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domingo, setembro 29, 2024

"Estou a fazer pressão". Marcelo volta a instar Governo e PS a entenderem-se no Orçamento

 

“A questão é do interesse nacional”, insistiu o chefe de Estado em Cantanhede Paulo Novais - Lusa

O presidente da República voltou este domingo à carga com a ideia de que, à falta de um entendimento entre Governo e PS que viabilize a proposta de Orçamento do Estado para 2025, “a bola fica nas mãos da terceira força política”. Ou seja, o Chega. Em Cantanhede, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu estar “a fazer pressão” e voltou a colocar a tónica na necessidade de as partes “abdicarem de convicções”.

“Se os dois grandes partidos não se entenderem, quem vai desempatar é o terceiro. A bola fica nas mãos da terceira força política”, reiterou o chefe de Estado, recuperando o que havia já afirmado na véspera, em declarações exclusivas à RTP.

“Ninguém está condenado porque estamos num país livre. Eu preferiria que eles se entendessem. Era o que é natural. Depois, não sendo assim, sobra para o terceiro partido. Eu aí preferiria que ele desempatasse de forma a haver Orçamento. E a última hipótese de que eu gostaria era isso vir parar às mãos do presidente, como é evidente”.Trata-se, na ótica do presidente da República de uma questão “do interesse nacional”.


Depois de desfiar a sua agenda para os próximos dias, Marcelo quis sublinhar que “o presidente da República, quando é eleito, um dos magistérios que tem é o da influência”: “Que é, sempre que entender que há um tema importante para o país, exercer a sua influência ou a sua pressão para que as coisas corram de uma maneira e não corram de outra”.

Fiquem bem,
António Esperança Pereira - Livros deste autor - Bubok

segunda-feira, abril 04, 2022

Orçamento terá resposta aos efeitos da guerra, assegura Medina

 

Swipe News, SA fernando medinaÉ a primeira promessa do novo ministro das Finanças. Esta segunda-feira, à entrada da sua primeira reunião do Eurogrupo, Fernando Medina garantiu que a proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE 2022) terá uma resposta às consequências económicas e sociais da guerra na Ucrânia, sem especificar quais serão as novas medidas a implementar. O ministro garantiu que a nova proposta do OE2022 será apresentada este mês.

O Orçamento terá uma resposta à crise e guerra na Ucrânia que tem naturalmente uma expressão negativa sobre a vida dos portugueses em aspetos que hoje são sentidos no dia-a-dia“, reconheceu, garantindo que “o Orçamento procurará dar resposta a essa dimensão”. Porém, o ministro não revelou que novos apoios podem estar em cima da mesa, referindo-se apenas a medidas já adotadas ou planeadas.

Quando entregou o Programa de Governo na Assembleia da República, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, disse que o documento continha um reajustamento face à invasão russa na Ucrânia. Contudo, tal refletiu-se maioritariamente na descrição da situação e não em medidas concretas. Mais tarde, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, argumentou que o Programa de Governo é para o médio e longo prazo e que as respostas de curto prazo estarão nos Orçamentos de Estado.

Agora é Fernando Medina a afirmar que a nova proposta do OE2022, cujo chumbo em outubro do ano passado levaria o PS à maioria absoluta nas eleições antecipadas de janeiro, terá uma resposta aos impactos económicos e sociais da guerra na Ucrânia. Uma das medidas em cima da mesa, a qual carece de aprovação da Comissão Europeia, é a descida do IVA dos combustíveis para 13% (atualmente nos 23%), mas não se sabe se avançará no OE2022. Em vigor estão já vários apoios, como é o caso do Autovoucher, a descida do ISP ou o apoio para famílias mais carenciadas comprarem alimentos.

Naquela que é a sua primeira reunião do Eurogrupo, o novo ministro disse que iria discutir exatamente este assunto com os seus pares europeus de forma a encontrar soluções para “minorar os impactos da guerra na Ucrânia para todos os cidadãos europeus”. A situação na Ucrânia será a “preocupação central” da reunião do Eurogrupo e do ECOFIN, disse, reconhecendo o efeito “muito visível” nos preços dos combustíveis e bens alimentares.

Estou a trabalhar muito intensamente para que possa apresentar muito em breve o Orçamento do Estado para 2022“, acrescentou, assegurando que o documento será entregue este mês. Medina notou que as projeções têm de ser “avaliadas e adaptadas” aos novos dados que forem conhecidos, mas não adiantou se as previsões do OE2022 serão diferentes das do Programa de Estabilidade entregue no final de março.

Portugal “cumpriu e vai continuar a cumprir” as regras orçamentais

Além da situação na Ucrânia, o foco de Medina neste Eurogrupo será apaziguar os seus pares europeus sobre as intenções do novo Governo. “Continuidade e confiança” são as duas palavras de ordem do novo ministro das Finanças, assumindo como a sua missão nesta reunião “transmitir uma mensagem de de confiança na continuidade da política financeira do Estado português“. Ou seja, as “contas certas” apregoadas pelo PS vieram para ficar.

“Portugal cumpriu e vai continuar a cumprir” as regras orçamentais europeias, assegurou Fernando Medina, referindo-se ao défice orçamental de 2021 — ano em que as regras ainda se encontravam suspensas — que ficou nos 2,8% do PIB, abaixo dos 3% definidos pelo limite das regras europeias. Para 2022, com o Governo a apontar para 1,9% do PIB, a “projeção é de voltar a cumprir a meta”, assegurou.

O ministro das Finanças reafirmou que o “pano de fundo” de toda a ação do Governo é o “cumprimento das regras”, nomeadamente a redução do défice orçamental e a trajetória de redução da dívida pública. “É algo que nós fazemos não porque nos é imposto por fora, mas com a consciência de que termos contas certas, caminharmos para uma dívida mais reduzida, melhora as nossas condições de resposta às necessidades dos portugueses“, concluiu Medina.

Questionado sobre a discussão europeia de se manter as regras suspensas em 2023, o ex-presidente da câmara de Lisboa admitiu que pode ser prudente tomar essa decisão. “Neste contexto de incerteza é avisado que possa haver um entendimento flexível relativamente às regras“, reconheceu. Em relação ao debate sobre o futuro das regras orçamentais europeias, Medina saudou a iniciativa do Governo espanhol de apresentar propostas concretas.

Fiquem bem,

Podem visitar-me aqui, clicando neste link:

...a ver o que sai...(poemas) | António Esperança Pereira - Bubok

terça-feira, novembro 26, 2013

Orçamento da miséria para Portugal 2014


OE2014: Discurso da ministra das Finanças no parlamento interrompido por gritos de “demissão!”


Nosso comentário:

Foi dia de aprovação na Assembleia da República do Orçamento de Estado para 2014, bomba atómica lançada sobre este país.
Dele constam as medidas mais atrozes que se pode imaginar. Isto, na sequência de outras que têm vindo já a ser implementadas com o programa de austeridade imposto do exterior.
Um país a fechar, a definhar, tal o sufoco e desânimo em que o vêm pondo.
Hoje nas ruas de Lisboa e um pouco por todo o país protesta-se tal acontecimento efusivamente. A população está revoltada com o empobrecimento generalizado do todo nacional.
É triste e humilhante ver um Portugal que descobriu o mundo, que lutou, que teimou ser livre e independente, sem rumo, à deriva, perdido, sem ninguém ao leme que lhe valha.
Há buzinões de taxistas, concentrações de milhares e milhares de pessoas junto à Assembleia da República, ocupação simbólica e ordeira de comissões de trabalhadores em alguns Ministérios  pedindo audiência aos responsáveis pelos mesmos para serem ouvidos.
São entregues petições nesses Ministérios.
As estruturas sindicais representativas dos professores queimam simbolicamente exemplares do Orçamento de Estado 2014.
Os reitores das Universidades cortam relações com o governo.
Enfim...  
Pede-se sobretudo e veementemente que o governo se demita: pede-se isto insistentemente desde há muito, dentro e fora de cada português.
Mas "eles" não querem saber.
Acham que a legitimidade do voto lhes confere todos os poderes, até o poder de aniquilarem uma Nação.
A cada mês que passa o salário chega mais reduzido, a cada dia que passa se perde o emprego, a cada dia que passa mais portugueses emigram.
A cada dia que passa mais crianças e idosos passam fome.
A cada dia que passa, apesar de tantos e tamanhos sacrifícios, a dívida nacional aumenta...
Para onde vai o produto ($$$) de tantos sacrifícios das populações?
E assistimos diariamente a um governo e um presidente da República que consentem que do exterior cheguem ordens e orientações de como conduzir as políticas em curso de destruição maciça desta Nação.  
Um governo, sem contatos próximos com as populações por logo por elas ser vaiado, mas que se mantém nas suas funções de "cortes e mais cortes" sem sequer ser beliscado pelo presidente da República. 
Um governo déspota e autista sem soluções para o seu povo.

PS. Para que o estimado leitor tenha uma ideia do que se passa no Portugal de hoje, deixo este link (endereço) onde pode ser visionada a revolta nacional generalizada. Copiar e colar basta!

http://video.pt.msn.com/watch/video/dia-de-protestos-na-rua/295gk3lur


Fiquem bem,

António Esperança Pereira


terça-feira, outubro 15, 2013

Dia Mundial de Lavar as Mãos


Nosso comentário:

Hoje comemora-se em todo o mundo o Dia Mundial de Lavar as Mãos. 
A importância de se lavarem as mãos está difundida em vários sítios da Internet. 
Pelo que, quem estiver interessado em saber mais sobre as vantagens de se lavarem as mãos convenientemente, faça o favor de colocar no motor de busca o tema em questão e ler o que os entendidos nos dizem sobre o assunto.
Eu confesso, como sou português, e neste país foi hoje mesmo entregue pela governação o Orçamento de Estado para 2014 (uma bomba atómica fiscal e de cortes) na Assembleia da República, associei logo a notícia que ouvia na rádio pela manhã sobre "O LAVAR DAS MÃOS E O SEU DIA MUNDIAL" a essa mesma governação.
Lembrei-me de Pilatos no ato solene em que os governantes depositavam uma série de pen's contendo o dito orçamento nas mãos da fiel depositária, uma "simpática" reformada que preside aos trabalhos da AR.
Velhacaria atrás de velhacaria. 
Não contam as pessoas contam os números. Só interessam os milhares de milhões de euros que têm que roubar aos cidadãos para depositar nas mãos da TROIKA só em juros da dívida nacional. Aos bancos, para os capitalizarem. Às grandes empresas para as favorecerem, elas que já se deslocam para a Holanda para pagarem menos impostos...
Uma vergonha!
Para quê então ligar a este Dia Mundial quiçá bem intencionado de ensinar crianças e adultos a terem cuidados com a higiene de suas mãos?
Neste contexto de sujidade instalada, falo do meu país claro, ensinamentos úteis de higiene tais como lavar as mãos, não passam de mais um mero foguetório de diversão para distrair a populaça dos efeitos devastadores destes orçamentos bárbaros sobre vítimas inocentes e indefesas.

PS. Mesmo assim, deixo umas palavrinhas que encontrei alusivas ao tema do Dia Mundial da Lavagem das Mãos: uma comemoração promovida pela Unicef em 2012.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Unicef celebra o Dia Mundial da Lavagem de Mãos para salvar vidas


— O simples gesto de se lavar as mãos pode salvar a vida de um milhão de crianças por ano no mundo, segundo a Unicef, que organizou para esta quarta-feira o primeiro Dia Mundial da Lavagem de Mãos.
A cada dia no mundo, 5.000 crianças de menos de cinco anos morrem de doenças diarréicas, indicou nesta terça-feira a porta-voz da Unicef em Genebra Véronique Taveau.
"A metade destas mortes pode ser evitada se as crianças desenvolverem o hábito de se lavar as mãos com sabão, antes do almoço e depois de ir ao banheiro", afirmou.
"O Dia Mundial da Lavagem de Mãos abre uma verdadeira batalha planetária pela higiene, cujos protagonistas serão as próprias crianças", anunciou Taveau.
"São as crianças, em casa com a família ou na comunidade, que vão introduzir em seu meio um gesto simples que salva vidas", continuou.
Em mais de 60 países em desenvolvimento, principalmente na Ásia e na África, atividades em escolas vão sensibilizar as crianças à higiene.
A lavagem de mãos não é de longe uma prática corrente em muitos destes países: vai de zero a 34% das crianças, segundo a Unicef.
Na Ásia, as condições de higiene são particularmente precárias na Índia, em Bangladesh e no Afeganistão. No África Ocidental, a diarréia é a terceira causa da mortalidade infantil.
A lavagem de mãos com sabão é o meio mais eficaz e mais barato de prevenir mortes por diarréia e reduzir os riscos de cólera e de pneumonia.

domingo, janeiro 20, 2013

Apenas 15% dos portugueses pró-Orçamento 2013...


Nosso comentário:


É sempre bom para cada um de nós sentirmo-nos acompanhados em nossas opiniões.

Por um lado é uma validação para a nossa ideia, que assim confirma estar bem acompanhada, por outro, confirma igualmente em nós a opinião generalizada de que algo vai mal na relação Governo-Povo Português.
Um divórcio total e preocupante entre ambos.
Esta a real valia da sondagem e o motivo principal pela nossa preferência.
Não é esta sondagem que traz a novidade, desde há muito que tal se verifica, a única coisa que continua a não se compreender é o porquê de estes senhores que ora governam, que são os fazedores de um tal orçamento, de umas tais políticas desastrosas, se mantêm no poder.
Porque vieram eles?
porque engendraram promessas que não cumpririam?
porquê a pressa de alcançar o poder a qualquer preço, poder esse que está mais que provado, não sabem exercer?
Termino meu desabafo parafraseando o que alguém disse com muita propriedade e sabedoria, no caso um ex-primeiro ministro inglês, Clement Attlee: 
"A democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando as minorias"


PS. Deixo a sondagem Correio da Manhã/Aximage, com o comentário mais votado de entre os leitores.
A imagem fixa o momento da entrega do Orçamento 2013 por Vitor Gaspar à Presidente da AR.

~

Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


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Sondagem CM/Aximage

Maioria dos portugueses está contra o OE 2013

A maioria dos portugueses está contra o Orçamento de Estado de 2013. De acordo com uma sondagem CM/Aximage, que é publicada segunda-feira no Correio da Manhã, o documento recebe a reprovação de 66,9% dos eleitores.

 As contas do Estado, que foram aprovadas no Parlamento e receberam a promulgação do Presidente da República, contam apenas com voto favorável de 15,5% dos inquiridos. Há ainda 3,1 por cento de eleitores para quem o documento é indiferente e 14,5% de entrevistados que não têm opinião sobre o assunto.

O Tribunal Constitucional (TC) tem em mãos quatro pedidos de fiscalização de normas do Orçamento do Estado para 2013, que decidiu incorporar num único processo para análise.

Os pedidos de fiscalização sucessiva foram entregues pelo Presidente da República, pelo Provedor de Justiça, por deputados do PS e por deputados do PCP, BE e PEV.

As normas relativas à suspensão do pagamento do subsídio de férias a trabalhadores e a aposentados e à contribuição extraordinária de solidariedade são as que mais dúvidas suscitam. 

FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 603 entrevistas efectivas: 293 a homens e 310 a mulheres; 145 no interior, 243 no litoral norte e 215 no litoral centro sul; 162 em aldeias, 207 em vilas e 234 em cidades.                     

A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 6 a 9 de  Janeiro de 2013, com uma taxa de resposta de 82,3%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 603 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.


COMENTÁRIO MAIS VOTADO:

"Não precisava gastarem dinheiro com sondagens,pois só fanáticos,néscios,tontos e imbecis estarão a favor de tal Orçamento.A percentagem de gente menos preparada é grande,mas a maioria não é estúpida.Abaixo o Orçamento!!!"
Joaquim Carreira Tapadinhas

domingo, janeiro 06, 2013

O poeta, o oleiro, o juiz e um um vaso partido...


Nosso comentário:


Uma bonita história, que seguramente alguns conhecem, e que hoje amavelmente me foi enviada por um dos meus contatos.
Naturalmente fiquei contente e agradecido a quem teve tal amabilidade, quer pela temática, como é óbvio, mas também pelo reencontro que me foi dado ter com a história que lera fazia já algum tempo.
Uma boa lição de equidade e bom senso na aplicação da justiça.
Oxalá nos tempos que correm, ela sirva pelo menos para mostrar como é possível a um juiz ter uma decisão simultaneamente justa e humanamente correta.
Os juízes do Tribunal Constitucional  deveriam lê-la antes de se pronunciarem sobre o Orçamento 2013, a tal bomba atómica fiscal, prevaricadora de direitos constitucionais elementares.
Talvez pudessem assim encontrar ânimo e moral para decidirem por uma melhor equidade na distribuição dos "sacrifícios", também pelo direito que assiste a todos os portugueses de verem cumprido o texto da Lei Fundamental de Portugal, a Constituição da República Portuguesa, ao invés de o verem desrespeitado a torto e a direito.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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O POETA E O OLEIRO


Há muitos anos estava o oleiro Hammudah a decorar um vaso lindíssimo, quando uma pedra atirada da rua, lhe partiu outro vaso também muito belo.
Furioso, dirigiu-se para a porta da sua olaria, onde já havia um monte de curiosos.
Deparando com o culpado, o poeta Fauzi, á sua espera envolveram-se os dois numa
grande discussão. 
Foram levados ao juíz, um homem calmo e bondoso, vendo a exaltação do oleiro perguntou-lhe:
-Mas afinal o que se passa? 
O oleiro respondeu:
-Estava na minha oficina a preparar dois vasos para vender, quando ouvi um ruído surdo e a seguir um baque. 
Tinha sido o poeta Fauzi, que ao passar à minha porta, atirou uma pedra a um dos meus belos vasos e partiu-o. Isto não se faz!!!
Quero uma indemnização. 
Virando-se para o poeta, o juiz perguntou:

Porque fizeste isso? Que alegas em tua defesa?
O poeta respondeu:
-Há três dias voltava eu da mesquita, quando ao passar á porta do oleiro, percebi que ele declamava um dos meus poemas. Como o fazia incorretamente eu ensinei-lhe a forma correta,  que ele repetiu facilmente...
No dia seguinte quando lá passei declamava-os completamente deturpados. Ensinei-o de novo.
Hoje, ao regressar a casa, ouço a minha linda poesia a ser declamada por ele com as rimas
estropiadas, "estragando" os meus versos. 
Então,  apanhei uma pedra do chão e parti-lhe um dos seus bonitos vasos. Senti-me ferido na minha sensibilidade de artista.
Ao ouvir estas alegações o juiz disse ao oleiro:
-Espero que tenhas aprendido a lição. Respeita as obras alheias se queres que respeitem as tuas.
Por isso determino que o oleiro fabrique um novo vaso lindo e harmonioso, no qual o poeta
escreverá um dos seus belos poemas. Esse vaso será vendido em leilão, e o produto da venda
dividido igualmente pelos dois.
E reza o resto da história que o sucesso da venda foi tal, e tantas foram as encomendas,
que tanto o oleiro como o poeta acabaram por se tornar ricos e amigos para o resto da
vida........

LISBOA, ‎06-‎01-‎2013

sábado, janeiro 05, 2013

Cavaco Silva saiu da toca em tempo de caça...



Nosso comentário:


Publico hoje uma anedota como intervalo na crise, mas não sem antes dizer duas ou três coisas sobre a mesma.
Cavaco Silva por via da aprovação do orçamento saiu da toca. Todos demos conta disso.
O que eu não sei é se fez bem se fez mal em sair da toca, isto sob o ponto de vista do próprio.
Porquê?
Bom ao tentar levar por diante as suas dúvidas de inconstitucionalidade no que ao Orçamento 2013 diz respeito, mesmo que o tenha feito com leveza e tardiamente, pois as mesmas dúvidas já as havia o ano passado e fez então vista grossa, a verdade é que mesmo levantando timidamente a voz para anunciar as suas dúvidas desta vez, já lhe estão a  cair em cima.
Perguntará o leitor: Quem? A oposição?
Não senhor. São nem mais nem menos que os camaradas de partido, creio que quarenta deputados do PSD que avançam agora com um processo visando baralhar e misturar alhos com bugalhos.
Um processo que me parece ter tudo a ver com a saída da toca de Cavaco Silva.
O que querem esses senhores?
Veja-se só o despautério: aparecem como justiceiros em casa própria, BPN, querendo apurar as dívidas e sua cobrança por parte dos principais grandes devedores daquele Banco.
Falam em mais de oito mil milhões de euros que os pretensos caloteiros escondem algures sem cumprirem com as suas obrigações de o devolver aonde o mesmo pertence: ao BPN.
Vão mais longe os deputados laranja afirmando com toda a hipocrisia inerente às declarações que vêm proferindo, que tais dívidas são superiores ao que se gasta com o serviço nacional de saúde e daria para evitar os famosos "cortes" (leia-se "roubos") dos reformados e pensionistas.
Como se fosse preocupação deles, os tais cortes/roubos, o serviço nacional de saúde e a tal violação grosseira da Constituição desde que o seu governo tomou posse!!!
Mas, como Cavaco Silva ousou levantar problemas ao orçamento com supostas inconstitucionalidades cometidas pela governação, zás: tem à perna nem mais nem menos que os rapazes resolutos e despachados do seu partido que afirmam agora perseguir os caloteiros com todas as forças, em colaboração com o ministro das finanças e tudo...
Ora, como Cavaco Silva tem ligações ao BPN, não passa quanto a nós de um ato de pressionar o presidente até ele dar o dito por não dito e convencer os juízes do tribunal constitucional a fazer o mesmo que o ano passado.
Um autêntico regabofe, umas jogatanas de palavras e de atos que em nada abonam a favor da classe política no ativo. 
Caros leitores, aqui entre nós que ninguém nos ouve, já alguma vez se viu um ladrão preocupar-se em devolver o produto do roubo à vítima?´


PS. Deixo a anedota que prometi no início do texto:


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Anedota: De Bombeiro a GNR



Um bombeiro, depois de um dia exaustivo de trabalho, a apagar não sei quantos incêndios e a salvar pessoas, chegou a casa muito cansado e entrou rapidamente. 
A mulher, que estava no quarto, gritou:
- Não, João Carlos, não acendas a luz que eu estou a morrer de dor de cabeça.
E antes que ele pudesse dar mais um passo, ela gritou ainda mais:
- Pelo amor de Deus, não acendas a luz, que tou com uma enxaqueca das grandes!
Ele tirou a roupa mesmo às escuras, enquanto a mulher gemia e gritava:
- Não acendas a luz, que me irrita os olhos e a dor de cabeça ainda piora!
E o pobre marido ficou com pena da mulher, tornou a vestir-se, no escuro, e correu para a farmácia da esquina, que estava de serviço.
O farmacêutico, que via o homem passando por ali, reconheceu-o e disse:
-Oiça, o senhor não é bombeiro?
-Sou...
-E o que é que está a fazer com essa farda de GNR?

domingo, dezembro 02, 2012

Portugal, uma superpotência sob controlo...


Nosso comentário:


Pelos vistos os reformados da sr.ª Merkel irão ser tratados convenientemente.
Informa o JN (Jornal de Notícias) que, no período de quatro anos, os ditos reformados germânicos, serão aumentados em 14%.
Ainda bem para eles.
Alemães são alemães, pelos vistos eles merecem. 
Os portugueses, esse povo de militaristas ali para as bandas das ilhas atlânticas da Madeira e dos Açores, que têm feito mal a meio mundo, que são maus como as cobras, perigosos para a segurança mundial, merecem "cortes e mais cortes".
Um povo que teima em ser europeu, que teima estar na vanguarda do progresso, que teima dizer ao mundo que fala uma das cinco línguas mais faladas globalmente, que descobriu meio mundo, etc etc...
mas é por isso mesmo, pelo seu poderio e consequente perigosidade que esse poderio lhe confere na cena mundial, que lhe é movida enorme contestação por outros grandes.
Há que travar essa potência ocidental de nome Portugal.
Há que bloquear o seu acesso ao crédito, aumentar-lhes o mais possível os juros, há que os ter debaixo de olho com representantes da finança mundial, tirando-lhes assim todas e quaisquer possibilidades de poderem almejar a uma liderança mundial a que aspiram.
Há que controlar os seus governantes não vão eles desferir um qualquer ataque imprevisto e cirúrgico que leve ao controlo absoluto das fontes energéticas mundiais.
Pois eu faço parte deste povo perigoso, chamado Portugal, cuja dimensão e poderio assusta tudo e todos.
Eu próprio, antes desta presença estrangeira fiscalizadora, receei que o meu país começasse a disparar mísseis e ogivas nucleares por tudo quanto é sítio.
Esta vigilância a que estamos submetidos, impôs a ordem, a contenção, creio que vêm contar as bombas atómicas que temos, os tanques, os aviões de combate, os submarinos, é possível que muito em breve nos façam bloqueios aos nossos produtos, restrições ao uso do enorme e sofisticado armamento em stock.
Tanto quanto sei, estão também a dar ordens aos governantes que vão no sentido de enfraquecer o mais possível esta superpotência.
Uma das maneiras que encontraram foi retirar tudo o que é bom, progressista, vanguardista, topo de gama, ao seu povo.
O processo está em curso, numa lógica de que, enfraquecendo o povo e a qualidade de vida do mesmo, tê-lo-ão na mão.
Para já e ainda bem para a segurança mundial, não há reação interna de monta ao atual estado de controlo em que colocaram esta perigosa nação.
 
 
PS. Deixo-lhes abaixo duas mensagens que retirei do Facebook, em humor realista, para contrariar o estilo de ficção do meu "post" de hoje.
 
 

Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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quarta-feira, novembro 28, 2012

Em tempo de crise, juntar o útil ao agradável...


Nosso comentário:


Ontem foi o dia da votação do orçamento (com letra pequena) pela enormidade que o próprio representa para Portugal.
A maioria constituída pelos partidos de direita votou a favor e, por conseguinte, saiu fumo da chaminé de S. Bento. Um fumo negro, é certo, mas que não deixa de ser fumo.
Fumo de uma fogueira que está aí para durar.
Há só é que ter alguma paciência, aguentar, que novos capítulos se hão de escrever a respeito.
Fazendo uso de alguma lucidez pragmática, tenho que reconhecer como nada convincentes as medidas que aí vêm no intuito de lograrem vencer a crise.
Trata-se de medidas que agravarão a recessão, porão a economia no abismo, uma população mais empobrecida, um país mais apequenado.
Quero por outro lado afirmar, com a mesma lucidez pragmática, que a oposição foi pouco convincente nas alternativas, nomeadamente numa possível estratégia sólida para mudar a demência do rumo atual e seus responsáveis.
Eu diria que o regime atual, constituído por PR, governo, presidente da AR, tudo PSD, à exceção de uns deputados CDS, quase vem conseguindo convencer os portugueses de que, o que a oposição diz, são uma espécie de enxertos de uma vinha doente que tem míldio até dizer chega.
Vinha essa, aproveitando a metáfora, que só terá cura botando  nela, forte e feio, calda venenosa de enxofre e outros venenos.
O míldio, bicho da vinha, o tal que leva com a calda de enxofre venenoso e outros venenos forte e feio, para esta governação, somos todos nós, claro.
Da oposição, pelo menos até agora, fica-nos apenas a simples nuance de se preocupar em salvar a vinha com uma receita de enxofre menos venenosa e menos intensiva.
Sempre seria melhor, digo eu, mas sabe a pouco. 
Isto claro está, para não falar de soluções radicais, essas soluções que existem e que pairam sempre em muitas "mentes perversas de revolucionários".
 
 
PS. Deixo-lhes uma notícia cor de rosa retirada do DN, que tem muito a ver com uma postura correta que se deve ter na vida: "juntar o útil ao agradável"
Encaro esta reconciliação do futebolista Yannick Djaló com a atriz e cantora Luciana Abreu dentro dessa postura.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
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Luciana Abreu e Yannick Djaló desistem do divórcio


por Ana Filipe Silveira

Luciana e Djaló têm duas filhas em comum


Depois de, no início do verão, anunciarem a separação, a atriz e o jogador decidiram dar uma nova oportunidade à relação e estão "a tratar dos procedimentos para cancelar o divórcio".
 
"Está tudo bem entre nós. Nunca deixámos de nos falar, somos amigos e estamos unidos, porque temos uma família forte", revelou a intérprete da novela Louco Amor, da TVI, a uma publicação semanal. "O Yannick ama as filhas, as filhas amam-no. Somos uma família e vamos fazer tudo para nos mantermos assim, pelas nossas filhas e por nós", afirmou ainda Luciana Abreu em relação ao seu casamento com o jogador, de quem tem duas filhas, Lyonce, de dois anos, e Lyannii, de oito meses.
Agora que o amor falou mais alto, parece que nem a distância os separa. "Nem isso é um obstáculo, uma vez que o Yannick já esteve no Porto e eu já fui algumas vezes a Toulousse [França]", afirmou Luciana Abreu, em declarações a um jornal diário.
 

terça-feira, novembro 27, 2012

Pouco Seguro para a xeque mate ao Coelho...


Nosso comentário:


Foi hoje aprovado o orçamento do estado (oe) para 2013. Designo este orçamento com letras pequenas. Não pela enormidade, excentricidade, dureza, punição de que o mesmo se reveste. Mas pela imagem que quero dar dos seus autores e coautores.
Gente pequena, vistas curtas, sem jeito nem engenho para projetar o futuro de um país como Portugal. Um país composto de PESSOAS, pessoas que estão, isto é, deveriam estar, muito para além dos números contabilísticos.
Mas não. Fala-se em percentagens, em décimas, milhões, euros, fala-se em acréscimo, decréscimo, almofada, fundo de maneio, juros, dívida, défice, etc etc...
De pessoas não.
Que importa a situação do Zé ou da Maria? do Lopes ou da Etelvina?
É por demais notória a incompetência, a mentira descarada, o incumprimento de promessas, o incumprimento de metas, a ausência de rumo, dos que ora governam.
Fico, por isso, sem saber porquê tiveram estes senhores tanta pressa em derrubar o anterior governo.
São melhores as sucessivas avaliações da troika que os pec's anteriores?
Estará mais saudável o país agora, com tantos milhares de milhões em dívida, mais do que antes, acrescidos de roubos descarados ao bolso de todo e de cada um...
sem que se anteveja nada de construtivo, de positivo, tão só o delapidar de património, o destruir do Estado Social?
O que temos agora é um país de cidadãos (todos nós) sem esperança, com índices elevados de miséria, de desemprego, de empobrecimento, de emigração.
Um país sem uma liderança sentidamente lusa, amante do seu povo, credível.
Ainda hoje ouvia o senhor ministro das finanças com aquele estilo de voz compassada de fazer perder a paciência a um santo, destrinçar no seu discurso, entre bons e maus, entre meninos bem comportados e meninos mal comportados.
Referia-se na sua rábula soletrada lentamente, medíocre no aspeto e no conteúdo, aos deputados do PS (partido socialista)
O senhor ministro chamava de radicais a um setor de socialistas...os maus, portanto. Sempre fraturando, sempre dividindo para reinar, como é timbre desta governação.
É caso para dizer...
A tudo se chega se a vida dura.
E na verdade, a vida de muitos de nós chegou a um tempo, este tempo que vivemos no presente, de ouvir de novo afirmações ao estilo da bafienta escola salazarenta, como as que o senhor ministro das finanças proferiu.
Esses radicais do PS!!!!!!!!!!!!
Mas, completava o senhor ministro,  há lá também os bons no dito PS. Esses é que podiam fazer melhor do que o que fazem. Ser bem comportadinhos, vestirem os bibinhos e comerem a sopinha toda.
Queria ele dizer, votarem o orçamento/2013, a tal bomba atómica fiscal, que como todos sabem, irá arruinar o país mais do que já está.
Bom, à hora a que escrevo estas palavras há militares nas ruas, sindicalistas e outros protestos.
A maioria dos portugueses grita em silêncio MUDANÇA, BASTA, RUA.
Alguns políticos e sindicalistas de renome  pedem já nos seus discursos, alto e bom som, a demissão do governo.


PS. Deixo abaixo, como vem sendo hábito, mais uma manifestação do génio humorístico que retirei do Facebook.
 


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/




segunda-feira, novembro 26, 2012

Um governo menino de calções e suspensórios...


Nosso comentário:


Retirei do Facebook  as duas referências humorísticas abaixo. Acho ambas muito pertinentes, realistas e atuais.
Na primeira, um senhor de alguma idade faz uma afirmação digna de realce. Uma verdade sem espinhas, pois é um facto que os mais velhos estão a ser a "carne para canhão" deste "grupo de rapazes" que governam.
Sempre a bombar, como dizem os que estão a um passo de emigrar, os mais jovens, o governo menino vai fazendo as suas birras, birras de moço mimado que não olha a meios para atingir os seus fins. 
Não tem mão em si próprio, no que faz, nos seus impulsos à toa tão próprios de crianças mimadas, e toca a atirar com medidas atrás de medidas, lixando todos, fazendo sobretudo finca pé em tramar profundamente os mais fracos.
E os mais velhos estão entre os mais fracos como é óbvio.
De pouco lhes servem direitos adquiridos, de pouco lhes serve a idade, de pouco lhes serve a valentia de terem chegado até aqui. De pouco lhes serve o muito que fizeram para que os que governam agora o possam fazer...
Um governo menino, um governo de fraca chichas porque ataca quem não se pode defender. 
Um governo menino de calções e suspensórios ainda na idade dos rebuçados, chupa-chupas e tropelias a brincar com assuntos sérios próprios de gente mais crescida.
Próprios de gente com palavra, de gente que não diga uma coisa e faça outra. Gente que deveria ter mais respeito pelo seu povo, que deveria dar mais atenção às pessoas que nasceram portuguesas. 
A todos nós que sentimos e amamos o nosso querido Portugal.
Mas, parafraseando o saber popular, "cá se fazem cá se pagam".

Na segunda imagem, é exactamente retratada de uma forma "bem à portuguesa" sem papas na língua, essa maneira de ser governo, essa maneira que me faz sentir pela primeira vez desde Salazar algum incómodo e dificuldade em aceitar quem assim governa.
Fazem o que querem, como querem, contra o povo, depois dão-se ao luxo de tentar enganá-lo dizendo que não gostam do que fazem.
Por outras palavras, que não gostam do mal que fazem mas fazem-no.
É o caso do presente orçamento, essa "bomba atómica fiscal": redigem-no, aprovam-no, aplicam-no se os deixarem, depois vêm botar poeira para os olhos do querido povo português com declarações de voto de arrependimento da sua nefasta e cruel decisão.
Com franqueza!
Outra vez o tal governo menino que faz e desfaz, que diz e desdiz, que faz birras das grossas, que mente e desmente...
que não há pachorra para aturar.



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


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Homenagem aos mais velhos:





Quem entende isto? como se pode acreditar neles?


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...