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quinta-feira, março 03, 2016

A cidade, um livro, uma reflexão...


Nosso comentário: Mais um lançamento da Editora Antígona de uma obra crítica sobre o modelo de cidade contemporânea.
Aconselho vivamente a sua leitura pois basta ler o resumo abaixo para convencer qualquer um.
Em particular todos aqueles que se preocupam com a tipologia das cidades atuais.
Pessoas e mercadorias, arranha-céus, pobreza, desemprego, exclusão social. Enfim, a cidade moderna, um lugar a merecer a reflexão de todo e cada um de nós.
Pela minha formação, quer na área social quer política, tocam-me muito estas temáticas. Seria bom que se repensasse muita coisa sobre a cidade, a sua função, a sua dimensão, o labirinto e o caos em que se está tornando para as pessoas.
Uma espécie de sítio onde tudo e todos desaguam.
Impõe-se um reordenamento dos territórios, na minha modesta opinião. De nada serve uma grande cidade com arranha-céus e sítios alindados para turista ver se existirem guetos por todo o lado. Montanhas de incapacidades para milhões de seres humanos arredados de encontrarem aí uma vida digna e próspera..  
Isto a contrastar com territórios de larguíssima extensão, desertos ou desertificados, onde nem ervas daninhas crescem.
Uma autêntica aberração este des(povoamento) dos territórios em favor de um crescimento desajustado de cidades assustadoramente gigantescas, desordenadas e alienadas.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

VIAGEM AOS CONFINS DA CIDADE
A metrópole e as artes no Outono pós-moderno (1972-2001)

 

leonardo lippolis
 

TRADUÇÃo Margarida Periquito
 
Na pós-modernidade, o corpo em transformação das metrópoles revelou os sinais dolorosos de um fim trágico do Ocidente. Hoje, a cidade transformou-se no espelho de uma sociedade em declínio, no modelo de uma distopia, ou seja, num lugar onde é horrível viver. Cidades feitas para deixar circular as mercadorias e organizar as necessidades do capital não podem deixar de reduzir as pessoas a fantasmas que têm medo da própria sombra.
Leonardo Lippolis

Reflexão sobre a crise das metrópoles ocidentais e o seu declínio no mundo contemporâneo, Viagem aos Confins da Cidade aborda as transformações do espaço urbano nas últimas décadas do século xx: o novo inferno da vida citadina, onde a exclusão social e a erosão do espaço público se concretizam, derrotando um modelo de cidade como palco de revitalização e de mudança. Da crescente intromissão de sistemas de vigilância à descaracterização de centros históricos e ao arranha-céus como incubadora da catástrofe, Leonardo Lippolis guia-nos nesta viagem apocalíptica ao fim da civilização como a conhecemos. Recorrendo à ficção de George Orwell e de J. G. Ballard, ao cinema de David Cronenberg e de Stanley Kubrick e à teorização de sociólogos e arquitectos, esta lúcida intuição de um novo ocaso civilizacional comprova a ameaça de novas mutações urbanas.

Leonardo Lippolis (Génova, n. 1974), professor, estuda as relações entre arte, arquitectura, cidade e política, de uma perspectiva neo-situacionista. Entre as suas obras contam-se Urbanismo unitario (2002) e La nuova Babilonia (2007).

 
CULTIVA A INTELIGÊNCIA,
NÃO DEIXES MORRER
A REVOLTA
168 pp. | pvp 15 EUR
ISBN 978-972-608-272-9


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domingo, janeiro 29, 2012

Crise económica pode...

Crise económica pode fazer desaparecer a classe média em Portugal afirma o autor do livro "Classe Média: Ascensão e Declínio", Elísio Estanque

A classe média como a conhecemos em Portugal pode desaparecer como consequência da crise económica que o país atravessa, é a conclusão a que chegou o sociólogo Elísio Estanque, que lança esta semana um livro sobre este tema.
A classe média "está em risco de um empobrecimento muito rápido" que pode levar a um "descontentamento mais amplo na sociedade portuguesa" e ao "enfraquecimento do sistema socioeconómico e do sistema democrático", explicou o autor do livro "Classe Média: Ascensão e Declínio".
Para o sociólogo, a classe média em Portugal tem "dificuldades acrescidas" em relação a outros países ocidentais, que resultam de processos tardios quer de industrialização quer de adopção de um regime democrático.
Por isso, "a classe média que Portugal conseguiu edificar" foi criada num "processo muito rápido, pouco consistente, que resultou sobretudo da expansão do Estado social e que, na sequência dos anos 80 do século passado, sujeita a um discurso mais ou menos eufórico orientado para o consumo e para um certo individualismo, criou um conjunto de expectativas relativamente às oportunidades do sistema".
No entanto, a crise económica que Portugal enfrenta está a defraudar essas expectativas, considerou Elísio Estanque, explicando que isso levará a uma alteração da sociedade a partir da insatisfação dos jovens.
Muitos jovens, que fazem parte da classe média mas que têm formação superior, vivem uma "condição de precariedade e insatisfação relativamente às instituições e à classe política", sendo esta faixa da sociedade que "alimenta os movimentos de protesto", explicou.
São eles que "incutem um novo discurso, uma nova leitura relativamente ao funcionamento da sociedade e recorrem a outro tipo de meios e de leituras da realidade. Se esses sinais conseguirem ser capitalizados e absorvidos pelos agentes da nossa vida política - partidos políticos, sindicatos, instituições em geral - pode ser que as instituições se renovem a tempo de evitar o pior", considerou Elísio Estanque, ressalvando que "terá de haver uma renovação".
"Estamos num momento de encruzilhada de viragem. Não é só Portugal. Estamos num mundo conturbado, estamos num momento de transição. Para o bem ou para o mal. A História está em aberto", referiu.
E, embora admita que os portugueses não costumam "embarcar em excessos como aconteceu na Grécia", o sociólogo acredita que a ideia de que Portugal é um país de brandos costumes é um mito.
"Em vários momentos da sua história, os portugueses mostraram uma grande irreverência, capacidade de acção e até algum radicalismo", concluiu.

Alguns comentários:

GrandeComediante

"Em vários momentos da sua história, os portugueses mostraram uma grande irreverência, capacidade de acção e até algum radicalismo"... Isso foi há muitos séculos quando o tuga comum nao vivia com a p3ida alapada no sofá a ver novelas, futebol, casas dos degredos e a jogar playstation....

Joaquim Peixe

Mas esse é o objectivo desde o cavaco.

CJ

Estes BACOCOS de (des)governantes (não só os atuais) esqueceram-se de que essa chamada CLASSE MÉDIA era o SUPORTE do Estado. Não conheço ninguém com baixos rendimentos, os considerados pobres, que algum dia tenha pagado impostos. Mesmo aqueles a quem era feita a retenção, quando chegava a ocasião de se fazer o acerto, eram reembolsados do que havia sido retido. E com juros. Então quem suportava esse monstro chamado Estado? A CLASSE MÉDIA, evidentemente. E, nos tempos que correm, ouvimos: a DESPESA não aumentou, a RECEITA é que diminuiu. Mas em cada ano vai ser menor, porque em cada ano vai haver menos pessoas a pagarem IMPOSTOS. "Esqueceram-se" de que MISÉRIA só produz MISÉRIA. Mas desde que chegue para ELES... O povo que se MATE!

corsario

Essa classe é a que EMIGRA...

RICO

Eu quero que 'f'o'da'm'-s'e as classes, eu quero é beber um esporão comer lagosta, e um arroz de mariscos, o melhor em Portugal no restaurante Estaleiro em Vila-Chã perto de Vila do Conde, as classes que vão para o Karalho e os pobres que morram logo.
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Nosso comentário

Os comentários dos leitores a um simples lançamento de um livro, demonstra bem o estado de agressividade latente em que vai coexistindo a sociedade portuguesa.
Quem lucra com as fricções sociais, os ódios, as sementes de violência, que estão a ser atiradas pela governação para a sociedade via austeridade, controlo dos "midia", etc.???
não sei.

Os mais ricos estão seguramente a deitar contas à vida, se sim, se não, se talvez;
os remediados, a mesma coisa;
as classes mais desfavorecidas aguentarão enquanto puderem e as condições mínimas de sobrevivência o forem permitindo.

Ora, onde vai parar uma tal situação, se a hemorragia económica da classe média não for estancada a tempo , é simples de ver.
Com o agudizar dos sacrifícios, essa classe média deixará de acreditar.
Não esqueçamos que é ela quem, em grande parte suporta o grosso da pirâmide, esses tais desfavorecidos ou menos bafejados pela sorte. Que é ela o fiel da balança entre os mais ricos e os mais pobres.

Ora, com o agudizar da evolução social e económica, que se adivinha, facilmente se identificará mais com os tombados em desgraça (desempregados, emigrantes compulsivos, jovens sem emprego, clientes da sopa dos pobres, etc. do que com os responsáveis multimilionários e políticos avulso, que proliferam e têm a responsabilidade do que se passa.
A classe média engrossará decerto o exército dos indignados, dos que nada têm a perder.
Os pratos da balança social ficarão entãoi muito desequilibrados. E...

Termino com palavras do sociólogo Elísio Estanque, autor do presente livro em destaque acima:
E, embora admita que os portugueses não costumam "embarcar em excessos como aconteceu na Grécia", o sociólogo acredita que a ideia de que Portugal é um país de brandos costumes é um mito.
"Em vários momentos da sua história, os portugueses mostraram uma grande irreverência, capacidade de acção e até algum radicalismo".
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Fiquem bem,

António Esperança Pereira

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sexta-feira, novembro 26, 2010

GUINÉ-BISSAU 1974


Título de livro: "GUINÉ-BISSAU 1974"
Não versa política mas sim sociologia: fica-se a conhecer melhor um povo e um território que durante séculos foi colónia portuguesa.
Após 1974, com a revolução dos cravos em Portugal, a sua independência finalmente aconteceu.
Fui dos últimos portugueses (alferes miliciano em cumprimento do serviço militar obrigatório) a deixar o território.
Apesar de tempos difíceis, conturbados, de guerra, só tenho que agradecer o acolhimento cordial e fraterno que aí tive.
Também o exemplo que são para nós "sérios e circunspectos europeus" aquelas gentes simples com vidas difíceis, quase cruéis, mas sempre com aquele sorriso escancarado no rosto.
Este estudo fica como testemunho humilde da minha passagem por terras africanas.
Desejo que a Guiné, agora República da Guiné-Bissau, encontre o caminho de paz e prosperidade a que tem direito.
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Sinopse do livro:
Assuntos variados de um tempo que é já história, pois muito do que se diz aqui foi já objecto de grandes mudanças. Mas há sempre coisas que ficam no tempo que passa e podem mudar-se nomes, acontecimentos, pessoas, mas a Guiné, como território, como país, continuará com base na sua história trilhando os promissores caminhos do futuro

Pode ser visto em http://lusito.bubok.pt
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Um bom fim de semana a todos apesar deste frio intenso.
Saudações afectuosas,

António E. Pereira

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...