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sexta-feira, setembro 27, 2024

Médio Oriente: Cerca de 20 portugueses vão ser retirados do Líbano - Governo

 Lisboa, 27 set 2024 (Lusa) - O Governo português vai retirar cerca de 20 cidadãos portugueses do Líbano, disse hoje à Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Segundo a mesma fonte, que se escusou a avançar quando será realizada a retirada, por razões de segurança, trata-se da execução do plano anunciado esta semana pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Nova Iorque.

Montenegro disse na quarta-feira que o Governo português tem mecanismos prontos para retirar os portugueses que queiram sair do Líbano.

Em resposta aos jornalistas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, o primeiro-ministro afirmou que existe "um plano, uma programação para poder retirar cidadãos portugueses que possam estar lá [no Líbano], de acordo com a evolução da realidade no terreno e também de acordo com a cooperação com outros países parceiros, nomeadamente no âmbito da União Europeia".

"Nós temos estado em contacto, desde há muito tempo, com todos os portugueses que estão identificados e, portanto, de que nós temos registo que estejam naquele território, e temos mecanismos que estão prontos para poder fazer o apoio que é necessário para a sua retirada", reforçou.

Israel e Hezbollah estão envolvidos num intenso fogo cruzado diário desde 07 de outubro de 2023, após o ataque do Hamas em solo israelita que desencadeou a atual guerra na Faixa de Gaza, levando a que dezenas de milhares de pessoas tenham abandonado as suas casas em ambos os lados da fronteira israelo-libanesa.

Os ataques de Israel contra o Hezbollah intensificaram-se de forma substancial nos últimos dias, após as autoridades militares de Telavive terem anunciado uma deslocação das operações da Faixa de Gaza para o norte do país.

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António Esperança Pereira (Autor)

Visite meus livros aqui:

"A caminho do prado" (Poemas com princípio, meio e...) | An (bubok.pt)

sábado, dezembro 30, 2023

Feliz Ano Novo para 2024 com um poema que publiquei a desejar um Feliz Ano de 2012

 

Foto de Gaza tirada ao acaso da internet

Nesta data, aproveito o meu Blogue para manifestar a todos os familiares e amigos os meus votos de um FELIZ ANO NOVO.

Entretanto, relembro um poema de 2011 em que a situação para as bandas do Oriente Médio, tal como hoje, era catastrófica.

Basta ler algumas notícias desse tempo para o confirmar.

Deixo um poema que escrevi nessa altura. Infelizmente, ante a barbárie que nos é dado presenciar atualmente, poderia o poema ser escrito hoje.

Enfim!

AEP/


Seres deambulantes metralha a tiracolo

Interesses perversos por detrás da morte
Tudo fica cinza lixo grandeza  feita nada
Um sufoco de luta pelo ter
Sem Deus que altere tal sorte

O desgraçado povo bem se verga
Bem ora bem clama bem reza
Mas o senhor deus não vê não liga
Deixa que isso aconteça
Em clarões vorazes bombas de Hiroshima

Bons e maus é a explicação mediática
O senhor doutor general mentor
Por detrás da farsa
Sangue envenenado de quem tudo quer
Sem lei respeito credo ideal com jeito

Esfarrapada razão que nos engana
A razão que diz com sisudez
Ser aquela a única saída
Guerra desolação ganância
A comandar exércitos com rasto de deserto

Sangue quente que era vida
Agora exangue arrefecida
Humanos pardais de bombardeio
Que é-nos dito pela razão
Ter de ser assim feito
Em nome da civilização
Tristes cruzados democráticos
Levando à fogueira o ímpio
aqui à mão
sem outros processos
que não sejam a ferro e fogo
a destruição
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Feliz 2012,

sexta-feira, junho 16, 2023

Para Orbán, "há um homem no Ocidente" capaz de "acabar" com a guerra

Viktor Orbán, Foto tirada ao acaso da Internet

Numa entrevista à estação de rádio nacional da Hungria, Orbán mostrou confiança numa pessoa para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defendeu, esta sexta-feira que "há um homem no Ocidente" que pode "acabar" com a guerra na Ucrânia: Donald Trump. Para Orbán, se Trump vencer as eleições presidenciais norte-americanas de 2024, conseguirá alcançar uma solução para o conflito.

"Há um homem no Ocidente que seria capaz de acabar com esta guerra e fazer a paz. Esse homem é Donald Trump", disse Orbán, em declarações à rádio Kossuth, segundo cita a agência estatal russa TASS.

"A Hungria estaria interessada em ver um defensor da paz no comando dos Estados Unidos", acrescentou ainda.

Na opinião do primeiro-ministro húngaro, se Trump tivesse continuado na presidência dos Estados Unidos a guerra na Ucrânia teria sido evitada.

Declarando o seu apoio a Trump nas presidenciais de 2024, Orbán defendeu que, além da Ucrânia e a Rússia, também os Estados Unidos devem participar nas negociações de paz.

Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro do ano passado. O presidente russo, Vladimir Putin, justifica o conflito com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. Os Estados Unidos têm sido o principal financiador militar e financeiro de Kyiv.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Partilhem ou deixem "gosto". Obrigado

Textos dispersos do EU II | António Esperança Pereira - Bubok

segunda-feira, abril 04, 2022

Orçamento terá resposta aos efeitos da guerra, assegura Medina

 

Swipe News, SA fernando medinaÉ a primeira promessa do novo ministro das Finanças. Esta segunda-feira, à entrada da sua primeira reunião do Eurogrupo, Fernando Medina garantiu que a proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE 2022) terá uma resposta às consequências económicas e sociais da guerra na Ucrânia, sem especificar quais serão as novas medidas a implementar. O ministro garantiu que a nova proposta do OE2022 será apresentada este mês.

O Orçamento terá uma resposta à crise e guerra na Ucrânia que tem naturalmente uma expressão negativa sobre a vida dos portugueses em aspetos que hoje são sentidos no dia-a-dia“, reconheceu, garantindo que “o Orçamento procurará dar resposta a essa dimensão”. Porém, o ministro não revelou que novos apoios podem estar em cima da mesa, referindo-se apenas a medidas já adotadas ou planeadas.

Quando entregou o Programa de Governo na Assembleia da República, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, disse que o documento continha um reajustamento face à invasão russa na Ucrânia. Contudo, tal refletiu-se maioritariamente na descrição da situação e não em medidas concretas. Mais tarde, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, argumentou que o Programa de Governo é para o médio e longo prazo e que as respostas de curto prazo estarão nos Orçamentos de Estado.

Agora é Fernando Medina a afirmar que a nova proposta do OE2022, cujo chumbo em outubro do ano passado levaria o PS à maioria absoluta nas eleições antecipadas de janeiro, terá uma resposta aos impactos económicos e sociais da guerra na Ucrânia. Uma das medidas em cima da mesa, a qual carece de aprovação da Comissão Europeia, é a descida do IVA dos combustíveis para 13% (atualmente nos 23%), mas não se sabe se avançará no OE2022. Em vigor estão já vários apoios, como é o caso do Autovoucher, a descida do ISP ou o apoio para famílias mais carenciadas comprarem alimentos.

Naquela que é a sua primeira reunião do Eurogrupo, o novo ministro disse que iria discutir exatamente este assunto com os seus pares europeus de forma a encontrar soluções para “minorar os impactos da guerra na Ucrânia para todos os cidadãos europeus”. A situação na Ucrânia será a “preocupação central” da reunião do Eurogrupo e do ECOFIN, disse, reconhecendo o efeito “muito visível” nos preços dos combustíveis e bens alimentares.

Estou a trabalhar muito intensamente para que possa apresentar muito em breve o Orçamento do Estado para 2022“, acrescentou, assegurando que o documento será entregue este mês. Medina notou que as projeções têm de ser “avaliadas e adaptadas” aos novos dados que forem conhecidos, mas não adiantou se as previsões do OE2022 serão diferentes das do Programa de Estabilidade entregue no final de março.

Portugal “cumpriu e vai continuar a cumprir” as regras orçamentais

Além da situação na Ucrânia, o foco de Medina neste Eurogrupo será apaziguar os seus pares europeus sobre as intenções do novo Governo. “Continuidade e confiança” são as duas palavras de ordem do novo ministro das Finanças, assumindo como a sua missão nesta reunião “transmitir uma mensagem de de confiança na continuidade da política financeira do Estado português“. Ou seja, as “contas certas” apregoadas pelo PS vieram para ficar.

“Portugal cumpriu e vai continuar a cumprir” as regras orçamentais europeias, assegurou Fernando Medina, referindo-se ao défice orçamental de 2021 — ano em que as regras ainda se encontravam suspensas — que ficou nos 2,8% do PIB, abaixo dos 3% definidos pelo limite das regras europeias. Para 2022, com o Governo a apontar para 1,9% do PIB, a “projeção é de voltar a cumprir a meta”, assegurou.

O ministro das Finanças reafirmou que o “pano de fundo” de toda a ação do Governo é o “cumprimento das regras”, nomeadamente a redução do défice orçamental e a trajetória de redução da dívida pública. “É algo que nós fazemos não porque nos é imposto por fora, mas com a consciência de que termos contas certas, caminharmos para uma dívida mais reduzida, melhora as nossas condições de resposta às necessidades dos portugueses“, concluiu Medina.

Questionado sobre a discussão europeia de se manter as regras suspensas em 2023, o ex-presidente da câmara de Lisboa admitiu que pode ser prudente tomar essa decisão. “Neste contexto de incerteza é avisado que possa haver um entendimento flexível relativamente às regras“, reconheceu. Em relação ao debate sobre o futuro das regras orçamentais europeias, Medina saudou a iniciativa do Governo espanhol de apresentar propostas concretas.

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui, clicando neste link:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok

segunda-feira, junho 21, 2021

Colonos e colonizados



Enquanto ganha forma o novo livro de poemas que publiquei na Bubok "A VER O QUE SAI" e que apenas aguarda acertos de capa, continuo com o exercício de selecionar partes de poemas distribuídos pelos meus livros. O rumo a dar a essas resenhas ainda é vago, daí que não me pronuncio por enquanto. Hoje partilho no blogue mais uma das folhas desse exercício que venho fazendo. A folha que partilho é numericamente a número 304. Um espanto! fico admirado com a descoberta de tanta frase, tanta palavra, tanta coisa que se vai acumulando quando se escreve.

É como fazer caminho escrevendo.😏

António Esperança Pereira



Colonos e colonizados


…tudo parecia mudar

e mudou!

colónias em liberdade

livre ficou o pensamento

um novo mundo a sonhar

até se acreditou

em igual oportunidade

em possível igualdade…

 

António E. Pereira

 

…volvidos anos mudança

diria mesmo abastança

mas zás

tudo voltou atrás

países inteiros de tanga…

 

António E. Pereira

 

…ex-colónias pedem esmola

e das duas uma

ou se rendem à cartola

e voltam a ser colónias

salvando assim a tola

ou revoltam-se outra vez

E precisam fazer guerra…

 

António E. Pereira

 

…tudo a ficar como antes

morrer à fome e na guerra

ou render-se aos colonos

para assim os novos donos

cuidarem da sua terra…

 

António E. Pereira


Fiquem bem

segunda-feira, maio 29, 2017

Drones e Taça de Portugal



Breve nota do autor do blog:


Nem a propósito, aparece um lançamento da Editora Antígona versando esses objetos que aparecem dos céus como por "milagre", os DRONES.
Afinal o que são os DRONES?
Uma obra de Hugh Gusterson que se afigura de leitura obrigatória.
Quem não reparou no "show" oferecido ontem mesmo no início da Final da Taça de Portugal no Estádio Nacional entre Benfica e Guimarães?
Um homem fardado vindo do céu montando uma "coisa voadora" para ofertar a bola com que se iniciaria o jogo de futebol.
Um DRONE pois então, último grito da tecnologia que coloca desafios nunca dantes enfrentados. Guerra, perseguição, etc.
Mas caro leitor, é melhor conferir no livro de Hugh Gusterson.

Fiquem bem


António Esperança Pereira


Novidade - Maio '17

DRONES
GUERRA POR CONTROLO REMOTO

HUGH GUSTERSON
TRADUÇÃO LUÍS LEITÃO

Uma tecnologia que parece mágica dá aos seus possuidores, que estão a contemplar a cena do céu, um poder quase divino sobre a vida e a morte.

Os drones: esses enigmáticos aviões prateados de cauda invertida, sem janelas nem tripulantes, com ares de «cegueira hermética». Para lá desta imagem icónica, na orla da consciência pública e em menos de dez anos, os drones redefiniram a guerra: tornaram obsoleta a distinção entre campo de batalha e vida civil, afastaram o risco de morte de um dos lados (criando uma assimetria que é a negação do próprio princípio da guerra) e instituíram um direito de perseguição universal.
Drones (2016), percorrendo os pontos de vista de operadores de drones e suas vítimas, políticos e activistas, estrategas e académicos, é o retrato cru dos dilemas psicológicos, políticos e jurídicos levantados por esta guerra «limpa». Uma guerra que nem é preciso admitir que existe – mas que é uma guerra bem real: omnipresente, permanente e sem fim à vista.

Hugh Gusterson (n. 1959) foi professor de Antropologia no MIT e presidente da Associação Americana de Antropologia. O olhar etnográfico que lança à ciência, e à energia atómica em particular, levou-o a publicar livros como Nuclear Rites (1996), sobre os hábitos, as crenças e a cultura de trabalho oculta de cientistas de armas nucleares, e People of the Bomb (2004), retrato perturbador do modo como a indústria militar moldou a psique das gerações americanas em meio século de era nuclear. Escreve regularmente para o The Washington Post e o Los Angeles Times.
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terça-feira, abril 25, 2017

Poema meu evocativo do 25 de Abril 1974


Nota do autor do blog:

Hoje é o dia 25 de Abril de 2017.
Faz anos que aconteceu a chamada revolução dos cravos.
Com ela chegara finalmente ao Portugal de 1974 o grito LIBERDADE. Liberdade que mudou este país arcaico, empobrecido, isolado, amordaçado.
Era o fim de uma ditadura longa, longa!
Merece ser sempre evocado e comemorado. Para que não se esqueça o "ANTES", para que se festeje o DEPOIS.
Não esqueçamos as portas que Abril abriu.
Digo isto porque há que estar atentos e vigilantes aos sinais preocupantes que chegam de diversos quadrantes do nosso querido planeta.
Atenção aos "ditadores". Eles andam outra vez por aí.
Deixo-lhes um poema "Antes e depois" que consta da minha coletânea de poemas que dá pelo nome "Portugal periférico ou...o centro do mundo?"

Fiquem bem

António Esperança Pereira




Antes e depois

Dias longos nostalgia
espelhada em cada rosto português
uma amargura que ainda hoje se vê
nos filhos dos filhos daquele tempo
que na flor da idade
iam para a guerra longe
sem saberem bem para onde
nem para quê

o horizonte europeu fronteira de Castela
estava bem fechado
ninguém saía nem entrava
pides guardas fiscais carabineiros
cerravam bem fileiras
disparando sobre quaisquer aventureiros
num Portugal amordaçado
sem liberdade nem pão nem educação

país arcaico empobrecido analfabeto
que sem tostão nem ganha pão
clandestinamente emigrava
fugir era o sonho ficar o pesadelo

na nossa própria casa aprisionados
na nossa própria casa condenados
degredo guerra pensamento censurado
um país grande em história
por décadas adiado

bravo foi o grito que soou
o sonho que chegou
“25 de Abril de 1974”
o meu país em festa
pontapé na guerra chuto nas masmorras
Portugal livre nas palavras
meu país velhinho a nascer de novo
os cravos eram as flores
a liberdade a esperança nova

Portugal respirava cantava renascia

a Europa aplaudia o mundo ansiava
o colonialismo acabava

hoje evocando aquela data
só lamento
o tempo perdido
as vidas ceifadas
a Pátria adiada para nada!


quinta-feira, julho 14, 2016

Franceses arrasados com duras críticas


Nosso comentário:

Há uma coisa que se não deve fazer: misturar política com desporto. E eu não o faço normalmente.
Todavia, dadas as ocorrências xenófobas que vejo acontecer na Europa, fico preocupado e questiono-me, em pleno século XXI, e depois das conquistas socias e políticas havidas anteriormente...
Afinal que mundo é este? que convivência queremos afinal? a da paz ou a da inevitável guerra? a concórdia entre todos, ou a batatada que vemos ocorrer um pouco por todo o lado?
Será que um simples jogo de futebol é, nos tempos que correm, suficiente para trazer à tona o pior que as "pessoas" têm dentro de si?
Refiro-me claro está ao jogo de futebol havido entre as seleções de dois países europeus: França e Portugal.
É triste caros leitores. Triste e muito perigoso.
Dois países, França e Portugal, com uma história recheada de feitos, de aprendizagens feitas mundo fora, que já deveriam ter amadurecido as ideias o suficiente para não repetir velhos erros suicidas.
Afinal, bem vistas as coisas, parece que ninguém aprendeu nada com nazismos, fascismos, colonialismos, xenofobias, etc etc.
A Europa está doente. A Europa da austeridade. A Europa das sanções. A Europa dos fortes e dos fracos. A Europa dos ricos e dos pobres. A Europa dos nacionalismos parolos...
Um simples jogo de futebol, a final do Europeu de Futebol, foi suficiente para mostrar à saciedade que os fantasmas do passado só estão adormecidos.
Triste, muito triste.
Oxalá esta Europa consiga sair da soberba, da sobranceria, das efémeras glórias do passado, deste transbordar inconsciente de ódios e complexos. Que se lembre de quando em vez, e não faz assim tanto tempo, do horror que foi ter-se visto despedaçada, destruída, ensanguentada, pela mais tenebrosa guerra até hoje havida.
Ódios? complexos? soberba? xenofobia? com um simples jogo de bola?
Por amor da santa...
Tenhamos juízo!

PS. Deixo um texto retirado do "Notícias ao minuto" que publica uma opinião sobre o jogo citado e sobre o comportamento dos que tiveram dificuldade em aceitar a vitória dos "outros".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Publicação americana arrasa franceses com duras críticas:

Contra a corrente de críticas contra a Seleção portuguesa, o site Sporting News reprovou o comportamento dos franceses na final do Euro’2016, saindo em defesa da equipa das Quinas.
“O comportamento dos franceses na derrota foi pior do que a sua performance na final do Euro'2016”, pode ler-se no artigo, prosseguindo depois.
“A seleção francesa teve 120 minutos para marcar um golo na final de domingo, jogada no seu território. Falharam. O golo que sofreram no tempo extra, marcado pelo substituto Éder, foi um golpe legítimo”.
Segundo o portal norte-americano, foi “chocante ver vários jogadores franceses recusarem receber as medalhas de prata (...) e ver futebolistas como Pogba a retirá-la imediatamente do seu pescoço”.
A situação torna-se mais embaraçosa, segundo o site em questão, já que Portugal ficou sem a sua estrela desde cedo.
“Não há dúvida de que foi uma desilusão para os franceses perderem enquanto favoritos. Mas não houve qualquer decisão polémica que possa ter-lhes custado a derrota. Até tiveram a vantagem de ver a estrela portuguesa, o avançado Cristiano Ronaldo, sair lesionado aos 25 minutos, depois de uma entrada de Dimitri Payet que deveria ter sido falta”.
A mesma publicação dá depois um exemplo daquilo que acontecerá nos Jogos Olímpicos: “No próximo mês, serão entregues centenas de medalhas de prata e grande maioria será celebrada com vigor”.
A finalizar, houve ainda um elogio para Blaise Matuidi, médio gaulês: “Subiu ao palanque em lágrimas, recebeu a medalha no seu pescoço e aceitou um pequeno abraço do dirigente que a deu. Depois desceu as escadas, ainda com a medalha, tendo ficado a ver Portugal receber o troféu, a dançar e a cantar por um bocado”.

quarta-feira, novembro 18, 2015

Guerra, Paz, Palavras...


Hoje queria escrever mas não consigo escrever nada de jeito. 
Como o mundo está, da maneira que chega em catadupa informação aberrante de todos os quadrantes, parece impossível não conseguir dizer nada. Não escrever nada de jeito. Nada que seja pelo menos uma revisão da matéria sobre a situação deste mundo actual. 
Mas na verdade, cruza-se na minha mente o politicamente correcto de se dizer, com o politicamente incorrecto de se dizer. Essa dualidade anula-me a vontade.
Parece de quando em vez surgirem algumas ideias claras, um despertar para algo claro, transparente, minimamente racional, capaz de formar uma mensagem digna desse nome, que nem mereça da minha parte qualquer reparo ou contestação. 
Mas logo se esvai uma tal clareza, uma tal racionalidade, esfumada na bruma da enxurrada da informação e contra-informação.
Somos assediados permanentemente com duas coisas: a realidade ela mesma, por um lado, a realidade escrita na nossa mente (herdada, fabricada, armazenada, encrostada) por outro.
E perante os desafios diários, permanentes, difíceis, contraditórios, em que ficamos?
É o que aquele diz que é correcto? é o que eu penso que é correcto? ou nada é correcto, tudo vale o que vale, nada mais, tudo não passará de um conjunto de conceitos a que damos nomes de conveniência para efeitos de arrumação mental?
Porque, seja aqui ou em outra parte da geografia, lá estão as pessoas, a vida, os usos e costumes, a imitação, os julgamentos, as escolhas, a paz, a guerra, o inevitável confronto, a miséria, a fartura, a organização, o deserto, o oásis, palavras e mais palavras, conceitos e mais conceitos, chavões e mais chavões.
Nomes, conceitos, saber, que se encaixam nos egos do mundo de acordo com as coordenadas dos sítios e dos tempos em que esses egos habitam.
Será tudo apenas para se atribuir um sentido à existência, nada mais? 
Porém são essas palavras, esses conceitos, esses usos e costumes, essa imitação, esses chavões, essa miséria, essa fartura, esse deserto, esse oásis, que acentuam as diferenças que mal entendidas, mal aproveitadas, dividem a vida, separam as gentes. 
Em vez de gerarem riqueza, diversidade, pluralidade, pelo contrário geram ódio, medo, vaidade, frustração, racismo, animosidade.
As palavras deveriam existir apenas para serem palavras, para que a humanidade se entendesse, para que fosse capaz de criar, de progredir, nada mais que isso.
Mas não.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira





domingo, novembro 01, 2015

Lisboa, cidade universitária


Nosso comentário: Para variar e porque de um blog de "poesia" se trata, hoje partilho convosco uns versos escritos recentemente por mim. Como o próprio título indica tais versos são alusivos, não só mas também, à prática saudável de desporto, neste caso de ciclo-turismo.
Confiram.



Dedicado às “bikes”



Tempos diferentes o mundo em mudança
Perde-se o rumo a segurança
Agita-se o medo e em fundo
Crescem horrores insegurança

É longe de aqui o que se passa
Não se ouvem tiros explosões
Nem se sente a desgraça
Da debandada de multidões

Montados em “bikes” eu e um amigo
Longe dos tempos da juventude
Aqui nesta terra o nosso abrigo
Pedalamos fruindo paz e quietude

Começo de outono folhas caídas
Rodas rodando o vento soprando
Velozes descidas lentas subidas
No ar da vida a beleza inspirando

Senhores da guerra nós entendemos
Que a paz e a vida são o maior bem
Parem a guerra e na V IDA que temos
Sem cheiro a morte pedalem também.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira

terça-feira, julho 22, 2014

Faixa de Gaza e... uma Reflexão!


Nosso comentário:

Para todos aqueles que se preocupam com o que se passa um pouco por todo o mundo, com destaque neste momento para a Faixa de Gaza (Médio Oriente)
Para aqueles que sentem algum humanismo ainda a juntar à realidade egoísta do poder do dinheiro e do petróleo.
Mas sobretudo para aqueles, homens e mulheres, que sentem que nada seriam sem os outros, homens e mulheres, que estiveram e/ou estão nas suas vidas.
Os que ainda conseguem percepcionar que não existiriam sem que o seu pai e sua mãe existissem. Que nada seriam sem o convívio dos amigos e familiares, sem os professores, as/os namoradas/os, as/os filhas/os, os vizinhos, os camaradas nas diversas situações de vida e assim por diante.
Em suma, para os que ainda usam os magníficos órgãos dos sentidos (vista, audição, tacto, olfacto, etc. 
Para todos os que sentem que são humanos do século XXI, logo supostamente seres evoluídos.
Para os governantes que têm responsabilidades acrescidas, vai sobretudo a mensagem irónica que deixo abaixo. 
Claro que é normal gostar-se de dinheiro e das fontes que o geram em grandes quantidades. Claro que sempre houve lutas pelo poder e os conflitos daí resultantes. Pelo que não admira que continue a haver essas lutas sobretudo entre os mais poderosos.
Mas é cada vez mais treta falar-se de moral quando não há moral nenhuma.
É cada vez mais treta mandar-se o incauto cidadão rezar por isto e por aquilo só para o entreter ou por pura hipocrisia. Prometer-lhe o céu, dando-lhe o inferno na terra.
E nada fazer-se de concreto mesmo tendo em mãos poderes suficientes para fazer alguma coisa.
Caros leitores, amigas e amigos, vejo as imagens de Gaza e não gosto.
Ouço atentamente o que Barack Obama vem dizer sobre o assunto, porque se trata de quem no caso vertente pode fazer alguma coisa e fico desapontado. 
Está mais que provado que não há deuses menores que nos valham. Não há deuses menores que salvem povos que não tenham petróleo ou outras riquezas e interesses.
Para quando o uso da suposta inteligência, dos que têm cérebro, dos que nos são apontados como sumidades?
Fica a pergunta séria acompanhada da mensagem irónica prometida no texto que recebi via e-mail.

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Reflexão do dia....
            
A primeira protecção testicular (coquilha), foi usada no Hockey em 1874 e o primeiro capacete apenas em 1974.

Significa isto que o homem levou 100 anos a compreender que o cérebro também é importante.

( As senhoras, por favor, parem de rir, ok? )


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...