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quinta-feira, novembro 30, 2023

Pensões vão aumentar entre 6% e 5% a partir de janeiro

 

ARSHAD ARBAB/EPA© Fornecido por Lusa

Lisboa, 30 nov 2023 (Lusa) – As pensões vão aumentar entre 6% e 5% a partir de janeiro, de acordo com cálculos feitos com base na estimativa rápida dos valores da inflação de novembro, hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a estimativa rápida, a inflação média dos últimos 12 meses, sem habitação, referente a novembro foi de 5,00%, o que permite definir a atualização automática das pensões no próximo ano, numa fórmula que tem também em conta a taxa de crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos.

Assim, com base na estimativa rápida do Índice de Preços no Consumidor (IPC) hoje conhecida, e também com a divulgação dos valores de crescimento do PIB no terceiro trimestre deste ano, as pensões até 2 IAS, ou seja, até cerca de 1.118 euros vão aumentar 6% a partir de janeiro.

Já as pensões entre duas e seis vezes o valor do IAS (entre 1.118 euros e 3.055 euros) vão ser atualizadas em 5,65%.

Por sua vez, as pensões entre seis e 12 vezes o valor do IAS (entre 3.055 euros e 6.111 euros) terão uma atualização de 5%, em linha com a inflação que serve de referência à atualização das pensões.

Os valores de atualização para os diferentes patamares de pensões são semelhantes aos que tinham já sido apontados pelo Governo.

A mesma fórmula é igualmente usada para atualizar o IAS, o que indica que este indexante (que é usado para atualizar várias prestações sociais) deverá avançar em janeiro para os 509,26 euros.

Fiquem bem

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UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)

segunda-feira, abril 17, 2023

Combate à inflação. Governo anuncia novas medidas de apoio às famílias

 

O primeiro-ministro António Costa e a ministra do Trabalho e da Segurança Social Ana Mendes Godinho apresentaram as novas medidas de apoio às famílias no combate à inflação aprovadas esta segunda-feira em Conselho de Ministros.© Manuel de Almeida - Lusa


16h00 – Taxa de emprego com “máximos históricos”

Sobre a dimensão do emprego e da evolução da taxe de desemprego, Ana Mendes Godinho garantiu aos jornalistas que não há “sinais de qualquer preocupação”.

“A taxa de emprego está também com máximos históricos. Temos mais pessoas a trabalhar, temos também mais população ativa”, explicou a ministra do Trabalho.

15h55 - “Nenhum pensionista teve qualquer corte”

Voltando ao tema dos pensionistas e às críticas que foram lançadas pela oposição, António Costa argumentou que “em janeiro deste ano, nenhum pensionista teve qualquer corte”.

“Os pensionistas tiveram todos aumentos entre 4,83 e 3,89%”, afirmou. “Estes aumentos que tiveram em janeiro, somados ao complemento extraordinário que tinham recebido em outubro, garantiram que todos os pensionistas receberam até ao final de 2023 exatamente o que tinham direito a receber de acordo com a lei de bases da Segurança Social”.

“Um dos maiores problemas do PSD é os portugueses saberem o que significa corte de pensões, que já aconteceu no nosso país”, respondeu Costa.

“As pessoas sabem o que é um aumento de pensões, que tem acontecido ininterruptamente desde 2016. Todos os anos, as pensões têm aumentando relativamente ao mês anterior”, continuou.

15h49 – “Melhorar os rendimentos à medida da capacidade” para melhorias

Sobre o IRC, o primeiro-ministro explicou que “está assinado no Acordo de Competitividade e Rendimentos” qual “é a trajetória e os termos do IRC”.

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Textos dispersos do EU II | António Esperança Pereira - Bubok

quinta-feira, setembro 22, 2022

Medidas do Governo sobre rendas, pensões e luz aprovadas na especialidade

 


Assembleia da República / TIAGO PETINGA/LUSA


Os deputados da Comissão de Orçamento e Finanças aprovaram esta quarta-feira na especialidade a proposta do Governo com medidas de mitigação do impacto da subida dos preços junto das famílias, tendo chumbado todas as propostas de alteração da oposição.

Em causa está a proposta do Governo que estabelece um regime transitório de atualização das pensões em 2023, com aumentos entre 4,43% e 3,53% em função do montante auferido pelos pensionistas, depois de o executivo ter já aprovado em decreto-lei o pagamento de um suplemento extraordinário, já em outubro, equivalente a meia pensão.

Deste pacote consta também o 'travão' às rendas que em 2023 terão um aumento limitado a 2% e a descida do IVA de 13% para 6% para consumos até 100 kWh mensais de eletricidade.

Propostas de alteração

Da longa lista de propostas de alteração a esta proposta apresentada pelos vários partidos, foram viabilizadas apenas as do PS, onde se inclui nomeadamente a impenhorabilidade dos apoios excecionais às famílias.

Abrangida por esta impenhorabilidade está o apoio extraordinário e não repetível, de 125 a adultos não pensionistas e cujo rendimento bruto mensal não supere os 125 euros, bem como o apoio de 50 euros (igualmente de pagamento único) atribuído a todos os dependentes até aos 24 anos, independentemente do rendimento do agregado familiar.

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Net...Net...Tempo Incerto | António Esperança Pereira - Bubok

quarta-feira, junho 04, 2014

A verdade sobre a Despesa do Estado




Nosso comentário:


Numa Europa em que se têm identificado culpados pela grave crise que foi aberta e não resolvida nessa mesma Europa, impera a inverdade.
Tal como não podia deixar de ser, paus mandados que temos sido dos poderes instalados em Bruxelas e Berlim, esse clima de uma linguagem ardilosa, pouco clara, impera igualmente em Portugal.
No intuito de tentar esclarecer algo sobre essas inverdades, divulgo um texto que me foi enviado por um contacto, via e-mail , escrito por alguém politicamente insuspeito de qualquer esquerdismo.
Esquerdismo esse, pasme-se só, tão primariamente repudiado pela governação ultra liberal no poder.
Oxalá gostem do texto de Miguel Mattos Chaves...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Meus Prezados Amigos,
Um pouco farto de ver e ouvir certas histórias, que pressentia, mal contadas, e decidi-me a fazer as minhas contas a partir das Fontes Oficiais (INE e EUROSTAT).

Tem sido dito que os Pensionistas e os Reformados, junto com as Despesas de Pessoal do Estado, significariam, em conjunto, cerca de 75% a 78% das Receitas Públicas, fui então verificar.
Ora sendo eu um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu País e com o Bem-Estar dos portugueses, achei que este número, a ser verdade, seria muito elevado e traria restrições severas a uma Política de Desenvolvimento e de Crescimento a Portugal.

Mas depois de tanto ouvir, comecei a achar estranho que estes números fossem repetidos até à exaustão. E decidi investigar eu próprio da veracidade de tais números.

Eis os Resultados:

(1º) QUADRO nº 1 - Pensões e Reformas
(Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES e Reformas
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52 €
212,50 €
165,67 €
PENSÕES
13,20 €
13,60 €
14,40 €
Peso % - s/ PIB
5,56%
6,40%
8,69%
Total de Receitas
77,04 €
67,57 €
72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas
17,13%
20,13%
19,89%

Meu comentário:
Qual não foi o meu espanto quando face a “doutas” opiniões de Economistas do Regime, de Jornalistas (ditos de economia) e de Políticos em que todos coincidiam em que esta Rubrica rondaria os 30% a 35% das Receitas do Estado e cerca de 15% a 17% do PIB, vim a verificar os resultados do Quadro nº 1 que acima publico.

Isto é: as Reformas e as Pensões, mesmo numa Economia em Recessão, significaram entre os 20,13% e os 19,89%, sobre as receitas totais do Estado. Muito longe, portanto, dos anunciados 30% a 35%.
Mas se a análise for feita sobre o PIB então o seu significado variou, repito num quadro de uma Economia em Recessão, entre os 8,69% e os 5,56%. Portanto muito longe do anunciado pelos “especialistas”.

A coberto dessas pretensas “realidades” foram cometidos os mais soezes ataques a esta parte da população portuguesa. Parafraseando o Prof. Doutor Adriano Moreira – “estamos em presença de um esbulho”.

NOTA: Por uma questão de educação não quero adjectivar mais as declarações sobre a matéria da Srª Ministra das Finanças e seu antecessor, nem do Sr. 1º Ministro, já que os restantes declarantes deixaram de me merecer qualquer respeito.

(2º) QUADRO nº 2 - Despesas com Pessoal do Estado
(Unidade: mil milhões de euros)
PESSOAL
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52 €
212,50 €
165,67 €
Despesas c/ Pessoal
11,30 €
10,00 €
10,70 €
Peso % - s/ PIB
4,76%
4,71%
6,46%
Total de Receitas
77,04 €
67,57 €
72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas
14,67%
14,80%
14,78%

Meu comentário:
Devo confessar que aqui, nesta rubrica, o meu espanto ainda foi maior, dada a prolixa comunicação sobre este tema proferida pelos actores acima referidos.
E feitas as contas, (quadro nº 2 acima), e juntando então os dois, os resultados são na verdade os seguintes:

(Quadro nº 3 – Pensões e Reformas + Custos c/ Pessoal)
(Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES + Desp. PESSOAL
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52 €
212,50 €
165,67 €
PENSÕES + Desp. PESSOAL
24,50 €
23,60 €
25,10 €
Peso % - s/ PIB
10,31%
11,11%
15,15%
Total de Receitas
77,04 €
67,57 €
72,41 €
Peso % - s/ T. Receitas
31,80%
34,92%
34,66%

Ou seja: a SOMA das Pensões e Reformas com as dos Custos de Pessoal do Estado, somam (numa Economia em Recessão) entre os 34,92% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 31,80% sobre as Receitas Totais do Estado;
e entre 15,15% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 10,31% sobre o Produto Interno Bruto.

OU SEJA:
Menos de Metade dos números anunciados pelo Sr. 1º Ministro e seus Ministros das Finanças, para falar de actores políticos relevantes, deixando de lado as personalidades menores que pululam nas Televisões, Rádios e Imprensa escrita que passei assim a tratar dada a sua falta de seriedade intelectual.

E a coberto disto se construiu uma Política do agrado do Sistema Financeiro, por razões e números que aqui não vou referir, e dos Credores (por razões que aqui também me dispenso de enumerar).

CONCLUSÃO:
Estamos a ser enganados deliberadamente por pessoas que têm e prosseguem uma filosofia política bem identificada e proveniente dos teóricos da Escola de Chicago (a Escola Ultra Liberal), apesar de um dos seus maiores expoentes, o Sr. Alan Greenspan – ex- Governador do FED (Reserva Federal Norte-americana) ter pedido desculpa por ter acreditado nela e ter permitido os desmandos do sector financeiro que nos trouxeram até às crises das Dívidas Soberanas, embora ajudados pela subserviência, incúria e incompetência de boa parte das classes políticas ocidentais.

Espero ter sido útil neste meu escrito. Na verdade sendo um homem da Direita Conservadora o meu primeiro Partido é Portugal. Os Partidos Políticos são, para mim, apenas Instrumentos para o engrandecimento de Portugal. Se não cumprirem esta missão então, para mim, não servem para nada. E vejo, com extremo desgosto, o meu próprio Partido – o CDS-PP, metido nesta situação degradante para Portugal e para os Portugueses sabendo que há alternativas. E acima de tudo odeio a mentira.

Está na hora, na minha opinião, de reformar e modificar o sistema político vigente, sob pena de irmos definhando enquanto Nação Independente.

Com os meus melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves

Miguel Mattos Chaves
Gestor
Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia)
Auditor de Defesa Nacional

Telemóvel– +351 919 400 053

quarta-feira, abril 30, 2014

Nós Troika e a Espanha aqui tão perto!


Nosso comentário:


Certo que águas passadas não movem moinhos. O PEC IV já é história, importa pouco estar agora, alguns anos volvidos, a enaltecer as suas virtudes. Todavia, não tivessem sido as condições políticas adversas criadas e talvez tivéssemos alinhado com a situação espanhola e não com a grega e/ou irlandesa.
Da Grécia, hoje mesmo nas nossas televisões, vi imagens de gente acotovelando-se nas ruas lutando por couves e repolhos ofertados por produtores que assim pretendiam ajudar a matar-lhes a fome.
Ao que foi dito 1/4 da população grega estará já em dificuldades extremas.
Pergunto se será caminho este que estamos a percorrer em que tudo damos e nada recebemos em troca. São milhares de milhões de juros à Troika, com uma dívida a crescer e as populações a mirrar ou a caminhar para o colapso mais que anunciado.
Brinca-se com saídas limpas, desta ou daquela maneira: mais limpa assim, menos limpa assado. Quando todos sabemos que tudo isto por que estamos a passar não passa de uma sujidade pegada.
Que saída limpa?
Tenhamos dez reis de testa e não embarquemos em aventureirismos baseados em mentiras propaladas. 
Não deixemos que nos tratem com menoridade, ou seja, abaixo de cão.
Deixo aos estimados leitores um e-mail recebido sobre a diferença Portugal/Espanha. O primeiro, Portugal, com troika, o segundo, Espanha, sem ela.


Fiquem bem

António Esperança Pereira


Date: Wed, 30 Apr 2014 13:22:12 +0100
Subject: Fwd: FW: Pensionistas espanhóis aumentados todos os anos ...
From: rst.advog@gmail.com
To:

A linha vermelha: Portugal versus Espanha


A imagem supra reproduz a carta que a ministra do Emprego e da Segurança Social da Espanha enviou aos pensionistas, na qual informa de que entrou em vigor “la nueva fórmula de revalorización de las pensiones y prestaciones del sistema público de Seguridad Social, que garantiza que las pensiones subirán todos los años sea cual sea la situación económica y que nunca podrán ser congeladas.”

Esta carta é comentada por um pensionista espanhol, que se mostra revoltado com o diminuto aumento da sua pensão. Compare-se agora com a situação em Portugal, onde Passos & Portas só fazem em cortes e não se coíbem de pisar todas as linhas vermelhas. 

Pensionistas espanhóis aumentados todos os anos ...

 
O Estado Espanhol garante que as pensões subirão todos os anos seja qual for a situação económica e que nunca poderão ser congeladas. E comunicam isso mesmo a cada reformado pessoalmente por carta, com un cordial saludo.
 
Comentário final
Convém que seja dada a máxima circulação a esta informação e à carta do Ministério do Emprego e Segurança Social de Espanha. Na U.E. não somos todos iguais, há sempre uns mais iguais que outros. Não tenho inveja dos espanhóis, sinto-me é tratado abaixo de cão por ser lusitano.
 
 PS:

COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER...EM PORTUGAL TUDO É FEITO AO CONTRÁRIO.

O Governo e as diversas Instâncias do Poder em Portugal devem pensar-se mais inteligentes e justos, não vendo o que é óbvio... e seguem caminhos errados!
O exemplo espanhol está a par de se considerar, na Alemanha, a pensão intocável como propriedade privada, ou um tecto único de Reforma na Suiça (aqui chamariam a isso comunismo...)...
Estamos condenados, fomos escolhidos para ser espoliados lentamente!

Um abraço
CC



sábado, março 15, 2014

E apareça o primeiro português pro-regime...


Nosso comentário: 

Sem palavras...

Forças Armadas Milhares de militares desfilam contra corte de rendimentos

Milhares de militares das Forças Armadas iniciaram, hoje à tarde, um desfile de protesto contra o corte de rendimentos e pensões, numa marcha lenta e quase silenciosa em que são exibidas bandeiras pretas e algumas faixas.
PAÍS
Milhares de militares desfilam contra corte de rendimentos

Os militares desfilam praticamente em silêncio que só é quebrado pelas alunas do Instituto de Odivelas que entoam palavras de ordem e canções em protesto contra o anunciado encerramento da instituição.


O início da concentração foi marcado às 15:00 com a música "Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, que foi a senha para a revolução do 25 de abril. Em direção à Assembleia da República, o desfile saiu do Largo de Camões, em Lisboa, pelas 15:40, após uma concentração para a mobilização de militares que se deslocaram de todo o país.


Fiquem bem


António Esperança Pereira

segunda-feira, março 04, 2013

Irmão de Marcelo Caetano fala sobre a roubalheira


Nosso comentário:


Imagino que um testemunho do irmão de Marcelo Caetano, António Alves Caetano, por ser quem é, já tenha sido lido por bastantes pessoas.
Eu por acaso desconhecia este depoimento de António Alves Caetano, bem pertinente por sinal. Por isso mesmo, por ser pertinente e ser mais uma personalidade a por o dedo na maior entre as maiores feridas, crimes mesmo, deste governo, divulgo tal como me foi enviado.
Certamente que há entre os meus leitores alguns ainda que, tal como eu, não tiveram  acesso ao documento.
É bom que constem estes roubos de um Estado Português que todos cuidámos ser pessoa de bem quando lhe entregámos nosso dinheiro (qual seguro de vida) para nos ser devolvido na altura própria.
Mês após mês, ano após ano, tal como bem explica o texto de A. Alves Caetano.
Azar dos azares, os dirigentes desse Estado Português, supostamente "Pessoa de Bem" abotoaram-se com ele, ou seja roubaram o que era nosso.
Estão a roubar o que é nosso.
Uma vilanagem nunca antes vista, ainda por cima tratando-se de um roubo que visa aqueles que não podem procurar uma vida nova em outras paragens, por força da idade avançada.
Não podem emigrar como o governo manda fazer despudoradamente aos mais jovens.
Ou arranjar um novo emprego por não terem idade para o fazer.
É caso para se reflectir bem no que está a acontecer, toda esta roubalheira que felizmente está ficando registada, divulgada por tudo quanto é sítio.
Ainda bem que assim é. 
Pode ser que alguém, "com eles no sítio", apareça e seja capaz de fazer justiça.
Leiam, pois, o texto de António Alves Caetano.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





Estimados Amigos,

Como os jornais não publicam as cartas que lhes remeto e preciso de desabafar, recorro aos meus correspondentes "Internéticos", todos os amigos que constam da minha lista de endereços.  Ainda que alguns não liguem ao que escrevo.
Não sei a que se refere o Senhor Primeiro-Ministro quando afirma ser a penalização fiscal dos pensionistas resultante de todos aqueles que, em Portugal, "descontaram para ter reformas, mas não para terem estas reformas".
Pela fala do Senhor Primeiro-Ministro fica-se a saber da existência de pensões de aposentadoria que estão acima daquilo que resultaria da correta aplicação do Cálculo Actuarial aos descontos que fizeram.

Sendo assim - e não há razões para admitir que o Senhor Primeiro-Ministro não sabe o que diz - estamos perante situações de corrupção. Porque o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações só podem atribuir pensões que resultem da estrita aplicação daqueles princípios actuariais aos descontos feitos por cada cidadão, em conformidade com as normas legais.

Portanto, o Estado tem condições de identificar cada uma dessas situações e de sancioná-las, em conformidade com a legislação de um Estado de Direito, como tem de sancionar os agentes prevaricadores, que atribuíram pensões excessivas.

Mas, é completamente diferente a situação face aos cidadãos que celebraram contratos com o Estado. Esse contrato consistia em que, ano após ano, e por catorze vezes em cada ano, o cidadão entregava ao Estado uma quota das suas poupanças, para que o mesmo Estado, ao fim dos quarenta anos de desconto lhe devolvesse essa massa de poupança em parcelas mensais, havendo dois meses em que era a dobrar, como acontecera com os descontos.

E tem de ser assim durante o tempo em que o cidadão estiver vivo e, em parte mais reduzida, mas tirada, ainda, da mesma massa de poupança individual, enquanto houver cônjuge sobrevivo.

E esta pensão tem o valor que o Estado, em determinado momento, comunicou ao cidadão que passava a receber. Não tem o valor que o cidadão tivesse querido atribuir-lhe.

Portanto, o Estado Português, pessoa de bem, que sempre foi tido como modelo de virtudes, exemplar no comportamento, tem de continuar a honrar esse estatuto.

Para agradar a quem quer que seja que lhe emprestou dinheiro para fazer despesas faraónicas, que permitiram fazer inumeráveis fortunas e deram aos políticos que assim se comportaram votos que os aconchegaram no poder, o Estado Português não pode deixar de honrar os compromissos assumidos com esses cidadãos que, na mais completa confiança, lhe confiaram as suas poupanças e orientaram a sua vida para viver com a pensão que o Estado calculou ser a devida.

As pensões que correspondem aos descontos que cada qual fez durante a vida cativa nunca poderão ser consideradas excessivas. Esses Pensionistas têm de merecer o maior respeito do Estado. Têm as pensões 
que podem ter, não aquelas que resultariam do seu arbítrio.

E é este o raciocínio de pessoas honestas. Esperam que o Estado sempre lhes entregue aquilo que corresponde à pensão que em determinado momento esse mesmo Estado, sem ser coagido, lhes comunicou passariam a receber na sua nova condição de desligados do serviço activo. Ou seja, a partir do momento em que era suposto não mais poderem angariar outro meio de sustento que não fosse a devolução, em fatias mensais, do que haviam confiado ao Estado para esse efeito.

Os prevaricadores têm de ser punidos, onde quer que se situem todos quantos permitiram que, quem quer que seja, auferisse pensão desproporcionada aos descontos feitos, ou mesmo, quem sabe, sem descontos. Sem esquecer, claro está, os beneficiários da falcatrua.

Mas, é impensável num Estado de Direito que, a pretexto dessas situações de extrema irregularidade, vão ser atingidos, a eito, todos aqueles que, do que tiraram do seu bolso durante a vida ativa, recebem do Estado a pensão que esse mesmo Estado declarou ser-lhes devida.

Como é inadmissível que políticos a receberem ordenado de função, acrescido de benesses de vária ordem proporcionadas por essa mesma função, considerem que pensões obtidas regularmente, com valores mensais da ordem de 1.350 Euros proporcionam vida de luxo que tem de ser tributada, extraordinariamente.


António Alves Caetano

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Homenzinhos de negociatas e técnicos de contas



Nosso comentário:


Ainda bem que as pessoas ainda nos surpreendem pela positiva de quando em vez .
É este um caso.
Bagão Félix é um homem do CDS, logo, militante do partido supostamente mais à direita dos partidos com assento parlamentar.
Partidarite à parte, Bagão Félix, surpreendeu-me.
Primeiro, por escrever bem, quer poesia, quer prosa, depois, por ter escrito o artigo que abaixo divulgo e que nem os políticos, Seguro incluído, tiveram a coragem de denunciar com veemência e vontade de evitar tal atropelo aos mais fracos.
O CDS é como se sabe um dos partidos que apoia a coligação que governa o país da maneira que toda a gente sabe.
Porém, nem todos, longe disso, entre os militantes e simpatizantes da tal maioria PSD/CDS que governa, gostam dessa maneira cega e surda de governar o país. É sabido que uns já mostram seu descontentamento rasgando cartões de filiados, outros escrevem coisas de fazer levantar os pelos a um careca.
De entre estes últimos, encontra-se o dr. Bagão Félix. 
Pessoalmente presto-lhe a minha homenagem e agradecimento pela lucidez e coragem com que escreveu o texto. Atendendo a que é um homem moderado, mostra convicções e preocupações sociais bem distanciadas do governo.
Ainda bem.
Devo dizer que tive no CDS pessoas a quem me ligaram e ligam afetos pessoais à margem da política. Gente de bem, de quem me escuso citar nomes, com convicções e humanismo saudáveis, dentro do conceito da doutrina social da Igreja.
Contudo, parece hoje ter-se esquecido tudo o que é humanismo, tudo o que são PESSOAS.
Vive-se a era dos economistas e técnicos de contas. Homenzinhos de negociatas a quem basta saber apresentar uns números para encherem o POVO  de poeira.
Triste.
Peço aos leitores, muitos dos quais já devem ter travado conhecimento com esta carta, que meditem nas inconstitucionalidades da governação, nas suas atitudes "fora da lei" contra o estipulado na Lei Fundamental do Estado.
É que há medidas e medidas!!!
Este ataque de tanta e tamanha desvergonha, a quem já se não pode defender, a quem já não pode fazer greves, já não pode tugir nem mugir, denota o perfil desta pérfida gente.
Enfim... termino citando Bagão Félix,
"É fácil ser corajoso com quem se não pode defender"
e ...
Luís de Camões,
"Um fraco rei faz fraca a forte gente"

 
PS. Deixo abaixo o artigo do ex-ministro Bagão Félix. Vale a pena ler...
 
 
 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/
 
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A grosseira inconstitucionalidade da tributação sobre  pensões
 
 
Por António Bagão Félix
 
 
Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].
Por exemplo, um reformado com uma pensão mensal de 2200 euros pagará mais 1045 € de impostos do que se estivesse a trabalhar com igual salário (já agora, em termos comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado em 90% o montante dos seus impostos e taxas!).
Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição extraordinária de solidariedade" (CES), que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas.
Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto no memorando da troika.
Esta obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações grotescas, para não lhes chamar outra coisa. Por exemplo, há poucos anos, a Segurança Social disponibilizou a oferta dos chamados "certificados de reforma" que dão origem a pensões complementares públicas para quem livremente tenha optado por descontar mais 2% ou 4% do seu salário. Com a CES, o Governo decide fazer incidir mais impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de aforro que as pessoas pudessem fazer com o mesmo valor... Ou seja, o Estado incentiva a procura de um regime público de capitalização (sublinho, público) e logo a seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros casos, trata-se - não há outra maneira de o dizer - de um desvio de fundos através de uma lei: refiro-me às prestações que resultam de planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente assegurados os activos que caucionam as responsabilidades com os beneficiários. Neste caso, o que se está a tributar é um valor que já pertence ao beneficiário, embora este o esteja a receber diferidamente ao longo da sua vida restante. Ora, o que vai acontecer é o desplante legal de parte desses valores serem transferidos (desviados), através da dita CES, para a Caixa Geral de Aposentações ou para o Instituto de Gestão Financeira da S. Social! O curioso é que, nos planos de pensões com a opção pelo pagamento da totalidade do montante capitalizado em vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu confiar recebendo prudente e mensalmente o valor a que tem direito verá a sua escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa.
Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! Um cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório, é também claramente inconstitucional. Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único.
Estranhamente, os partidos e as forças sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de flagrante iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que contributivas) ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem a ver com pessoas que já não fazem greves, não agitam os media, não têm lobbies organizados.

Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do Estado social (como se tudo o resto fosse auto-sustentável...). Porque, afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes... os que não têm voz nem fazem grandiosas manifestações. E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros, grupos de pressão, estivadores. É fácil ser corajoso com quem não se pode defender.
Foi lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham deixado passar normas fiscais deste jaez mais próprias de um socialismo fiscal absoluto e produto de obsessão fundamentalista, insensibilidade, descontextualização social e estrita visão de curto prazo do ministro das Finanças. E pena é que também o ministro da Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo isto, permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma visão estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir de agora acreditar na bondade de regimes complementares ou da introdução do "plafonamento", depois de ter sido ferida de morte a confiança como sua base indissociável? Confiança que agora é violada grosseiramente por ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência, alterando pelo abuso do poder as regras de jogo e defraudando irreversivelmente expectativas legitimamente construídas com esforço e renúncia ao consumo.
Depois da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o aumento da TSU em 7%, eis nova tentativa de o fazer por via desta nova avalanche fiscal. E logo agora, num tempo em que o Governo diz querer "refundar" o Estado Social, certamente pensando (?) numa cultura previdencial de partilha de riscos que complemente a protecção pública. Não há rumo, tudo é medido pela única bitola de mais e mais impostos de um Estado insaciável.
Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para "legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões. "Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos.
Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça. Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional.

PS1: Com a antecipação em "cima da hora" da passagem da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em 2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme falta de respeito pela vida das pessoas. Basta imaginar alguém que completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida pessoal e familiar para se aposentar nessa altura. No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que, afinal, não pode aposentar-se. Ou melhor, em alguns casos até poderá fazê-lo, só que com penalização, que é, de facto, o que cinicamente se pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um Governo que se quer dar ao respeito.
PS2: Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota fiscal para 2013: uma larga maioria das famílias daclasse média tornadas fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRS não poderá deduzir um cêntimo que seja de despesas com saúde (que não escolhem, evidentemente). Mas, por estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros euros pelo IVA relativo à saúde... dos seus automóveis pago às oficinas e à saúde... capilar nos cabeleireiros. É comovente...

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Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...