Mostrar mensagens com a etiqueta vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vida. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, agosto 02, 2019

Outro poema meu com 11 anos







Aproveita o fio de água que sou
curto até à foz
volume ruído visibilidade exíguos
mas em redor
em cima ao longe ao perto…

que mundo imenso
a acompanhar este fio de água
que mal se enxerga!

as flores os prados as giestas
o canto dos pássaros
o nascer do sol
enorme exuberante
que parece nascer só para o ver

o silêncio em desenho rude
de tanta forma
em pedra
em arbusto
em árvore
ornamentando o azul celeste
que se perde ao fundo
na serra agreste

foi de lá que vim
vou para perto
mas enquanto vou
este sítio em que estou
é o lugar mais belo do mundo

aproveita se quiseres
o belo mundo
deste ribeiro pequenino
faz-lhe companhia
e aquece-lhe o caminho até à foz.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira

https://www.bubok.pt/autores/lusito

quarta-feira, outubro 30, 2013

Acordem pessoas de todas as raças...


Guerra


O estilhaço dispara
A VIDA é matada

na fome de sangue
na cegueira instalada
o ódio grassa
no nada que deixa

ceifeira de vidas
a guerra
é choro o que traz
é negro o que veste
é cinza o que faz

o que se ganha?

um pedaço de chão
um poço de petróleo
uma qualquer razão?

e o filho partido
a irmã violada
a casa queimada
tudo destruído?

nada há que pague
esta oportunidade

A VIDA

vida que é festa
vida que é dança
vida que é amor
vida que é tudo
menos matança

acordem pessoas
de todas as idades
de todas as raças
de tantas verdades


conversem respeitem
respeitem-se
se não se entenderem
na solução
se ficarem tensos
escravos de uma “razão”
esperem um tempo
parem
e em vez de matarem
de arma na mão…

NÃO!

enquanto esperam
a solução
dêem as mãos
façam uma roda
e dancem
que o sorriso vem!



Fiquem bem,

António Esperança Pereira


quarta-feira, maio 08, 2013

Sem pieguices, tem que ser assim!


Nosso comentário:


Num tempo com data de 09 de Maio de 2013, o mundo parece desabar sobre este "nobre povo nação valente", como reza a letra do hino nacional português.
Infelizmente, nem anda o povo com nobreza, nem a valentia do mesmo se manifesta em atos.
Um sufoco.
Entrou-se numa espiral de pretenso determinismo social, político, económico, de arrepiar.
"Tem que ser assim". Dizem-nos os que governam, saídos de eleições imbuídas de mentiras, quais magos sem o ser, anunciando trunfos em cartola por existir.
Por isso assim estamos como estamos. Irreconhecíveis, sonsos, incapazes, um povo anémico, exangue, quase sem esperança de continuar como POVO.
Usamos ainda e por enquanto as roupas, os carros, os pares de sapatos, os "luxos", o bom aspeto que a melhor educação e assistência na saúde nos trouxeram nos últimos tempos.
Embora já se vejam alguns pares de calças coçadas, alguns pares de sapatos a perder sola com o uso, alguns carros a ficarem parados, casas desabitadas, consumo do barato e bolorento, adiamento de consultas urgentes, etc. etc.
Nos setores da saúde e educação, os rombos multiplicam-se dia a dia, de tal forma que o parque de medicamentos escasseia, há que adiar um tratamento caro, há que pensar dez vezes se será possível ter e criar um filho. 
Há muitos que desistem. Outros, os que podem, emigram. Outros morrem. 
Os que trabalham, têm que dar graças pelo privilégio de terem um emprego, mesmo duro e mal pago, tendo apenas que baixar os olhos envergonhados ante a legião de desempregados.
Os reformados têm que dar bençãos aos céus por serem "só" violentamente roubados, ante os que não têm reforma nenhuma.
E assim sucessivamente. 
Um determinismo social instalado pela governação, que cultiva sadicamente no seu (!) povo uma morte e um vegetar lentos sem lugar a pieguices perante tanta dor. Uma rutura criminosa no tecido social, como nunca antes se vira.


PS. Para colmatar o realismo do meu comentário, leiam a história abaixo, porque creio firmemente que o que estamos a viver é uma mentira. TODOS temos o nosso próprio valor, quer eles queiram quer não.


Fiquem bemAntónio Esperança Pereira






LIÇÃO INESPERADA


Estavam reunidas 200 pessoas numa sala, para assistirem a uma palestra.
O orador começou a palestra segurando uma nota de 20 dólares.
-Quem quer esta nota de 20 dólares?
Várias mãos se começaram a erguer. 
Ele então disse:
-Darei esta nota a um de vós, mas primeiro deixem-me fazer isto! Amassou a nota, e perguntou outra vez :
-Quem quer ainda esta nota?
As mãos continuaram erguidas. 
Bom, disse ele, e se eu fizer isto?
Ele deixou a nota cair no chão, pisou-a, esfregou-a.
-E agora? quem quer ainda esta nota?
Todas as mãos permaneceram erguidas. 
Então o orador  comentou:
-Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês irão sempre querê-lo, porque ele não perde o valor.
É como na Vida, muitas vezes somos amassados, pisados, sem importância...
Contudo nada altera a nossa valia...
O preço das nossas vidas não conta pelo que fazemos ou temos, mas pelo que SOMOS!!!

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Como agir num elevador avariado, só ou acompanhado


Nosso comentário:


Aqui está uma informação de enorme utilidade que circula via Internet.
Chegou até nós via email, mas, tendo em conta a importância do assunto em apreço, "a segurança pessoal num elevador avariado", não tivemos qualquer dúvida em dar-lhe o devido relevo e levar aos estimados leitores o seu conteúdo.
Oxalá nunca seja preciso a gente lembrar-se disto, será sinal que pelo menos este sarilho nunca nos bateu à porta. 
De qualquer maneira, caso seja necessário, pode ser bem útil levar à prática estes ensinamentos dos bombeiros, os quais bem podem salvar a nossa vida e também a dos outros.
Leiam pois, que merece a pena.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/






IMPORTANTE!!
COMO AGIR NUM ELEVADOR AVARIADO

Num dos programas os bombeiros ensinaram como agir em caso de elevador que trava, pára e avaria.
Pelo menos 76 pessoas morreram no ano passado, porque confiaram no zelador, que usou uma chave de fenda no elevador avariado e abriu um certo pino. A pessoa que estava dentro tentou sair pela metade aberta da porta do elevador. O elevador movimentou-se, e a pessoa foi cortada ao meio.
Há casos em que outras pessoas tiveram mãos, braços ou cabeças decepadas.
Por isso, NUNCA tente sair pelo buraco ou parte aberta de um elevador em pane!
O procedimento correto é o seguinte:
1.       Aperte o botão do alarme ou o que indica que está avisando alguém.
2.       Sente-se num canto. Em caso de descontrole emocional, abaixe a cabeça e feche os olhos, aguarde, calmamente, que venha o socorro. É uma questão de tempo. Procure se lembrar de que você está trocando tempo por segurança.
3.       Não aceite ajuda de estranhos e nem saia com o elevador aberto pela metade! Ele poderá subir ou descer repentinamente.
4.       O BOMBEIRO, ASSIM QUE CHEGAR, VAI DESLIGAR A CHAVE GERAL DA CASA DE MÁQUINAS E TESTAR, COM UM APARELHO, SE O ELEVADOR ESTÁ PARADO MESMO E TOTALMENTE INOPERANTE. Então, ele avisará a outro bombeiro, via rádio, para que faça o procedimento junto à porta do elevador. E o elevador irá subir ou descer, completando o ciclo dele e parando no ponto seguro.
5.       ANTES de entrar no elevador, sempre, verificar se ele está parado. ESPERAR que as pessoas saiam ANTES de você entrar e ficar atento no número de ocupantes, se está compatível com o peso que diz na placa!
Quando estiver muito cheio, evite entrar nele, pois poderá haver problema! Ao abrir a porta, verificar se o elevador está de facto aí parado, evitando cair no poço do elevador por distracção.
Os bombeiros explicaram também que o elevador tem freios,suportes, ganchos, tudo que oferece protecção total e que jamais um elevador cai, sem mais nem menos.
Portanto, a pessoa terá que se manter calma e sem pressa. Mesmo porque tem ar suficiente dentro dele (circulação de ar) e um grupo de pessoas pode ficar ali por várias horas sem problemas!
Resumindo: se ficar preso só saia com a ajuda dos bombeiros, e não com a do zelador do prédio, ou de um abelhudo que diz que tudo já está sob controle.
E, em caso de Incêndio, JAMAIS use os elevadores. Faça uso das escadas.
Repasse pois Você pode salvar vidas!

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Pedras no Caminho, um Rei e um Camponês


Nosso comentário:


Em tempos em que o pessimismo impera, hoje divulgo uma pequena história que me foi remetida por um contato, que pode levar a muitos leitores um cheirinho a algum otimismo.
Na onda daquele ditado "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe" ou aquele outro " a seguir ao mau tempo vem a bonança", deixo hoje aos estimados leitores uma ponta desse lado otimista da leitura das coisas.
É importante, quer se queira quer não, segurarmos as pontas, ou seja, segurarmos o que há para segurar, e também deixar ir o que tiver de ir.
Não somos Hércules nem Deus, pelo que com nossas forças escassas, há que acatar as leis dos homens, mesmo que elas sejam perversas e más.
Assim talvez nos aleijemos menos, talvez sobrevivamos melhor, e quem sabe o tal Hércules ou Deus não apareçam por aí quando menos esperamos?
Entretanto, e enquanto esses poderosos seres não aparecerem, vamos fazendo o que temos que fazer, ou seja o nosso trabalhinho, um caminho pessoal que nos leve a algum lado.
Manter-mo-nos numa atitude de abertura ao novo, atentos e de olhos bem abertos ao que se for afigurando uma boa oportunidade, apesar de tantas pedras no caminho ora colocadas.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





PEDRAS NO CAMINHO


Em tempos idos um rei colocou uma enorme pedra no meio de uma estrada.
Escondeu-se e ficou observando se alguém a tirava da estrada. Passaram muitas pessoas e simplesmente davam a volta à pedra e continuavam o seu caminho. 
Algumas pessoas até refilavam pois achavam que o Rei não mandava cuidar das estradas...
Entretanto passa um camponês carregado com um cesto de legumes. 
Ao aproximar-se da pedra, pôs de lado o cesto com os legumes e tentou remover a pedra. Após várias e complicadas tentativas, fazendo toda a força que conseguia... a pedra moveu-se para fora da estrada...
Pegou então no cesto para continuar o seu caminho, mas reparou que no sitio onde estivera a pedra, estava uma bolsa...
O camponês ficou meio surpreendido...pegou na bolsa e abriu-a com curiosidade.
Lá dentro estavam uma série de moedas de ouro, e um bilhete escrito que dizia:
"TODO O OBSTÁCULO TEM UMA OPORTUNIDADE PARA MELHORAR NOSSA CONDIÇÃO NA VIDA!"
Em conclusão: é preciso enfrentar os problemas, as dificuldades, contornando se possível as adversidades....

quarta-feira, julho 25, 2012

Espelho de Gandhi, o Mundo é o que Eu sou...




O Espelho de Gandhi
Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos.
Ele respondeu:
A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.


A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A  atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
---------------------------------------------------------------------------------------------
Nosso breve comentário:


Fica este pequeno texto de Gandhi para reflexão. É sempre bom ler gente que sabe, que tem uma leitura universal do mundo e da vida.
Nós aqui em Portugal, com a crise instalada, bem podemos validar muito do que é dito nas palavras de Gandhi. Eis um exemplo levado à prática: se eu estou triste (eventualmente porque o governo se portou mal, tirando-me dinheiro da pensão, ou o emprego, ou a possibilidade de tirar um curso, ou o acesso a regalias sociais, ou aumentou demais os impostos, etc.) as outras pessoas estão tristes.


O leitor pode fazer o exercício com outras frases de Gandhi que constam do texto acima. Ainda são algumas e podem ilustrar muito do que se passa na vida de cada um com cada qual, em determinada situação concreta. Experimente, pode ajudar pelo menos a compreender algumas situações que enfrentamos no nosso dia a dia.
Podemos não as melhorar, mas comprender porque interagimos desta ou daquela meneira e não de outra, já ajuda muito. 
------------------------------------------------------------------------

quarta-feira, maio 26, 2010

Vida madrasta


Nem sempre se acerta
a vida é mesmo assim
encontro desencontro
alegria sem fim
tristeza certa

ali foi mal
tudo ao contrário
sonhos que pus
castelos que inventei
tinha força e ânimo
para virar tudo do avesso
em tudo me empenhei

num curto espaço de tempo
perdi o que edifiquei

vi céu e inferno ali
insisti desisti
mantive-me a custo em pé
para não cair
sobrevivi

vida madrasta ondas gigantes
eu tu nós a nau
um mar revolto
bruto imparável cego
que tantos danos faz

há os que não estavam lá
na luta adversa
ocorrência abrupta
que se safaram por esta
ou aquela razão
uns solidários com ela
outros não

com o mal de uns
outros se governam
tentam sua oportunidade
e a vida justa ou injusta
lava sempre a situação
como reza a história
e a tradição

vida não é prémio
nem castigo
nem cabe em juízos de valor
não me hei-de arrepender
da minha nau
da luta do arreganho
ante a adversidade

heróica imaginada
sofrida sentida amada

não hei-de deitar mão
de mim de ti de nós
das coisas que fizemos
que sonhámos juntos
sempre a somar
nunca a subtrair

só se perde e se morre
quando se desiste
e nada se faz

domingo, maio 23, 2010

Pobres e pedintes


O chão frio
pedinte estático
muito baixo por prostrado
mais baixo ainda
visto dele
pobre carcaça
mirando lá no alto
a gente apressada
citadina activa
que passa

vida e morte
lado a lado
como se do mesmo
se tratasse

imagem vulgar
de uma cidade qualquer
que significa
querer mais e não o ter
querer andar e não ter passos
querer agradecer
rezar
ser grato
e não haver de quê

tive este pensamento
triste
em assento baixo
quando descansava
ante grande movimento
de populaça
e esperava
fazendo tempo

ao pé de mim
naquela situação
eu pousado
em desconforto
bem no chão
muitas caras a andar
outras paradas…

estacionara
um corpo de mulher
que em saltos altos
quase me pisava

via-se pouco de onde me sentava
entalado que estava
entre um degrau
de escada
e o corpo que estacionara

mas percebia que o que via
subia subia subia

eu disfarçadamente
para ocupar o tempo
já se vê
seguia com os olhos
até onde podia
o monumento

leggis pretas meio grossas
umas flores
que não sei pelo escuro que fazia
em que jardim
cresciam

pouco mais se via

cautelosamente
naquela curiosidade tola
saloia
levantava
depois baixava
o olhar
não fosse quem passasse
e me visse assim
pensar
coisas sobre mim
de envergonhar

foi assim que estive
acanhado e pouco
pequenino e pobre
qual pedinte vulgar
de uma cidade qualquer
a ocupar o tempo
até a pessoa que esperava
chegar

sábado, maio 08, 2010

mentalidade de pobre


Vive-se
como em mesa
de sala de jantar

alimento global
ali pousado
com comida curta
para partilhar
por tanto maralhal

muitos os comedores
a querer papar
alimento a escassear
embaraço desembaraço
timidez e despudor
saber comer
e não saber

para uns comida
a fartar
para outros
a faltar

mentalidade de pobre
tem que mudar

em vez de ficar
a protestar
à espera que alguém
o ajude a papar
ou que caia do céu
o sonho que tem…

que perda de tempo
bom Zé ninguém!

há que estudar
crescer pedalar
parar de chorar
subir em riqueza
sem tibieza

que ser Zé ninguém
não dá orgulho
nem jeito
nem pão
nem vintém!

quinta-feira, abril 22, 2010

Felicidade


Razão é pensamento
mente
que em situação
de felicidade
paixão
desliga
quase pára
a actividade

para dar lugar ao sentimento

cessam palavras
caem arquétipos
no enrolar desenrolar
cada momento

o ego desaparece
há só rubor calor
um tactear celeste
um abraçar patético
perfeito por incerto
em espontâneo
gesto

és árvore rio
flor
pedra giesta
inverno estio

a vida ali
no espaço breve que lhe deste
na ausência de regras
habituais
que aprendeste

e enquanto a mente adormece
os se’s
os mas
os porquês
em doses anormais…

naturalmente acontece!

domingo, janeiro 03, 2010

tempo de balanço


Fim de Dezembro
princípio de Janeiro
é sempre um tempo grande
vazio férias
dias curtos noites longas
tempo de balanço

para a frente e para trás
um ano inteiro

há que pôr a vida
nos pratos da balança
equilibrar

se o passado pesa
em desacerto
aliviar
se o presente encolhe
e sabe a pouco
planear

vida que pode começar
num passo ousado
a dar
no ano novo

num tampão
numa comporta
à não solução

como estabelecimento
comercial
contabilidade
perdas ganhos
investimento

faça-se o mesmo
a nível pessoal
inverno verão
bonança temporal
capital não capital

que então
feitas as contas
achadas as respostas
frutos virão
novas apostas

terça-feira, novembro 17, 2009

há dias e dias


É daqueles dias
em que tudo esgota

sair da cama com frio
os deveres a cumprir
a seguir
a quase inabilidade
de ser

faço tudo a correr
olho o relógio as horas
o ponto que tenho que picar
penso penso
sem pensar

notícias cansam
filas de tráfego
grassam
o emprego farta

quando enfim paro
despacho o carro
mal estacionado
junto ao trabalho

um colega conta
que há salvação
passos a dar
em moleza tal
a pregar
que aumenta o stress

outro desabafa
queixa-se grita
exploração
e ameaça o patrão
com o sindicato

dói-me a cabeça
um ouvido
já não ouço ninguém
sinto-me deprimido

saio apressado como entrei
preocupado
não sei que fazer
deste meu fado

para já irei ver
se o carro mal estacionado
ainda lá está
ou se foi rebocado

depois a seguir
logo verei!

domingo, novembro 08, 2009

Tampa


Faz tempo já que a tampa
o não estar lá quando eu queria
me desesperava
me feria

ficava na espera
como se meu nome em testa escrito
fosse “SÓ”
abandono desconsideração
pelo eu de mim
que aparecia com toda a prontidão

puxava então
pelo cigarro companheiro
disfarce mais á mão
do que sentia
fumava ansiava sofria
enquanto esperava

mas a vida enquanto corre ensina
aprendi a deixar de ser assim
só cumpridor de horário
presença dada
gajo porreiro amigo grátis

aprendi a estar comigo
com quem está se está
se não estiver ninguém
aprecio meu melhor amigo
EU
e não me sinto só

quando acontece
se acontece
faço da tampa um alívio
tiro fantasia ao evento
e sem fantasia
qualquer evento
tem o seu lado lunar
fica vulgar

já não dói tanto!

a vida está em mim
enquanto me quiser
ela sim
tenho que o reconhecer
é determinante de SER

a tampa não
é apenas minúsculo detalhe
pequeno grão de uma seara
esqueço-a no passo que dou
no instante próximo

só sinto falta
de quem sente a minha falta
porque o sentimento sente
e está para além do encontro breve

segunda-feira, outubro 26, 2009

guerra


O estilhaço dispara
A VIDA é matada

na fome de sangue
na cegueira instalada
o ódio grassa
no nada que deixa

ceifeira de vidas
a guerra
é choro o que traz
é negro o que veste
é cinza o que faz

o que se ganha?

um pedaço de chão
um poço de petróleo
uma qualquer razão?

e o filho partido
a irmã violada
a casa queimada
tudo destruído?

nada há que pague
esta oportunidade

A VIDA

vida que é festa
vida que é dança
vida que é amor
vida que é tudo
menos matança

acordem pessoas
de todas as idades
de todas as raças
de tantas verdades

conversem respeitem
respeitem-se
se não se entenderem
na solução
se ficarem tensos
escravos de uma “razão”
esperem um tempo
parem
e em vez de matarem
de arma na mão…

NÃO!

enquanto esperam
a solução
dêem as mãos
façam uma roda
e dancem
que o sorriso vem!

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...