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sábado, abril 18, 2020

"Em Cascais não vou permitir."


Nota do autor do blog:

Não é novidade nenhuma que muitos autarcas, à boleia do Corona Vírus, se tornaram bastante mediáticos. Todos estamos a pensar neste ou naquele outro que "beneficiaram" da Pandemia, por razões diversas, para dar nas vistas. Autarcas esses que saíram praticamente do anonimato. Nem é preciso citar nomes. Carlos Carreiras ainda apareceu com umas críticas, mas não foi dos que mais se viu. Nem precisava. Talvez por isso, aproveito hoje para divulgar uma notícia que li a seu respeito. As ilações a tirar sobre as afirmações proferidas pelo autarca, ficam ao critério de cada um.

Transcrevo abaixo a notícia que li: 

25 de Abril, 1.º de Maio e 10 de Junho? "Em Cascais não vou permitir"

Numa publicação na sua conta da rede social Facebook, Carlos Carreiras refere que estas celebrações municipais "já tinham sido canceladas". "Ou melhor, quem quiser comemorar comemora em casa. O presidente da Câmara Municipal de Cascais não é irresponsável para com os seus munícipes", refere o autarca do PSD, prometendo que, em 2021, estas datas serão celebradas ainda com "mais vigor e energia". 
Carlos Carreiras critica depois a decisão de assinalar estas datas a nível nacional: "É um enorme erro que rasga o consenso e a confiança que tem presidido ao combate à esta pandemia e como tal é motivo da minha mais veemente crítica e oposição"."
Mais. Considero uma ofensa a todos os que estamos a passar este momento negro, manterem as comemorações do 25 de Abril e 1º Maio, já que o 10 de Junho, o Sr. Presidente da República já tinha cancelado. Indecoroso e um péssimo exemplo que vem de cima e a liderança afirma-se pelo exemplo. Este é um péssimo exemplo", aponta.
A decisão de a Assembleia da República manter a sessão solene do 25 de Abril no parlamento, embora com menos deputados e convidados, teve o apoio da maioria dos partidos: PS, PSD, BE, PCP e Verdes.
O PAN defendeu o recurso à videoconferência, a Iniciativa Liberal apenas um deputado por partido, enquanto o CDS-PP - que propôs uma mensagem do Presidente da República ao país - e o Chega foram contra.
Fiquem bem, de preferência em casa.

terça-feira, maio 01, 2012

1.º de Maio, Empobrecidos, Pobres, Excluídos

O Dia do Trabalhador ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente no dia 1º de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal e em outros países.


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

 

Arménio Carlos Secretário-geral da CGTP discursando

Dia do Trabalhador em Portugal

 
Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.
O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).
No Algarve, assim como na Madeira é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas na região.

Fonte: Wikipédia, à exceção das fotos
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Nosso comentário:


A corda aperta no pescoço de cada português, cada um e cada qual volta a deitar contas à vida, a tentar entender quem melhor defende os seus interesses.
Aparecem os arautos do povo, uns no poleiro, outros a espreitá-lo, outros ainda a dizer verdades caducas (no dizer de muitos) mas que perigosamente assustam os mesmos que as apelam de caducas, pois podem voltar a fazer sentido.
Referimo-nos ao discurso de hoje de Arménio Carlos da CGTP, que não passou despercebido nem mesmo aos não simpatizantes das suas ideias. 
Discurso e palavra forte que poderão fazer mossa, pois volta a fazer lembrar Abril no seu auge. Consegue falar ao coração dos descontentes, independentemente de serem ou não socialistas, comunistas, social cristãos...
Muitos de entre estes terão pensado: tesos por tesos, empobrecidos por empobrecidos, qual o medo de experimentar outra solução?

Os agentes máximos do capital que se cuidem, cuidando do tecido social harmonizando-o, levando até ele a corrente das benesses, emprego, salário, esperança, crença, através dos políticos que os servem.
Porque, senhores ricaços, a coisa está feia e... 
nos pratos da balança desse tecido social, quem poderá ter uma última palavra na viragem ou não das políticas futuras será a classe média. Mais novos e mais velhos, estudantes e trabalhadores, empregados e desempregados. Homens e mulheres.

É aí que vai jogar-se num futuro próximo a mudança ou não deste regime governamental, bem como a orientação mais ou menos capitalista dos destinos da nação.
Como as coisas estão, a indecisão ainda prevalece, mas os frutos gerados pelo capitalismo são já escassos: muitos automóveis mas sem dinheiro para combustível; muitas casas para habitar mas devolutas por falta de dinheiro para as manter; consumismo a rodos mas empobrecidos para o valorizarmos; casais com um ou outro filho, mas sem dinheiro para infantários, propinas, etc; pensões e salários curtos para viver; saúde a adiar-se por falta de orçamento; cortes drásticos nos direitos sociais que poderiam quanto a nós, amparar, equilibrar até o tecido social nestes tempos difíceis.

Nota final: A contrastar com a palavra e discurso fortes de Arménio Carlos da CGTP, honra lhe seja feita, o secretário-geral da UGT, mais parecia a voz e orientação do regime. Uma crítica aqui e ali, à orientação do governo, mas lá foi dizendo que poderíamos contar com a palavra de Passos Coelho referindo-se ao cumprimento de compromissos assumidos.
Nós próprios estamos já a sofrer na pele essa "palavra e compromisso" de Passos Coelho.
Sobre a "palavra e compromisso" de PC há videos no youtube bem extensos que comprovam as verdades mutantes do PM. Não vamos, pois, cansar os leitores com palavras sobre o assunto.
Tenho dito!
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Fiquem bem,



Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...