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quarta-feira, outubro 07, 2015

Eleições para um só caminho?



Dá para perceber que os sistemas democráticos estão inquinados. Sim inquinados como os pântanos, charcos, que se formam nos campos quando chove.
A água fica lodo, imprópria para consumo do mais rude camponês ou pastor que por ali vegete.
Assim está a democracia. 
Um lamaçal.
Em vez de cair chuva como no caso dos charcos do campo, fazem-se eleições. Finge-se que há múltiplas escolhas.
Pingam cidadãos de todos os lados cuidando que se fará alguma luz nas suas vidas com o ato de votar.
As mesas de voto desempenham na perfeição essa ilusão de que se trata de algo muito especial. As eleições. 
Liberdade, democracia, participação.
É hoje!
Lá estão as escolhas, o boletim de voto. Hoje sim é dia de mudar o presente, de contribuir com algo para a mudança, para um futuro melhor.
Tudo vai mudar, pensa-se, a esperança renasce, trocam-se olhares.
Anseia-se pela decisão. 
Fecham as urnas pela tardinha. As televisões enchem as casas com o ato eleitoral. 
É desta. Oxalá que sim. Deus o ouça. Vamos ganhar. Há que correr com eles. Com esta vergonha.
Os resultados aparecem. É já noite.
Ganhámos. Corremos com eles. Ficaram em minoria. Que bom. É agora.
Entretanto, aparecem os mandantes, os comentadores de serviço, as mesas redondas. Tudo desmontam. O que parecia, não é.
Ganhámos, perdemos?
Tudo na mesma? outra vez? 
Tem que ser. Dizem os alemães. Diz o Presidente. Diz o vizinho eloquente. 
Mas... 
Achei melhor calar-me e fui para a cama cabisbaixo. 
Para que seria que fomos votar se só pode haver um caminho? 
Era apenas isto que me atormentava o sono.

Fiquem bem, 

António Esperança Pereira


sexta-feira, junho 05, 2015

Dia D Hora H



Nosso comentário:


Muito a propósito e dentro da evocação da efeméride deste Dia D (6 de Junho de 1944) divulgo este pequeno texto, do mais simples possível, para assinalar a data.
Pessoalmente vi o filme que tem como tema exactamente o "Dia D " que se chamava "O Dia Mais Longo"
O filme é o retrato o mais fiel possível desse dia importantíssimo para o desfecho da II Guerra Mundial. 
Oxalá estas guerras mundiais se não repitam, já que são guerras que "matam muito". Bom seria que nem um tiro se desse neste mundo de humanos, mas cada vez mais isso não passa infelizmente de uma afirmação utópica.
Para não maçar com mais delongas, fica abaixo a humilde evocação de "o Dia D" e o seu verdadeiro significado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Dia D  Hora H


Dia determinado para a execução de uma certa tarefa ou para o início de uma certa operação.
Esta expressão teve origem na 2ª Guerra Mundial,no dia em que os aliados se preparavam para invadir a Normandia ocupada pelos Alemães.
Para manter o plano em sigílio, as forças aliadas registaram apenas o dia como D e a hora como H.

O dia D foi 6 de Junho de 1944. A hora H foi às 6 horas da manhã. 
A operação envolveu 3 milhões de soldados, 5339 embarcações, 11 mil aviões e 15 mil tanques. Nessa operação morreram 80.295 soldados alemães, 34.417 soldados aliados e 12850 civis franceses.

terça-feira, março 04, 2014

Ucrânia, Estónia, e...Portugal?


Nosso comentário:

Eis que chegam de Leste dois exemplos bem fresquinhos de prática política, com os quais os portugueses podem aprender algo.
Um, o mais mediático, tem que ver com a pressão popular nas ruas exercida pelos ucranianos, que, por meios violentos, fizeram tombar um governo eleito democraticamente.
Não vou debruçar-me sobre as valências de governo e oposições, porque ambas as partes têm muita farpa a apontar... nem sei mesmo qual das partes terá mais nódoas a apontar no seu comportamento.
Todavia, como nos ensinam aqui, um governo legitimado em eleições não pode ser derrubado pelo assalto ao poder assim de qualquer maneira...
As imagens repetidamente fracassadas junto à nossa Assembleia da República tentando fazê-lo, prontamente reprimidas, são disso bom exemplo.
Por isso me espanta ver o ocidente democrático, achar normal que se derrube pela força um governo eleito em eleições como o ucraniano, mesmo considerando as eventuais maldades do líder.
Estranho... 
São as novas revoluções, amigas umas, inimigas, outras, dependendo pura e simplesmente dos interesses em confronto na luta pelo poder e na divisão do bolo em disputa.
Os portugueses são um povo cordato e calmo, apesar de ter gente no poder que tem feito trinta por uma linha, de nos fazer comer o pão que o diabo amassou, sempre se manifestou pacificamente nas ruas, sem molestar tão pérfida gente que governa.
Fica agora um exemplo aplaudido pelos de cá, "os nossos", os do "ocidente" que poderá servir de modelo a situações atuais e futuras de governos odiados pelos seus povos. 
Esse exemplo, tão na ordem do dia, chama-se: 
UCRÂNIA
Também o Primeiro-ministro da Estónia, de que apresentamos foto e notícia abaixo, em queda de popularidade, resolveu demitir-se das suas altas funções.
Sem conhecermos em pormenor as causas reais da sua demissão, merece o nosso aplauso.
Outro bom exemplo para os que se agarram ao poder, mesmo exercendo esse poder permanentemente debaixo de apupos e contra a vontade cerrada dos seus povos. 

PS. Faço votos para que a Ucrânia, esse grande país europeu, se recomponha da presente crise sem "ajudas hipócritas" e, claro, sem guerras fratricidas sempre dispensáveis.


Fiquem bem, 

António Esperança Pereira



Primeiro-ministro da Estónia demitiu-se do cargo


O primeiro-ministro da Estónia, Andrus Ansip, demitiu-se hoje do cargo, tal como tinha anunciado no passado dia 23 de fevereiro.
Ansip, de 57 anos, que exercia há nove as funções de chefe do governo, apresentou a demissão ao presidente Toomas Hendrik “por sua vontade”, informou o serviço de imprensa do Conselho de Ministros.
O chefe do executivo anunciou em várias ocasiões que não se apresentaria como candidato às eleições legislativas previstas para março de 2015.
Embora Ansip tenha assegurado que não responde a quaisquer pressões, analistas consideram que a demissão poderá ser motivada por uma baixa de popularidade da sua coligação.

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...