poderá determinar que alguém "agiu sob a influência russa e contra os interesses polacos, o que não garante o correto desempenho das suas atividades em prol do bem público".

Os afetados pelas decisões desta comissão poderão recorrer delas perante um tribunal de segunda instância da jurisdição de Varsóvia.

Ainda assim, a oposição continua a considerar que o principal objetivo desta comissão será fiscalizar de forma tendenciosa as legislaturas em que o seu líder, Donald Tusk, presidiu ao Governo da Polónia, e Katarzyna Lubnauer, uma destacada figura do seu partido, o centrista Plataforma Cívica, classificou-a como "caça às bruxas".

Durante a sessão parlamentar em que se debateu a alteração ao diploma hoje aprovada pelo Presidente, o vice-ministro da Agricultura, Janusz Kowalski, apontou os lugares do grupo parlamentar de Tusk, referindo-se aos seus deputados como "pessoas pró-russas que foram vistas com [o Presidente russo] Vladimir Putin entre 2007 e 2014".

A Polónia realiza eleições gerais no próximo outono, precisamente quando está previsto que a comissão inicie as suas investigações e convoque para depor aqueles que considerar suspeitos, uma circunstância que, segundo os especialistas, poderá ser utilizada pelo Governo para prejudicar a imagem dos seus adversários políticos.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Partilhem ou deixem "gosto". Obrigado

UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)


quarta-feira, março 16, 2022

Proposta comum de Portugal, Itália, Espanha e Grécia com vista à redução dos preços da energia

 


O primeiro-ministro, António Costa, revelou hoje em Bruxelas que o propósito da reunião de sexta-feira em Roma com os seus homólogos de Itália, Espanha e Grécia é adotar "uma proposta comum" com vista à redução dos preços da energia.


"A cimeira de sexta-feira visa preparar o Conselho Europeu da próxima semana [24 e 25 de março] e centra-se sobretudo na questão dos preços da energia e como atuar de uma forma rápida para controlar os preços", começou por dizer, numa conferência de imprensa conjunta com a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, após um encontro bilateral.

Recordando que "o primeiro-ministro [grego, Kyriako] Mitsotakis escreveu uma carta na semana passada com um conjunto de propostas para a fixação de um preço máximo" e que "houve já propostas do Governo espanhol no sentido de haver uma alteração do mecanismo de fixação dos preços, deixando de indexar o preço da eletricidade ao preço do gás", Costa lembrou que, por seu lado, "Portugal já propôs que houvesse uma liberalização" nas taxas do IVA sobre a energia.

"Portanto, queremos ter uma proposta comum para apresentar ao Conselho, para apresentar à Comissão, de forma a podermos ter uma resposta tão rápida quanto possível em algo que é urgente, que é poder tranquilizar as famílias quanto à estabilização dos preços e garantir às empresas condições de produção que não atrasem o processo de recuperação em curso e que está a ser tão bem-sucedido", declarou.

António Costa participa na sexta-feira, em Roma, numa reunião com os chefes de Governo italiano, Mario Draghi, espanhol, Pedro Sánchez, e grego, Kyriako Mitsotakis, consagrada à segurança energética na Europa, em vésperas de um Conselho Europeu.

Num encontro que junta os quatro maiores países do sul da Europa, embora o primeiro-ministro grego intervenha por videoconferência -- dado ter contraído covid-19 - , os chefes de Governo tentarão então concertar posições para a cimeira da semana seguinte em Bruxelas, que, entre os muitos temas em agenda, será também consagrada à questão energética, à luz da guerra lançada pela Rússia na Ucrânia.

No quadro do compromisso assumido pela União Europeia (UE) de se libertar da dependência do petróleo, gás e carvão da Rússia, António Costa tem defendido junto dos seus homólogos europeus a importância de se completarem as interconexões energéticas entre Portugal e Espanha e Espanha e França, considerando que a integração do mercado ibérico no mercado global é "fundamental".

Essa posição voltou a ser expressa na cimeira informal dos líderes da UE celebrada na semana passada em Versalhes, França, na qual a Comissão Europeia ficou também de estudar a proposta que Portugal apresentou no sentido de os Estados-membros terem liberdade de proceder a uma redução temporária do IVA de modo a reduzir os preços dos combustíveis.

Em declarações no final de uma cimeira informal de líderes da UE em Versalhes, França, António Costa apontou que "uma questão central" dos trabalhos foi "a crise energética como consequência da guerra que a Rússia desencadeou contra a Ucrânia, e que é hoje um tema que preocupa todas as sociedades europeias, cada uma das portuguesas, cada um dos portugueses".

O chefe de Governo adiantou que, "sobre essa matéria, a Comissão Europeia ficou de apresentar para a próxima reunião do Conselho [24 e 25 de março] diversas modalidades de intervenção sobre os preços, de forma a poder contribuir para a redução do preço do gás", e disse esperar "que no próximo Conselho seja possível tomar uma decisão para, de uma vez por todas, deixar de indexar a fixação do preço da eletricidade ao preço do gás".

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui, clicando neste link:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok

sexta-feira, março 05, 2021

Bruxelas diz "ser sorte" ter Portugal na liderança

 

Swipe News, SA Nicolas Schmit

O comissário europeu Nicolas Schmit considera ser “uma grande sorte” ter Portugal a presidir ao Conselho da União Europeia (UE) este semestre, numa altura em que Bruxelas tenta reforçar a dimensão social após a crise da covid-19.

“Devo dizer que — e não é porque sou bom amigo de muitos responsáveis portugueses — é uma grande sorte ter uma presidência como a portuguesa”, diz à Lusa o responsável pelas pastas do Emprego e Direitos Sociais no executivo comunitário. Nesta entrevista a propósito do novo plano de ação para implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, divulgado esta quinta-feira, Nicolas Schmit observa que a presidência portuguesa da UE “está muito comprometida, é muito europeia e tem uma forte vontade política de fixar a dimensão social nas políticas europeias”.

“Penso que a presidência portuguesa está a promover bastante a transição económica e a recuperação da Europa, mas sabe que isso só pode ser conseguido e bem-sucedido se a dimensão social estiver no seu cerne”, adianta o responsável luxemburguês.

A Comissão Europeia propôs hoje, no seu plano de ação relativo ao Pilar dos Direitos Sociais, retirar 15 milhões de cidadãos da pobreza até 2030, pretendendo também “reduzir drasticamente” o número de sem-abrigo nas ruas da UE. A proposta prevê, ainda, as metas de ter pelo menos 78% da população da UE empregada até 2030 (um reforço face ao anterior objetivo de 75%) e de pelo menos 60% dos trabalhadores receberem ações de formação todos os anos.

Os jovens também são contemplados na estratégia através de medidas para aumentar as suas competências, como as digitais. Já os trabalhadores através de plataformas (como os estafetas da Glovo ou os motoristas da Uber) são considerados no plano de ação através da melhoria das condições de trabalho, sendo que até final do ano e após duas consultas aos parceiros sociais a Comissão Europeia vai apresentar uma proposta direcionada a estes profissionais.

Uma das grandes prioridades da presidência portuguesa da UE, neste primeiro semestre, é então a agenda social, estando prevista a aprovação deste Plano de Ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais na cimeira social agendada para 7 e 8 de maio, no Porto.

O objetivo é aprovar um programa com medidas concretas para executar o Pilar Social Europeu, um texto não vinculativo de 20 princípios para promover os direitos sociais na Europa aprovado em Gotemburgo (Suécia) em novembro de 2017.

O texto defende um funcionamento mais justo e eficaz dos mercados de trabalho e dos sistemas de proteção social, nomeadamente ao nível da igualdade de oportunidades, acesso ao mercado de trabalho, proteção social, cuidados de saúde, aprendizagem ao longo da vida, equilíbrio entre vida profissional e familiar e igualdade salarial entre homens e mulheres. Após a apresentação da proposta de hoje, caberá à presidência portuguesa conduzir o debate e negociar um compromisso entre os 27 que permita ‘fechar’ um acordo em maio.

Nota: Podem visitar-me aqui:

Poemas deste mundo e de outro | António Esperança Pereira - Bubok

domingo, dezembro 09, 2018

O pacto das migrações divide a Europa

Fornecido por Euronews SA
Existem atualmente mais de 250 milhões de migrantes pelo mundo fora, ou mais de 3% da população mundial, e a tendência é para crescer. É com base nestes números que surge o pacto da ONU, a primeira tentativa global para chegar a um acordo comum sobre as políticas migratórias. Mas o que consta exatamente no compromisso que vai ser assumido agora em Marraquexe? 
"O que é dito é para recordar, efetivamente, a todos os governos que estão comprometidos com este Pacto Global, que devem respeitar os direitos humanos aos quais já se submeteram internacionalmente. Chegou o momento desses governos serem honestos, de reconhecerem que têm essas obrigações, de pararem com o discurso antimigração paranóico e populista. Também chegou o momento de normalizar as migrações", afirma Sergio Carrera, investigador em Políticas de Migração no centro CEPS, em Bruxelas.
Há dois anos, a União Europeia apelava a uma estratégia comum para enfrentar este fenómeno. Mas dez países do bloco europeu - incluindo a Áustria, a Itália, a Hungria, a República Checa e a Croácia - preferem medidas unilaterais, alegam interferências na soberania nacional e disseram "não" ao Pacto da ONU.
"Há já alguns meses que estamos a seguir um outro caminho relativamente ao problema das migrações. Temos um novo acordo em cima da mesa que nos vai permitir ir muito mais longe do que os modelos com uma abordagem idêntica para todos os países", explica Herbert Kickl, ministro do Interior austríaco.
As diferentes visões do que deve ser a resposta ameaçam criar mais fragmentações dentro da Europa e no seio dos próprios países. Que o diga a Bélgica, onde os nacionalistas flamengos acabaram de abandonar o governo.

quinta-feira, julho 28, 2016

Os burros e o mercado acionista!


Nosso comentário:

Em Portugal passou, pelo menos para já, o medo de ser castigado por Bruxelas, o tal medo das prometidas "sanções" da UE por via de uma décima ou outra em falta com relação ao incumprimento do défice.
Sinceramente fiquei satisfeito com a decisão de não haver sanções. Foi uma boa decisão para a UE e para Portugal. Prevaleceu finalmente algum bom senso e, modéstia à parte, espero que o nosso blog tenha contribuído para esse desfecho positivo.
Muitos decisores políticos de Bruxelas, para a formulação de um bom juízo sobre a matéria, não deixaram com certeza de fazer uma leitura atenta dos desabafos simples mas sinceros aqui expressos nos últimos dias.
Fizeram bem ler o blog, decidiram bem.
Dito isto, deixo abaixo um texto que recebi, "Os burros", meio humorístico, mas sobre o qual aconselho os leitores a fazerem uma breve meditação.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Os burros

Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada.

Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro.

O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros.

Quando os habitantes diminuíram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.

Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo.

 É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça.

O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros.

Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.

É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vendê-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?

Toda a gente concordou.

Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.

Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente – somente burros por todo o lado!

Entendem agora como funciona o mercado de Ações e porque apareceu a crise?

terça-feira, julho 26, 2016

A "Grande UE" sancionará o "menino Portugal?"


Nosso comentário:

Amanhã parece ser o Dia D para Portugal e Espanha relativamente às sanções a aplicar aos dois países.
Trata-se de uma telenovela estranha, reconhecidamente descabida e sem sentido numa Europa que se debate com tais e tantos problemas causadores, esses sim, de grandes preocupações.
Os senhores de Bruxelas, a quem ouço chamar de burocratas, apertam permanentemente o seu amigo e aliado de União, Portugal, com ameaças. Dizem que o irão sancionar às terças, quintas e domingos, que não o irão sancionar, às segundas, quartas e sextas.
Dizem ainda, para manter a pressão sobre o nosso país, que adiam a decisão para mais tarde.
Enfim...
Parece coisa de quem não tem mais nada que fazer na monotonia e enfado dos salões da "corte" de Bruxelas. 
Agora, fala-se numa nova figura de estilo que apareceu na telenovela das sanções que nos enche os lares todos os dias.
Trata-se da "sanção zero".
Não sei o que é uma "sanção zero", porque zero é coisa nenhuma. Dá para imaginar que seja assim um mandar Portugal ajoelhar-se de castigo virado para a parede, por se portar mal.
Puro entretenimento mas que não tem graça nenhuma.
É que ao que parece, houve já mais de 150 infrações do género cometidas pelos mais diversos países e que até à data nenhum desses países foi sancionado.
Então pergunta-se:
Porquê Portugal?
É por isso que vale a pena ler as declarações de Catarina Martins, as quais espelham o sentimento comum de quem se sente indignado por este tratamento "diferente" a Portugal.
Isto numa altura em que nada justifica esta atitude arrogante e prepotente dos senhores de Bruxelas, que na minha modestíssima opinião deveriam estar a trabalhar em dossiers bem mais graves e do interesse da Europa, do que os 0,0 ou 0,1/%  de sanção ao "menino Portugal".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Em Vila de Conde, à margem de uma visita à feira anual de artesanato, Catarina Martins afirmou que aquela instância europeia está a decidir se multa Portugal por ter feito "tudo o que ela queria", realçando que os portugueses já sofreram o "mau resultado" das medidas exigidas pela Comissão Europeia durante o período de ajustamento.
PUB
A líder do bloco afirmou ainda não ter muita esperança de que a Comissão Europeia chegue à conclusão de que aplicar sanções a Portugal "não tem sentido nenhum" e lembrou que as referidas sanções não foram aplicadas a outros países em situação semelhante.
"Um bom resultado seria que a Comissão Europeia chegasse à conclusão de que as sanções são uma irresponsabilidade, que são ilegítimas e que não têm nenhum sentido. Se eu tenho esperança que a Comissão Europeia tenha essa sensatez e esse sentido de responsabilidade, confesso que não tenho muito", afirmou Catarina Martins, quando questionada sobre qual seria um bom resultado da reunião de quarta-feira que poderá decidir que multas serão aplicadas a Portugal e Espanha.
Segundo Catarina Martins, "a Comissão Europeia está a decidir se aplica ou não uma multa a Portugal por causa do défice de 2015 e tem a ver com os processos de défice de 2013 e 2015, período em que houve um Governo de PSD/CDS que fez tudo o que a Comissão Europeia queria".
E, explanou, "tudo o que a Comissão Europeia queria deu um mau resultado" sendo que, realçou, "esse mau resultado sofreram já as pessoas que vivem neste país".
Por isso, Catarina Martins garantiu apoiar o Governo de António Costa na luta contra o processo de sanções.
"Nós temos dito desde a primeira hora que devem ser utilizados todos os meios para contestar o processo das sanções, este é um processo ilegítimo. O Governo deve utilizar todos os meios, incluindo recorrer a tribunais, se achar que esse é o caminho. O Governo tem todo o apoio do BE para contestar o processo de sanções", assegurou.
Catarina Martins deu ainda conta não aceitar o argumento de que a aplicação de sanções faz parte das "regras" da União Europeia.
"Eu lembro que dos 28 países da União Europeia, já 24 estiveram em situações de incumprimento e nunca foi aberto processo de sanções sobre nenhum. Ninguém nos venha dizer que são as regras porque não são as regras. As regras não têm valido", disse.
"É mentira que isto sejam as regras", concluiu.

sexta-feira, julho 01, 2016

BREXIT-3 BRUXELAS-1


Nosso comentário:


Nesta coisa de futebol, mormente no que concerne ao desempenho das seleções nacionais dos países, fazer prognósticos começa a ficar proibido.
Já me enganei com a Islândia, com a Espanha, com o País de Gales, isto para não especificar mais a minha ineficácia em vaticínios nos futebóis.
O título deste post foi sugerido exatamente pelo resultado hoje havido entre as seleções que se defrontaram, Bélgica e País de Gales de onde sairia o próximo adversário de Portugal nas meias-finais da competição.
Tal como no referendo político havido no Reino Unido (País de Gales incluído) em que me enganei no prognóstico do desfecho do mesmo, também hoje, em matéria de futebol e mais uma vez falhei rotundamente a minha aposta na superioridade da seleção da Bélgica.
Cardiff (País de Gales) ganhou.
Bruxelas (Bélgica) perdeu.
Sobre a vitória desse pequeno país que dá pelo nome de País de Gales, de pouco mais de 20.000 quilómetros quadrados e cerca de 3 milhões de habitantes, pouco há a dizer.
Direi apenas que, à semelhança da seleção da Islândia, os jogadores galeses conseguiram jogar como uma verdadeira equipa. Muito unidos, muito eficazes, com montes de garra.
Talvez estas caraterísticas comecem a faltar aos países maiores e também aos conjuntos que apostam num mero somatório de vedetas.
Aquela célebre frase pode aplicar-se aqui: "Todos não somos demais"
Pelo que, transpondo este exemplo dos futebóis para a política europeia, talvez que esta união, esta garra, este querer, esta eficácia mostrados pela Islândia e pelo País de Gales, se estejam a perder com um alargamento geográfico europeu precipitado (somatório de superfícies)
Alargamento da UE feito sem que primeiro se tenham em vista valores humanos básicos e indispensáveis que, quer a Islândia, quer o País de Gales tão bem aplicam nas suas seleções de futebol.
União Europeia Grande, sem união, garra, eficácia, etc. não vai lá. Muito menos irá a lado algum castigando quem a ela pertence. Castigando com sanções e, se calhar, com grossa e dolorosa palmatória como nos séculos andados...
Temos pena!

Fiquem bem,

António Esperança Pereira







sexta-feira, maio 27, 2016

Curto, bonito e sábio


Nosso comentário:

Enquanto as televisões ficaram a debitar as negociatas da Bola, dos Colégios particulares, dos Bancos, as teias engendradas por Bruxelas, que já fartam como o caraças, vim até ao blog divulgar algo diferente do habitual.
Sempre dá para escrevinhar umas letras no "minhapoesia.net" e partilhar qualquer coisa com quem tem tanta amabilidade de me ler.
Ah, a acrescentar ao que disse que as televisões estavam a dar, e no exato momento em que me raspei para aqui, estava a ser noticiada uma desgraça completa: um homem, ao que parece deprimido, matou pais, avó e suicidou-se em seguida.
Perante isto, um resumo escassíssimo do que de chocante se vai vendo nos ecrãs, compreenderão porque hoje me decidi por duas pequenas histórias leves, muito sábias e muito interessantes.
Como é sexta-feira, aproveito para desejar a todos um excelente fim de semana.


António Esperança Pereira




CURTO, BONITO E SÁBIO.

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do
Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista
ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e
cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e
um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista. - Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também...
"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem
como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes."
concluiu o sábio.


NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água duas
vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente.
Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se: Nunca busque boas
aparências, porque elas mudam com o tempo. Não procure pessoas
perfeitas, porque elas não existem. Mas busque acima de tudo, um
alguém que saiba o seu verdadeiro valor.
Tenham 4 amores: Deus, A vida, a família e os amigos. Deus porque é o
dono da vida, A vida porque é curta, a família porque é única e os
amigos porque são raros!

quarta-feira, março 30, 2016

Portugal-Bélgica, o futebol e o resto...


Nosso comentário:

Vi o jogo da seleção portuguesa que hoje se confrontou na cidade de Leiria/Portugal, com a sua congénere da Bélgica.
Longe de ser um jogo fácil, longe disso, de qualquer maneira os jogadores lusos mostraram que em futebol Portugal ainda vai chegando para Bruxelas.
Foram só 2-1 a vitória conseguida, mas tem que se dizer que o resultado amealhado foi merecido.
Já quando toca a fazer contas, aí é que a porca torce o rabo, como se costuma dizer.
Chega a ser constrangedor ver como são tratados os nossos políticos e economistas quando em deslocação à "capital europeia", cidade de Bruxelas.
Nas jogadas financeiras não há duelo que penda para o lado português.
Ele são conselhos e mais conselhos, dizem-nos como é que se faz, que se fizermos desta ou daquela maneira é um mau caminho, que assim não vamos atingir o défice, que continuamos despesistas...
Eu sei lá!
De modos que, apesar dos acontecimentos trágicos dos últimos tempos ocorridos na capital belga e europeia, de condenar veementemente, tenho que hoje, como bom português que sou, dizer:
Ganhámos!
Há que reconhecer méritos onde os há.
E tem que se dizer, que nem só de contas e continhas, de taxas e taxinhas, poupanças e recadinhos vive o homem.
Também vive destes momentos em que ganha alguma coisa, nem que seja na bola.
Deveriam os parceiros europeus de Portugal fazer como nós em relação a eles: olhar não só para algumas coisas menos boas que temos, uns e outros, porque defeitos todos temos, mas valorizar  as qualidades que também temos, uns e outros, e não são poucas.
Deixo este recado singelo em dia de futebol Portugal-Bélgica, para que ele possa motivar algum bom senso no rumo a dar a esta Europa que precisa estar unida e solidária, para que possa ser forte no presente e no futuro.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira






quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Europa Unida por via do medo?


Sinceramente ver televisão nos tempos que correm passou a ser um ato de coragem. Refiro-me em particular aos noticiários e seus derivados (comentários, opiniões, etc.) que são as fontes onde supostamente o atento cidadão pretende beber alguma da atualidade. 
E, se o tempo fusco, frio e chuvoso, próprio da invernia já põe o cidadão de mau humor, após um tempito a atualizar-se com os ditos noticiários e derivados, fica de rastos.
As catástrofes todas do mundo, acidentes mortais, terramotos, epidemias, atentados, etc. etc. dão o mote ao modelo de informação que temos.
Depois é a altura de aturamos a verborreia de personalidades de que não gostamos ou a quem já prevemos cada sílaba que vão proferir.
Nessas personalidades incluo, claro está, aquela gente de Bruxelas, agora também de Berlim e de Paris.
Vá-se lá saber porquê?!
Já os conhecemos a todos, entram-nos há anos pelas orelhas e olhos a dentro.
Dizem sempre o mesmo ou parecido. Mandam os nossos supostos responsáveis que lá vão, vir igualmente dizer o mesmo ou parecido.
A mensagem é gasta, sempre a de uma Europa triste, sem nada de novo para comunicar, inventando exigências de cacaracá, sorrisos de corredor para parolo ver.
Especialmente para aqueles que acreditaram poder ser possível uma Europa Unida a sério, chega a ser chocante a tristeza, a desconfiança, a exigência, os castigos a terceiros proferidos e prometidos pelos representantes da dita União Europeia.
Afirmo pela primeira vez isto, não é que valha alguma coisa a minha afirmação, mas sinto em consciência nesta altura que a Europa Unida apenas o está a ser "por via do medo", não pela interiorização de uma necessidade, de uma vontade comum, uma alegria comum, uma esperança de seguirmos juntos um futuro melhor.
Estamos nela com medo de sairmos dela. Vive-se em permanente ameaça de divórcio, não em permanente comunhão, união e casamento.
Olho para a televisão e vejo aquela gente importante, seja de Bruxelas, de Berlim ou Paris, tão enfastiada, enfadonha, mal amada, castradora, que receio bem que o tempo da minha profunda crença na UE esteja a esfumar-se e a sumir como fumo de uma chaminé quando a lareira acesa se apaga e fica cinza.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

quarta-feira, outubro 21, 2015

Retorno ao tempo de Salazar e Marcelo?


Nosso comentário:

Pelas notícias que lemos e que vão saindo amiúde sobre a tentativa de formação de um novo governo, não parece nada fácil nesta democracia portuguesa respeitar-se o próprio significado da palavra "Democracia".
As pressões para que tal não aconteça são mais que muitas, ele são os media, ele são os comentadores ao serviço do poder, ele são os "cavalos de Tróia" infiltrados nos partidos a desferirem jogada sobre jogada, enfim...
é nestas alturas que se toma consciência que parecemos condenados ao "caminho único" chame-se o que se chamar a estes regimes políticos em que vivemos.
Está cada vez mais provado que de "democráticos" quase só já têm o nome.
Agora mesmo assistimos em Portugal a uma tentativa de intoxicação da opinião pública para que esta se convença de que tudo o que for diferente desse tal "caminho único", imposto ou a impor, será perigoso e impossível de intentar.
O medo está outra vez aí. 
Digo outra vez porque ainda me foi dado viver alguma juventude em plenos regimes de Salazar e Marcelo e sei o quanto custava usar publicamente uma simples palavra reprovada pelo regime ditatorial.
O medo está de volta. 
Medo de perder o salário, medo de não arranjar emprego, medo que falte o dinheiro nos bancos, medo de Bruxelas, medo de não ter futuro, medo de não ter presente, medo, medo, medo... 
Até quando? será que este medo veio para ficar, ou restará ainda aos homens eleitos para serem líderes uma ponta de coragem, de independência, de brio, para contrariar a tendência tenebrosa de um sórdido, insípido, desconhecido "caminho único"?
Certo que restam ainda umas pontas de liberdade, mesmo considerando que vivemos em uma sociedade cada vez mais controlada e policiada.
Porém, ante o que vejo, receio bem que mesmo estas preciosas pontas de liberdade se vão secando, uma após outra, já que nem uns meros resultados eleitorais de eleições livres podem ser aplicados na formação de um governo legítimo delas resultante.
Outra vez os "perigosos esquerdistas", expressões a fazer lembrar o mórbido tempo de Salazar e Marcelo. Outra vez o perigo dos comunistas. Outra vez a falta de democracia. Outra vez a manipulação da informação. Outra vez o desrespeito pela vontade popular.
Será possível meus senhores, contrariar ainda um tal retrocesso?

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



quarta-feira, julho 22, 2015

Alívio da dívida, nem pensar, dizem os pobres!


Nosso comentário:

Não é preciso estar muito atento aos desenvolvimentos europeus para perceber que Jean-Claude Juncker dá muitos beijos.
É facto assente que aparece um qualquer líder europeu a jeito e zás, espeta-lhe um beijo.
Nada tenho contra beijos, antes pelo contrário, tenho só é que perceber o porquê de, numa instituição tão seráfica e conservadora como é a Comissão Europeia, apareçer um homem tão aparentemente terno e afectivo.
Faz-me pasmar o facto, pelo que tenho que investigar, depois abordarei o assunto com mais conhecimento de causa e propriedade.
Por agora registo apenas o beijoqueiro que é Claude Juncker, destacando entre os beijos que vão sendo públicos, o beijo visto e revisto repetidamente espetado na face do mediático primeiro ministro grego Alexis Tsipras.
Dito isto à laia de intróito, é minha ideia hoje divulgar uma notícia largamente difundida e que tem exactamente que ver com o beijoqueiro da Comissão Europeia e o alvo de um grande beijo seu, Alexis Tsipras. 
É que o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker revelou, em entrevista ao diário belga Le Soir, que Portugal se opôs a que um alívio da dívida grega fosse discutido antes das eleições legislativas, designadamente em Outubro próximo. 
Bom, não só Portugal como também a Irlanda e a Espanha se teriam igualmente oposto a uma tal iniciativa antes das eleições a haver naqueles países.
Ora bem, sem me querer estar a alongar em considerações maçudas sobre o assunto, percebemos todos o porquê destas "negas" dos países referenciados. 
Mais uma vez os interesses conservadores dos governos de cada um daqueles três países, a imporem as regras. Querem evitar a todo o custo que a Grécia possa influenciar os seus eleitores, portugueses, espanhóis e irlandeses, negativamente do seus pontos de vista.
Claro que um bom acordo de Tsipras e da Grécia a nível das teses que defendem junto de Bruxelas, será sempre uma "derrota" para as teses da linha masoquista da austeridade.
Mais uma vez fica a nu uma Europa interesseira, desunida, desligada, com objectivos bem desenhados que teimam em fomentar um perigoso "caminho único", de êxito comprovadamente duvidoso.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quinta-feira, agosto 21, 2014

A Dívida e...Quo vadis Portugal?

Nosso comentário:

A DÍVIDA PÚBLICA PORTUGUESA está cada vez mais elevada... 
Para que conste, ela ronda oficialmente os 134% do PIB. 
De acordo com dados do boletim estatístico divulgado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP), a dívida pública na ótica de Maastricht (a que conta para Bruxelas) alcançou os 223.270 milhões de euros em Junho deste ano.
Para ilustrar um desempenho tão negativo desta governação apesar de tantos e tais cortes e sacrifícios impostos a Portugal e aos portugueses...
Achei por bem transcrever esta notícia veiculada pela LUSA. 
Sem mais palavras.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

António, pastor urbano junto à via rápida

Lusa
Na VL9, em Gaia, os carros correm apressadamente, ao mesmo tempo que, nos seus taludes, mais de uma dezena de ovelhas e cabras se demoram, por duas ou três horas, a pastar junto a António, o pastor urbano.
António, pastor urbano junto à via rápidaAntónio Sousa tem 63 anos, 10 ovelhas e três cabras que diariamente leva a pastar junto da VL9, mesmo ao lado da estrada para onde, garante, "nunca nenhuma fugiu" e de onde os condutores, curiosos, olham e apitam.
António é de Carlão, freguesia de Alijó no distrito de Vila Real, terra que o viu, aos seis anos, subir ao monte descalço com o pai que lhe ensinou a arte de pastorear. Lá foi pastor até aos 21 anos, idade com que teve de "ir para a tropa", a que se seguiram sete meses em Angola, na guerra do Ultramar.
Voltou a Portugal e em 1974 foi trabalhar para o Hospital de Vila Nova de Gaia, onde durante 32 anos fez "serviços gerais" e até colaborou nas "urgências" depois de "tirar um curso".
Há oito anos reformou-se e foi nessa altura que, para se "entreter", voltou a comprar ovelhas e a subir ao monte, também perto do rio Douro, mas agora mais a ocidente, em Gaia.
Hoje tem 13 animais que leva a pastar todos os dias para uma das novas vias de ligação de Gaia ao Porto, com automóveis a passar a grande velocidade nas retas da Avenida D. João II, e, conta, é o único a fazê-lo.
Trocou as serras de Alijó pelos montes criados pelo homem na freguesia de Oliveira do Douro, em Gaia, declives gerados pelas escavadoras que ali rasgaram uma estrada, ladeada de erva verde e "tenrinha" para as novas ovelhas e cabras.
António pastoreia "em vez de estar no café o dia todo ou em casa a dormir" - ir para um centro de dia "nem pensar" - e, garante, "não dá lucro nenhum", embora "outro dia" tenha vendido um carneiro por 100 euros.
Todos os dias levanta-se pelas 07:00, vai trabalhar até à "hortinha" que também tem e, depois do almoço, pelas 14:00, chega a vez das ovelhas e cabras que o aguardam e seguem durante "duas a três horas", monte acima, por vezes até à Serra do Pilar.
Se se afastam mais um pouco do seu olhar, logo puxa do pão que traz num saco às costas e chama a "Pequenina", a ovelha que "quando vem, vêm logo todas atrás", desde a mais velha de quatro anos, à mais nova que "nasceu em fevereiro".
Em oito anos, só uma vez chamaram a GNR para que ele retirasse as ovelhas de um terreno junto da Real Companhia Velha; dias mais tarde acabariam por lhe pedir "desculpa", recorda.
Também nos oito anos desde que voltou a ser pastor, o número máximo de ovelhas que teve foi 25. Morreram todas depois de beberem água "com químicos" que corria a céu aberto.
"É preciso ter amor", contou o único pastor urbano de Gaia.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...