Mostrar mensagens com a etiqueta velhos do restelo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta velhos do restelo. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, agosto 15, 2019

A Manuel Alegre aquando da candidatura a PR em 2011 (memória do blog)


Este poema faz parte do livro actualmente mais requisitado pelos leitores: "PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?"
que pode ser visto em: https://www.bubok.pt/autores/lusito
Sinceramente tenho como opinião que todo o Português com um P grande devia ler alguns dos poemas contidos nesse livro.
O nosso país, Portugal e o nosso povo, chamado de portugueses, ficam bem na "fotografia".
Não temos forçosamente que chorar, que carpir um triste fado.
Antes pelo contrário... sem nacionalismos parvos, podemos gostar e amar sem nenhum favor, este nosso CHÃO com o coração grande que temos.
"Menos velhos do Restelo mais obreiros da Pátria"
Pela oportunidade de ser um candidato à PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA destaco hoje umas palavras singelas em formato de poema dedicadas à enorme personalidade que é:
MANUEL ALEGRE


MANUEL ALEGRE

Voz da liberdade
Argel
amarga juventude tantos anos
eu inquieto de insónias
futuro incerto
em terras de Pinhel

valia nessa altura
em país adiado
entregue a policiais
outros fardados
pides outros que tais
num regime botas e tamancos
provinciano velho

a voz da esperança
que chegava
jovem forte clara
para bem se ouvir
que um mundo novo melhor
estava por vir

era grande bálsamo tal esperança
na desesperança

ecoavam notícias novas
rádio clandestina
coisas que estavam a acontecer
no Portugal acorrentado
oficialmente mal informado

a voz da liberdade
era o reverso
da censura
da guerra estúpida sem nexo
estropiando
matando vidas

eu ouvia
ora me exaltava
ora entristecia
Abril por vir
noite beirã tão longa e fria

fixei o nome da voz
Manuel Alegre há tantos anos
num futuro por chegar
tão jovem eu era
que dele pouco sabia

sei hoje dele de mim da vida
mais do que então sabia

e ainda aqui estou
ainda aqui estamos
a cinzenta aldeia
virou cidade
as teias de aranha
ganharam rumo

o meu país
muito por força de ti
poema canção
ousadia voz
uma nova visão
vive em liberdade
AQUI


terça-feira, janeiro 15, 2013

Beatles, Falcões e uma festa em Trafalgar Square...


Nosso comentário:


Divulgo tal como recebi. Alguém que partilhou comigo a nostalgia que os Beatles" são. Também a alegria como é óbvio.
Emocionei-me na altura, ainda muito jovem, com esse poderoso quarteto inglês que em boa hora apareceu no universo da música.
Não fui único a tentar imitar certas pequenas/grandes coisas por eles trazidas: a rebeldia, a boa música, o cabelo "à Beatle", até o formar de um quarteto com alguns companheiros à sua imagem e semelhança.
Chamava-se o quarteto "OS FALCÕES" em homenagem à minha terra natal cujo símbolo é essa ave que dá pelo nome de falcão e que por isso deu nome ao quarteto.
Quanto aos "Beatles", eles foram efetivamente pioneiros de uma nova era: nas canções, nas letras, nas músicas, na postura, nos ideais.
Também pioneiros de uma alegria nova que na altura era coisa escassa. Uma alegria tão contagiante e avassaladora, que muitos dos mais velhos (os velhos do Restelo de então) os desdenhavam e chamavam nomes feios. 
Olhavam-nos de esguelha com elevada desconfiança.
Tinham razão para isso. 
O mundo a partir daí nunca mais seria o mesmo. 
Pois ao visionar este video hoje, confesso que ao invés de alegria, me assaltou tristeza, não pela falta de alegria em Trafalgar Square, não. Ela, a alegria em Trafalgar Square, continua imensa nos dias de hoje, como podem constatar pelo video do link postado no fim do texto.
Só que gostaria de ver Portugal outra vez assim como essa gente em Trafalgare Square.  Alegre, feliz, com alma, com rumo, com partilha, com canção...
E o que eu aqui vejo é exatamente o oposto.


PS. Leiam o texto e visionem o video no link abaixo: uns, para recordar, outros, para simplesmente apreciarem...vale a pena!!!



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/





SIMPLESMENTE SENSACIONAL



"Uma empresa de telefonia móvel inglesa promoveu essa mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.
A empresa simplesmente mandou um convite pelo celular: "Esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito.
Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo.
Mas, na hora, distribuiram microfones. Muitos,  muitos,  muitos mesmo, e fizeram um karaokê gigante, de surpresa !!!
E todo mundo que estava na praça, quem estava passando, quem nem sabia do convite, cantou junto.
É de arrepiar. Se você um dia curtiu os Beatles, vai se emocionar...


Se não curtiu vai-se emocionar também..."



http://www.youtube.com/watch_popup?v=orukqxeWmM0&vq=medium

terça-feira, novembro 20, 2012

Manifestação em Lisboa com burros e coelhos


Nosso comentário:


Tento remeter-me à pacatez contida de cidadão do Portugal de antigamente, que muitos bem nos querem fazer crer que pode voltar.
Mas não consigo.
Sou evolucionista, como tal sei que há que estar aqui e agora com o tempo presente, com as ferramentas atuais. Com o progresso, com as oportunidades, com o aproveitar da vida enquanto a há.
Não com essa gente desfasada da realidade que mexe, do mundo que não para, das tecnologias que evoluem a cada dia que passa.
Gente que ficou lá onde sentiu que foi alguém: metido numa farda da MP (mocidade portuguesa de Salazar) no liceu ou faculdade em que só meia dúzia estudavam, nos tempos idos da tropa onde teve divisas e galões. 
Gente que não saiu daí, que não cresceu. Metidos no biberão do ninho mais ou menos aconchegado e farto em que nasceram (ilhas fartas num continente de miséria)
Gente que sonha recriar o Portugal de então, a preto e branco, de burros e arados, de santas terrinhas com fome, pobreza, muita bosta entornada pelos animais de trabalho que circulavam nas ruas medievas de há uns 50 anos atrás. Terrinhas de fome, pobreza e muita bosta que foram o despoletar das vagas de um Portugal rural e sem futuro em fuga.
De um Portugal analfabeto tendo como pano de fundo uma guerra sem sentido, travada nas colónias de África, que aceitava a troco de algum dinheiro para seu sustento e suas famílias, um qualquer trabalho duro, sujo, sem condições nem qualidade, em países estrangeiros.
Essa gente que ora tenta recriar esse Portugal é louca.
Louca porque vive a irrealidade, nunca aceitou os modernismos do novo Portugal de Abril: democrático, aberto, cada vez mais culto, cada vez mais próspero, cada vez mais longe do terceiro mundo em que esteve mergulhado até então.
Para esses, essa gente que nunca aceitou que Portugal mudara para muito melhor, para a linha da frente da modernidade, acham que tais modernismos, hoje comumente aceites por quase todos, estragaram esta "humilde gente".
Televisão, computadores, discotecas, dvd's, carros em barda, altos, baixos, todo o terreno, altas cilindradas, modernas autoestradas, energias alternativas, edifícios inteligentes, escadas rolantes, tapetes andadeiros, telemóveis para todos os gostos e feitios, máquinas de filmar e fotográficas em tudo o que é utensílio, email's, namoradas virtuais, GPS's, fatinhos de marca para todo e qualquer desporto, centros comerciais de encher o olho...
ou seja um Portugal moderno que se recusam a ver e a crer nele.
Por isso aqui chegámos, por isso assim estamos.
Para já, num interregno entre o andar para a frente e o voltar para trás. Entre o abraçar do que de melhor temos e se construiu e o apostar na sua delapidação nua e crua.


PS. Deixo-lhes uma notícia, com vídeo,  que me passava despercebida. Tal e tanta é a contestação ao regime, que nem dá para acompanhar todos os "eventos". Desta feita, uma manifestação de bombeiros a decorrer em Lisboa, junto à Assembleia da República, à hora em que escrevo estas palavras.


 Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Dois burros e coelhos na manifestação dos bombeiros rumo ao Parlamento

Dois burros e coelhos na manifestação dos bombeiros rumo ao Parlamento
 
Share
 
Dois burros e coelhos na manifestação dos bombeiros rumo ao Parlamento - SAPO Vídeos
videos.sapo.pt
 
Dois burros encabeçam a manifestação que junta cerca de um milhar de bombeiros profissionais e que está neste momento a chegar em frente ao Parlamento. Também um carro improvisado com sirenes e com vários coelhos integra a coluna de soldados da Paz.

Após se terem concentrado na Praça do Comércio, os bombeiros rumaram ao Parlamento, subindo a avenida D. Carlos I.

Os burros ostentam cartazes onde se pode ler «Os novos autotanques do Governo» e «os autotanques para socorrer estes senhores», ilustrados com fotografias de Paulo Portas, Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar e Angela Merkel.

Os bombeiros profissionais estão a manifestar-se fardados, alguns deles têm uma máscara de pano que os bombeiros usam para proteger a cara do fumo e, ao som de buzinas e sirenes , empunham cartazes que dizem «Regulamentação de horário de trabalho» e «A segurança das populações está em primeiro lugar».

 

quarta-feira, abril 06, 2011

PORTUGAL E AGORA?


O desenho é de um enorme humorista, escritor e desenhador português, por sinal nascido na minha terra: JOSÉ VILHENA
Escolho-o porque ilustra, quanto a mim, um PORTUGAL (Torre de Belém) a ter que dar o litro para sobreviver (pelo menos o coirão para se pagar as contas, a alma espero que não)

Portugal sucumbiu perante as garras do desconhecido.
Faltou a coragem dos marinheiros de antanho.
Esses lá foram entre perigos e guerras esforçados mais do que permitia a força humana (Camões)
Persistiram, resistiram, conseguiram!

Nós não, sucumbimos hoje mesmo quais meninos assustados, com tudo a bater-nos: os mercados, a europa, o mundo a chamar-nos lixo.

Cá dentro batemos uns nos outros(andeiros internos mais que muitos)
Sucumbiram os banqueiros por falta de dignidade e sentido de patriotismo, sucumbiram os deputados porque não sabem o que fazem. Brincam às democracias num tempo em que tem que se ser sério, fazer jus ao gordo ordenado que auferem, sucumbiram os políticos de uma forma inglória, inapropriada, politiqueira, medrosa.

Sucumbiu a alma a esta democracia, a esta EUROPA com letras grandes como eu a quis ver até aqui, com abolição de fronteiras e uma moeda única.
Um CONTINENTE QUE FOSSE UM PROJECTO SOLIDÁRIO, alargado.
Só que os andeiros da europa não deixam, não querem que ela cresça, seja forte.
IRLANDA, GRÉCIA, agora PORTUGAL. Tragédia grega, fado português, isolamento irlandês.

Continuarei pessoalmente a gostar da EUROPA, mas da minha, não da de meia dúzia de funcionários milionariamente bem pagos, de banqueiros sem escrúpulos, de políticos por força do tacho.
Tenho esperança que o dia há-de chegar em que alguém lhe há-de dar um rumo. Alguém que tenha UM SONHO!

Quanto a Portugal, hoje fiquei triste.
Espero pelo desenvolvimento dos próximos capítulos da crise 2011 neste país que já provou ser valoroso mesmo na situação extrema por que passou ao perder a independência em 1580. Recuperou-a e bem!
Há-de encontrar também respostas à altura deste tempo para os andeiros que proliferam.
Muito por força deles Portugal chegou ao que chegou exactamente HOJE:
PARA SEU GÁUDIO, ALÍVIO E LUCRO HOJE MESMO PEDIU AJUDA AOS QUE O AFUNDARAM: OS DA BANCA e seus LACAIOS (que lucram milhões quer a afundar Portugal quer a "ajudá-lo")

QUE O POVO PORTUGUÊS OS JULGUE, A esses do quanto pior melhor para seu proveito e para desproveito dos outros


PORTUGAL MEU AMOR


Com espanto pasmo revoltado
ouço na tv um entrevistado
homem com nome quanto baste
para ir
a programa de informação
com o intuito de emitir
parecer político supostamente abalizado

que medíocre convite da televisão!

fiquei a saber pela opinada sapiência
que o país dele não valia coisa nenhuma
que em trinta anos só pior havia
nada mesmo
equivalia a melhoria alguma

mais dizia
que o país dele não merecia
o que merecem os melhores
as melhorias ficariam na Alemanha
Califórnia ou Japão
ou em Madrid
nunca no arcaico país em que vivia!

interroguei-me seriamente
se aquele ricaço que falava português
não seria americano espanhol ou japonês
pela falta de amor ao país
da língua em que fluentemente
se exprimia

mas não
era simplesmente um ex ministro velho
com saudades bizarras hoje
do Salazar do escudo da carroça
tais eram os insultos saudosismos
e outros ismos que culminavam
no culto de arrepiante pessimismo

no mínimo eu entendia
que o senhor que falava
detestava liberdade democracia
pelo que estas maltratam mordomias

ainda bem que Portugal é grande
e perdoa a portugueses tão “pequenos”
compreende-os ama-os na mesma
mesmo que o insultem o achincalhem
queiram fazer dele o bode expiatório
de invejas e fracassos próprios!

ergue-te Gama ínclita geração
de altos infantes
reis
trovadores
republicanos
liberais
navegadores
gente valorosa deste país enorme
jovens gerações irreverentes
competentes

digamos de vez a estes senhores
que queriam que o mundo português
fossem só eles
mais meia dúzia de lacaios…

que se calem de vez!

e deixem que Portugal se cumpra
com políticas hoje
em sonhos grandes
Camões Pessoa Florbela Alegre
painel infindo gente de valor
língua portuguesa entre as primeiras

país Portugal terra atlântica europeia
meu amor!

não deixemos que nos tirem a alma,

António Esperança Pereira

sexta-feira, outubro 15, 2010

MANUEL ALEGRE


Este poema faz parte do livro actualmente mais requisitado pelos leitores: "PORTUGAL PERIFÉRICO OU...O CENTRO DO MUNDO?"
que pode ser visto em: http://lusito.bubok.pt
Sinceramente tenho como opinião que todo o Português com um P grande devia ler alguns dos poemas contidos nesse livro.
O nosso país, Portugal e o nosso povo, chamado de portugueses, ficam bem na "fotografia".
Não temos forçosamente que chorar que carpir um triste fado.
Antes pelo contrário... sem nacionalismos parvos, podemos gostar e amar sem nenhum favor, este nosso CHÃO com o coração grande que temos.
"Menos velhos do Restelo mais obreiros da Pátria"
Pela oportunidade de ser um candidato à PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA destaco hoje umas palavras singelas em formato de poema dedicadas à enorme personalidade que é:
MANUEL ALEGRE


MANUEL ALEGRE

Voz da liberdade
Argel
amarga juventude tantos anos
eu inquieto de insónias
futuro incerto
em terras de Pinhel

valia nessa altura
em país adiado
entregue a policiais
outros fardados
pides outros que tais
num regime botas e tamancos
provinciano velho

a voz da esperança
que chegava
jovem forte clara
para bem se ouvir
que um mundo novo melhor
estava por vir

era grande bálsamo tal esperança
na desesperança

ecoavam notícias novas
rádio clandestina
coisas que estavam a acontecer
no Portugal acorrentado
oficialmente mal informado

a voz da liberdade
era o reverso
da censura
da guerra estúpida sem nexo
estropiando
matando vidas

eu ouvia
ora me exaltava
ora entristecia
Abril por vir
noite beirã tão longa e fria

fixei o nome da voz
Manuel Alegre há tantos anos
num futuro por chegar
tão jovem eu era
que dele pouco sabia

sei hoje dele de mim da vida
mais do que então sabia

e ainda aqui estou
ainda aqui estamos
a cinzenta aldeia
virou cidade
as teias de aranha
ganharam rumo

o meu país
muito por força de ti
poema canção
ousadia voz
uma nova visão
vive em liberdade
AQUI

terça-feira, dezembro 22, 2009

glória nova


Muito vejo incomodados
os que dantes eram poucos
minorias ditas esclarecidas
minorias ditas mui letradas

andaram os tempos
mudaram-se as verdades
essa meia dúzia de repente
conquistadas liberdades
virou milhares milhões
democratizou-se a sabedoria

sobraram uns velhos e jarretas
os filhos deles outros que tais
zangam-se dizem mal
defendem com unhas e dentes
mundo antigo
que não existe mais

calem-se por zangados
meus senhores
por ultrapassados

que a vida nasça a cada dia
novidade possibilidade
pois a matriz arcaica
que defendem obstinados
se finou na idade

que os coveiros do país
mascarados de botas e tamancos
poupadinhos por armanço
e não por ser verdade
sumam de vez

é mais fácil dizer mal
representar
fazer o que se viu fazer
(fazer igual)
que ter ideias avançar

ficar na glória antiga por preguiça
e conveniência
que trabalhar a glória nova
com eficiência
e mais justiça

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...