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domingo, novembro 23, 2014

Nunca mais é meio-dia...


Nosso comentário:

Neste país espera-se a qualquer momento o veredicto que ditará o futuro do ex-Primeiro Ministro de Portugal José Sócrates.
Está nas mãos da justiça desde ontem, justiça essa que o foi esperar e deter ao aeroporto de armas e bagagens, que é o mesmo que dizer, com televisões, repórteres, polícias, etc. 
Para além de detido, uma detenção espalhafatosa e pouco digna diga-se, vem prestando declarações horas a fio a um juiz de nomeada. 
Creio que o futuro próximo de Portugal terá muito a ver com o desfecho deste processo. Tudo poderá acontecer, dada a popularidade da figura política em questão.
José Sócrates, goste-se ou não dele, foi o Primeiro Ministro de Portugal com mais visibilidade e projecção internacional dos últimos anos.
Penso que os portugueses estão tristes.
Não só os que gostam dele, mas também os outros.
Tem sido areia a mais para a cabeça do comum dos cidadãos, tal o volume de ocorrências negativas da governação actual e do regime em si em geral.
Enquanto se espera mais um folhetim (cabala ou não) da vida política atribulada de José Sócrates, deixo-lhes algo que faça rir ou pelo menos sorrir.

PS. Não sei se o evento que partilho abaixo é ou não verídico. Foi-me enviado via e-mail e achei graça. Oxalá também achem...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Poça!!!! E não é que o homem tinha razão!!!!

A ciência não ocupa lugar. 
Pois esta expressão " nunca mais é meio-dia " , apareceu em 1743, quando o grande relojoeiro suíço  Junghan, fez um relógio em que os ponteiros representavam figuras humanas. Mas o melhor é verem mesmo o mostrador desse célebre relógio....

 
Como surgiu a expressão 'nunca mais é meio-dia'


sexta-feira, outubro 10, 2014

Afinal Passos Coelho sabia...


Nosso comentário:

Em tempos conturbados e pouco equilibrados, diga-se, faz sempre bem uma anedotazita ainda que simples e quase inofensiva.
Atendendo aos passarões contemplados nesta mesma anedota, em boa verdade se diga que mereceriam anedotas bem mais apimentadas e assertivas.
Todavia, a simplicidade também é bem vinda e, às vezes é na simplicidade que mora a mensagem mais capaz de ficar e perdurar em todos nós.
Por isso a publico porque a brincar se dizem pequenas grandes verdades como é o caso. Verdades que afectam e de que maneira o estado em que Portugal se encontra.
Infelizmente...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


A Suíça não é banhada por nenhum mar! Até o Passos Coelho parece que sabia que a Suíça não é banhada por nenhum mar...!!!


Numa reunião com o Presidente da Suíça, Passos Coelho apresenta os seus Ministros:

- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Economia, esta é a Ministra da Justiça.... e por ai fora.


Chegou a vez do Presidente da Suíça:


-Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Fazenda, este é o Ministro da Justiça, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Marinha ...

Nessa altura, Passos Coelho começa a rir feito parvo e diz:

- Desculpe Sr. Presidente, mas para que é que o senhor tem um Ministro da Marinha, se o seu país não tem mar?
E o Presidente da Suíça responde:



-Quando Vossa Excelência apresentou os Ministros da Justiça e da Educação, eu não ri... pois não?!

sábado, maio 17, 2014

Guerra Junqueiro continua vivo.


Nosso comentário:

Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada à Cinta a 17 de Setembro de 1850, faleceu em Lisboa a 7 de Julho de 1923
Foi bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra, alto funcionário administrativo, político, deputado, jornalista, escritor e poeta . Foi o poeta mais popular da sua época e o mais típico representante da chamada "Escola Nova". Poeta panfletário, a sua poesia ajudou a criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República. Foi entre 1911 e 1914 o embaixador de Portugal na Suíça (o título era "ministro de Portugal na Suíça")
Dele deixo-lhes um texto que é um autêntico retrato da nossa atualidade. Chega a fazer impressão tal a similitude do que ele escrevia há mais de um século e o que poderia escrever no dia de hoje, em 2014.
Vale a pena ler.

Fiquem bem

António Esperança Pereira




Guerra Junqueiro
 

UM RETRATO MAGISTRAL FEITO HÁ 118 ANOS MAS COM ACTUALIDADE ATERRADORA

   "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
                 Guerra Junqueiro, 1896.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...