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segunda-feira, março 18, 2013

Que poder é esse que se alimenta de grito e de dor?



Nosso comentário: 
(A propósito do que se passa em Chipre, na Europa, em Portugal)


Entrou-se em um período da história em que as mal feitorias se instalaram. Parece viver-se assim entre o princípio de qualquer coisa e o fim de qualquer coisa. 
Não sabemos é de que fim e de que princípio se trata.
Nem sabemos sequer o que se passa.
Assusta.
E assusta porque dói menos uma verdade cruel mas real, assumida, do que uma verdade cruel mas não assumida, uma verdade que existe sem existir, uma verdade que fere sem matar, uma verdade que muda de cor todos os dias.
Nasce verdade com o sol, põe-se mentira com esse mesmo sol. 
E vice-versa.
Vive-se entre um mundo que pareceu ser, que se calhar foi, e um outro que o mata, que se esbarra contra ele como uma força super-poderosa.
Uma força super-poderosa que imobiliza o audaz, que tira argumentos ao inteligente, que espalha trevas a inundar a luz.
Os humanos estão perturbados.
Poderosos apeados do poder, vaiados, assobiados, achincalhados, sem o mínimo dos merecimentos perante a plebe descaracterizada e à deriva.
Ódios de dentro que não encontram um fora real e autêntico, um alvo seleccionado a abater.
Grita-se, ferve-se estrebucha-se, mas são gritos abafados pelas sombras, engolidos pelas trevas que deles parecem alimentar-se.
Que poder é esse que se alimenta dos gritos, dos protestos, dos resultados pérfidos, vis, tenebrosos provocados pelas mal feitorias?
Caros leitores se estas forças das trevas não forem identificadas não haverá como fazer-lhes frente.
Cada inimigo luta com as melhores armas que tem. Foi sempre assim no passado.
Está a sê-lo no presente. 
Haja quem as identifique, haja quem, para bem de todos, defina uma estratégia e transforme a pólvora seca dos gritos, da apreensão, do medo, do sofrimento, numa luta consequente que leve de vencida esse ardiloso  mundo das trevas que quer vergar a golpes satânicos a humana gente.




Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


sábado, janeiro 26, 2013

"Auto do Relvas" escrito por alunos de uma Escola EB23


Nosso comentário:


Muito bem conseguida esta adaptação do "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, por parte de três alunos de uma Escola EB23 da cidade de Coimbra.
Só me resta agradecer a quem partilhou comigo esta preciosidade que só prova que os portugueses são um povo com futuro, apesar de muitas bocas se pronunciarem ao contrário e tudo fazerem por que tal não aconteça.
Ou seja, que Portugal definhe, fique magrinho, pobre, mal tratado até à medula, até eventualmente correr o risco de deixar de existir.
Estes miúdos provam que apesar de todas as vicissitudes, maus tratos, governantes medíocres, continuaremos de futuro a ter licenciados com jeito, merecimento e, sobretudo,  inteligentes.
Leiam o trabalho dos alunos que merece a pena: "AUTO DO RELVAS"



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





Auto do Relvas


Adaptação do «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, feita por
Gonçalo, Carolina e Filipe, alunos de 42 anos (14 cada um) da Escola
EB23 Dra. Maria Alice Gouveia, de Coimbra, numa aula de Português, que
teve direito a uma publicação na biblioteca digital da escola e que
merece ser partilhada:



Vem Miguel Relvas conduzindo aos zigue zagues o seu Mercedes banhado a
ouro e sai do carro com o seu diploma na mão. Chegando ao batel
infernal, diz:



RELVAS – Hou da barca!

DIABO – Ó poderoso Doutor Relvas, que forma é essa de conduzir?

RELVAS – Tirei a carta de scooter e deram-me equivalência. Esta barca
onde vai hora?

DIABO – Pera um sítio onde não hai contribuintes para roubar!

RELVAS – Pois olha, não sei do que falais… Quantas aulas eu ouvi, nom
me hão elas de prestar?

DIABO – Ha Ha Ha. Oh estudioso sandeu, achas-te digno de um diploma
comprado nos chineses ao fim de três aulas?

RELVAS – Um senhor de tal marca não há de merecer este diploma?

DIABO – Senhores doutores como tu, tenho eu cá muitos.

Miguel Relvas, indignado com a conversa, dirige-se ao batel divinal.

RELVAS – Oh meu santo salvador, que barca tão bela, porque nom eu dir eu
nela?

ANJO – Esta barca pertence ao Céu, nom a irás privatizar!

RELVAS – Tanto eu estudei, que nesta barca eu entrarei.

ANJO – Tu aqui não entrarás, contribuintes cortaste, dinheiro roubaste
e um curso mal tiraste.

Relvas, sem alternativa, volta à barca do Diabo.

RELVAS – Pois vejo que não tenho alternativa. Nesta barca eu
irei…Tanto roubei, tanto cortei, não cuidei que para o inferno fosse.

DIABO – Bem vindo ao teu lar, muitos da tua laia já cá tenho e muitos
mais virão. Entra, entra, ó poderoso senhor doutor magistrado Relvas.
Pegarás num remo e remarás com a força e vontade com que roubaste aos
que afincadamente trabalharam.



Gonçalo, Filipe e Carolina

Turma 9º D

Escola EB23 Dra. Maria Alice Gouveia

Coimbra

sexta-feira, agosto 03, 2012

Ministro e carteiro ficam atolados em merda...

Nota do autor do blog/site: 

É Agosto, as férias são agora uma realidade para o comum dos cidadãos. É um tempo de distração, de sair um pouco das rotinas e do stress que o labor  contínuo provoca no dia a dia.
Não é que seja um tempo de esquecer as realidades que afetam as nossas vidas, isso não, mas convém relaxar um pouco, carregar baterias, cada um da maneira mais indicada para o seu caso.
É saudável mudar-se de lugar de quando em vez. Ninguém de bom senso e com o mínimo de consciência pode ignorar tal facto. Os médicos desde há muito que recomendam mudanças de ares até para curas de doenças. Sabe-se hoje que tinham razão esses médicos de antanho quando receitavam as curas de águas, fosse em termas, posteriormente em praias, na montanha, etc. porque a "mudança de ares" gera no indivíduo um elevado sentido de renovação pessoal, de movimento vital que alivia as mazelas acumuladas na rotina de cada um.
Pode-se dizer que fazer turismo nos dias de hoje mais não é do que "mudar de ares".
Com as amplas liberdades de hoje, com as facilidades de transporte que não havia, com o dinheiro e outros luxos pessoais que não havia, a receita do médico de antanho deixou de ser necessária. Todavia, quanto a nós, nasceu aí em parte a ideia generalizada nas pessoas de que "viajar" faz bem.
É assim como que uma "mudança de ares" atualizada, que nos impele a partir de nossas moradas habituais por uns tempos e que em nossos dias fez do turismo uma indústria de peso nas economias dos países.
Fica uma anedota que nos enviaram e que partilhamos, para animar e descontrair as férias dos prezados leitores:
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O carteiro que roubava os cheques das reformas aos velhos pensionistas,
morre e vai para o inferno.
Lá encontra o Diabo que lhe diz:
- Como castigo pelos teus pecados em vida, vais ficar uma eternidade dentro
de um imenso tanque cheio de merda e atolado até ao queixo.
Ele olha para o lado e vê o Gaspar, dentro do mesmo tanque com a merda só pela cintura.
O carteiro irritado, chama o demónio e reclama:
- Desculpa lá!! - Assim não dá!!
Tem dó, eu não roubei tanto assim!
Só roubei o dinheiro dos reformados de Vila Nova de Gaia, mas nunca ninguém conseguiu provar nada contra mim e estou aqui quase afogado em merda, enquanto o Ministro Gaspar que roubou o ordenado e a reforma a tantos
funcionários públicos e pensionistas, está atolado em merda só até à cintura?


O diabo, muito zangado, olha para o Ministro Gaspar e grita:
- Gaspar! Sai já das cavalitas do Passos Coelho!!!!!
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Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...