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sábado, julho 20, 2013

Portugal e o pós Ilhas Selvagens


Nosso comentário:

Terminou sem surpresas de maior o desenlace das negociações sugeridas pelo senhor presidente da República aos três partidos ditos do "arco da governação":
Esse desenlace consistiu num NÃO da "maioria" PSD+CDS às exigências do maior partido da oposição, o PS.
Como que víamos nos últimos dias um PR feliz a esfregar as mãos de contentamento: 
APANHEI-OS.
Teria assim de mão beijada quase 90% dos deputados da Assembleia da República do lado do seu ideário político, o mesmo ideário que levou o ex-ministro das finanças, Vítor Gaspar, a ser tecnicamente honesto (para usar palavras insuspeitas de Adriano Moreira) e bater com a porta, por achar que a dose era demasiado cavalar e só levaria ao desastre do país.
O beneplácito do PS seria o ovo de Colombo com que Cavaco Silva e a sua governação poderiam legitimar a dose cavalar que o próprio Vítor Gaspar rejeitou. Dose cavalar essa, para ser aplicada no imediato ao povo português, num golpe sem misericórdia de super austeridade, super destruição da economia e, consequentemente, do Estado Português.
Pois bem, o PS foi a diálogo, como partido dialogante que é, participou na iniciativa, iniciativa quanto a nós envenenada do senhor presidente da República, enquanto este foi dar uma volta às Ilhas Selvagens)
Para já o veneno teve um NÃO do PS, o líder socialista saiu-se bem, conseguindo devolver a quem de direito o presente envenenado.
O presidente da República, se agora (parece ser amanhã que fala ao país) der mais outra vida ao "seu" governo, e não marcar eleições antecipadas, já não terá mais como disfarçar as suas reais intenções com as negociações por si encorajadas.
Ficará provado à saciedade que o senhor Presidente da República só aceitava um acenar de cabeça de cordeiro manso de António José Seguro, validando e dando cobertura ao projeto errado que o próprio Vítor Gaspar abandonou. 
Pelo que, quanto a nós, se Cavaco Silva não marcar eleições antecipadas, já não mostrará só medo de eleições.
Mostrará também que a sua democracia, por não funcionar a três (sem o PS a prestar decoro) voltará a funcionar a dois, os mesmos que têm sido protagonistas da vergonha palaciana que todos os portugueses têm presenciado e sentido na pele os seus efeitos.
Mostrará também que a democracia presidencial é a "democracia da sua direita".
Aguardamos para ver.

PS. Para descontrair deixo abaixo um exercício de atenção

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





quinta-feira, julho 18, 2013

Primeiro Presidente a atingir a Selvagem Pequena!


Nosso comentário:


O Presidente da República Portuguesa foi às Ilhas Selvagens gastar uma pipa de massa (cerca de 160.000 euros, em tempo de vacas magras) 
Cuidei eu na minha inocente visão do mundo e da vida que teria o dito senhor Presidente ido até tão longe para descansar.
Coitado, com tanta azáfama e problemas sérios que lhe coloca o dia a dia, embora não resolva nenhum dos mais graves e complexos, nada mais natural que assim fosse.
E as pequenas ilhas portuguesas referidas seriam boas para isso, pois ficam em remoto sítio, tanto quanto me consta, a mais de 150 milhas da Ilha da Madeira, para sul claro.
Lá foi com uma extensa comitiva, primeiro de avião, depois de fragata.
Já o vimos na televisão com um pólo azul bebé a dar uma entrevista aos senhores jornalistas que o acompanharam.
Estava bem e quem o visse ali, certamente muitos dos leitores também o viram como eu, a julgar pelo seu aspeto, mais parecia tratar-se de alguém que diariamente não tem um trabalho muito árduo. 
Ainda ontem apareceram uns homens aqui no meu prédio de Lisboa a carregarem uns móveis, que por não caberem no elevador tiveram de os carregar às costas pelas escadas...esses sim, coitados. Pingavam suor por tudo quanto era poro. 
Via-se mesmo que o trabalho deles era duro. 
Se tivessem que dar uma entrevista naquele estado, decerto não conseguiriam sequer falar quanto mais botar tempo e mais tempo de faladura como o senhor presidente da República fez.
Mas adiante.
O senhor Presidente estava muito feliz pois foi o primeiro dos presidentes a pisar a Selvagem Pequena, o que me pareceu assim à primeira vista uma grande honra para o monte de calhaus e negrume circundante encalhado no extenso mar.
Também me pareceu um feito de monta para o senhor, pois disse e repetiu a "façanha" para os operadores da televisão com infantil entusiasmo e para que constasse para a posteridade.
O que me pareceu menos novidade foi dizer que Portugal tem um imenso mar, embora seja sempre uma afirmação que cai bem aos portugueses.
Como temos a mania de nos sentirmos pequeninos diante dos outros povos, a verdade é que em extensão de água estamos nos dez maiores países do mundo, sabiam? 
Só que, nem temos marinheiros, nem barcos, nem pescadores, nem investigadores, nem exploradores, a condizer com um tal mar.
Para terminar faço só um reparo ao senhor Presidente: 
Deveria evitar cansar a cabecinha com recados (alguns de mau gosto) enviados para Lisboa. 
Falou dos maus, dos que não gostam do "seu acordo"e dos bons, das confederações patronais e da UGT.
Em vez de falar da sua maioria com cerca 30% nas sondagens, quase se apoderou na entrevista dos quase 90% de deputados PSD, PS e CDS, saídos das longínquas legislativas, que em ameno diálogo, darão (!!!) corpo à sua ideia de acordo de Salvação Nacional.
Se isso suceder, seria mais uma vitória pessoal, esta à custa pelo menos de cabeças partidárias, o que, a somar à façanha da Selvagem Pequena, não seria mau!


PS. Deixo uma anedota em francês, oxalá todos os leitores, das mais diversas línguas, a compreendam...

Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Anedota:


Juste avant de dormir, un jeune marié demande à son épouse:

   "Ma chérie, as-tu connu d'autres amants avant moi?"


   Pas de réponse...

   Très, très long silence...

   Au bout d'un certain temps, le mari chuchote:

   "Tu dors ma chérie?"

   "Non, je compte..."   


terça-feira, julho 16, 2013

Presidente nas Ilhas Selvagens e... uma anedota!


Presidente da República Portuguesa desloca-se às Ilhas Selvagens (na imagem)

Nosso comentário:


Como é do conhecimento de todo o leitor de nacionalidade portuguesa continuamos à espera das negociações que decorrem entre os diversos partidos políticos.
Por outras palavras, está-se num tempo em que se assiste aos desenvolvimentos da enorme confusão desencadeada pelo discurso do senhor presidente da República.
Ninguém de boa fé estará em condições de alvitrar seja o que for. Cada qual dos intervenientes políticos vai falando o que melhor se adequa ao seu formato político, nós vamos assistindo "a ver o que sai", enquanto o país parece ir de mal a pior.
Isto mesmo foi confirmado pelos dados do Banco de Portugal, nada encorajadores mesmo, para que continue tudo como estava.
Afinal o ex-ministro das finanças, Vítor Gaspar, tinha razão em se demitir pelas razões por ele invocadas. Razões essas que só pecaram por levarem tempo de mais a ser tomadas a sério, quer pelo próprio Vítor Gaspar, quer pelos outros governantes, o que agravou a situação do país em vez de a melhorar.
Os excessos da dose cavalar de austeridade estão a matar a economia portuguesa, este é o ponto chave. Fecham empresas, aumentam os desempregados, o consumo diminui, o investimento idem aspas, uma espiral recessiva instala-se sem dó nem piedade.
A austeridade não é solução. Com os governantes ainda em exercício completamente desacreditados, só se fala já no que virá a seguir.
Por isso mesmo, por se tratar de uma encruzilhada difícil e gravíssima, se esperaria que o senhor presidente da República, ao invés de baralhar, tivesse tido um rasgo de clarificação, uma pré-solução para contornar uma tal encruzilhada.
Mas não. 
De um discurso presidencial confuso só pode resultar confusão nas negociações entre os partidos, que ficarão com a batata quente e envenenada saída do discurso presidencial.
Amanhã mesmo, Cavaco Silva segue em viagem para as Ilhas Selvagens.
Nós portugueses ficaremos por aqui e por ali, atentos ao desenrolar dos próximos capítulos como vem sendo nosso triste hábito dos últimos tempos.
Pela minha parte auguro pouco êxito à bagunçada criada, dado ser uma opção no mínimo tardia e com antecedentes demasiado graves para que tal iniciativa presidencial possa levar a entendimentos de monta.
Continuo sem perceber, havendo eleições autárquicas já em Setembro, o porquê de não se lhes juntarem as legislativas para que então e sem demoras se clarificasse, com a participação dos portugueses, o futuro próximo de Portugal.
Mas o PR é que sabe e, em minha opinião, o medo de uma derrota estrondosa dos partidos da sua cor política vão afastando essa solução (a melhor sem dúvida) da mente do Presidente.
Parece-me, todavia, mesmo a contragosto, e olhando friamente a difícil situação criada, ser cada vez mais inevitável a convocação a breve prazo de eleições antecipadas.


PS. Partilho uma boa anedota que me foi enviada por um prezado leitor. Oxalá gostem. Sempre ajuda a aliviar os maus fígados gerados por tudo isto por que estamos a passar...



Fiquem bem,

António Esperança Pereira



DIVINAL


Um advogado, é um advogado...! ? FENOMENAL, LEIAM...



Um chefe da Máfia descobriu que o seu contabilista tinha desviado milhões de dólares da caixa.
O contabilista era surdo, por isso fora admitido, pois nada poderia ouvir e, em caso de um eventual processo,
não poderia depor como testemunha.
Quando o chefe foi dar-lhe um aperto sobre os milhões em falta, levou uma advogada, que sabia a linguagem de sinais dos surdos-mudos.
O chefe perguntou ao contabilista:
- Onde estão os 10 milhões que desapareceram?
A advogada, usando a linguagem dos sinais, transmitiu a pergunta ao contabilista, que logo respondeu (também em sinais):
- Eu não sei do que é que vocês estão a falar.
A advogada traduziu para o chefe:
- Ele disse não saber do que se trata.
O mafioso sacou uma pistola e encostou-a à testa do contabilista, gritando:
- Pergunte-lhe de novo e ele que responda a verdade senão mato-o!
A advogada, sinalizando, disse ao infeliz:
- Ele vai-te matar se não disseres onde está o dinheiro.
O contabilista sinalizou em resposta:
- OK, vocês venceram, o dinheiro está numa mala de couro, que está enterrada no quintal da casa do meu primo Eurico,
que fica no nº.400, da Rua 26, no Bairro de Queens!
O mafioso perguntou à advogada:
- O que é que ele disse?
A advogada respondeu:
- Ele disse que não tem medo de paneleiros e que você não tem tomates para puxar o gatilho...

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...