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segunda-feira, agosto 31, 2015

Liberdade na Europa ergue muros?


Nosso comentário: 

Para quem viveu os tempos da guerra fria, lembra-se do famigerado Muro de Berlim". Por tais memórias, esta apenas uma entre muitas outras, só pode ficar chocado, horrorizado, com o que se está a passar neste momento.
Com a frieza, o calculismo, a desistência com que a Europa, sobretudo alguns lideres europeus, estão a tratar um assunto que lhe é tão vital para a sua sobrevivência como Espaço Europeu.
Daí eu hoje dar relevo a uma notícia que transcrevi do Jornal Público.
O que se está a passar é assim como se um qualquer de nós estivesse a fugir de um assassino, de um gigante medonho, qual pesadelo de verdade, e o mundo dos humanos em vez de estender a mão, de abrir a porta, de dar protecção contra o perigo, não. 
Deixa-o morrer, ergue-lhe muros entre a sua possível salvação e a besta. 
Ficam multidões desesperadas, homens, mulheres, crianças, entre o abismo e a esperança.
Triste!
Daí eu hoje dar relevo a uma notícia que transcrevi do Jornal Público, que é obrigatório ler.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira

Quando caiu o muro de Berlim havia mais 16 a separar fronteiras no mundo, agora há 65

Fronteira entre a Hungria e a Sérvia
A mundialização aboliu as fronteiras para os mercados, mas para os seres humanos foram erguidos muros em todo o mundo, por causa das preocupações com a segurança e o desejo de conter a imigração ilegal, apesar de os especialistas duvidarem da sua eficácia a longo prazo. Há um quarto de século, quando caiu o muro de Berlim, havia 16 muros a defender fronteiras no mundo. Hoje há 65, construídos ou em vias de ficarem prontos, diz Elisabeth Vallet, da Universidade do Quebeque.
Do muro de separação israelita (a que os palestinianos chamam “muro do apartheid”), à barreira de arame farpado de quatro mil quilómetros que a Índia construiu na fronteira com o Bangladesh, ou ao enorme dique de areia que separa Marrocos das regiões detidas pela rebelião da Polisário no Sara, os muros e as barreiras são cada vez mais populares entre os políticos desejosos de parecerem firmes em matérias de migração e segurança.
Em Julho, o governo conservador húngaro iniciou a construção de uma barreira de quatro metros de altura ao longo da sua fronteira com a Sérvia, para tentar travar a entrada dos refugiados que fogem da Síria, do Iraque e do Afeganistão. “Derrubámos os muros da Europa, não devíamos erguê-los de novo”, disse na altura um porta-voz da União Europeia.
Três outros países — o Quénia, a Arábia Saudita e a Turquia — fortificaram as suas fronteiras para impedir a infiltração de jihadistas vindos dos países vizinhos, da Somália, do Iraque e da Síria.
Apesar de serem símbolos agressivos, a sua eficácia tem sido relativa, dizem os especialistas. “A única coisa que estes muros têm em comum é que são sobretudo cenários de teatro”, defende Marcello Di Cintio, autor do livro Murs, voyage le long des barricades. “Eles dão uma ilusão de segurança mas não uma verdadeira segurança”.
Apesar destes obstáculos, os migrantes conseguem passar, a cocaína nunca faltou nas ruas de Manhattan ou os cigarros de contrabando em Montmartre. Nem o muro de Berlim conseguiu ser totalmente estanque, apesar dos sentinelas que disparavam a matar.
Os que defendem os muros dizem que é preferível haver fugas do que inundações, mas para Marcello Di Cintio as consequências psicológicas da edificação destas barreiras não podem ser ignoradas. Fala na tribo de índios americanos Tohono O’odham, onde morreram pessoas, aparentemente de tristeza, quando o muro que separa o México dos Estados Unidos lhe cortou o acesso a lugares sagrados.
Foi nos anos de 1970 que o psicólogo berlinense Dietfried Muller-Hegemann falou na “doença do muro” — fortes taxas de depressão, alcoolismo e violência familiar em famílias que viviam coladas ao muro que separou a cidade em duas.
Na verdade, os muros nada mudam nas causas profundas da insegurança ou da imigração: a construção de todas estas barreiras não diminuiu os números de asilo ou os ataques terrorista. Levaram, apenas, os grupos a adaptar-se.
Segundo Reece Jones, professor na Universidade do Hawai e autor de Border Walls: Security and the War on Terror in the United States, India, and Israel, “o encerramento das fronteiras só faz deslocar o problema, levando os migrantes através de desertos terríveis ou para embarcações no Mediterrâneo. E isso só aumenta o número de vítimas”.
Mais de 40 mil pessoas morreram desde 2000 ao tentarem imigrar, diz a Organização Mundial de Migrações.
Para Emmanuel Brunet-Jailly, da universidade canadiana de Victoria, “a actual vaga de migrantes diz aos políticos que os muros são necessários”. “Porque apelam aos velhos mitos das fronteiras, à linha traçada na areia. O que torna mais difícil que a opinião pública aceite o facto de a cooperação, a diplomacia e a partilha de informação, serem mais eficazes a longo prazo”.


Algumas barreiras 


Hungria — É o muro mais recente, obra que o Governo conservador quer ter concluída amanhã. São 177 km ao longo da fronteira com a Sérvia.
Espanha/Marrocos — Os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, na costa marroquina, estão cercados por barreiras. Muitos morreram ao tentar saltá-las, outros foram mortos pelas tropas marroquinas.
Grécia/Turquia — A melhoria das relações bilaterais e o levantamento das minas na fronteira levou a que a zona se tornasse num dos principais pontos de entrada de migrantes na União Europeia. O muro de Evros foi edificado em 2012.
Arábia Saudita/ Iraque — Perante a ameaça do Estado Islâmico, os sauditas estão a alargar uma barreira que já existia, de sete metros de altura, para 900 quilómetros; terá 78 postos de observação, oito centros de comandos e 32 postos de reacção rápida.

quarta-feira, agosto 12, 2015

Jonas-Jesus e os migrantes de Kos


Nosso comentário:


É caso para dizer, perante a invasão de migrantes que arribam às costas gregas devido à instabilidade do Médio Oriente, que mais irá acontecer à Grécia?
Grécia esta que se prepara para receber um 3.º resgate carregado de má vontade dos parceiros europeus, no valor de quase 100 mil milhões de euros e ainda para cúmulo a ter que levar com esta praga de migrantes (como diria o 1,º ministro britânico) a "enxamearem" o continente e as ilhas do território grego.
É azar a mais para este martirizado e humilhado país helénico da zona euro.
Uma Europa sem ideias, sem respostas ante um mundo, salvo raras excepções, quase todo em queda livre, em recessão ou lá perto.
Por cá, apesar de cada vez ser mais difícil ter as contas em dia, refiro-me à água, eletricidade e gás, que muita gente já tem que ir pagando a prestações, apesar de o Estado Islâmico ameaçar ocupar a Península Ibérica até 2020, apesar de os sacrifícios para os mais carenciados não pararem de aumentar...
vamos-nos entretendo com bola e mais bola, telenovelas e mais telenovelas. 
A última dessas telenovelas é o desentendimento Jonas-Jesus (o 1.º, jogador do Benfica, o 2.º, treinador do Sporting) 
Quem provocou? se o empurrão de Jesus no seu ex-jogador foi amigável, apesar da força usada? se Jonas tem reagido ao cumprimento/empurrão de Jesus, se estaria o caldo entornado? 
Eu sei lá!
Paralelamente as televisões vão-nos entretendo com as desgraças do dia a dia, incêndios, crimes, políticos enfastiados e cansados com o que dizem, comentadores desportivos exacerbados que mais parecem arruaceiros...
Dir-se-ia que se vive um período estranho, com a vida faustosa de uns poucos (casamentos principescos, compra de ilhas gregas, etc.) a encher os olhos dos outros (os tais sem dinheiro para pagar as contas da vida) que reflete contradições difíceis de perceber num mundo que se desejava de maior equidade, mais transparente e mais solidário.

PS. Deixo-lhes abaixo a notícia DN sobre a situação numa ilha grega pejada de migrantes em dificuldades extremas.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira


Mais de mil refugiados e migrantes que chegaram de barco à ilha grega de Kos foram trancados num estádio durante a noite, e a polícia de choque usou uma arma sónica, bastões e extintores para manter a ordem no interior do recinto.
Os migrantes que tinham chegado recentemente à ilha foram retirados de acampamentos improvisados noutros locais da ilha e colocados no estádio, onde deveriam esperar até serem registados. Mas de acordo com Julie Kourafa, porta-voz dos Médicos Sem Fronteiras que falou ao jornal The Guardian, só havia três polícias presentes para efetuar esse registo, o que levou a tensões devido à lentidão do processo.

Julie Kourafa disse ainda ao Guardian que os refugiados, que são na sua maioria sírios e afegãos, permaneceram presos dentro do estádio até esta manhã. Alguns desmaiaram devido ao calor e ao sol, e um teve um ataque epilético, e de acordo com Kourafa a quantidade de água e comida fornecida pelo governo grego eram insuficientes. "É a primeira vez que vemos algo assim na Grécia, pessoas trancadas dentro de um estádio e controladas pela polícia de choque", disse Kourafa. "E são mães com filhos, e pessoas idosas".

A Grécia tem tido dificuldade em responder às ondas de migrantes e refugiados que têm chegado às suas costas, tanto no continente como nas ilhas, ao longo deste ano, motivadas pela instabilidade no Médio Oriente. Acredita-se que desde o princípio do ano tenham chegado mais de 120 mil refugiados às costas gregas, em comparação com cerca de 30 mil que chegaram durante todo o ano de 2014.

"A situação na ilha está fora de controlo", disse à televisão grega o presidente de Kos, Yorgos Krystsis, citado pela Reuters. "Há um verdadeiro perigo de situações impossíveis de controlar. Sangue vai ser derramado".

sábado, agosto 01, 2015

Miss Bumbum publica "Morri para Viver"


Nosso comentário:

Assaltavam-me hoje imensas ideias sobre o que havia de escrever e/ou comentar aqui no blogue.
Estava na linha da frente escrever umas linhas sobre as migrações que assolam a Europa e que estão a levar governantes de gabarito, designadamente o 1.º ministro inglês, a erguer barreiras, cercas e muros contra tal "praga" para utilizar uma expressão usada pelo político britânico.
Eles chegam aos milhares, escorraçados pela "não vida" dos seus países cheios de feridas abertas, em muitos dos casos, com a mãozinha dos europeus.
Um tema a acompanhar decerto, quer pela gravidade da situação das pessoas em fuga, quer pela prova de fogo que essas pessoas migrantes constituem para os "defensores" dos direitos humanos.
Todavia, abandonei por hoje tal ideia, tendo-me rendido a uma notícia que li sobre Miss Bumbum que escrevera um livro cheio de assunto.
Para o escrever teve que perder a vergonha sobre o seu passado, assumindo-se, com revelações corajosas que faz, como um exemplo a seguir por muitas mulheres. Estas poderão através dos seus depoimentos, evitar a tempo erros e caminhos por ela abraçados.
Sinceramente tocou-me a atitude de Miss Bumbum, uma brasileira de nome Andressa Urach, ao escrever o livro "Morri para Viver".
O facto de ter tido ou não um caso com o futebolista português Cristiano Ronaldo, para mim, é perfeitamente secundário.

PS. Transcrevo  abaixo notícia e fotos alusivas ao comentário sobre Miss Bumbum.

 Fiquem bem,
António Esperança Pereira


Miss Bumbum assume ter sido prostituta
Andressa Urach lança biografia onde coloca a nu o seu passado, garantindo que foi "muito bem paga"

Foto: Studio Woody
Em Portugal ficou conhecida depois de ter alegado um romance com Cristiano Ronaldo. Andressa Urach garantia ter passado umas horas muito quentes num quarto de hotel em Madrid com o melhor jogador do mundo, uma situação que CR7 sempre negou. Agora, a brasileira decidiu revelar mais pormenores do seu passado, nomeadamente que era "uma das prostitutas mais bem pagas do Brasil" e que dava pelo nome Imola neste mundo, que movimenta muito dinheiro.




"Eu apenas aceitei escrever sobre tudo o que vivi para ajudar quem acha que necessita de ajuda. Obrigada a todos que me apoiaram na realização deste sonho. O livro será lançado em todas as livrarias no final de agosto pela Editora Planeta. Espero que minha história ajude a erguer muitas pessoas e leve todos os leitores a uma reflexão sincera das escolhas que fazemos ao longo da vida", escreveu a brasileira, garantindo que venceu "a vergonha de um passado sujo para tentar estender a mão para quem se considera em um beco sem saída". 


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...