Mostrar mensagens com a etiqueta pib. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pib. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, junho 11, 2024

Islândia é país mais pacífico de mundo com número recorde de conflitos

 

MIKKO PIHAVAARA/EPA© Fornecido por Lusa

História de Cristina Silva Rosa

Lisboa, 11 jun 2024 (Lusa) – A Islândia é o país mais pacífico do mundo, segundo o Índice Global da Paz (IGP) 2024, divulgado hoje pelo Institute for Economics and Peace (IEP), enquanto os conflitos atingiram o seu maior número desde a II Guerra Mundial.

Segundo o IGP, a Islândia, a Irlanda, a Áustria, a Nova Zelândia, Singapura, a Suíça, Portugal, a Dinamarca, a Eslovénia e a Malásia são, por ordem, os 10 países mais pacíficos do mundo entre as 163 nações que constam do estudo.

Os dez piores colocados no ranking são, em último lugar, o Iémen (163.º lugar) precedido do Sudão, Sudão do Sul, Afeganistão, Ucrânia, República Democrática do Congo, Rússia, Síria, Israel (155º) e Mali (154º).

O conflito na Faixa de Gaza teve um impacto muito forte na paz global, com Israel (155 º- queda de 11 posições) e a Palestina (145º - queda de nove posições) a registarem uma forte deterioração no índice de paz. Equador (130º posição), Gabão (118º) e Haiti (143º) foram outros países com grandes deteriorações no índice de paz, segundo o estudo.

El Salvador (107º) teve a maior melhoria no índice, devido a evolução muito significativa no indicador da taxa de homicídios e a melhoria da perceção de segurança dos cidadãos ao longo dos últimos anos. Emirados Árabes Unidos (53º), Nicarágua (113º) e a Grécia (40º) também registaram melhorias significativas na paz.

A Europa é a região mais pacífica do mundo e as zonas do Médio Oriente e o norte de África continuam a ser as menos pacíficas.

A América do Norte registou a maior deterioração média de todas as regiões. No entanto, apesar dessa deterioração, continua a ser a terceira região mais pacífica do mundo, atrás da Europa e Ásia-Pacífico.

O relatório concluiu também que muitas das condições que precedem os grandes conflitos estão mais elevadas em relação ao que tivemos desde a final da Segunda Guerra Mundial. Existem atualmente 56 conflitos ativos, o maior número desde o final da II GM, e temos também menos conflitos a serem resolvidos, seja militarmente ou através de acordos de paz.

Os conflitos também estão a tornar-se mais internacionalizados, com 92 países agora envolvidos em guerras para além das suas fronteiras, o maior número desde a criação do Índice Global da Paz em 2008, complicando os processos de negociação para uma paz duradoura e prolongando as hostilidades.

“A internacionalização do conflito é impulsionada pelo aumento da competição entre grandes potências e pela ascensão de potências de nível médio, que estão a tornar-se mais ativas nas suas regiões”, indicou o relatório.

Embora as medidas de militarização tenham melhorado durante os primeiros 16 anos do IGP, a tendência se inverteu e em 2024 a militarização aumentou em 108 países. De acordo com o estudo, a combinação desses fatores significa que a probabilidade de outro grande conflito é maior do que em qualquer momento desde o início do GPI.

Os resultados desse ano revelaram que o nível médio de paz deteriorou-se em 0,56%. Cerca de 65 países melhoraram o seu índice de paz, entretanto, 97 nações tiveram uma queda no ranking, o pior resultado num único ano desde o início do IGP.

O impacto económico da violência na economia global em 2023 foi de 19,1 biliões de dólares em termos de paridade de poder de compra (PPC). Este valor equivale a 13,5% da atividade económica mundial (produto mundial bruto) ou 2.380 dólares por pessoa.

As despesas militares e de segurança interna representaram mais de 74% do total impacto económico da violência, com os gastos militares respondendo por 8,4 biliões de dólares no ano passado.

Muitos países experimentaram enormes quedas no Produto Interno Bruto (PIB) como resultado de conflitos violentos durante 2023. A economia da Ucrânia encolheu cerca de 30% em 2022 como consequência da invasão russa, embora algumas estimativas sugiram que a guerra civil síria levou a uma queda de 85% do PIB.

Fiquem bem, 

Façam uma visita ao meu novo livro de poemas "A CAMINHO DO PRADO". Basta clicar no link:

"A caminho do prado" (Poemas com princípio, meio e...) | An (bubok.pt)



terça-feira, janeiro 23, 2024

Dívida pública recua para 89,9% na zona euro, Portugal com 2.ª maior baixa

 



Toms Kalnins/EPA© Fornecido por Lusa


Bruxelas, 22 jan 2024 (Lusa) – As dívidas públicas da zona euro e da União Europeia recuaram, no terceiro trimestre de 2023, para os 89,9% e os 82,6% do PIB, respetivamente, e Portugal registou a segunda maior baixa homóloga (10,9 pontos percentuais), divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com os dados do serviço estatístico da União Europeia (UE), na zona euro, a dívida pública diminuiu para os 89,9% do Produto Interno Bruto (PIB) quer na variação homóloga, quando atingiu os 92,2%, quer na trimestral (90,3%).

No conjunto dos 27 Estados-membros, o indicador desceu para 82,6%, que se compara com a dívida de 84,6% do terceiro trimestre de 2022 e a de 83,0% do período entre abril e junho de 2023.

As maiores dívidas públicas, entre julho e setembro de 2023, foram observadas na Grécia (165,5% do PIB), Itália (140,6%) e França (111,9%), com as mais baixas a serem apresentadas pela Estónia (18,2%), a Bulgária (21,0%) e o Luxemburgo (25,7% do PIB).

Na variação homóloga, oito Estados-membros registaram aumentos da dívida pública e outros 19 diminuições, com Portugal a apresentar a segunda maior baixa (10,9 pontos percentuais - pp), para os 107,5% do PIB nacional, depois da Grécia (-12 pp) e seguido por Chipre (-10,3 pp).

Os principais aumentos homólogos da dívida pública, por seu lado, observaram-se na Bélgica (2,5 pp), Estónia (2,3 pp) e Finlândia (2,0 pp).

Na comparação com o segundo trimestre de 2023, a dívida pública portuguesa baixou 2,5 pontos percentuais, o terceiro maior recuo depois de Chipre (-5,6 pp), e do Luxemburgo (-2,6 pp).

Já a Bélgica (2,1 pp), Letónia (1,9 pp), e Eslovénia (1,0 pp) apresentaram os maiores aumentos em cadeia da dívida pública, entre julho e setembro de 2023.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Em tempos de novas ameaças dos "políticos além da TROIKA" vale a pena dar uma vista de olhos. É só clicar:

UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)

quinta-feira, novembro 30, 2023

Pensões vão aumentar entre 6% e 5% a partir de janeiro

 

ARSHAD ARBAB/EPA© Fornecido por Lusa

Lisboa, 30 nov 2023 (Lusa) – As pensões vão aumentar entre 6% e 5% a partir de janeiro, de acordo com cálculos feitos com base na estimativa rápida dos valores da inflação de novembro, hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a estimativa rápida, a inflação média dos últimos 12 meses, sem habitação, referente a novembro foi de 5,00%, o que permite definir a atualização automática das pensões no próximo ano, numa fórmula que tem também em conta a taxa de crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos.

Assim, com base na estimativa rápida do Índice de Preços no Consumidor (IPC) hoje conhecida, e também com a divulgação dos valores de crescimento do PIB no terceiro trimestre deste ano, as pensões até 2 IAS, ou seja, até cerca de 1.118 euros vão aumentar 6% a partir de janeiro.

Já as pensões entre duas e seis vezes o valor do IAS (entre 1.118 euros e 3.055 euros) vão ser atualizadas em 5,65%.

Por sua vez, as pensões entre seis e 12 vezes o valor do IAS (entre 3.055 euros e 6.111 euros) terão uma atualização de 5%, em linha com a inflação que serve de referência à atualização das pensões.

Os valores de atualização para os diferentes patamares de pensões são semelhantes aos que tinham já sido apontados pelo Governo.

A mesma fórmula é igualmente usada para atualizar o IAS, o que indica que este indexante (que é usado para atualizar várias prestações sociais) deverá avançar em janeiro para os 509,26 euros.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Em tempos de novas ameaças dos "políticos além da TROIKA" vale a pena dar uma vista de olhos no meu livro. É só clicar:

UM PAÍS SUBMISSO - PORTUGAL DA TROIKA | António Esperança Pereira (bubok.pt)

segunda-feira, maio 29, 2023

Portugal já se financia mais barato que 10 economias do euro: em setembro ultrapassa também França e Bélgica

 O prémio de risco exigido pelos investidores para adquirir dívida de longo prazo portuguesa vai ficar abaixo do da Bélgica e França já em setembro, segundo as projeções do portal World Government Bonds para os juros da divida a 10 anos. O spread da dívida portuguesa é já hoje inferior ao de 10 economias do euro, incluindo Espanha

Portugal já se financia mais barato que 10 economias do euro: em setembro ultrapassa também França e Bélgica© RONALD WITTEK

O Tesouro português já se distanciou do grupo de risco de dez economias periféricas do euro, onde se situam Espanha, Grécia e Itália, como está a caminho de deixar para trás a Bélgica e França nos próximos cinco meses.

Com base nas projeções do algoritmo do portal financeiro World Government Bonds (WGB) para os juros dos títulos a 10 anos, o Expresso calculou a previsão do spread exigido pelos investidores para a divida pública de longo prazo portuguesa, que vai ser inferior ao requerido para a dívida belga e francesa já em setembro.

Bélgica e França são consideradas economias do ‘centro’ da zona euro, mas, na realidade, registam previsões de défice orçamental e de nível de endividamento púbico em relação ao Produto Interno Bruto superiores às portuguesas para 2023 ou 2024, atendendo aos próprios cálculos oficiais apresentados recentemente a Bruxelas nos Planos de Estabilidade até 2026 ou 2027.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Partilhem ou deixem "gosto". Obrigado

Textos dispersos do EU II | António Esperança Pereira - Bubok


quarta-feira, maio 24, 2023

Portugal deve pôr fim a apoios na energia e usar folga para baixar défice

 

A Comissão Europeia instou hoje Portugal a pôr fim às medidas de apoio às famílias e empresas devido à crise energética e usar a 'folga' para reduzir o défice, solicitando ainda que o país "acelere" a implementação do PRR.© Reuters

Num parecer hoje divulgado sobre o Programa de Estabilidade de Portugal e sobre o Programa Nacional de Reformas, a Comissão Europeia exorta o país a "cessar as medidas de apoio à energia em vigor até ao final de 2023, utilizando as poupanças correspondentes para reduzir o défice público".

Numa situação de eventual crise energética no próximo inverno, o executivo comunitário pede que essas novas medidas de apoio por novos aumentos dos preços da energia sejam "direcionadas para a proteção das famílias e empresas vulneráveis, que sejam acessíveis do ponto de vista orçamental e que preservem os incentivos à poupança de energia".

A recomendação surge depois de, na semana passada, o Governo ter dito que iria seguir "a orientação geral" dada aos países da União Europeia (UE) relativamente à crise energética, mas admitiu acabar com os apoios públicos em 2024, se não se justificarem, como previsto pela Comissão Europeia.

Nas previsões económicas de primavera da Comissão Europeia, divulgadas também na semana passada, a instituição indica que o custo orçamental líquido das medidas de apoio à energia equivale a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, em comparação com 2,0% em 2022, mas não faz uma estimativa para 2024, assumindo o fim de tais ajudas.

Nessas projeções macroeconómicas, o executivo comunitário previu ainda que o défice português diminua para 0,1% este ano, o menor da zona euro, sendo este o melhor resultado à exceção dos excedentes previstos para a Irlanda e Chipre e mais otimista do que o do Governo.

No parecer agora divulgado, o executivo comunitário insta Portugal a "acelerar a aplicação do seu Plano de Recuperação e Resiliência [PRR], assegurando igualmente uma capacidade administrativa adequada, e a finalizar rapidamente o capítulo REPowerEU, com vista a iniciar rapidamente a sua aplicação", numa alusão à revisão para incorporar medidas relativas ao pacote energético europeu.

Pedindo uma "política orçamental prudente", a Comissão Europeia solicita que o país "preserve o investimento público financiado a nível nacional e assegure a absorção efetiva das subvenções do Mecanismo de Recuperação e Resiliência [parte central do PRR] e de outros fundos da UE, em especial para promover as transições ecológica e digital".

Para o período posterior a 2024, Bruxelas defende que Portugal deve "continuar a seguir uma estratégia orçamental a médio prazo de consolidação gradual e sustentável, combinada com investimentos e reformas conducentes a um maior crescimento sustentável, a fim de alcançar uma situação orçamental prudente a médio prazo" e que ainda "melhore a eficácia dos sistemas fiscal e de proteção social, em especial dando prioridade à simplificação de ambos os quadros, reforçando a eficiência das respetivas administrações e reduzindo a carga administrativa associada".

Outra recomendação é que o país "reduza a dependência global dos combustíveis fósseis", nomeadamente acelerando "a implantação das energias renováveis" através do licenciamento e "a capacidade de interconexão elétrica".

Este parecer é publicado no âmbito do pacote da primavera do Semestre Europeu, o quadro para a coordenação das políticas económicas dos países da União Europeia, no âmbito do qual a Comissão Europeia avalia os planos orçamentais nacionais e acompanha os progressos das finanças públicas.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Partilhem ou deixem "gosto". Obrigado

Textos dispersos do EU II | António Esperança Pereira - Bubok

quinta-feira, agosto 22, 2013

Dívida Pública porque cresces com austeridade?


Nosso comentário:

É muito difícil encontrar uma ponta por onde se pegue na atual governação.
Nós sinceramente bem gostávamos que assim não fosse.
Que para além dos cortes cegos e pouco mais que isso, houvesse visão política, inteligência, dinâmica, vocação para bem servir os interesses dos portugueses.
Mas não.
Falta tudo a este conjunto de ministérios comandados não se sabe bem por quem. Conjunto de ministérios esse que vai mudando ao sabor dos ventos, num governo que começou por fazer a apologia de um "governo pequeno"em ministérios.
Acabou por ser pequeno em ministérios e também em obra.
Por isso mesmo tem vindo a crescer, a mudar, a conceder mordomias, a meter os pés pelas mãos e as mãos pelos pés a toda a hora. 
Sem norte!
Agora está um governo grande. Aumentou o número de pastas, distribuíram-se novas competências na recente lei orgânica, os resultados é que continuam pequeninos.
Sobre estes resultados pequeninos, de quem tanto prometeu antes de ser eleito, chamo a atenção dos estimados leitores para o sítio do poço sem fundo onde a dívida pública já vai... isto apesar dos tais cortes chorudos em todo o dinheirinho que mexe e que não mexe. Cortes em tudo o que é direito adquirido. Cortes no Serviço Nacional de Saúde. Cortes na Educação. Cortes na Segurança Social. Despedimentos...
O resultado é o que se vê na notícia abaixo.
Parece certa a tese de que a receita para o país de austeridade em cima de austeridade, só pode destruir Portugal. Acabar com os circuitos naturais da economia pelo fechar da torneira do dinheiro, do investimento, do emprego.
Já se viu um rio correr se lhe cortarem a água na nascente? assim este país está: como um rio que seca à nascença, sem confiança, sem incentivo, sem liderança que mobilize os portugueses, sem se vislumbrarem soluções sérias e credíveis que mudem o rumo das coisas.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


A dívida pública portuguesa voltou a aumentar, superando os 130% do produto interno bruto (PIB), no final de Junho. Em termos nominais, o valor supera os 214 mil milhões de euros, ultrapassando, em ambos os casos, as metas acordadas com a troika.

A dívida pública atingiu os 131,4% do PIB no final do primeiro semestre deste ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal através do Boletim Estatístico.

Este valor compara com a estimativa de 122,9% incluída na última avaliação da troika às contas nacionais para o final deste ano. 

Em termos nominais, a dívida nacional atingiu os 214,57 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 1,43% face ao primeiro trimestre do ano, altura em que a dívida cresceu para os 211,5 mil milhões de euros.

Comparando com os números que constam na sétima avaliação do programa de ajustamento português, este número supera as estimativas para o acumulado do ano, cuja previsão é de 202,1 mil milhões de euros para este ano.

Considerando a dívida líquida de depósitos da administração central, a dívida nacional cresceu de 115,8% no primeiro trimestre para 118,4% no final de Junho. Em termos nominais, este indicador encontra-se nos 193,3 mil milhões de euros, segundo os dados do Banco de Portugal.

Esta tendência de aumento foi transversal a todos os segmentos que são contabilizados. Entre as empresas públicas verificou-se um aumento de 28,8% do PIB para 29,5%, entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.

quarta-feira, junho 05, 2013

Dois anos aos pontapés ao PIB e não só...


Nosso comentário:


No mesmo dia em que são cumpridos dois longos anos deste governo, soube-se de fonte fidedigna, INE (Instituto Nacional de Estatística) que o PIB (Produto Interno Bruto) de Portugal caiu 4%, só no 1.º trimestre deste ano.
Mau de mais.
Custa até a engendrar palavras só negativas sobre a situação que se vive, pois tal exercício não faz de todo o meu género e aumenta o estado geral deprimente que se vem vivendo e que se agrava de dia para dia.
O discurso oficial é o de adiar a tragédia, ir dizendo que isto mais aquilo, querem fazer crer, especialmente os que lá estão, que a estabilidade é necessária, que, que, que, mas a verdade está bem à vista e este não é caminho credível para levantar Portugal do atoleiro onde o estão a enterrar.
Nem mentindo, nem roubando, nem errando.
Seja oposição, sejam múltiplos setores do regime, já não acreditam neste arrastar de asa, falhanço atrás de falhanço, previsão errada atrás de previsão errada.
Infelizmente, e no meio desta trapalhada toda, são os portugueses quem vai pagando as favas. 
Uns, tentam vias de desenrascanço, outros, de sobrevivência, outros, de quase impossível resistência.
Sobram claro está os muito ricos, os do topo da pirâmide, que encontram sempre maneiras de se safar e bem nestas situações.
Aproximam-se testes difíceis à governação e, a não haver o milagre de Nossa Senhora de Fátima de que falava o senhor Presidente da República há dias, vislumbramos cada vez maiores dificuldades para a estabilidade mórbida alaranjada. 
Um beco de difícil  saída, em que as políticas aplicadas depois das últimas eleições legislativas se enredaram, enredando a democracia e o todo nacional.

PS. Deixo algumas curiosidades interessantes, para aliviar a temática "atualidade nacional" que nos consome.


  1. Fiquem bem,

    António Esperança Pereira



Você Sabia?


1    Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: "O Killed" (zero mortos). Daí surgiu a expressão " O.K." para indicar que tudo está bem.

2    Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao referirem-se a São José, diziam sempre " Pater Putativus", (ou seja: "Pai Suposto" de Jesus) abreviando em P.P. Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os " José" de "Pepe".

3    Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história: Espadas: Rei David (Israel) – Paus: Alexandre Magno (Grécia/Macedónia) – Copas: Carlos Magno (França) – Ouros: Júlio César (Roma)

4    No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus ". O problema é que São Jerónimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos" como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A ideia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
Existe também a definição de que "buraco de agulha" eram os espaços deixados nas muralhas das cidades antigas onde poderia passar uma pessoa, mas não um camelo, pois ele teria que passar ajoelhado. Talvez tenham feito isto para não ser obrigado a dormir sentindo o mau cheiro dos camelos. Mas a idéia da frase continua a mesma: A tentação do dinheiro, do poder é muito grande e faz com que muitas pessoas se distanciem do caminho de Deus para servir a outros deuses.

5    Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, assustaram-se ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio repetia " Kan Ghu Ru", e portanto adaptaram-no ao inglês, "kangaroo" (canguru ). Depois, os linguistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo".

6    A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar e o índio respondeu " Yucatán". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando "Não sou daqui".

7    Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D. Pedro I, que quando foi Rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto). Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um "O" no final do nome. O erro permanece até hoje. Acredite se quiser...

sexta-feira, dezembro 07, 2012

85% de cortes e a dor de uma dose cavalar...


Nosso comentário:


Mais um dia se vai finando neste nosso Portugal sem Abril por perto.
Ouvem-se ecos de notícias menos boas do que era costume uns tempos atrás. A cada dia que passa o enjoo pelo que se passa vai aumentando.
Viciam-nos numa enxurrada de suposta democracia, qual caganeira de palavras dúbias e enganosas. Para muitos, este regime que vigora, de democracia só já tem o nome.
Haverá no senso comum, cada vez mais "ditadores" do que democratas. A sua "democracia, a desses ditadores," advém-lhes do facto de exercerem as suas funções com o beneplácito do voto de alguns cidadãos que eles próprios angariam nas campanhas eleitorais para validar 4 ou 5 anos de poleiro.
Digo alguns cidadãos porque é sabido como a "coisa política" se vem degradando, ao ponto de haver eleições em que já não votam metade dos eleitores. E quem é eleito para ser "ditador em democracia" terá quando muito a metade da metade dos votos do eleitorado potencial.
Muito pouco para se governar com o selo firme da democracia, muito pouco para se poderem tomar medidas cegas e prepotentes mais ao jeito das ditaduras.
São muitos os que começam a pensar seriamente, tirando claro está, os que já o fazem, em deixar de ir às urnas no dia das eleições validar esta gente que em nada corresponde, no mínimo sequer, ao prometido em campanhas eleitorais.
Votar para quê?
Uma pergunta que começa a fazer sentido mesmo para os democratas. Para aqueles que se bateram pela liberdade, que viram no voto livre uma afirmação de dignidade e afirmação de cidadania.
Ainda hoje voltava o dr. Passos Coelho, 1.º ministro deste país, a afirmar que Portugal não é a Grécia. Como se os portugueses fossem parvos, estúpidos, analfabetos, como se algum dia Portugal tivesse sido a Grécia...
O 1.º ministro disse isto para justificar mais um dito por não dito, dizer que é melhor não pedir as condições mais favoráveis que são dadas atualmente aos gregos.
Foi por isto que ele o disse.
Já o tinha visto interessado nessas condições favoráveis. Mas talvez os recados vindos dos mandantes o tenham feito mudar de opinião.
Porque, quanto ao resto, creio que ele sabe que Portugal não é a Grécia.
E também deve saber, completando tal verdade, que a capital de Portugal é Lisboa, a capital da Grécia é Atenas. A 2.ª cidade de Portugal é o Porto, a 2.ª cidade da Grécia é Salónica.
Depois neste dia a dia do nosso Portugal em que tanta coisa menos boa acontece, vieram-me duas notícias que me fizeram vir a correr para o blogue e me tiraram a vontade de ler mais o que quer que fosse na comunicação social.
O dr. Medina Carreira, ex-ministro das finanças foi vasculhado, quer dizer a sua casa, pela polícia judiciária. Estas buscas foram desenvolvidas no âmbito da operação "Monte Branco", estando em causa um conjunto de movimentos financeiros, ocorridos entre 2006 e 2012, realizados no quadro de um esquema de ocultação da origem dos fundos e da sua conversão em numerário, abrangendo montantes, na sua totalidade, superiores a 30 milhões de euros. Este senhor tem inúmeros fãs, pelo que oxalá tudo não passe de uma cabala, como agora se diz. Sobretudo para não frustrar as espectativas de honestidade que nele depositam seus fãs.
Com o dr Medina Carreira em "queda" também a queda de 3,5% do PIB no 3º trimestre do ano é pior do que previsto pelo próprio INE, as exportações continuam em desaceleração e o emprego em queda. 
Passos Coelho insiste em falar em “bons resultados”.
 
 
PS. Ainda na ótica dos bons resultados que Passos teima em sublinhar, deixo aos leitores a notícia que é testemunho da imaginação e criatividade férteis deste governo: nada de crescimento como se vê acima, e cortes sempre feitos onde é mais fácil: reformados, pensionistas, doentes, estudantes...


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Educação e Segurança Social valem 85% dos cortes


por Luís Manuel Cabral
 
 
Vítor Gaspar pediu corte de mil milhões de euros na Educação e 2.700 milhões na Segurança Social.
 
O "Diário Económico" escreve na sua edição de hoje que "Segurança Social e Educação são as funções sociais do Estado que vão suportar a maior fatia do corte de 4,4 mil milhões de euros que o Governo tem de fazer no âmbito da reforma do Estado". O jornal apurou que "só nestas duas áreas, o Ministério das Finanças definiu uma redução de cerca de 3.700 milhões de euros, o que corresponde a 85% do total do corte na despesa".
O jornal adianta ainda que "A Saúde também será chamada a contribuir, mas apenas com um corte de cerca de 180 milhões de euros. Às áreas da Justiça, Defesa e Administração Interna caberá uma fatia de 500 milhões de euros. No total, chegar-se-á a cerca de 4,4 mil milhões de euros, um valor ligeiramente superior aos quatro mil milhões inicialmente anunciados pelo primeiro-ministro".

sábado, agosto 18, 2012

Lê o texto e decide o que é melhor para ti...


Nota do autor do blog/site: Com os políticos de férias, com Lobo Antunes, com todo o respeito que me merece, a dizer mal de quase todos, menos de alguns...vá-se lá a saber porquê...com notícias atualíssimas de que Francisco Louçã irá deixar o Bloco de Esquerda, só a liderança, estamos em crer) ocorreu-nos que é primo direito do atual ministro das finanças...mas isso só por si não seria razão para debandar do "seu" BE, porque há famílias inteiras distribuídas por todos os partidos, são amigos na mesma e "a coisa" dá para todos... Bom, seja como for, com tudo de pantanas neste país, os combustíveis mais caros do que nunca, o desemprego mais elevado do que nunca, o PIB nacional em maior queda do que nunca, os impostos em maior alta do que nunca, quase todos os portugueses a pagar tudo mais caro e com menos dinheiro...etc etc. mesmo assim resolvemos optar por um texto brincalhão que nos enviaram. É fim de semana, há muita e boa gente de férias a precisar de descontrair, outra tanta a precisar de animar as suas mágoas, pelo que o texto abaixo é curtido, está bem caçado, pode fazer esboçar um sorriso mesmo aos mais deprimidos com o atual estado das coisas. Leiam que vão gostar.


Fiquem bem, António Esperança Pereira
 

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

No caso de teres as ideias baralhadas sobre estes dois ambientes, isto deve ajudar a tornar as coisas um bocadinho mais claras!!!

NA PRISÃO
Passas a maior parte do tempo numa cela de 3x3 metros.
NO TRABALHO
Passas a maior parte do tempo num cubículo de 2x2 metros.

NA PRISÃO

Tens três refeições por dia completamente grátis.
NA PRISÃO
Tens assistência médica e dental GRÁTIS.

NO TRABALHO

Tens uma pausa para uma refeição, que tens que pagar.
NO TRABALHO
Tens um seguro de saúde (que sai do teu salário) e que pode ou NÃO cobrir os tratamentos de que precisas.

NA PRISÃO

Reduzem-te o tempo se te portares bem.

NO TRABALHO
Dão-te mais trabalho se te portares bem.

NA PRISÃO
O guarda fecha e abre as portas para ti.

NO TRABALHO
Muitas vezes tens um cartão de acesso e tens que abrir e fechar as portas tu mesmo.

NA PRISÃO
Podes ver televisão e jogar o que quiseres.

NO TRABALHO
Podes ser despedido por ver televisão e jogar no computador.

NA PRISÃO
Tens uma retrete privativa.

NO TRABALHO
Tens que partilhar a retrete com gente que mija no assento.

NA PRISÃO
Autorizam-te a receber a visita da tua família e amigos.

NO TRABALHO
Nem sequer admitem que converses com a tua família.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Velório de consequências trágicas...





Nota do autor do blog/site:


De entre notícias e artigos do facebook publicamos hoje um pequeno artigo que nos dá conta sumariamente de como vão as coisas neste país. Temos dado pouca atenção à "coisa política", até porque os senhores da dita política estão maioritariamente de férias. Bem precisam, pois o trabalho desenvolvido é cansativo. Temos de concordar que não é para todos, pôr um país em tão mau estado como ele vem ficando. E, a avaliar  pelo discurso de Passos Coelho no Algarve aos militantes PSD, ainda a procissão vai no adro... parece que a venda de tudo o que temos de bom, ainda nem começou. Daí que o que vier a seguir às negociatas não augura futuro que se cheire. Há todavia que manter o otimismo, acreditar que este Portugal sem rumo poderá mudar de um momento para o outro, assim os portugueses queiram e façam por isso. Para já e pelo que se lê, as coisas parecem ir de mal a pior; é difícil vislumbrar engenho e arte nos que governam para mudarem o rumo dos acontecimentos.


PS. Acreditem caros leitores que nos esforçamos imenso por ver algo de positivo neste governo...só que o que acontece no final de cada esforço, é um cansaço dos diabos, totalmente inglório.  
-------------------------------------------------------------

Por: Lara Ferraz

















16 de Agosto de 2012 
Estamos a assistir a um velório da economia e da vida das pessoas, que é pior.

O INE revelou que o DESEMPREGO atingiu o seu valor MAIS ALTO DE SEMPRE no segundo trimestre deste ano, 15%, e o PIB registou a maior quebra desde 2009, 3,3% face a período homólogo.

A economia portuguesa é uma das economias europeias em que mais gente que trabalha depende do seu salário para viver... atingimos uma taxa de desemprego desta natureza, (que tem) consequências desastrosas, com consequências sobre os mais fracos, sobre aqueles que justamente estavam inseridos no mercado.

Por conseguinte, o objectivo de empobrecer Portugal e os portugueses está a ser cumprido plenamente.

Ou estamos a ser governados por políticos e por pensadores perversos, ou então, por gente incompetente.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO056117.html?page=0



www.dinheirovivo.pt

Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...