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terça-feira, abril 02, 2013

Jornalista sem pio, na Terra Prometida que sairá do caos!


Nosso comentário:


Tem que se dizer que tudo o que é inteligente ou suposto inteligente neste país anda um tanto às aranhas quando abre a boca para falar.
É uma facto. 
O pessoal fala fala mas já repete as coisas, já diz o mesmo não sei quantas vezes, mente com quantos dentes tem na língua, dependendo a mentira da cassete que lhe paga o sustento.
Poucos são já os que têm uma mensagem digna de crédito, que tenha substância, que seja ouvida com interesse, aceitação, prazer.
Vale-nos a par disso, que acontece muita coisa todos os dias, logo o pessoal vai-se entretendo, uns dando umas bicadas naquele finório que parece um papagaio, outros bicando naquele outro que tem a língua presa de mais, outros ainda pura e simplesmente fugindo de uma terra que desde os anos 60 não conhecia um êxodo desta envergadura.
Há petições para todos os gostos, há também colheita de assinaturas para defesa do Estado Social que se contam por muitas dezenas de milhar.
Aparecem algumas das personalidades ainda caladas até ao momento a sentirem a necessidade de  elas próprias se distanciarem do rumo fatídico a que esta gente nos está a levar.
Há moções de censura ao governo, em dois anos de governação já se vai na quarta moção de censura, mas apesar disso, dessa rejeição quase unânime, esse mesmo governo tem a lata de se manter em funções e dizer que o seu caminho é único e fantástico. Que, após uns anos largos a levar-nos ao fundo, ao zero, depois sim, haverá crescimento. 
Uma espécie de TERRA PROMETIDA saída do caos.
Valha-nos Santo Ambrósio que é pai dos gaiteiros! 
Alguém de boa fé pode acreditar numa estratégia de terra queimada?
Alguém de boa fé pode acreditar que é preciso ficar rotinho, nu, esfomeado, para voltar depois a ter uma calcinha remendada, um naco de pão bolorento?
Tenham dó! mudem de estratégia ou deixem outros mostrar melhores habilidades...  
Enfim, um país insólito.
E, se nada mudar entretanto, ou acontecer um daqueles milagres em que tantos de nós gostaríamos de acreditar, poderemos mesmo ir com eles ao fundo e ter grandes dificuldades de sair de lá.
Pelo que há que rever isto, este caminho, e os senhores que têm influência "na coisa" e ainda sentem amor por Portugal, façam alguma coisa antes que seja tarde demais.
De outra maneira meus senhores, estimados leitores e amigos, poderá muito bem acontecer-nos,  mais cedo do que pensamos, ficarmos como o repórter que pode ser visionado abaixo aquando das eleições do SCP (Sporting Clube de Portugal)
Sem pio.

Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/




Insólito

Jornalista da CMTV engasga-se em direto

por DN online
O perigo dos diretos em televisão para os jornalistas é bem ilustrado nesta intervenção de um repórter da CMTV - um novo canal que apenas se pode ver no MEO - que, a meio de uma reportagem sobre as eleições do Sporting, tem uma repentina falha de memória e fica paralisado, frente à câmera.
O momento foi registado e publicado por utilizadores do You Tube (de onde foi retirado o vídeo que pode ver em baixo) que o colocaram nesse servidor mundial, juntando assim a Correio da Manhã TV à enorme colecção de "pérolas" e falhanços jornalísticos de órgãos de comunicação social de todo o mundo que ali se podem encontrar.

quinta-feira, julho 26, 2012

Moisés dá com forrobodó ao descer do Monte Sinai.

Nossa nota breve:

Deixo-vos hoje um texto de alguém que estuda temas ligados a assuntos religiosos. O texto narra peripécias ocorridas com os judeus em fuga, nas imediações do Monte Sinai. Uma maneira "sui generis" de observar e descrever os acontecimentos de antanho em terras do Médio Oriente. Honra-nos o prezado autor do texto por ter a paciência de também ir lendo o que escrevemos, na medida do possível.
Ilustramos o texto com uma foto do Monte Sinai tirada ao acaso da internet.
Deliciem-se pois, prezados leitores, com a narrativa um tanto longa, mas que vale a pena ler.


Fiquem bem, António Esperança Pereira



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Peripécias ocorridas com os judeus em fuga, nas imediações do Monte Sinai.



A longa e absurda caminhada do Povo pelo deserto, quase desde o início mereceu duras críticas por parte dos que digeriam mal o rumo da excursão (e eram muitos). Os mais audazes afirmavam estar muito pior que no Egipto e amaldiçoavam a hora em que se meteram naquela aventura. Mas Deus, atento, ia providenciando carne, pão e água. Mesmo assim, o Povo exigia uma alimentação mais variada, nem o maná (ementa básica durante os 40 anos…), com sabor a pão de mel (cópia do bolo madeirense), os convencia.

Diz o ditado: “Ninguém dá nada a ninguém”, ditado que considero algo malévolo, pois nem sempre quem dá espera obter qualquer recompensa (até existem beneméritos anónimos). 

Porém, aqui o ditado assenta que nem luva, já que Deus fez saber, através dos “self-services”, que “Ele era o Senhor seu Deus”. E não se quedou por aqui, “a Glória do Senhor aparecia numa nuvem”, outras vezes “envolto em poeira”, sinais que o pessoal já decifrava razoavelmente e lhes serviam de guia. O episódio do rochedo foi interessante, bastou que Moisés lhe desse uma bordoada com a tal “vara-cobra” para brotar água com fartura. Penso que isto será coisa que o Luís de Matos pode explicar (tentei, mas não consegui contatá-lo). De qualquer modo o assunto não passou em branco, aproveitando Moisés para perguntar às massas: “O Senhor está no meio de nós, ou não”? O narrador bíblico esqueceu-se de mencionar a resposta, talvez por ser mais que evidente!

Vamos então ao Monte Sinai, onde chegaram três meses após a partida do Egipto.

Montaram acampamento frente ao citado Monte, mas não se podiam aproximar, senão morriam! “Ordens do Senhor”, ou seja: Deus tomou o Monte só para Si, tornando-o Sagrado. Só Ele e quem Ele escolhesse podia pisar o Monte. Escolheu Moisés e combinou um encontro no topo, que havia assuntos importantes a tratar.

Como a gente nunca sabe tudo… imaginava eu que o Monte Sinai fosse uma espécie de morro, com umas dezenas de metros, mas assim não é; li algures que tem 2 288 m de altitude.

Moisés teve que subir até lá acima e levar duas pedras grandes, onde coubesse um texto que o Senhor iria introduzir nelas. Os incréus já estão imaginando o tamanho dos pedregulhos e a performance do indigitado. Temos de apreciar a narrativa no contexto da época: É que Moisés frequentava aulas, para se cultivar e as “pedras” eram aquelas “lousas” que alguns de nós ainda usámos na Escola Primária. Mas três dias antes de se fazer à estrada, se é que havia um trilho que fosse, avisou o povo: “Estai preparados para depois de amanhã e não tenhais relações sexuais com as vossas mulheres” (deixou em aberto a hipótese das amantes). Na data combinada houve trovões e relâmpagos, para intimidar a malta; era Deus a anunciar-Se. Uma nuvem espessa desceu sobre a Montanha, enquanto o toque da trombeta suava forte. O Zé-povinho tremia como varas verdes, pudera! Moisés distribuiu os judeus pelo sopé do Monte, fumegante e aos estremeções (tipo vulcão em atividade, mas sem labaredas). Deus respondia às perguntas de Moisés com trovões (espécie de morse que Moisés dominava perfeitamente).

Imaginem as dificuldades acrescidas que depois Moisés enfrentou: Para além da distância, o fogo na Montanha (não há fumo sem fogo). Bom, convém recordar o que se passou com a “sarça-ardente” (outra questão que tinha agendada para colocar ao Luís de Matos), a sarça ardia e não ardia. Moisés esteve 40 dias e 40 noites lá no alto da Montanha e aqui as coisas tornam-se um tanto confusas. Para abreviar, Deus conversou sobre muitos assuntos e escreveu os dez mandamentos nas pedras, começando modestamente: “Eu sou o Senhor teu Deus, não tenhas outros deuses diante de mim” (mais vale prevenir…); “Não pronuncies em vão o nome do Senhor teu Deus”; “santifica o sábado”; “honra os teus pais”; “não mates”; “Não cometas adultério”; “Não roubes”; Não apresentes falsos testemunhos contra o teu próximo”; “Não cobices a casa nem a mulher do teu próximo” (a não ser que valha a pena, digo eu). Ao tempo ainda se não cobiçava o automóvel…

Pelos vistos os israelitas, inativos e amedrontados, desinteressaram-se da subida à Serra e, face à demora do Chefe lá em cima, decidiram libertar os espíritos, dando corpo a uma grande farra, para a qual obtiveram a anuência de Aarão. Fabricaram um bezerro de ouro, com adornos que tinham roubado aos egípcios, passando a adorá-lo e a dançar à sua volta. Quando Moisés regressou com as pedras, ficou atónito com o forrobodó que presenciou e, após ter proferido impropérios à altura dos acontecimentos, atirou as pedras ao chão, partindo-as. Há quem afirme que as partiu antes (num tropeção, ao descer a encosta). A verdade é que as partiu! Voltou ao cimo do Monte e Deus, Benevolente, escreveu o mesmo, noutras pedras.

Moisés de novo regressado, irritado quanto nos é dado imaginar, mandou derreter o bezerro e misturou com água o pó assim obtido, mistela que obrigou o povo a beber. Vingativo, não? Fez melhor: Quis saber quem estava do lado do Senhor e esses deviam juntar-se a ele. Armados de espadas e, provavelmente com o assentimento de Javé (Ele andava por ali) ordenou que matassem a eito, sem pouparem irmão, amigo ou vizinho. Consta que pereceram cerca de três mil homens.

Aarão, que teve muitas culpas no cartório, só apanhou uma repreensão oral!

O Povo (pela força da razão, note-se) lá prosseguiu a sua marcha. Para os 40 anos ainda faltavam (conta arredondada), à volta de 39 anos e 7 meses.

Elevado número dos que saíram do Egipto, sucumbiram a caminho da Terra Prometida…



L. Pereira, 20-7-2012
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Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...