Indignados na cidade de Lisboa, 15 de Outubro, 2011
O secretário-geral da Fenprof alertou, esta sexta-feira, que os cortes previstos para o próximo ano vão deixar o ensino na miséria e apelou aos professores para se manifestarem.
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou as restrições previstas no Orçamento do Estado para 2012, que vão levar os professores a perder 25 a 30 por cento do salário.
«Estamos perante um verdadeiro roubo, diria quase um assalto e com a mão desarmada», que no sector da Educação significa «um corte de cerca de 15 por cento no rendimento» em 2012, um valor que sobe para 25 a 30 por cento ao somarem-se os cortes de 2013, disse.
Fernando Nogueira acrescentou que o memorando assinado com a "troika" previa uma redução de 200 milhões de euros, «o que era já uma brutalidade de cortes na Educação», mas o Governo de Passos Coelho resolveu triplicar.
«Perante este roubo, quase que apetece dizer: contra os ladrões marchar marchar», afirmou.
Esta austeridade afecta também as escolas, por isso o sindicalista teme que muitos estabelecimentos de ensino tenham de fechar portas por falta de dinheiro para manter o mínimo de funcionamento.
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Nosso comentário
A frase em título foi proferida pelo secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, FENPROF, tendo em consideração a brutalidade dos cortes na Educação proposta por Passos Coelho.
O memorando assinado com a "troika" previa uma redução de 200 milhões de euros, «o que era já uma brutalidade de cortes na Educação», o Governo de Passos Coelho resolveu triplicar.
É obra!
Há que mostrar serviço e dar dinheiro aos bancos, não é?
Os funcionários públicos, no activo ou não, toca a pagar a pesada factura e a sofrer na pele, na carne e até no osso, a dureza das medidas ordenadas por quem já mostrou para quem vai a sua "sensibilidade social".
Não para quem tem uma vida à justa, difícil, muitas vezes na corda bamba, no fio da navalha, mas sim, direitinha para os banqueiros e os mais ricos.
Que prova de "coragem"!
A frase proferida pelo dirigente da FENPROF faz todo o sentido.
Que a indignação vá do desempregado ao estudante, passando pelo reformado de muletas, o combatente do ex-ultramar, o acamado, o trabalhador que fica sem cheta para fazer face às despesas do dia a dia, o marginalizado, o empreendedor a quem os bancos negam crédito, o intelectual, os ludibriados pelo crédito avulso, os assalariados que vêem o seu horário aumentado sem qualquer proveito, antecipando despedimentos, todos os portugueses que se sentem numa Pátria, a sua, irreconhecível por tão mal tratada nesta fase da sua história.
Triste fado hoje aqui!
Que se indignem todos os que se sentem roubados, enganados, maltratados.
Os que não querem continuar num país sem leme, num país da troika em que, se um diz mata, o outro diz esfola.
Para cúmulo dos cúmulos, as medidas anunciadas, para além de excessivas, arrasadoras, não levarão a lado nenhum.
Ficará mais gente pobre, outros sem emprego, outros emigrarão, outros prostituir-se-ão, a recessão e os bancos engolirão o que nos roubaram e o que restar depois do repasto das feras.
Triste fado, hoje aqui!
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Fiquem bem, mas indignados como eu, pois a injustiça dói muito!
António Esperança Pereira