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domingo, novembro 11, 2012

Merkel rejeita video de Marcelo sobre Portugal

Nosso comentário:


Um dia marcado por muita coisa como vem sendo hábito no quotidiano dos portugueses, todavia, há uma de entre todas, digna de realce.
Tem que ver com um vídeo sob o patrocínio do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, que teria por finalidade ajudar os alemães a compreenderem um pouco melhor a realidade do nosso país.
A sr.ª Merkel é uma coisa, os alemães são outra, isto fica muito bem explícito no filme.
Depois é todo um conjunto breve de imagens que mostra a evolução nacional das últimas décadas em termos sucintos mas sérios, comparando-a sempre com a realidade europeia e estabelecendo paralelismos entre os dois países: Alemanha e Portugal.
Vale a pena ver. 

Vídeo de Marcelo recusado pela Alemanha

Espero que o link que vos deixo consiga abrir o filme, se não der para abrir poderão facilmente visioná-lo pesquisando em um motor de busca com as palavras chave: Marcelo, filme, Alemanha.
Deve ser suficiente.
Não sei sobre isto o que pensará o dirigente do partido laranja (PSD), atual Primeiro-Ministro, tão colado está à chanceler alemã, mas também não estou muito interessado em saber.
Basta-me sentir na opinião pública de que estão cada vez mais sós, quer o primeiro ministro português quer a chanceler alemã.
Depois, creio que, quer o povo português quer o povo alemão são suficientemente inteligentes para verem as malfeitorias que ambos estão a fazer aos respectivos países que governam. 
Embora malfeitorias diferentes se trate, já se sabe.
Este video sobre Portugal, recusado pela Alemanha, fez passar outros temas para segundo plano embora continuem na ordem do dia e nas bocas do mundo.
Referimos-nos às recentes e controversas declarações públicas de um banqueiro (BPI) de seu nome Fernando Ulrich e da presidente do Banco Alimentar para a Fome, Isabel Jonet. 
O primeiro defendendo que o povo português aguenta mais austeridade, pois claro!
A segunda acusada do velho discurso salazarista usado pelas senhoras do então SNI. Defende que os portugueses têm de aceitar que têm que viver "mais pobres". 
Os comentários populares, artigos de opinião, intervenções de políticos, de gente conhecida, têm sido mais que muitos.
Vamos esperar pelas cenas dos próximos capítulos.
Entretanto, não esquecer que será já àmanhã que a sr.ª Merkel estará em Lisboa. Parece-nos este o capítulo próximo mais mediático, assim à primeira vista.


PS. Deixo abaixo o exemplo do contraste entre quem tem muito e fala de "barriga cheia", como agora se diz, e quem vê esfumar-se o salário com as políticas de austeridades implementadas de uma forma impiedosa.

Fiquem bem, António Esperança Pereira

 
http://lusito.bubok.pt/

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Máxima do dia


 «Eu já fiz contas e concluí que o meu vencimento…

…vai passar de "liquido" a "gasoso"»

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  • http://www.youtube.com/watch?v=cxuCRE7M_ig&feature=related

segunda-feira, novembro 05, 2012

Umbigo individual: "não é nada comigo até ser"




Enorme atualidade a destas palavras de autoria de Bertold Brecht, falecido em 1956 em Berlim


Nosso comentário:


Para além desta introdução aqui ao lado, como que uma advertência de Brecht aos portugueses de agora, deixo abaixo uma boa adaptação de sábias palavras deste Bertold Brecht, adaptadas à situação portuguesa e que retirei da Internet.
Efetivamente assim é. 
Esta sociedade dita moderna e desenvolvida tipo ocidental em que vivemos, faz do umbigo individual o seu único centro.
É muito pouco, há que dizê-lo, ser-se só "umbigo meu", particularmente em tempos em que a solidariedade conta.
Ocorre-me um filme (zito) americano que vi "The elephant", que talvez passasse despercebido a muito boa gente, mas a mensagem que encerra o dito filme é forte, cerrada, silenciosa, assustadora.
Aconselho a quem não viu o filme/drama daquela Escola Secundária Americana, drama de uma solidão, um isolamento atroz logo apreendido e cultivado com muito tédio, vazio, inconsequência, pela juventude.
Mais tarde quem somos nós, ex- jovens solitários, egoístas, inconsequentes, como os que o filme citado mostra, volvidos gente crescida, com uma evolução que passou pela solidão, pelo isolamento, a quem toda a tecnologia e elevados padrões de consumo marcou?
"Para mim vai dando, os outros que se lixem", "para mim dá e sobra, que me importam os outros", "eu sou rico os pobres que se lixem", "tretas de solidariedade, trato é de mim", e assim por diante...
Pois é, mas chega a hora em que a inundação nos bate à porta, o furacão, o sismo assassino, a guerra, a desgraça, o infortúnio e só então nos damos conta da pouca importância que o umbigo inflado pela mente tinha. 
Somos PESSOAS, caros amigos, simples pessoas, que esta sociedade está a avariar, que quer fazer dessas pessoas, autómatos, números, verbos de encher, fotocópias, para darem os cifrões que tantos prazeres proporcionam aos insaciáveis vampiros escondidos na noite.
Eles aparecem, comem, bebem, gozam, levam tudo...
E nós deixamos. 
Deixamos caros leitores, exatamente porque andamos a colaborar num jogo perverso bem urdido pelas ditas sociedades de abundância. 
Sociedades de abundância com promessas de fortuna para todos, de um amanhã das mil e uma noites das Arábias, de um futuro dourado. Àmanhã esse, fortuna essa, futuro esse, que afinal de contas, para a maioria nunca chegam.
Termino o meu desabafo de hoje dizendo que as crises, se algum mérito têm, é fazer-nos entender coisas que em tempo de vacas gordas passam ao lado.
Designadamente este tema adaptado do Bertold Brecht que eu sintetizaria assim:
"NÃO É NADA COMIGO ATÉ SER".
Leiam e meditem!



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
http://lusito.bubok.pt/







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Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...