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quinta-feira, dezembro 22, 2022

Primeiro-ministro da Croácia acusa o Presidente do país de ser aliado de Putin

 


Primeiro-ministro da Croácia acusa o Presidente do país de ser aliado de Putin© Johanna Geron


O primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic, acusou hoje o Presidente do país báltico, Zoran Milanovic, de ser aliado de Vladimir Putin, e criticou a falta de apoio maioritário do Parlamento para aprovar treino militar aos ucranianos.

O social-democrata Zoran Milanovic, que é o comandante supremo das Forças Armadas croatas, rejeitou a participação do seu país na missão da União Europeia (UE) para treinar soldados ucranianos.

"A Ucrânia não é um aliado. Eles tentam criar isso à força. Esta é a União Europeia de hoje. Uma ninharia, zero", realçou na terça-feira o Presidente croata, cujo país faz parte da UE desde 2013 e da NATO desde 2009.

Além disso, qualificou de "mentiroso" o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, por alegadamente "inventar razões" para não permitir que soldados croatas fizessem parte da missão da UE na vizinha Bósnia-Herzegovina.

Já o conservador Andrej Plenkovic, realçou que se o chefe de Estado é contra a assistência militar à Ucrânia, então "está claro que está do lado [do Presidente da Rússia, Vladimir] Putin".

Plenkovic acusou ainda o Presidente de causar enormes danos ao país com o seu comportamento "irresponsável e pouco confiável".

O primeiro-ministro croata critiou ainda o Parlamento por não ter apoiado com a maioria necessária uma missão de treino do Exército croata para soldados ucranianos.

"Isto é uma vergonha. Impediram a Croácia de fazer parte do Ocidente, de estar com os nossos aliados e de ser solidária com a Ucrânia", destacou o chefe de governo em entrevista à rádio pública.

"Esta é uma decisão anormal, que não é de forma alguma do nosso interesse nacional", acrescentou Plenkovic.

Parlamento croata apoiou na passada sexta-feira a missão de treino croata para os militares ucranianos com 97 votos, mas não obteve a necessária maioria de dois terços (101 votos) para aprovar a iniciativa apresentada pelo governo.

O plano do governo previa o envio de 80 oficiais do Exército croata para participar da missão de assistência militar da UE à Ucrânia (EUMAM Ucrânia).

Além disso, o Exército croata tinha previsto treinar uma centena de ucranianos em território croata em setores não bélicos, como saúde, resgate e engenharia.

Fiquem bem

Visitem o meu novo livro clicando abaixo. Partilhem ou deixem "gosto". Obrigado

Net...Net...Tempo Incerto | António Esperança Pereira - Bubok

sábado, março 13, 2021

Ou há igualdade ou começa cada um a desenrascar-se

Nota breve do autor do blog: cuidava eu que eram só os Açores a quererem furar o esquema das vacinas europeias. Afinal, quando os açorianos pretendem encontrar formas alternativas de obter vacinas, não são caso único. Seja na China, seja na Rússia, nos EUA, é preciso é comprar vacinas que há falta delas, assim se pensa nos Açores. Pois também em outras partes da Europa se pretende "tocar a reunir" para analisar o que se passa com a desigualdade de distribuição de vacinas pelos diversos Estados Membros. Partilho esta notícia que me parece pertinente.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Áustria, República Checa, Eslovénia, Bulgária e Letónia pediram uma reunião "o mais rápido possível" entre os 27 da União Europeia (UE).

© SIC Notícias

Áustria, República Checa, Eslovénia, Bulgária e Letónia pediram uma reunião "o mais rápido possível" entre os 27 da União Europeia (UE) sobre as disparidades na distribuição de vacinas, de acordo com uma carta publicada este sábado.

Na sexta-feira, o chanceler federal austríaco, o conservador Sebastian Kurz, acusou alguns Estados-membros da UE de terem negociado nos bastidores "contratos" com laboratórios, criticando a distribuição desigual de vacinas contra a covid-19 entre os países da região.

Um alto responsável da UE, que confirmou a receção da carta dos cinco países, salientou que uma cimeira dos 27 líderes da UE estava prevista para 25 e 26 de março e que a "coordenação da luta contra a pandemia era o primeiro ponto da agenda".

Trata-se de uma reunião que o presidente do Conselho, Charles Michel, gostaria de organizar presencialmente, acrescentou a mesma fonte.

O chanceler Kurz e os seus quatro homólogos enviaram a carta a Charles Michel como também à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Na missiva, os cinco países afirmam que "as entregas das doses de vacinas pelos laboratórios farmacêuticos aos vários Estados-membros da UE não são efetuadas de forma justa".

Se este sistema perdurar, "continuar a criar e a exacerbar enormes disparidades entre os Estados-membros até ao verão, de modo que alguns deles seriam capazes de alcançar imunidade de grupo em algumas semanas, enquanto outros ficariam para trás”, é referido na carta enviada.

Face a isto, é pedida "a organização de uma reunião sobre esta questão importante entre os dirigentes o mais rápido possível", referem os cinco países europeus.

Kurz tinha especificado, na sexta-feira, que, quando falou com vários dos seus homólogos europeus, detetaram que vários países, como Malta, Dinamarca ou Países Baixos, recebem muito mais doses do que outros, como a Bulgária ou a Croácia.

"Se isto continuar assim, Malta terá, nos próximos meses, três vezes mais vacinas do que a Bulgária (em relação à sua população), enquanto os Países Baixos terão o dobro da Croácia, disse Kurz, numa conferência de imprensa.

De acordo com a atual taxa de entrega de vacinas, disse Kurz, há países - como Malta ou Dinamarca - que poderão vacinar toda a sua população já em maio, enquanto outros, como a Bulgária e a Letónia, não o conseguirão fazer antes do final do verão.

A Áustria está a receber o número de vacinas acordadas entre os líderes europeus em junho, garantiu o chanceler.

Apesar da gravidade das acusações, o chanceler destacou que não se trata de uma crítica à UE, mas de um alerta para que o que foi acordado em junho pelos líderes europeus seja cumprido.

Podem visitar-me aqui:

Poemas deste mundo e de outro | António Esperança Pereira - Bubok

segunda-feira, janeiro 18, 2021

União Europeia vacinará 70% até ao verão

 


A Comissão Europeia vai encorajar Estados-membros a estabelecer um objetivo de vacinação de pelo menos 70% da população até este verão, de acordo com um projeto das últimas recomendações de resposta à pandemia que deverá ser divulgado na terça-feira, ao qual a Bloomberg (em inglês) teve acesso.

“Até março de 2021, os Estados-membros devem ter vacinado um mínimo de 80% dos profissionais de saúde e de assistência social e das pessoas com mais de 80 anos“, e “até ao verão de 2021, os Estados-membros devem ter vacinado um mínimo de 70% da população adulta”, lê-se no documento.

A Comissão Europeia também promete acordar até ao final deste mês um protocolo para os certificados de vacinação “que podem ser reconhecidos e utilizados nos sistemas de saúde em toda a UE [União Europeia] – e que poderiam ser aumentados globalmente em coordenação com a Organização Mundial de Saúde”.

Tais certificados poderiam substituir as quarentenas e os requisitos de teste, provando que “já não se corre um risco elevado de viajar”. A ideia reflete o anseio das economias dependentes do turismo, mas há países relutantes, como a França, pois consideram que os certificados parecem tornar as vacinas obrigatórias, numa altura em que não estão disponíveis para todos devido a restrições de fornecimento.

O projeto, que ainda está sujeito a alterações até ser formalmente divulgado, vem no meio de um aumento de infeções entre os países europeus, que levaram a novos confinamentos e a um prolongar da recessão económica, escreve a Bloomberg.

O documento da Comissão Europeia também inclui outras recomendações como o rastreio de novas estirpes, a expansão da utilização de testes rápidos e o desencorajamento de viagens não essenciais. Adicionalmente, o executivo europeu quer ajudar os membros a criar centros de vacinação.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quinta-feira, dezembro 31, 2020

Pai de Boris Johnson opta Europa

Nota breve do autor do blog: Foi uma surpresa hoje ao chegar a casa e me disseram: sabes que o pai do Boris Johnson pediu a nacionalidade francesa? sério, disse eu. Essa é uma notícia interessante no dia de o RU cortar os laços com a UE. Sendo eu um simpatizante moderado dos ingleses tive pena da atitude britânica. Sei que os britânicos são um povo "sui generis", gostam de ser diferentes em montes de coisas. Agora, tratando-se de um dos países impulsionadores daquilo que viria a ser a União Europeia, foi com mágoa e estranheza que os vi tomar a decisão que tomaram. E quem não quer estar connosco, é porque não se sente bem connosco, certo? pois que sejam felizes e que a decisão os guinde ainda mais alto ao pico dos noticiários mundiais com as suas princesas e os seus príncipes. Também com os seus famosos futebóis. A Premier League não é?

Fiquem bem e tenham um Ano 2021 muito Feliz.

António E. Pereira

Pai do primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu nacionalidade francesa© TVI24 Pai do primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu nacionalidade francesa

O pai do primeiro-ministro britânico, Stanley Johnson, iniciou o procedimento para obter a nacionalidade francesa e assegurou à imprensa que se sente europeu.

Não é uma questão de me tornar francês. Se bem entendi, já o sou. A minha mãe nasceu em França, a sua mãe era francesa e o seu avô era francês. Para mim é uma questão de recuperar o que já sou e é por isso que estou feliz", disse Stanley Johnson à estação de rádio francesa RTL.

O escritor e antigo deputado conservador disse numa declaração em francês que "será sempre" europeu.

Não podemos dizer ao inglês: você não é europeu. A Europa será sempre mais do que o mercado comum e a União Europeia", defendeu Stanley Johnson a horas da formalização da saída do Reino Unido do bloco europeu, mas considerou que "ter uma ligação com a União Europeia é importante".

O primeiro-ministro, o eurocético Boris Johnson, que fez do Brexit o centro das suas políticas, mantém divergências com a sua própria família sobre a separação de Bruxelas.

O seu pai votou contra os Brexit e os seus irmãos, a jornalista Rachel Johnson e o também político Jo Johnson, manifestaram o desejo de que o Reino Unido continuasse a fazer parte da União Europeia.

O Reino Unido corta os laços com a União Europeia hoje às 23:00 (24:00 hora de Bruxelas), quase um ano depois de deixar oficialmente o bloco de 27 países na sequência de um referendo popular em 2016, deixando de ter acesso ao mercado único e de estar sujeito ao Tribunal Europeu de Justiça.

quarta-feira, janeiro 29, 2020

IVA da energia a 13% era boa jogada do Governo


Swipe News, SA IVA da luz a 6% em Portugal seria dos mais baixos da UE. Só Malta cobra menos

O ECO foi olhar para as taxas de IVA nos 28 países da União Europeia (UE). A conclusão é a de que basta Portugal descer o IVA da energia para a taxa intermédia de 13% (no continente) para ficar entre os cinco países com a carga fiscal mais baixa sobre a energia.

Mas caso o Orçamento do Estado (OE) vá ainda mais longe, com uma redução para os 6%, que é a taxa reduzida de IVA no continente, Portugal fica mesmo com a taxa mais baixa da UE, logo a seguir a Malta, e igual à que é cobrada na Grécia.

Dos 28 Estados-membros da UE, apenas cinco aplicam taxas sobre a energia que são diferentes das taxas padrão — que são as mais elevadas. A Irlanda, por exemplo, cobra uma taxa intermédia de 13,5%, enquanto Itália tem mesmo uma taxa específica de 10% para a energia, ambas substancialmente inferiores à taxa “normal”.

Já o Luxemburgo aplica uma taxa reduzida de 8%, apesar de não ser a taxa mais baixa que é aplicada no país, que pode chegar aos 3% na aquisição de certos tipos de bens. Grécia e Malta estão no fim da tabela, com as taxas de IVA sobre a energia mais baixas de todos os Estados-membros. São de, respetivamente, 6% e 5%.

Assim, se Portugal reduzir o IVA da energia para os 13%, deixa de estar a meio da tabela para passar a ter a 24.ª taxa de IVA mais baixa neste setor. Já no caso de a taxa passar aos 6%, Portugal passa a ter a segunda taxa de IVA da luz mais baixa da UE, equiparável à da Grécia, como mostra o gráfico abaixo.
Fiquem bem,




quarta-feira, julho 10, 2019

UE pede desculpa a Portugal

© Fornecido por Euronews SA

2017 foi o ano mais trágico de Portugal no combate aos incêndios. As chamas fizeram mais de 100 mortos e destruíram 442 milhares de hectares de floresta e povoamentos.
O drama marcou também um antes e depois na capacidade de resposta da União Europeia (UE).
Dois anos mais tarde, o comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crises, o cipriota Christos Stylianides, admitiu que Bruxelas falhou no apoio ao país.
"Infelizmente, não prestámos a devida assistência aos portugueses e, claro, tivemos mais de cem vítimas, como se devem lembrar. Esta dolorosa experiência foi para nós uma situação chocante e penso que isso foi como uma rampa de lançamento para insistirmos e atualizarmos a estrutura de resposta anterior", declarou o responsável.
O comissário europeu revelou ter telefonado em outubro desse ano aos governantes dos estados-membros com a tutela da proteção civil. A resposta de uns foi que também precisavam dos meios de combate. Já outros confessaram não dispor mais desses meios em pleno outono.
Da tragédia nasceu a estratégia comunitária RescUE, que para 2019 e 2020 conta com um orçamento de 200 milhões de euros e funciona como uma rede de segurança extra para situações de catástrofes.
O mecanismo inclui ainda uma frota inicial composta por sete aviões e seis helicópteros, mas a própria Comissão Europeia reconhece que é preciso aumentar a capacidade de resposta para o futuro.
Este ano, a Croácia, França, Itália, Espanha e Suécia colocaram aviões e helicópteros à disposição da frota de transição do "rescUE" 2019, que estão operacionais de junho a outubro para socorrer qualquer país que seja afetado por incêndios florestais. Será também utilizado o sistema de satélites Copernicus da UE para cartografar as emergências resultantes dos incêndios.

PS Oxalá melhore a solidariedade e a sua eficiência entre os países da UE

Fiquem bem,

quinta-feira, julho 28, 2016

Os burros e o mercado acionista!


Nosso comentário:

Em Portugal passou, pelo menos para já, o medo de ser castigado por Bruxelas, o tal medo das prometidas "sanções" da UE por via de uma décima ou outra em falta com relação ao incumprimento do défice.
Sinceramente fiquei satisfeito com a decisão de não haver sanções. Foi uma boa decisão para a UE e para Portugal. Prevaleceu finalmente algum bom senso e, modéstia à parte, espero que o nosso blog tenha contribuído para esse desfecho positivo.
Muitos decisores políticos de Bruxelas, para a formulação de um bom juízo sobre a matéria, não deixaram com certeza de fazer uma leitura atenta dos desabafos simples mas sinceros aqui expressos nos últimos dias.
Fizeram bem ler o blog, decidiram bem.
Dito isto, deixo abaixo um texto que recebi, "Os burros", meio humorístico, mas sobre o qual aconselho os leitores a fazerem uma breve meditação.


Fiquem bem,

António Esperança Pereira



Os burros

Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada.

Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro.

O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros.

Quando os habitantes diminuíram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.

Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo.

 É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça.

O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros.

Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.

É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vendê-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?

Toda a gente concordou.

Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.

Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente – somente burros por todo o lado!

Entendem agora como funciona o mercado de Ações e porque apareceu a crise?

terça-feira, julho 26, 2016

A "Grande UE" sancionará o "menino Portugal?"


Nosso comentário:

Amanhã parece ser o Dia D para Portugal e Espanha relativamente às sanções a aplicar aos dois países.
Trata-se de uma telenovela estranha, reconhecidamente descabida e sem sentido numa Europa que se debate com tais e tantos problemas causadores, esses sim, de grandes preocupações.
Os senhores de Bruxelas, a quem ouço chamar de burocratas, apertam permanentemente o seu amigo e aliado de União, Portugal, com ameaças. Dizem que o irão sancionar às terças, quintas e domingos, que não o irão sancionar, às segundas, quartas e sextas.
Dizem ainda, para manter a pressão sobre o nosso país, que adiam a decisão para mais tarde.
Enfim...
Parece coisa de quem não tem mais nada que fazer na monotonia e enfado dos salões da "corte" de Bruxelas. 
Agora, fala-se numa nova figura de estilo que apareceu na telenovela das sanções que nos enche os lares todos os dias.
Trata-se da "sanção zero".
Não sei o que é uma "sanção zero", porque zero é coisa nenhuma. Dá para imaginar que seja assim um mandar Portugal ajoelhar-se de castigo virado para a parede, por se portar mal.
Puro entretenimento mas que não tem graça nenhuma.
É que ao que parece, houve já mais de 150 infrações do género cometidas pelos mais diversos países e que até à data nenhum desses países foi sancionado.
Então pergunta-se:
Porquê Portugal?
É por isso que vale a pena ler as declarações de Catarina Martins, as quais espelham o sentimento comum de quem se sente indignado por este tratamento "diferente" a Portugal.
Isto numa altura em que nada justifica esta atitude arrogante e prepotente dos senhores de Bruxelas, que na minha modestíssima opinião deveriam estar a trabalhar em dossiers bem mais graves e do interesse da Europa, do que os 0,0 ou 0,1/%  de sanção ao "menino Portugal".

Fiquem bem,

António Esperança Pereira


Em Vila de Conde, à margem de uma visita à feira anual de artesanato, Catarina Martins afirmou que aquela instância europeia está a decidir se multa Portugal por ter feito "tudo o que ela queria", realçando que os portugueses já sofreram o "mau resultado" das medidas exigidas pela Comissão Europeia durante o período de ajustamento.
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A líder do bloco afirmou ainda não ter muita esperança de que a Comissão Europeia chegue à conclusão de que aplicar sanções a Portugal "não tem sentido nenhum" e lembrou que as referidas sanções não foram aplicadas a outros países em situação semelhante.
"Um bom resultado seria que a Comissão Europeia chegasse à conclusão de que as sanções são uma irresponsabilidade, que são ilegítimas e que não têm nenhum sentido. Se eu tenho esperança que a Comissão Europeia tenha essa sensatez e esse sentido de responsabilidade, confesso que não tenho muito", afirmou Catarina Martins, quando questionada sobre qual seria um bom resultado da reunião de quarta-feira que poderá decidir que multas serão aplicadas a Portugal e Espanha.
Segundo Catarina Martins, "a Comissão Europeia está a decidir se aplica ou não uma multa a Portugal por causa do défice de 2015 e tem a ver com os processos de défice de 2013 e 2015, período em que houve um Governo de PSD/CDS que fez tudo o que a Comissão Europeia queria".
E, explanou, "tudo o que a Comissão Europeia queria deu um mau resultado" sendo que, realçou, "esse mau resultado sofreram já as pessoas que vivem neste país".
Por isso, Catarina Martins garantiu apoiar o Governo de António Costa na luta contra o processo de sanções.
"Nós temos dito desde a primeira hora que devem ser utilizados todos os meios para contestar o processo das sanções, este é um processo ilegítimo. O Governo deve utilizar todos os meios, incluindo recorrer a tribunais, se achar que esse é o caminho. O Governo tem todo o apoio do BE para contestar o processo de sanções", assegurou.
Catarina Martins deu ainda conta não aceitar o argumento de que a aplicação de sanções faz parte das "regras" da União Europeia.
"Eu lembro que dos 28 países da União Europeia, já 24 estiveram em situações de incumprimento e nunca foi aberto processo de sanções sobre nenhum. Ninguém nos venha dizer que são as regras porque não são as regras. As regras não têm valido", disse.
"É mentira que isto sejam as regras", concluiu.

quinta-feira, junho 30, 2016

Brexit na agenda do dia


Nosso comentário:

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou ontem, terça-feira, que o "Brexit" pode nunca vir a ser implementado e que Londres não tem pressa para sair da União Europeia.
Com afirmações como esta, numa altura destas, por mais que a gente queira acreditar na democracia, aplique-se ela onde se aplicar, fica cada vez mais difícil.
Creio que são os próprios "democratas" que estão a enterrar a democracia. E com esse enterro segue juntamente uma União Europeia que pareceu de início, na sua essência, uma solução brilhante e de futuro para a nossa EUROPA.
Digo "nossa Europa", porque, por mais que uns se arvorem de mais europeus do que outros, creio que europeus somos todos nós, os nascidos e criados neste maravilhoso continente de que deveríamos gostar.
Deveríamos gostar, mas até parece que não gostamos. Estamos a trata-lo mal, a tratar-nos mal uns aos outros, apesar de supostamente unidos.
As políticas ultimamente seguidas mais apontam no sentido de uma desintegração dessa união do que de um verdadeiro caminhar para uma integração amiga a sério.
A Inglaterra resolveu sair.
Com razões para isso? sem razões para isso?
Creio que as duas coisas serão corretas dado o estado a que chegaram as controversas políticas de Bruxelas.
Portanto é um parto muito difícil, inesperado até, mas aconteceu.
Um dia ou dois após o resultado do referendo BREXIT, o secretário de Estado norte-americano disse, após uma conversa havida com o Primeiro-Ministro Cameron, que essa saída pode nunca acontecer.
Bom, John Kerry lá saberá o que diz e quem me dera até que tivesse razão.
De qualquer maneira parece-me uma afirmação que politicamente não faz sentido.
Não imagino o orgulhoso povo britânico conviver com a palavra "troca-tintas".
Sinceramente, imagino os ingleses fazerem muita coisa mas darem o dito por não dito, serem troca-tintas e medrosos, em relação a decisões tomadas, não acredito.
Portugal tem a mais velha aliança do mundo com os ingleses.
E só quero dizer isto: haja ou não haja problemas de maior a nível interno no seio daquele "velho aliado", é de acreditar que Portugal se dignará manter as melhores relações com o Reino Unido, mesmo no pós-BREXIT.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira





quarta-feira, março 16, 2016

Dos EUA à China, do Brasil à Rússia...


Nosso comentário:

Havia algum tempo já que não apresentava publicamente os números de visualizações do blog. Igualmente a distribuição geográfica dos leitores.
Aproveito hoje para fazê-lo mais uma vez, embora referindo apenas números concernentes aos dez países que mais visitam os meus escritos, o chamado Top 10.
É visível a supremacia de número de leitores de alguns países, três dos quais se destacam quase sempre, mês após mês: Estados Unidos da América, Portugal e Brasil.
Ainda nos 10 primeiros, mas já distantes daqueles três, vêm alguns países da União Europeia (Alemanha, França, Reino Unido e Espanha) e ainda a Ucrânia, a Rússia e China.
Para estes países os meus agradecimentos muito cordiais pela atenção que dão ao blog.
Fico-lhes muito grato acreditem.
Para os outros, alguns deles de língua oficial portuguesa, lamento não aparecerem mais por aqui, designadamente Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Vão aparecendo sem dúvida, particularmente de Angola, mas os visitantes não chegam para arribar ao Top 10.
Seja como for, para todos os que aparecem, independentemente do número global de visitantes do seu país, um muito obrigado.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira




Visualizações de páginas por país/último mês do blog

Gráfico dos países mais populares entre os visitantes do blogue

Entrada

Visualizações de páginas

Estados Unidos

3706
Portugal
862
Brasil
668
Rússia
269
Coreia do Sul
90
Ucrânia
72
República Tcheca
66
Alemanha
57
China
30
Espanha
28


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Gráfico dos países mais populares entre os visitantes do blogue

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Estados Unidos

249469
Portugal
202820
Brasil
92591
Ucrânia
5305
Alemanha
4849
Rússia
3650
França
3295
Reino Unido
3157
Espanha
2714
China
2690

terça-feira, maio 27, 2014

Derrota do governo: Vitória da abstenção


Resultado das Eleições para o Parlamento Europeu

eleiçõesO resultado das eleições de deputados para o Parlamento Europeu traduziu-se na maior derrota eleitoral de sempre da coligação PSD-CDS e confirmaram o profundo desejo de ruptura com a política de direita, imposta ao povo português pelo Governo e a troika (CE-BCE-FMI).
A dimensão da perda de 36%, 3 deputados e 521 mil votos em relação às eleições para o Parlamento Europeu de 2009, demonstra a brutal erosão da base social de apoio do Governo do PSD-CDS. Uma derrota que ganha ainda maior expressão quando se verifica que, em relação às legislativas de 2011, PSD e CDS perderam, no conjunto dos seus votos, mais de 67,7%.
Esta foi a resposta clara que emanou das urnas de voto a um Governo que fez dos trabalhadores e do povo os seus inimigos e da mentira, da manipulação e da mistificação, o seu cartão de apresentação e o manual da sua política oficial.
Os resultados das eleições para o Parlamento Europeu mostram, também, uma redução da percentagem global dos partidos comprometidos com a assinatura do memorando da troika, e um protesto inequívoco contra a política neoliberal da UE.
Estes resultados são a prova de que vale a pena lutar contra os que nos querem condenar a um presente de retrocesso e a um amanhã sem futuro.

PS. Deixo-lhes um poema de minha autoria, escrito à "boca das urnas"

Vitória da abstenção



Acorda poeta diz a Portugal
A tristeza em que se tornou
Um ato eleitoral

Votar seja no que for
É um gesto afirmativo de existir
Uma opinião própria guardada
Por sair
Que devia ser mais participada

Escolher caminhos diferenciados
Um rumo contrariando os poderosos
Clamar por justiça mobilizados
Justificam não sermos preguiçosos

Ante uma conquista como esta
O VOTO
Deveria o povo sentir festa
Não a monotonia
De um sofrido recôndito devoto

Pôr-se no lugar do examinando apto
Que pode chumbar o examinado inapto

Sei que o cidadão se arrasta por exausto
Por saber que pouco pode ante o poder
Daí que em vez de festa fica seca
O ato cívico que devia ser prazer

Sobe em flecha a abstenção
Ganham os que disso se aproveitam
Não os que merecem
E quer se queira quer não
Sobra da Democracia uma ilusão.
 
Fiquem bem

António Esperança Pereira


Publicação em destaque

Livro "Mais poemas que vos deixo"

Breve comentário: Escrevo hoje apenas meia dúzia de palavras para partilhar a notícia com os estimados leitores do blogue, espalhados ...